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Showing most liked content since 10/18/2017 in all areas

  1. 30 points
    Para não tumultuar o tópico oficial do @Gilberto, resolvi criar um tópico específico com as minhas experiências de uso do Bravo Mini. Assim aquele tópico oficial fica para dúvidas e esclarecimentos técnicos e nós azucrinarmos o Gil com pedidos absurdos e perguntas bestas só para ver se tem como ele ficar mais calvo e definitivamente nunca mais precisar ir ao cabeleireiro. Mesmo depois de MUITO incomodar o Gil, ele foi gentil o suficiente para fazer um BM para mim, e com a base. A primeira coisa que chama a atenção, é a solidez tanto do BM como da base. Tenho plena convicção que o conjunto vai ser herança de gerações futuras aqui, pois tanto o moedor como a base são extremamente robustos. Só o BM pesa 1,6 kg (já vou comentar sobre isso). Sou pediatra por profissão, mas tenho um grande apreço por máquinas e ferramentas, e com o passar dos anos criei gosto por ferramenta de qualidade. Minha esposa riu quando falei isso para ela, mas o BM me parece ferramenta de origem germânica de tão bem feito. A primeira coisa que fiz quando recebi as caixas foi abrir tudo e desmontar tudo o que não precisasse de ferramenta, e quando soltei o copo do moedor, sendo de metal, coloquei com cuidado sobre a bancada (de azulejo) para não riscar. Mas para a minha supresa, na base do copo tem um o-ring de borracha que funciona como suporte. E é esse tipo de detalhe que faz o BM simplesmente demais! Coisa de ferramenta profissional, feita por quem entende para quem entende. O acabamento tanto do moedor como da base são primorosos. Mas apesar do excelente acabamento, a qualidade das peças em termos de robustez parece coisa de padrão profissional, feitos para serem usados mesmo. Nada de peças de plásticos que dão aquele aspecto de quebrou-compre-outro que é a norma da indústria hoje em dia. Mas e funciona para moer café? É um moedor pesado, mas como podem ver, cabe na mão. Apesar do Gil chama-lo de Bravo Mini, eu acho ele bem grande, a ponto que sinceramente não acho prático para ser carregado por aí. Se fosse levar um moedor portátil, eu levaria o muito inferior Hario Mini e não o BM, simplesmente porque o trem é grande e pesado demais. Por causa do peso, achei meio incômodo de usar na mão, e olha que tenho mãos grandes. Perguntei para a minha esposa, com seus 164,5 cm (não sei porquê, mas ela faz muita questão desse 0,5 cm), o que ela acharia de usar sem a base, e após manusea-lo disse que só conseguiria usar com apoio. "Mas por que você quer usar ele na mão?", foi a pergunta que me fez em seguida. Para não me extender muito e esgotar meu dicionário de superlativos, o BM é muito bom, mas na base o BM é simplesmente f-o-d-á-s-t-i-c-o. Eu comprei o BM porque precisava de um moedor "bom para espresso". O meu Encore é (razoavelmente) bom para coados, mas apesar de ser no mínimo razoável para espresso, faz uma retenção sacripanta de pó, exigindo limpeza muito mais frequente. Por causa disso, acabava usando o bem mais prático Hario Mini, que é até bom para espresso, mas essa estória de ter de suar a camisa para tomar espresso não rola para mim. Nisso surge o Gil com o BM e base. O BM produz uma consistência na moagem que é impressionante. A foto acima é grão moído na regulagem 1v+9, que fiz para tirar um shot de espresso na Aram, usando o "Blend Clássico" da Lucca (torra de 30 de janeiro!) - fotos mais abaixo. Moí 16,1 g, e girando a manivela de forma bem suave, sem encostar na base ou no moedor com a outra mão, levei exatos 33 segundos! Ontem a noite, na mesma moagem e mesmo grão e mesmos 16 g, socando a bota levei apenas 22 segundos. Portanto ele é rápido, mais rápido até que o meu Encore. E por causa do tamanho da manivela e manípluo, mesmo sentando o cacete não cansa nem machuca a mão. Nessas duas fotos podem ver porque o meu copo não é preto como o resto do BM - queria poder ver com facilidade o pó lá dentro. Fiz essas duas fotos em seguida, mas a primeira fiz depois de tirar o copo com o máximo cuidado do moedor, sem bater em nada, pois queria pesar o resultado. Moí 16,1 g de grãos e no copo eu consegui 15,96 g. Coloquei o copo de volta no moedor e depois de umas batidas recuperei os parcos 140 mg que ficaram presos no moedor. Isso, senhores, representa apenas 1,15% de retenção. Que outro moinho faz isso? Resultado na xícara: espresso padrão (nota 8 talvez até 9 porque o Blend Clássico não é um pusta café). A impressão que tenho é que consegui tirar uns 90-95% do que esse grão tem para oferecer em um shot de espresso. Para tirar os 100% precisaria de uma cafeteira com melhor controle de temperatura. Mas sendo absolutamente sincero eu só sentiria a diferença se tivesse tirado os dois shots, um na Aram e o outro na tal cafeteira melhor, lado a lado e ao mesmo tempo. Crema grossa e persistente (só lembrando que a torra é de 30/01!) e um sabor bem equilibrado. Eu já tinha conseguido tirar vários shots nesse padrão de qualidade com esse mesmo grão, usando tanto o Encore como até o Hario Mini, mas com o BM foi rápido, sem suadeira e sem encheção de saco depois. Portanto, tenho espresso excelente em casa que é rapidíssimo de fazer até de manhã cedo (nenhuma cafeteira elétrica profisional bate a Aram nesse aspecto), mas sem cansar ou ter de ficar desmontando moinho para limpar. O BM basicamente aposentou tanto o meu Encore como o Hario Mini, pois ele faz o que os dois outros fazem, mas de forma muito melhor. A consistência de moagem é sempre fantástica, mesmo moendo mais grosso para coados. Ontem a noite moí uns 50 g (no 1v+15 a 1v+20) para V60, mas como estava de noite, nem perdi tempo de tentar fotografar, mas acreditem quando digo que o resultado também foi café moído de forma MUITO consistente. Só não usei ainda para Moka, AP ou FP. O moedor é realmente fora de série, contudo, a base é tão importante quanto o moedor. Sei lá que diabos de ventosa é essa que o Gil usa (não pego na mão de medo de nunca mais descolar), mas as quatro ventosas mantém a base absolutamente imóvel, não descolam de jeito nehum. E olha que a minha bacada é azulejo, acho que em vidro ou metal polido nunca mais descola. Firme desse jeito fica muito fácil usar o moedor, sem ser necessário nada de força - e as torras da Geórgia da Lucca (benzadeus!) sempre são mais para claras do que escuras. O Bravo Mini é simplesmente sensacional, o moinho que basicamente acaba com essa estória de ser preciso moedor específico para um método específico. É um equipamento bonito, robusto e eficiente, e ainda por cima, não depende de luz. Os meus mais sinceros cumprimentos ao Gilberto, pois criou um produto incrível.
  2. 27 points
    Agora que passou a correria da Compra Coletiva, dá pra contar um pouco da última aventura que arrumamos por conta do café. Todos os cafés dessa CC são das Matas de Minas ou de locais próximos. A Roast também anda fazendo negócios na região. Então foi pra lá que saímos na sexta dia 01/12 bem cedo pra fazermos o seguinte trajeto em 3 dias (ou pelo menos era a ideia): A: BH / B: Araponga / C: Santa Margarida / D: Coletivo Café (Venda Nova do Imigrante) / E: Guaçuí / F: Pedra Menina / G: Alto Caparaó Saímos de BH debaixo de chuva, que seria nossa companheira de viagem por boa parte do tempo. A primeira parada, depois de umas 7h na estrada, foi Araponga, estrela da vez nos concursos nacionais. Fomos recebidos pelo Paulo Henrique, seu pai e outros parentes, no escritório/laboratório de torra/tulha que a família tem na cidade. O gente boa estava acabando de preparar umas mesas de prova pra gente com cafés deles e outros produtores da região: Igor e Paulo Henrique no laboratório de torras Encontramos lá ninguém mais ninguém menos que Leo Moço, também aguardando pra provar os cafés. Fizemos duas rodadas de prova, e ficamos bem satisfeitos pelo lote 3 que havia sido escolhido pra CC, já que ele realmente estava dentre os melhores (o que veio a se comprovar quando ele ganhou o 3o lugar CD das Matas de Minas pela Emater). Tivemos a oportunidade de provar novamente o campeão do Coffee of the Year, que estava no nome da mãe do Paulo, a Sandra. Que cafezão!! Botamos as duas sacas do lote 3 no porta-mala, nos despedimos, e partimos rumo a Santa Margarida, sem saber os desafios que nos aguardavam na estrada. O caminho que fizemos passa por cima da Serra do Brigadeiro, e os cenários que apreciamos chegando na serra é dos mais bonitos que já vimos nessas nossas aventuras cefeinadas! Bate de frente com os vales do Caparaó! A foto aí não faz jus ao que a gente viu, quase não deu pra sair do carro por conta da chuva… mas é o que tem: Cenário próximo à Serra do Brigadeiro Depois de apreciar as paisagens tivemos que encarar já no escuro uns trechos beeem complicados de estrada de terra. Pra minha sorte o Igor tem experiência em trilhas um tanto mais difíceis, hehe. O registro na manhã seguinte mostra o estado que ficou o carro, causando essa cara de desgosto do gato Resultado do rally para Santa Margarida Chegamos bem tarde em Santa Margarida, e por mais inconvenientes que nos sentíssemos, fomos super bem recebidos pelo casal de produtores Rosângela e Eliéser! Nos hospedaram no improviso mas com um conforto pra ninguém botar defeito! Eu e o Igor com a Rosângela e Eliéser em sua propriedade em Santa Margarida Na manhã seguinte conhecemos rapidamente a propriedade, e foi muito legal ver o esforço que eles têm feito nas últimas safras pra produzirem cafés de qualidade. Terreiro suspenso na propriedade da Rosângela e Eliéser: uma das ferramentas usadas na busca por qualidade Como era uma quantidade maior de sacas que o casal iria nos fornecer, não teria como levar no nosso carro. Então combinamos a forma de entrega das sacas e partimos para Venda Nova do Imigrante, para participarmos de mais uma edição do Coletivo de Portas Abertas, no Coletivo Café, espaço super legal do pessoal do Have a Coffee. Este ano o evento foi bem mais completo, contando com vários cursos e palestras, rodadas de negociações, barracas com comidas variadas, etc. Encontramos com vários conhecidos, experimentamos cervejas artesanais da região, assistimos uma palestra da Raposeiras sobre torra de prova… Palestra da Isabela Raposeiras no Coletivo Café sobre torras de prova … e participamos das mesas de cupping para negociação: Uma das rodadas de prova e negociação no evento do Coletivo Café Os microlotes dos cafés provados (entre 15kg e 2 sacas) estavam sendo arrematados por valores pré-definidos pelos produtores, com um pequeno acréscimo a ser revertido para os custos do evento. Arrematamos uma saca de um pequeno produtor de Pedra Menina para a Roast. Já de noite, saímos numa chuva leve rumo a Guaçuí, pra encontrar com nosso amigo @dessidepaula. Mais uma vez lidando com estradas não muito favoráveis, chegamos bem tarde. Mas de qualquer forma, fomos recebidos de braços abertos pelo Leandro. Acordamos com uma mesa de café da manhã cinco estrelas nos esperando. Em seguida, fomos dar uma volta pelo cafezal pra ver como estava. Propriedade do Leandro Ficamos surpresos ao ver pés de Obatã Vermelho com os frutos ainda acabando de amadurecer em dezembro! E também foi curioso ver no mesmo pé cereja, flor, e frutinhos verdes. Na nossa última conversa com o Leandro, que ocorreu agora logo depois do Natal, ele comentou que esse Obatã V. já foi colhido e está seco. Ficou de nos mandar uma amostras desse café e com toda certeza tem potencial para aparecer por aqui novamente em futuro não tão distante. Cerejas do obatã vermelho, em alguns ramos se misturando com a florada da safra seguinte Voltamos da caminhada e fomo nos divertir no Probatino novinho em folha do Leandro. Fizemos vários batches, a maioria de cafés dele mesmo, e alguns de amostras que tínhamos ganhado na viagem. Torrando alguns batches no Probatino Logo em seguida já fizemos um cupping de alguns batches, e mesmo recém-torrados deu pra ver o potencial dos cafés do Leandro, e como o esforço em produzir melhores cafés está dando resultado, mesmo com tão pouco tempo. Após o almoço, o Leandro nos honrou com um convite: nessa nova fase que ele, a família e a fazenda estão vivendo no ramo de cafés especiais, ele está plantando árvores no pomar da casa como símbolos dos novos vínculos que ele está formando com pessoas do ramo. Então fomos convidados para plantar duas mudas que vão representar esse nosso laço de amizade, o trabalho que estamos realizando conjuntamente, e os projetos futuros que vamos construir. Igor e Leandro plantando uma muda como símbolo do vínculo que o café especial criou entre nós Três gerações de produtores: duas de fato, e uma estamos na torcida pra assumir o legado do pai Nos despedimos, pra seguir até Pedra Menina. Foi este o trecho mais complicado da viagem, pois saindo de Guaçuí tivemos que passar em algumas estradas bem complicadas por conta do grande volume de chuva durante a noite anterior. Em uma subida mais difícil eu tive que descer do carro pra empurrar, com lama até a canela, kkkk. Em alguns trechos, mesmo asfaltados, a estrada estava bem obstruída: Um dos muitos deslizamentos na estrada Finalmente chegamos em Pedra Menina e fomos direto pra Cafeteria Onofre, da família Abreu de Lacerda. Encontramos com o Afonso, já nos aguardando, além de muitas outras pessoas entre parentes e visitantes, já que a cafeteria sempre anda muito movimentada. Entre os visitantes com quem conversamos estava a Georgia do Lucca Cafés de Curitiba, o professor João Batista Pavesi (orientador da Caparaó Jr., empresa júnior do curso de Tecnologia em Cafeicultura, do IFES, que está fazendo um trabalho super legal com os produtores na região), e um grupo de jovens amigos moradores da região pra quem demos umas dicas sobre cafés especiais e torrefação doméstica. Mais uma grata visita ao Afonso e à família Abreu de Lacerda Depois de bater muito papo, sempre acompanhado de um cafezinho, e quando vimos que não ia demorar pra escurecer, carregamos o carro com as 3 sacas do lote do Afonso da CC e partimos para Alto Caparaó. Desta vez o Igor tinha um novo copiloto: Novo copiloto do Igor. Não gostou muito não… diz que ele era um saco! Isso já era no final da tarde de domingo. Não tínhamos mais cafés para pegar, mas queríamos muito passar em Alto Caparaó, e queríamos evitar fazer a viagem toda de volta pra BH de noite com chuva. Resolvemos então que iríamos dormir numa pousada em Alto Caparaó e voltar pra BH no final da manhã de segunda. Ao chegar em Alto Caparaó, deixamos nossas coisas na pousada e fomos encontrar com a produtora Carlizany. Fomos super bem recebidos por ela e sua família, apesar de já ser tarde. Fomos servidos com um cafezinho excelente, e a conversa estava boa e se estendeu até quase meia noite. Ouvimos os relatos sobre os esforços recentes da família para produzir cafés de qualidade, as participações nos concursos, e as dificuldades que eles enfrentam. O Tino apareceu por lá também, ele é da família do marido da Carlizany, e nos oferecemos para preparar o café dele que tínhamos levado. Foi unanimidade, todos reconheceram o potencial do café. Eles nos contaram como nos últimos anos o Tino tem alternado como campeão do concurso do Alto Caparaó com outro produtor da região, o Zé do Alexandre. Quando perguntamos pro Tino sobre possível fermentação do lote que compramos, ele confirmou o fato e nos explicou sobre o processo: os cerejas da colheita seletiva ficavam armazenados em sacos fechados no cafezal ao longo da semana à medida em que eram colhidos, e somente no sábado eles desciam o morro com os sacos para despejar tudo no terreiro. É um procedimento arriscado, mas que no caso dele acabou dando um ótimo resultado, provavelmente por conta da alta altitude dos talhões e do clima ameno da região. Nos despedimos e ficou combinado que encontraríamos com o Marcos, marido da Carlizany, na manhã seguinte bem cedo. Como combinado, o Marcos nos pegou na pousada segunda cedo e fomos fazer uma visita na propriedade do Zé do Alexandre, já que a Roast garantiu algumas sacas de seu lote campeão do município e gostaríamos de conhecê-lo. Ele nos recebeu de braços abertos, mesmo que não tivéssemos marcado a visita, e o papo foi bem interessante. Visita à propriedade do simpático Zé do Alexandre Fomos depois nos encontrar novamente com o Tino pra pegar umas amostras de outros lotes interessantes que ele colheu nesta safra. Aproveitamos para registrar o momento nessa foto que merece até ser emoldurada Expressão da felicidade que lidar diretamente com o produtor nos traz Voltamos pra pousada para tomar um café da manhã rápido, juntar nossas coisa, e partir pra BH. Depois de tantos momentos gratificantes, novos vínculos com produtores, e aprendizado, tivemos que encarar 11h na estrada por conta de desvios e retornos que tivemos que fazer pra evitar alagamentos e acidentes. Sim, aquela volta gigante no mapa passando por Ipatinga é o que realmente fizemos, pra fugir de Rio Casca que estava inundada. Chegamos em BH umas 22h bem cansados, mas com a imensa satisfação pela missão cumprida.
  3. 27 points
    Bastante tempo sem escrever, ainda que de longe, periodicamente dando uma espiada no forum. Desta perspectiva (mais afastada), observei uma tendência a postagem de afirmações e opiniões muito subjetivas e de “verdades absolutas”, “indiscutíveis”, frequentemente equivocadas e que, além de nada acrescentar confundem e levam pelo caminho equivocado aos menos experientes, dificultando e atrasando o aprendizado. Acredito que a maior parte destas “fake news” é involuntária, fruto do desconhecimento ou do deslumbramento das primeiras descobertas, achando ter encontrado o Santo Graal do café perfeito. Outros posts des-informativos, afortunadamente menos numerosos, são por conta de agendas próprias, que tentam vender “seu peixe”. O problema é que todos os posts tem um mesmo peso, o iniciante não consegue distinguir o joio do trigo, e desde que os pontos básicos dos principais assuntos concernentes a este forum foram descritos faz tempo, e “arquivados” como informações básicas, acontece que os posts que mais aparecem são os dos novos participantes (que muitas vezes não leram, não testaram ou simplesmente não entenderam o recado) e que colocam, frequentemente, com muita (falsa) “segurança” “verdades” subjetivas que assim são aprendidas pelos recém chegados. Muitos dos participantes que mais tem contribuído, são profissionais habituados ao método científico, que corretamente colocam suas experiências e observações dentro dos seus limites experimentais , explicando que o resultado descrito é valido somente nestas condições (estes grãos, moedor, método de preparo, temperatura, grau de torra, etc.), enquanto outros, sem estes conhecimentos, tendem a fazer afirmações gerais, que não se cumprem em condições diferentes. Eu sei o mal que estas “fake news” podem provocar. Já quebrei uma máquina por conta de informações equivocadas, quando iniciei a participar em fora de café, e levei bastante tempo para aprender a distinguir os participantes que sabiam do que falavam e os que não. Vejo com pesar, que diversos participantes que muito contribuíram para estes fora, deixaram de postar ativamente, imagino que muitos por ter esgotado o tema, porém outros possivelmente cansados de ter de corrigir conceitos equivocados e participar de discussões improdutivas. Fico feliz também de ver que vários valiosos colegas perseveram no “apostolado” continuando a desenvolver, aprimorar e divulgar os conhecimentos sobre este tema. Em síntese, um conselho aos recém chegados ou menos experientes: antes de adotar uma informação verifiquem que esta é realmente confiável, e seja modesto e objetivo ao postar sua experiencia, ninguém é dono da verdade.
  4. 24 points
    Galera, já empacotamos quase todos os cafés. Devemos finalizar amanhã cedo, e então começamos a montar as caixas e enviar os pedidos nos correios. Vamos dar prioridade pros pedidos que possuem cafés torrados, mas a esperança é despachar tudo amanhã. Já os envios coletivos e demais pedidos por transportadora, que são recolhidos mediante agendamento, preferimos agendar pra segunda cedo. Decidimos focar amanhã nas caixas dos correios por conta do atraso que infelizmente eles costumam apresentar nessa época do ano. À medida que formos enviando os pedidos, vamos atualizando no site com os códigos de rastreio. Pra quem tá na dúvida se a gente tá empenhado da tarefa, vai um timelapse de umas 5h hoje... e sim, sim... tem uma pausa pro café, mas é pra aumentar a eficiência do trabalho
  5. 23 points
    ECM BARISTA & EU Depois de muitos anos, finalmente tenho uma máquina de espresso em casa! Já namorava a ECM faz uns quatro anos, mais ou menos. Quando comecei com a idéia de ter uma máquina profissa, o plano original era ter uma Classika PID. Há uns três anos atrás estava tudo pronto para a máquina sair, suados caraminguás na mão e tudo mais. Mas então uma maldita chuva de pedras me obrigou a reavaliar minhas prioridades. Com isso, a sonhada máquina de espresso voltou para o fim da fila… Felizmente esse ano as coisas melhoraram e consegui firmar uma parceria com a minha Comandante Executiva Suprema (CES). Verdade, sou apenas meio-dono da máquina. E como obtive essa parceria, foi possível fazer um upgrade de Classika PID para Barista. E com PF naked logo de cara! ACESSÓRIOS A Barista vem com dois PF, de um e dois bicos, e três filtros, um simples, um duplo e um cego. Eu pedi também um PF naked que veio com um filtro grande (dá para fazer um balde de espresso). A máquina veio também com essa escovinha e um tamper de plástico a princípio sem-vergonha mas 100% eficaz. O manual é meio simplório, mas não levem isso muito em consideração pois a máquina é simples e eu sou daqueles que gosta de manual tipo bíblia. Para terem uma idéia, eu li o manual três vezes. Antes da máquina chegar. ACABAMENTO Talvez essa seja a maior característica da ECM. A máquina é sólida. É um tanque de guerra de tão sólida. O chassis dela é inteiriço e todo de aço, o que contribui para seus 23 kg. A impressão que tenho é que é aparelho para toda a vida, mesmo não sendo exatamente cuidadoso no seu uso. E eu particularmente gosto MUITO de qualquer aparelho ou ferramenta que é feito para durar. Em termos de tamanho é bem compacta, com 33,5 × 44,5 × 40 cm, portanto não é um monstro devorador de espaço na bancada. E por causa do acabamento, ela impõe presença. O acabamento da máquina é impecável. Toda cromada, ela chama a atenção, tanto pela beleza como pela fabricação. É “bem feita”, com esmero e tudo caprichado. Para quem não conhece máquinas de espresso acha que é “máquina de cafeteria”, como já me falaram. A drip tray é BEM grande, e muito importante, bem fácil de pôr e tirar. Dá para fazer muito café com flushes sem se preocupar. Li um review no Home Barista de alguém reclamando que na sua Classika PID a grade e/ou a drip tray estavam causando lambança. Na minha Barista não tem sujeira, o que acontece é apenas um pouco de respingos de água (e às vezes até de café) na frente da travessa e no bico de expurgo. OPERAÇÃO Não vou entrar em detalhes sobre como tirar um shot nela pois esse texto não é um tutorial sobre a máquina, apenas um review dos pontos que considero importante. Mas como falei antes, é uma máquina de operação simples, e qualquer um com um mínimo de conhecimento sobre espresso e café (e com um bom moinho!) faz miséria nela. Obviamente que tem alguns limites, mas 9 entre 10 usuários conseguiria tirar um espresso MUITO bom com ela. Vou citar o exemplo da minha esposa e CES. Apesar de gostar muito de café, não é nem um pouco curiosa/estudiosa/metida-a-barista-besta como seu singelo esposo. Mesmo assim, com o moinho previamente acertado (e o Super Megmaster Tamper Dinamométrico do Gil), tirou um shot excelente esses dias. E além de operação simples, é rápida. Desligada e fria (à temperatura ambiente de uns ~20ºC) até estar com a caldeira em 1 bar e grupo pelando, leva apenas de 20 a 25 minutos. E se uso de manhã cedo, quando ligo de novo na hora do almoço, leva apenas uns 10 a 15 minutos para estar pronta. Seria por causa da caldeira de cobre (2,1 l)? O tanque de água, com seus 3 litros de capacidade, tem volume suficiente para quase exigir um refil semanal apenas. E olha que estou fazendo café como um cafeicômano nessa última semana. E isso sem dó de fazer flushes entre shots e para limpar o grupo. VAPORIZAÇÃO Punk. Faz MUITO vapor. Por enquanto só experimentei mesmo, não posso dizer que usei, pois ainda estou 100% focado em aprender a parte do café. Contudo, nos poucos testes que fiz, a Barista produz bastante pressão e volume de vapor. Até me lembra o que vejo na GB5 da La Marzocco. Obviamente que aqui o fôlego será bem mais curto, mas para aerar uns dois pitchers de leite (= 4 a 5 cappuccinos) dá e sobra. O QUE EU MUDARIA Falta um cronômetro. Antes achava que era desnecessário, mas um cronômetro embutido como o que vem na Classika PID iria MUITO bem. Não é fundamental mas seria um algo a mais que ajuda no controle das extrações. Vou comprar um (modelo de garbo e elegância, obviamente) para deixar na bancada, mas adoraria um automático instalado na máquina. Algo que talvez valha a pena pensar em um upgrade é o chuveiro. Pelas fotos que vi de outras marcas, tenho a impressão que poderia haver uma melhor distribuição da água. Como a troca da tela é muito simples e (acredito que) a tela de chuveiro não é muito cara, estou considerando encomendar uma. Porém, não esqueçam que essa é a minha primeira e única máquina, portanto talvez isso seja desnecessário. PID eu sinceramente acho que não faz falta, pois termicamente é bem estável. Obviamente que alguém com paladar mais apurado vai notar diferença dos pouquíssimos graus de flutuação, mas acho que para 98% da população de entusiastas isso não faz falta. Termômetro no grupo acho que também é desnecessário. Até pensei em comprar um, pois parece ser bem fácil de instalar, mas tendo em vista a qualidade dos shots que a Barista oferece, acho que não precisa. Fora que deixa a máquina mais feia (garbo e elegância, sempre) portanto isso está fora dos meus planos por enquanto. POST SCRIPTUM Estou muito satisfeito com a máquina. Tipo porco na lama em dia de sol, sabe como? Escolhi a ECM obviamente por causa do preço e disponibilidade, mas qualidade e acabamento era a condição sine qua non. Pelas dezenas de fotos, reviews e filmes que vi das máquinas da ECM, já sabia o que esperar, mas sinceramente me espantei quando chegou. O acabamento dela não é o que eu esperaria encontrar em uma máquina muitas vezes classificada como “de entrada” lá fora. Comparado com máquinas no padrão GB5 e GS/3 da La Marzocco, a Barista não fica atrás, nem um pouco. Fora a parte de engenharia, também estou muito satisfeito com o resultado na xícara. Ainda estou literalmente aprendendo a usar, mas é comum eu tirar shots excelentes. Notei, contudo, que para tirar shot excelente não é só ligar, pôr café e levantar a alavanca. A excelência exige um certo ajuste e experimentação na hora. Mas o que importa é que se você tiver um pouquinho de conhecimento do que está fazendo vai tirar shots nota 90 no mínimo, 100% das vezes. E não posso me furtar de comentar isso. Acredito que a maioria dos casais, quando faz aniversário de casamento, vão viajar, ou pelo menos jantar fora em um restaurante de garbo e elegância. Já eu e minha esposa, que comemoramos 18 anos de casado agora dia 23/09, ao invés da viagem, compramos uma máquina de espresso. E almoçamos em casa, com as crianças .
  6. 23 points
    Opa pessoal, essa semana inaugurei minha cafeteria , depois de uns bons meses planejando e tirando algumas duvidas com o @Fernando - 1268 Café. Agora vocês possuem mais uma opção quando visitarem Vitória! Todos são muito bem vindos https://www.instagram.com/tulhacafeteria/
  7. 23 points
    Salve amigos amantes da torra doméstica, neste tópico vamos compartilhar com vocês tudo do processo de torra dos cafés da Compra Coletiva e aproveitamos também para abrir um espaço exclusivo para que as discussões sobre como torrar esses cafés ocorram. Pra começar, temos muita coisa pra compartilhar, o processo para o café chegar torrado na casa de vocês foi muuuito longo. Para não nos perdermos nessa discussão e para tornar o texto mais organizado, vamos deixar cada assunto bem separadinho. Nossa ideia é a seguinte. Neste post vamos escrever sobre o processo para desenvolver os perfis de torra e sobre as dificuldades que enfrentamos e como conseguimos superá-las. Vamos falar ainda sobre como foi torrar esses cafés e passar algumas orientações para ler os logs que vamos compartilhar. Somente em um segundo momento é que vamos compartilhar os perfis que escolhemos para cada café e comentar sobre a razão das escolhas que fizemos. Além, é claro, de contar um pouco sobre algumas peculiaridades de cada grão. Modelando os Perfis de Torra: A rotina para desenvolver os perfis que utilizamos para cada um dos cafés foi a seguinte: 1- Fazer uma torra de prova: Utilizamos o Ikawa para fazer as torras de prova. Como o Ikawa é super ágil para torrar, conseguimos desenvolver mais de uma curva de torra com ele para cada café, o que acabou ajudando bastante. Mas caso não tivéssemos um Ikawa em mão, uma torra de prova neste momento já seria o suficiente, uma vez que nosso objetivo é conhecer o café. 2- Provar os cafés: Em um segundo momento montamos uma mesa de prova com todos os cafés torrados e fazemos uma rodada de cupping. Neste momento nosso objetivo é observar quais são os traços sensoriais de cada café. Mesmo já conhecendo os cafés, pois já havíamos provado todos, gostaríamos de saber se os cafés que chegaram correspondem realmente às amostras que provamos anteriormente. 3- Modelar a torra: Aqui é parte mais complicada e que exige mais experiência do mestre de torras. Vamos dar uma pincelada somente e depois podemos voltar nesse assunto caso vocês queiram. Bem, uma vez que já conhecemos os cafés e já sabemos o que queremos destacar de cada um, precisamos tomar decisões sobre como vamos modelar as torras. Essas decisões são orientadas basicamente por dois fatores: pelo sensorial que já foi analisado pela torra de prova (e por outras torras quando necessário) e pelas características do grão (umidade e densidade). Em geral, quando um café é muito complexo, com boa densidade e sem defeitos, o caminho que escolhemos é de fazer uma curva muito parecida com uma curva de prova, pois ela tende a destacar tudo o que o grão tem para oferecer, sem “esconder nada”. Quando temos um café menos complexo, com baixa densidade, o caminho geralmente é outro, partimos para uma curva com taxa de variação de temperatura (ou RoR - Rate of Rise) decrescente. Independente do caminho que tomamos, as escolhas que fazemos para modelar nossos perfis de torra são sempre guiadas pela taxa de variação de temperatura (RoR). Isso vai ficar bem mais claro quando começarmos a explicar os caminhos que tomamos na hora de torrar os cafés desta Compra Coletiva. 4- Escolher a temperatura final: Uma vez que já modelamos nosso perfil de torra, ou seja, já sabemos exatamente a forma como vamos torra cada café, daí partimos para a escolha da temperatura final. Neste momento fazemos a torra exatamente do jeito que estabelecemos e tiramos amostras para analisar qual a melhor temperatura final para determinado café. Novamente abrimos o café em diversas xícaras para realizar mais uma rodada de cupping e determinar a temperatura final que queremos para cada café. É incŕivel a diferença que alguns graus trazem na xícara, é possível encontrar dois perfis sensoriais bem diferentes para o mesmo café, com a mesma abordagem, variando somente 1 ou 2ºC na temperatura final. 5- Torrar os cafés: Tudo converge para este momento, onde realizamos a torra planejada. Aqui fazemos a torra da forma como modelamos e finalizamos sempre na temperatura final previamente estabelecida para cada café! A temperatura final é super importante, mesmo que por algum motivo a torra ocorra um pouco diferente do que foi planejado, finalizamos sempre na temperatura final que escolhemos para o café. Dificuldades encontradas: Tivemos uma série de dificuldades, mas todas decorreram de um pequeno detalhe, precisávamos torrar 240kg de café em 3 dias!!!! O torrador que tínhamos a disposição era um Atilla com capacidade máxima para 15kg, mas para utilizar todo seu potencial tomamos a decisão de torrar com 8kg somente, que representa 53% da carga máxima recomendada pelo fabricante. Entretanto, nunca tínhamos torrado com essa capacidade, geralmente fazemos batches de 5 ou de 3kg nesse torrador. Acontece que quando colocamos 8kg no torrador, descobrimos que ele não conseguiria executar, com essa carga, o perfil que havíamos planejado para os cafés anteriormente. Tivemos então que reajustar os perfis e alterar a carga. Isso complicou bastante o nosso trabalho! No fim conseguimos executar os perfis planejados com pequenas alterações, mas tivemos que levar o torrador ao seu limite com as cargas que utilizamos, que variou de 5 a 6kg. Vocês poderão observar nos logs que vamos compartilhar que utilizamos todos os recursos que o torrador oferece. No final desta postagem explico sobre esses recursos passando algumas orientações para leitura dos logs. Além dos recursos do torrador, tivemos que utilizar duas estratégias chaves para atingir nosso objetivo (só lembrando, torrar 240kg de café em três dias): primeiro, utilizamos a temperatura inicial mais alta e bem próxima da temperatura de saída dos grãos, pois assim o tempo de espera entre as torras é menor, otimizando nosso tempo. Segundo, o tempo total das torras não poderia ser muito grande, pois a diferença de uma torra de 10min para um torra de 15min seria realmente um limitante para nosso objetivo. Foi uma experiência extraordinária torrar esses cafés para vocês, mas realmente não sabemos se é algo que pretendemos repetir futuramente. Foi bastante estressante ter que tomar decisões rápidas por conta do curto período de tempo que tínhamos para torrar e o trabalho para realizar as torras foi gigantesco, muito maior do que havíamos pensado. Para que tenham uma noção, contando as torras que fizemos para desenvolver os perfis, foram 48 batches no total! Na terça feira, dia 12/12, passamos 11hrs seguidas torrando. Além disso, fazendo um balanço pessoal das torras, não ficamos 100% satisfeitos com os resultados. Gostaríamos realmente de ter mais tempo para modelar melhor os perfis e principalmente ter mais tempo para realizar as torras com calma. No fim, ficamos ao menos com a satisfação e a sensação que fizemos o melhor que foi possível fazer dentro de todas limitações que encontramos e realmente esperamos que esteja a altura de vocês. Orientações para leitura dos logs. Os eventos que irão aparecer nos logs são os seguintes: Rotação do tambor: toda vez que tem um comentário seguido de “rpm” isso significa o giro do tambor. Exemplo: 65rpm. Controle elétrico do exaustor: é o controle do giro do ciclone, aparece em comentários de alteração do fluxo de ar o intervalo de variação é de 900~2700. Controle mecânico do fluxo de ar: é, em porcentagem, o quanto aberto ou fechado está a válvula borboleta que fica presente na tubulação que liga o tambor ao ciclone que controla o fluxo de ar. Aparece também em comentários de alteração do fluxo de ar, entretanto o intervalo de variação é menor, geralmente de 50 a 100. Chama: é a pressão de gás que está indo para os queimadores. Aparecem nos comentários como GAS e são números que variam de 0 a 33, sendo 33 o limite da máquina, ou seja, 100% de toda carga térmica proveniente dessa fonte. Combinações no início da torra: O primeiro comentário de cada torra contém as informações de entrada, por exemplo, 900/70/50. Isso significa que o giro do ciclone estava em 900, a rotação do tambor em 70rpm e a válvula borboleta estava 50% aberta. Logo em seguida há sempre um comentário sobre a chama de entrada. Por enquanto é isso aí galera. Vamos deixar vocês com algumas fotos agora e daqui a pouco voltamos para contar dos cafés. Ikawa mandando ver nas torras Xícaras sem fim... Provando e provando os cafés. O segredo de uma boa torra está aí. Testando as temperaturas finais. Com o café do paulo avaliamos as temperaturas de 201ºC até 206ºC. Um pouco da nossa rotina de torra, foto sem glamour mesmo para mostra o trabalho. Enquanto um café é torrado, o batch que já esfriou vai sendo embalado. Jogo rápido pra preservar o máximo possível de cada café!!
  8. 22 points
    Pessoal, aqui a preparação da comparação granulométrica dos meus moinhos, que já prometi um tempo. O que fiz? Comprei um café honesto, torra média, de torra razoavelmente recente: Com esse café calibrei os meus moinhos para tirar um espresso de 32,0g (na prática +/- 0,2g) de bebida, usando 16,0g de pó, em 25s. A máquina foi a minha Bezzera Unica (pressão 9bar, temperatura 93oC, filtro VST duplo). Usei o alinhador e tamper Bravo para padronizar o bolo. Seguem as regulagens dos moinhos. Bravo Debut Bravo Mini Aergrind Mahlkönig Vario 2, mós de cerâmica Eureka Mignon MCI Não inclui o Vario com mós de aço no teste, pois tenho ele regulado para moagens mais grossas e uso ele na prática só para coado. Assim ele vai fazer parte da segunda parte desse teste para coados. Provei todos os espressos (finais) e fiz anotações, mas o objetivo desse teste é cruzar as minhas preferências de moinho para torras diferentes com a unimodalidade/homogeneidade da moagem dos moinhos. Aqui o resultado de duas horas de brincadeira e 500g de café: Logo mais aqui sobre os resultados. A medição vai ser feita com um granulometro profissional, usando câmeras de alta resolução, com faixa de medição de 1 a 1500 um, não com cascatas de peneiras, como a Socratic faz.
  9. 22 points
    Então, agora os resultados. Repeti as medições três vezes e os resultados são quase idênticos. Vou só mostrar a última medição aqui. Do ponto de vista metodológico teria muito para escrever, p.ex. que em cada amostra de 6g de pó foram analisadas na faixa de 10-12 milhões de partículas em 15.000 fotos. Tb é importante ressaltar que considero essas medições bem exatas, para os meus moinhos, mas que os meus moinhos não necessariamente são representativos para cada modelo/empresa. Como recebi alguns pedidos de incluir o Vario com mós de aço no teste, fiz isso tb, embora uma moagem para espresso demora quase 1min com ele e assim quase vira inviável. Bom os resultados: Eixo y é a contribuição média para o volume da amostra, x o diametro médio das partículas em escala log (veja tabela para uma descrição melhor). Aqui uma versão cumulativa desse gráfico (eu acho mais fácil para entender; é importante considerar a escala log, assim pequenas diferenças no fim das curvas tem um efeito enorme na granulometria): E um resumo da analise (diametro, esfericidade, simetria, e razão largura:comprimento das partículas): Algumas conclusões pessoais (entre muitas conclusões possíveis): 1) Usei um café de torra média+, já passou do ponto que eu acho agradável no espresso, a torra matou a acidez e tinha bastante sabor de torra e amargor. Com os moinhos que entregam uma moagem mais homogênea, e assim um diametro médio menor de partículas (Vario com mós de aço, Eureka) esse café ficou muito nojento. Já com os moinhos com moagem mais heterogênea (Debut, Aergrind) esse café ficou quase bebível. Claro que o efeito com torras claras é outro ... 2) Na comparação Bravo Mini - Debut, o meu Mini claramente entrega uma moagem mais homogênea do que o Debut. Gosto mais do Mini para torras claras e do Debut para torras médias. Já suspeitava que tem a ver com a granulometria, agora tenho certeza. 3) Nenhum dos meus moinhos é unimodal (tipo EK43), mas justamente os dois que acho mais interessantes para torras claras (Vario com mós de aço e Eureka) são mais unimodais (ou com moagem mais homogênea) do que os outros. 4) Observando algumas das imagens que o equipamento fez, achei nenhuma diferença notável na forma das partículas entre os moinhos. Como os índices de esfericidade e simetria, e a razão largura:comprimento tb foram bem parecidos entre os moinhos, creio que a forma geral das partículas não faz muita diferença. Já a superfície microscópica que as cortes de mós diferentes causam pode ser uma outra história... Abçs, Burny ****************************** EDIT: Consegui fazer os gráficos no formato da Mahlkönig (volume total de classes logarítmicas de tamanho). São histogramas apresentadas como curvas, e assim meio duvidosas, mas interessante para comparar:
  10. 22 points
    Agora tenho um cantinho definitivo em casa, só falta mudar a cor da parede, uma iluminação melhor e a base do bravo mini (e outras mil coisas que ainda não descobri que quero)
  11. 22 points
    Salve pessoal, estamos trabalhando feito uns malucos nesses últimos dias. Temos muita coisa pra resolver, mas independente disso vamos tirar um tempo para atualizar o tópico para vocês! Um dos cafés já está com a gente, o café do Tino, resta então buscar os outros 5 cafés. Vamos este final de semana sentido Venda Nova do Imigrante buscar o que está faltando. Com isso os prazos continuam os mesmos!!! Tudo certo por enquanto. Quanto aos valores finais, já fizemos e refizemos várias contas aqui e no fim, infelizmente, tivemos que colocar um pequeno acréscimo no valor final, vou explicar para vocês. Como o volume de café aumentou significativamente desde a a última CC, precisaremos contratar mais uma pessoa para ajudar a fracionar os cafés. Para pagar as diárias do novo ajudante colocamos um pequeno acréscimo. Sei que já estão todos mais ou menos acostumados com as contas que fazemos, mas como prezamos pela transparência, gostaríamos de passar tudo mais uma vez com vocês. Vamos usar como exemplo um café que o valor da saca custa 1500 reais e o valor do FRETE+ICMS R$120,00. É o caso de três cafés desta CC: Tino, Afonso e Paulo Henrique. Observe o esquema: Vamos fazer um passo a passo agora para que entendam melhor. Para o café VERDE: Dividimos o valor da saca por 60: 1500/60 = 25 Somamos a taxa administrativa (onde o frete já está incluso): 25 +11 = 36 (este é o valor para pagamento no depósito bancário) Acrescentamos o valor para pagamento no cartão, que é de 5,5% (que representa 5,8% real): 35*1,058=38,09 Para o café TORRADO é um pouco mais complicado, mas vamos lá: Acrescentamos ao valor da saca o Frete + ICMS: 1500+120 = 1620 Dividimos o valor total por 60: 1620/60 = 27 Somamos os 10 reais que pagamos por kg para torrar: 27+10=37 Multiplicamos tudo por 1,25, o que representa 20% por dentro: 37*1,25 = 46,25 Acrescentamos o valor das embalagens, caixas, impressão, etiqueta: 46,25 + 10 = 56,25 Acrescentamos o valor da taxa administrativa da CC: 56,25+21 = 77,25 (aqui está o valor no kg para pagamento por depósito bancário) Acrescentamos o valor para pagamento no cartão = 77,25 *1,058 = 81,73 Aqui fazemos algumas observações. Em (4) trabalhamos com uma perda de 20% porque há a necessidade de desenvolver um perfil de torra para o café. Isso gera uma perda, ainda mais caso algo dê errado. Em hipótese alguma isso significa que o café vai perder 20% durante a torra (o que daria um café carbonizado). Além disso, como pagamos para torrar no kg do café verde, é necessário multiplicar o valor da torra pelo mesmo multiplicador para obter o preço final da torra. Os pedidos serão abertos no dia 04 de dezembro (segunda feira que vem) às 23:55 no site: www.comprecoletivo.iluria.com.br Qualquer dúvida, comentário, sugestão ou reclamação estamos a disposição. Grande abraço, Igor e Luís
  12. 20 points
    Opa! hoje foi correria, 1/2 das contas da cafeteria vencendo e produção da cafeteria a mil. Obrigado a todos que torceram!! o bravo mini e a kruve foram essenciais, fiz todos os testes no mini, foram mais de 50, e a kruve para deixar a moagem mais uniforme possível. de 40g saiu 30g para fazer o café, uns 4g de fine e 5g de grão em 500 microns segue a receita: método invertido 40g de café. Moer grosso (pouco mais grosso de açúcar cristal) (bravo mini: 2v + 5) peneirar até chegar em 30g (usei peneira kruve de 900µm) Na Aeropress, adicionar os 30g de café peneirado e acrescentar 200ml de água em 83 graus. Esperar dar 30 seg e mexer delicadamente por 10 seg (1x por segundo) Escaldar o filtro e tampar a Aeropress. Quando atingir 1:30, virar a Aeropress e pressionar por 30 seg. Acrescentar 40ml de água quente (80-83 graus) aproveitar o café!
  13. 19 points
    Oi pessoal, estou de volta, pelo menos até a próxima promessa que eu fizer, rsrsrsrs
  14. 19 points
    Kinu M47 - Primeiras Impressões Faz tempo que não posto aqui, mas não podia deixar de escrever essa breve resenha porque - pelo menos ao que parece - sou dos únicos que tem um Kinu M47 por essas bandas. Recentemente havia vendido meu Bravo Mini pra comprar um moedor de característica mais portátil, ou seja, menor e mais leve, pra usar em viagens. Nesse meio tempo surgiu a oportunidade de comprar o Kinu M47, que é mais ou menos do mesmo porte do Mini, e não pude resistir. Idiossincrasias à parte, o fato é gosto muito de testar tantos equipamentos de café quanto possível, em especial moedores, de modo que vou passar minhas primeiras impressões. Ressalto que são primeiras impressões mesmo, pois estou com o moedor há uma semana apenas. Os moedores Kinu são fabricados na Alemanha pele Graef, embora eles tenham abrido uma empresa na Flórida com o nome Kinu Grinders, possivelmente pra alavancar vendas nos EUA. A princípio, o protótipo foi desenvolvido na Romênia por uma empresa pertencente o grupo Graef que fabrica instrumentos dentais e moedores de especiarias. Por isso, as primeiras vendas se deram para o leste europeu, mas depois a Graef assumiu os negócios. O moedor tem 20,15cm de altura, 50mm de diâmetro e pesa 1,15kg, sendo praticamente todo construído em aço inoxidável. Não é, portanto, exatamente portátil. Pro meu gosto é um moedor muito bonito, de um design bem limpo e funcional, ao estilo alemão. Parece também muito robusto e resistente. Como o nome do modelo sugere, M47, utiliza mós cônicas de 47mm, de aço 63HRC, com tratamento "black fusion". Não pude confirmar essa informação, mas li por aí que as mós são fabricadas pela Italmill. Não sei se tem a ver com o tratamento das mós, mas eles geram relativamente pouca estática, o que é um aspecto positivo. O Kinu M47 tem uma borda em forma de funil que coleta os grão na seção superior, tendo capacidade de 40g de grãos e de 30g no recipiente coletor de pó, segundo o manual. Não tem tampa como o Bravo Mini. Embora não seja uma necessidade, caso se faça uma moagem com muita energia é possível que um grão escape por ali, como já me aconteceu algumas vezes. Não chega a ser um problema, mas fica a nota. O sistema de ajuste se dá por meio de um seletor que fica logo abaixo do apoio da alavanca. São 50 ajustes possíveis por volta, sendo que cada passo altera a distância das mós em 0,01mm. Para fazer o ajuste, é necessário afrouxar um parafuso de ajuste que fica na parte superior e que também faz a fixação da alavanca, colocar o seletor na posição desejada e voltar a apertar o parafuso de fixação. Embora o procedimento todo seja bastante simples e fácil, está longe de ser tão direto e rápido como é o do Bravo Mini, que é dos melhores sistemas que conheço em moedores manuais. Junto ao corpo do moedor, no local onde se dá a pegada, há uma espécie de gatilho que eles batizaram de "anti-rotational knob", que é uma grande sacada. Ele impede ou dificulta que o moedor gire em falso na mão que o segura. Esse dispositivo, juntamente com o diâmetro do corpo de 50mm, que é bastante confortável, faz com que a força exercida pela mão e punho para segurar o moedor durante a moagem seja relativamente pequena, de forma que a moagem se dá muito naturalmente. Também a alavanca é compensada em relação ao plano de apoio do moedor, de forma que torques estranhos ao plano de giro da alavanca são minimizados na mão que segura o moedor. Ergonomia muito bem pensada. Segundo o manual, o moedor leva de 30 a 40s pra moer 18g de café pra espresso. Hoje moí 22g pra espresso em 44s e 22g pra V60 em aproximadamente 30s, o que dá pra ter uma idéia da performance de moagem. Não é rápido quanto um grande cônico, mas ao fim das contas é um bom compromisso entre velocidade e facilidade de moagem. O recipiente coletor de pó é fixado por 4 imãs de neodímio que fazem muito bem o papel de fixar o copo ao corpo do moedor. O único porém em relação ao copo coletor é que no ângulo agudo formado entre a face da base e a seção lateral tendem a reter um pouquinho de pó. A quantidade que tende a se depositar ali é mínima, mas como é uma área de acesso difícil sem uma haste ou algo assim, esse é um pequeno aspecto negativo. Quanto a qualidade de moagem, é um aspecto bastante difícil de mensurar objetivamente. E o aspecto subjetivo é, obviamente, subjetivo e sujeito a toda sorte de viés de quem escreve. O que posso dizer é que fiquei muito bem impressionado. O conjunto de moagem é montado em cima de 4 rolamentos, com base, segundo o manual, no "morse cone principle", o que garantiria boa centralização do conjunto. Anuncia o fabricante que a tolerância do alinhamento é da ordem de 0,02mm, o que é um excelente número na hipótese de isso ser verdade para toda a linha de produção. No ajuste 0, com as mós faceadas, as superfícies não se tocam. Nos testes de coado que fiz, os resultados foram bastante positivos. Quantidade moderada de fines e poucos boulders, o que se refletiu em xícaras com sabores bastante definidos. Por fim, paguei pelo moedor o equivalente a 299 dólares, mais 56 dólares de VAT, pois o produto foi enviado para o interior da Alemanha e um amigo trouxe para mim de lá. Não é um moedor barato, mas o preço está de acordo com produtos de qualidade superior. Falando em produtos high-end, sei que muitos devem pensar em uma comparação com o Bravo Mini, que seria o mais óbvio moedor manual a ser inserido nessa categoria aqui no Brasil. Todavia, o Gilberto é um grande amigo, e acredito não ter a isenção necessária pra fazer juízo de mérito entre esses moedores, especialmente quanto à qualidade de moagem. Tenho especial interesse no sucesso do Gil, fui um forte incentivador (e vendedor) do Bravo desde o primeiro protótipo, e hoje fico feliz em constatar que é um sucesso. Vou me limitar a opinar acerca da pegada e facilidade de moagem, em que penso que o Kinu leve vantagem. Por outro lado, o sistema de ajuste do Gilberto é muito mais sofisticado que o do Kinu, ficando na frente nesse aspecto. Conforme eu lembrar de um outro aspecto do Kinu M47 que mereça destaque, farei atualizações dessa breve resenha. RodrigoKS - Terça Expressa
  15. 19 points
    Voltei para mais uma postagem, 4. Catuaí Vermelho Natural - Afonso Lacerda Esse é um velho conhecido nosso, o famoso café da super premiada Faz. Forquilha do Rio. Este café dispensaria apresentação, mas acontece que ele também tem história. Então senta que lá vem história… O caso deste café começa em novembro de 2016, há um ano atrás. Afonso mandou pra gente três amostras, duas de um Catuaí Vermelho (natural e CD) e uma de um Caparaó Amarelo natural. Torramos essas amostras como de costume e fizemos a primeira prova. Na hora ficamos loucos com o Catuaí Vermelho natural dele (ao qual vamos nos referir a partir de agora como CV2016)! Era um café incrível, floral, frutado, acidez intensa, boa doçura, corpo licoroso e finalização duradoura… completinho! Bem, acontece que quando ligamos para o Afonso para reservar o café, ele havia acabado de vender o lote inteiro, foi uma decepção. No fim ficamos com o Catuaí Vermelho CD, que era um cafezão, mas não tão bom quanto o seu irmão natural. Voltamos a narrativa para 2017 agora. Em agosto deste ano fizemos uma viagem para a região do Caparaó e tiramos um tempo pra passar novamente lá em Espera Feliz e visitar o Afonso. Na época ele estava viajando e fomos recebidos pelo seu irmão, José Alexandre. Ele nos contou que não gostam muito de fazer café Natural, pois dá muito trabalho. Além disso, comentou que não estavam pensando repetir o CV2016. Aqui vale a pena abrir um parênteses, como são extremamente cuidadosos com a questão da colheita e pós colheita, eles sabiam qual foi o talhão que CV2016 foi colhido e assim, reproduzindo o processo de secagem no café colhido desse talhão, daria para “repetir e fazer o mesmo café” em 2017, ou seja, daria para ter um café com um resultado na xícara muito semelhante. Bem, mas eles reproduziram esse café pra gente e o resultado é o que todos provaram na amostra DHC. Vamos pegar 3 sacas desse café e ele deve ser exclusividade do CdC. Segue resumo: DHC - Catuaí Vermelho Natural: Esse café já te ganha no aroma enquanto está verde. É um dos cafés verdes mais aromáticos que já passaram nas nossas mãos. Torrado o aroma ainda é a primeira coisa que lhe chama atenção!! Na xícara um leve floral, bebida frutada, acidez intensa, doçura alta e corpo licoroso. Na finalização uma leve nota que te faz lembrar que se trata de um café natural que sofreu uma leve fermentação espontânea enquanto secava no terreiro. Valor da saca deste café é R$ 1500,00 e pegamos 3 sacas, pois não queremos que ninguém fique sem esta preciosidade. Pra finalizar duas fotos dessa nossa última visita a Faz. Forquilha do Rio: José Alexandre, eu e o Luís (em uma das raras fotos que saímos juntos). Ao fundo os vários troféus que já ganharam. José Alexandre separando uma amostra de um café que poderá virar história... isso aí já e cenas de um próximo capítulo da nossa parceria... Aguardem.... Agora é com o Luís, ele vai vim contar um pouco dos dois últimos cafés! Att, Equipe Compra Coletiva
  16. 19 points
    Salve pessoal, voltamos a discutir as questões das torras mais pra frente, que tal? Pra atualizar o tópico gostaríamos de fazer um relato do que foi feito nesses últimos dias. Na sexta feira e no sábado torramos as amostras que recebemos no período de pré-seleção. Foram ao todo mais de 30 batches referentes a 24 amostras com potencial para participar da escolha coletiva. A grande maioria das torras, amostras pequenas com menos de 400g, foram feitas no STC. O restante das amostras, as que possuíam mais que 600g, foram torradas em um Probatino. A abordagem que escolhemos para torrar os cafés foi a mesma e, apesar da dificuldade de adequar um único perfil para todos os cafés, esperamos ter conseguido fazer uma torra justa para todos. Amanhã bem cedo eu e o Luís vamos fazer algumas rodadas de cupping para reduzir a quantidade de cafés que enviaremos, pois não faz sentido que vocês tenham que provar os 24 cafés aí (até porque há várias amostras de uma mesma fazenda, Mantissa, por exemplo, mandou 5 cafés diferentes). Esperamos conseguir reduzir para 8 amostras no final. Estamos super ansiosos, pois não provamos os cafés ainda. Tudo correndo bem, já na parte da tarde enviaremos, por SEDEX, as caixas com as amostras para os representantes locais. Não haverá indicações de procedência das amostras, somente um código de identificação. Vocês deverão prová-las as cegas, assim como eu e o Luís fazemos aqui. Vou entrar em contato hoje e amanhã com os representantes para pegar os endereços e passar algumas instruções. A única notícia não tão boa é que nem todas as amostras que pedimos chegaram a tempo de entrar na fase da escolha coletiva. Estão faltando algumas amostras do PR, BA e ES. Caso essas amostras cheguem ainda durante a semana, eu e o Luís podemos analisá-las e levantar uma discussão sobre a possibilidade de incluí-las. Pra finalizar algumas fotos: STC do mestre Guilherme Torres que trabalhou demais nos últimos dias! Algumas das amostras que torramos no STC. Um dos cafés que recebemos, ficamos assustados com o tamanho do grão.... Peneira 18! Grande abraço, Igor e Luís
  17. 18 points
    Meu cantinho móvel para receber os amigos!!! Enviado de meu ASUS_Z012DC usando Tapatalk
  18. 18 points
    Montei hoje um suporte para v60/Melitta. Cabem 3 v60-01 ou 2 v60-02, ou Melittas 100/102. Para quem quer fazer, precisa de cano de cobre 1,5: 8 x 2.4cm 2 x 32cm 4 x 6.4cm 4 x 10cm 4 curvas 90graus 8 Ts 4 capas Colei tudo com superbonder. Infelizmente o meu celular agora não reconhece mais o meu fingerprint rsrs
  19. 18 points
    Depois de muitas considerações, eu importei uma ECM Classika PID. Vou fazer um post em outro tópico, explicando o processo de forma mais detalhada, mas de forma resumida foi o seguinte. Comprei na Clive Coffee junto com um kit gratuito numa promoção de Thanksgiving. Mandei entregar na Planet Express, que mandou para cá via FedEx International Economy. Gostaria de agradecer e muito ao @Cabral, sem a ajuda dele, essa importação certamente não teria saído do papel. Foram muitas considerações e dúvidas, e ele passou todo o conhecimento dele, não só sobre máquinas, mas como de importação. Essa foi a primeira importação que fiz e tudo deu certo. Agradeço também ao @carlos eduardo, foi ele que me "apresentou" a Classika e também me aturou nas reuniões do CdC durante essas considerações. A Classika da Clive já vem com a válvula joystick, PF naked e um tamper da ECM. O kit essencial da Clive. Pela promoção, veio incluído sem custo adicional.
  20. 18 points
    Aí o registro do momento temido pelos funcionários da agência do bairro, em que chega um doido em fim de expediente trazendo uma montanha de caixas pra despachar, kkkk
  21. 18 points
    Taí o meu cantinho, simples e singelo... Minha mulher mandou fazer pra mim essa plaquinha imitando o "Fran's Café", no caso "Fer" é referência a meu filho...
  22. 17 points
    Chegou hoje, direto da Itália. Enviado de meu SM-G800H usando Tapatalk
  23. 17 points
    Algumas novidades no cantinho. Suportes de PF (desenho próprio): Novo (velho) moinho (Zwanger Favorite 2AT) de +/- 60 anos. Ao lado dele o Bravo Debut parece pequeno: E um bule elétrico da AliExpress:
  24. 17 points
    Fiquei com preguiça de pesquisar, mas acho que nunca mostrei aqui onde faço minhas bebidas cafeinadas: E aqui é o mesmo local mas quando eu recebo café bom, tipo o que o @Lisboa Santos muito mais do que gentilmente me presenteou: Se prestarem atenção vão notar que infelizmente falta algo aí: um Bravo Mini.
  25. 17 points
    Galera! Todo mundo na expectativa aí? Tenho uma notícia não muito boa, mas espero que compreendam: após precisarmos estender em um dia a estadia nas Matas de Minas, estamos há quase 12h na estrada por conta de alagamentos e acidentes na pista, devemos chegar em BH quase meia noite. Queremos abrir a Compra Coletiva com calma para evitar problemas. Então fiquem ligados, que amanhã anunciaremos a largada oficial, ok? Estamos carregando no carro as últimas 5 sacas que faltavam: 3 do Afonso e 2 do @dessidepaula. O restante já se encontra no nosso quartel general. Além disso, temos muita história pra contar ao longo da semana sobre tudo que vivemos nesses últimos 4 dias, aguardem!
  26. 17 points
    Show!!! Valeu Rodolfo e Rafa pelos relatos!!! Dando continuidade com os cafés!! 2 e 3. Cafés da Rosângela - Natural e CD: Outra estreante na Compra Coletiva!! Tivemos contato com o café da Rosângela na SIC e uma das amostras que provamos lá era super parecida com o café do Juarez da última Compra Coletiva e isso nos despertou uma enorme curiosidade. Nos aproximamos dela e descobrimos que sua propriedade e a do Juarez são separadas somente por um morro, ou seja, são muito próximas. A Rosângela disponibilizou para a gente alguns cafés e os que mais nos chamou atenção foram as amostras que entraram na seleção: UTD e ZFE. Ambos os cafés estão espetaculares e de jeitos distintos. Inicialmente iríamos pegar somente o café da amostra ZFE, entretanto depois de uma conversa com ela descobrimos que o café da amostra UTD é da mesma variedade do ZFE, mesmo talhão e colhidos em datas muito próximas. A única diferença entre eles é que um é NATURAL e o outro é CD. Achamos que essa pode ser uma oportunidade incrível para que vocês possam conhecer as diferenças entre os métodos de processamento provando os cafés lado a lado! Desta forma, a Rosângela vai ser estreante já com dois cafés em uma única Compra Coletiva. É a primeira vez que teremos dois cafés de uma mesma fazenda entrando de uma vez só!! Vamos falar dos cafés então: UTD - Bourbon Vermelho CD: Esse é o despolpado parecido com o café do Juarez da última Compra Coletiva, a diferença está essencialmente no aroma, neste café aparece um floral bem interessante. Na xícara temos um café delicado, com uma acidez cítrica bem elegante, doçura de cana de açúcar e finalização de rapadura. Outro café fácil de beber e que dá vontade de repetir o tempo todo! O valor da saca deste café é R$900,00 e vamos pegar duas sacas dele! ZFE - Bourbon Vermelho - Natural: Um típico natural frutado, com acidez marcante, doçura elevada e corpo médio alto. Na xícara identificamos notas de frutas vermelhas, puxando para Morango. Encontramos acidez cítrica e málica neste café. O valor da saca deste café é de R$1200,00 e pegamos duas sacas dele. Esse foi unanimidade em praticamente todas as cidade! Não é por menos, é um café premiado regionalmente: http://www.portalcaparao.com.br/noticia/25755/concurso-premia-melhores-cafes-de-santa-margarida Pretendemos ir buscar esses cafés pessoalmente e vamos compartilhar essa experiência com vocês. A seguir algumas fotos que a Rosângela nos mandou: Terreiro Suspenso da propriedade Natural e CD secando juntos no terreiro suspenso Próxima postagem é sobre o café do Afonso!! Grande abraço, Equipe Compra Coletiva
  27. 17 points
    Obs: se chegou até aqui e tá perdido, sem saber o que é a Compra Coletiva do Clube do Café, nossa sugestão é que comece as leituras clicando aqui! Salve amigos amantes de um bom café, já divulgamos quais são os cafés que foram os preferidos na Seleção Coletiva da segunda Compra Coletiva de 2017 do Clube do Café, entretanto não divulgamos ainda quais são os cafés que vão realmente entrar. Vamos compartilhar com vocês agora e queremos contar um pouco da história de cada café Antes de mais nada, gostaríamos de dizer que escolhemos 6 cafés desta vez. Isso aconteceu por conta de uma grande casualidade que vou contar adiante. Além disso, a escolha dos cafés foi acirrada e ficamos com a sensação que alguns cafés não poderiam ficar de fora de forma alguma. Os cafés que escolhemos, assim como o valor da saca, são: Amostra GKV - IAPAR - CD - Produtor Leandro de Gauçui/ES - Valor da saca R$900,00 Amostra UTD - Bourbon Vermelho - CD - Produtora Rosângela de Santa Margarida/MG - Valor da saca R$900,00 Amostra ZFE - Bourbon Vermelho - NATURAL - Produtora Rosângela de Santa Margarida/MG - Valor da saca R$1200,00 Amostra DHC - Catuaí Vermelho - NATURAL - Afonso Lacerda de Espera Feliz/MG - Valor da saca R$1500,00 Amostra LSO - CD - Produtor Paulo Henrique de Araponga/MG - Valor da saca R$1500,00 Café do TINO - Natural - Produtor Juventino de Alto Caparaó - Valor da saca R$1500,00 Gostaria de contar um pouco da história de cada um desses cafés e como que eles vieram parar aqui. Como posso acabar escrevendo demais, vou separar a história de cada produtor em uma postagem diferente. 1. Café do Leandro - IAPAR CD: Conhecemos o Leandro (@dessidepaula) no Campeonato Brasileiro de Aeropress por intermédio do Beto e do Lisboa. De lá pra cá nossa relação se estreitou e inclusive já tivemos a oportunidade de visitar a propriedade dele (fotos logo a seguir). O Leandro é um produtor que está começando a trilhar o caminho do café especial, começou esta safra, mas já está mostrando para o que veio! Ambos os cafés que Leandro separou para a gente estavam bem legais. Ele mandou amostra de um Catuaí Amarelo Natural (amostra RFJ) e do IAPAR CD (amostra GKV). O café que entrou na seleção, o IAPAR CD, é um típico despolpado, um café delicado, com uma doçura intensa, corpo alto e acidez cítrica leve e moderada. É um café fácil de beber e os bebedores de espresso tradicionais vão curtir muito!!! Inclusive estamos pensando em fazer nele uma torra específica para espressos. A amostra que o Leandro nos mandou foi basicamente de peneira 17/18 (foto logo a seguir) e combinei com ele de separar as maiores peneiras desse café para gente. O preço da saca do café é de R$900,00 e vamos pegar duas sacas. É uma boa oportunidade para pegarmos um café com um baita custo benefício e ainda ajudar o Leandro com a divulgação do café e do trabalho dele. Eu e o Leandro na propriedade dele em Gaçuí/ES IAPAR CD do Leandro, observem o tamanho do grão, é enorme!!! Já já voltamos para contar dos cafés da Rosângela!!! Grande abraço, Equipe Compra Coletiva
  28. 16 points
    Depois de uma longa espera, de uma longa trajetória, finalmente realizei meu sonho de ter um torrador STC. Para encurtar a história: Murilo Lins comprou um STC, porém devido a um desalinhamento do motor que ocorreu durante o transporte, ele travou. Murilo estava sem tempo para fazer o reparo final (após uma tentativa que acabou por queimar o motor), então acabou deixando o torrador parado. Eu havia entrado em contato com Guilherme Torres a procura de um e fui informado sobre essa situação. Após algum tempo conversando com Murilo, ele muito gentilmente resolveu me vender a unidade dele. O STC foi enviado para Guilherme fazer os reparos e atualizações (motor mais potente, tambor sólido, trava rosca nos parafusos, etc) e acabou de chegar para mim. Ou seja, viajou de Recife para Brasília e de lá para Aracaju. Fiz duas torras até agora, ainda tenho muito aprendizado pela frente. Mas para quem veio do torrador do Beto , são muitas novidades. Fui muito feliz com meu primeiro torrador, mas queria ter mais controle sobre vários aspectos da torra. Junto do torrador comprei o exaustor também, muito recomendado por Guilherme para ter um conjunto para a vida toda. Uma grande diferença que já notei foi o aroma da torra... Como temos um fluxo de ar com exaustão, não tenho mais aroma de fumaça. Enfim, foi um grande upgrade. Agora queria agradecer imensamente aos dois que proporcionaram tudo: Murilo, por ter sido muito gentil em aceitar me vender, sem essa atitude nobre, eu não teria conseguido adquirir. E Guilherme, por ter dado uma assistência INCRÍVEL. Na verdade nem sei como descrever a imensa prestatividade dele. Me mandou diversos vídeos, áudios e textos explicando o funcionamento, o passo a passo das atualizações, aspectos técnicos. Sempre muito solícito. Obrigado, pessoal!!!!!!! Agora vou tentar fazer jus a tanto trabalho e estudar ainda mais sobre torra e colocar em prática. PS: desculpem a bagunça, mas tirei foto com tudo no chão mesmo.
  29. 16 points
    Salve pessoal, estamos dando um tempo nos pedidos do site, vamos esgotar todos os produtos para que não cheguem novos pedidos. Futuramente podemos colocar os cafés que sobraram disponíveis, mas a prioridade agora é enviar os pedidos já feitos. Hoje vamos começar a calcular o frete para o Envio Coletivo e Transportadora. Assim que o valor é acrescentando ao pedido no site uma cobrança é gerada. Pedimos agilidade para pagar esses pedidos, pois temos que quitar nossas dívidas com os nossos fornecedores. As embalagens tiveram uma atualização agora a pouco e já estão no centro de distribuição do nosso bairro. Estamos na expectativa que vão chegar hoje ainda e já temos um batalhão preparado para começar a fracionar os cafés verdes e montar os pedidos. Paralelo a isso o Luís já está pilotando o torrador no espaço onde torramos. Temos 240kg de café para torrar e vamos fazer isso até quarta feira. Daremos prioridade de envio para as encomendas com café torrado, vamos fazer de tudo para manter o prazo de envio para essas encomendas até o dia 15. Já para as encomendas que só tem café verde não conseguiremos garantir o envio até sexta. Caso seja necessário mudar o endereço de entrega ou a forma de envio entrem em contato pelo site da CC por favor. Por fim, gostaríamos de agradecer a todos os participantes da Compra Coletiva. Este ano foi recorde novamente de pedidos. Só para que tenham uma ideia, em 10 horas conseguiram esgotar 73% dos cafés. Foi algo realmente incrível. Depois vamos voltar para contar mais dos pedidos. Todas as mensagens enviadas no site e pelo email já foram respondidas. Estamos a disposição de vocês para tirar qualquer dúvida. Grande abraço, Igor e Luís
  30. 16 points
    Em primeiro lugar gostaria de agradecer a Equipe Compra Coletiva pela oportunidade de fazermos parte dessa etapa prévia da compra coletiva. Além de muito divertida, essa etapa é repleta de diversão, curiosidade e ansiedade. Ficamos sempre curiosos com as oportunidades que teremos nessa compra. Esse ano recebemos as amostras aqui em Goiânia com um dia de envio de BH pra cá! Fizemos o encontro numa manhã chuvosa de domingo com 5 membros do Espresso Pequi, sendo que 4 deles já haviam participados das outras compras coletivas e uma era novata. Infelizmente ficamos tão empolgados em beber os cafés que esquecemos de fotografar...e um dos fotógrafos profissionais do grupo estava no encontro. Rsrsrsrs. O encontro foi dividido em 3 rodadas, conforme especificado pela equipe compra coletiva. Acredito que essa padronização que foi adotada esse ano facilitou e muito as escolhas e comparações. A grosso modo, a primeira rodada seria dos cafés CD, a segunda dos Naturais e a terceira de naturais de pontuação mais alta que os da segunda. Seria algo do tipo, fomos do mais simples pro mais complexo...entretanto não entendam como os da primeira rodada os piores e os da última como os melhores. Aqui aconteceu o seguinte,a segunda rodada foi a melhor disparado. ZFE, RFJ, ECG e PBM estavam numa briga difícil. Entretanto aqui em Goiânia, a preferência pelo ZFE foi matadora, foi o preferido da segunda rodada, o preferido entre todas as opções e o preferido por todos os presentes. Na terceira rodada, dos cafés "casca grossa", o DHC foi unanimidade entre os presentes. No encontro de Goiânia tivemos 3 unanimidades: ZFE, ECG na segunda rodada e DHC na terceira. Os outros cafés tiveram opiniões e classificações divididas, no sentido de não serem unanimidade. Na segunda rodada, alguns apaixonaram no RFJ e outros gostaram muito do PBM, ou seja agradaram bastante, mas não foram unanimidade entre os presentes. No nosso ranking aqui ficou assim a classificação geral: ZFE, ECG e DHC. Na nossa mesa esses foram os cafés que se separaram dos outros e chamaram nossa atenção. Ficamos muito felizes em saber que o DHC e o ZFE estarão na compra e com certeza vão acabar rápido. Parabéns mais uma vez à equipe da compra coletiva. Foram excelentes escolhas esse ano, vocês estão de parabéns! Até a próxima!
  31. 15 points
    Bom, tá aqui meu cantinho do café, um na sala e outro na cozinha. Na cozinha não tive tanto espaço quanto eu gostaria (quando construir minha casa terei um lugar mais dedicado!) mas dá pra curtir bem!
  32. 15 points
    Salve pessoal, tudo certo? Em geral, seguindo com o roteiro dos últimos anos, o mês de abril costuma ter uma Compra Coletiva. Como vocês já estão observando, não movimentamos nada até agora. A razão é que temos novas ideias que gostaríamos de implementar nas futuras C.C. e gostaríamos de expor elas para vocês. Principalmente, gostaríamos de abrir em espaço para discussão, queremos escutar todos, afinal, a compra é coletiva! Vamos direto ao ponto, dizendo quais são as duas mudanças mais substanciais que gostaríamos de propor. Em um segundo momento vamos explicar um pouco sobre as razões que nos levaram a propor essas alterações, explicando tudo com mais detalhes. São elas: Retornar às origens, fazendo a Compra Coletiva com cafés verdes somente! Alterar as datas das Compra Coletivas, a primeira C.C. de cada safra seria adiantada para setembro/outubro e pegaria os cafés das regiões que colhem primeiro (Sul de Minas, Bahia etc). A segunda Compra Coletiva de cada safra seria atrasada para janeiro/fevereiro, pegando os cafés de regiões que colhem mais tardiamente. Retornar às origens, fazendo a Compra Coletiva com cafés verdes somente: Vamos voltar um pouco no tempo para sustentar essa proposta. Quando assumi a organização da Compra Coletiva, no segundo semestre de 2014, tudo era feito na base de formulários e planilhas. Os pedidos não eram muitos e a quantidade de membros participantes era pequena. Para ilustrar, a primeira Compra Coletiva que organizei foi de 2 sacas e meia e teve a participação de 43 membros do CdC. De 2014 para a 2º CC de 2017, tudo foi saindo um pouco do controle. A quantidade de café demandada foi aumentando e também a quantidade de membros participante. Para começar a dar conta do trabalho foi necessário abrir um site e automatizar a coleta dos pedidos. Além disso, não era mais possível fazer tudo sozinho e mais gente teve que entrar na parte da organização para ajudar. Isso tudo foi gerando custos maiores e o café foi ficando cada vez mais caro. A última Compra Coletiva foi a maior de todas até agora. No total foram 13 sacas de café que compramos coletivamente, isso resulta em 780kg de café verde. Desse total, destinamos mais de 240kg para torrar, entre desenvolvimento de perfil e pedidos. O trabalho foi gigantesco e ficamos praticamente um mês inteiro trabalhando quase que exclusivamente com isso. Para que tenham ideia da magnitude do que foi a 2ª Compra Coletiva de 2017, vamos abrir ela em alguns números. Para não sobrecarregar o tópico, vou postar um link com um resumo de alguns números: https://docs.google.com/spreadsheets/u/1/d/e/2PACX-1vQyxH_jNhTYkCOhVLsA2vbnqQdDgxlszKDw7oVc6s1gZRalYbHDYvxHTH5il1KHxeqfVxyT48Mm2oFS/pubhtml?gid=0&single=true Gostaríamos que vocês observassem o montante que foi movimentado e também o que resultou para a gente após aquele trabalhão todo (quem acompanhou o tópico lembra do que estamos falando). Ressaltamos que nossa ideia nunca foi que a Compra Coletiva fosse lucrativa, sempre trabalhamos com as menores margens possíveis, afinal, a ideia da Compra Coletiva é difundir a cultura da torra doméstica pelo Brasil e levar bons cafés torrados a preços acessíveis, não dar lucro. Entretanto, em vista da magnitude que tudo tomou, não é mais sustentável manter a estrutura toda da forma como está. Mesmo que não fiquemos no negativo, o que sobra não cobre nossas horas trabalhadas. Muito menos nos dá segurança para cobrir eventuais riscos que assumimos ao pagar a maioria dos cafés adiantados com nossa grana (por exemplo, se houver muita desistência de compra e ficarmos com café encalhado ou se acontecer algo com algum dos cafés na nossa posse). Sobre as horas trabalhadas, o que mais onera é logística necessária para fracionamento e envio do café torrado. Esse trabalho para fracionar o café torrado o mais rápido possível e enviá-los é enorme! Vejam que nem estamos falando da parte de torrar o café, isso dá muito trabalho também, mas pode ser facilmente ser terceirizado (como já foi feito em outras duas ocasiões). Estamos comentando sobre a dificuldade e enorme responsabilidade de manusear o café torrado, que a cada segundo que passa sem chegar na casa de vocês envelhece um pouco mais. Pensando nisso, conseguimos ver três possíveis caminhos: Aumentar mais os custos, a fim de que o montante final resultante fosse o suficiente para pagar, no mínimo, as nossas horas trabalhadas. Acabar com a Compra Coletiva do CdC nacional e incentivar, compartilhando os contatos que temos, mini compra coletivas regionais. Manter uma Compra Coletiva centralizada e acabar com o café torrado, retornando assim às origens das CC. Não achamos que o primeiro caminho seja a solução, uma vez que isso não estaria de acordo com a filosofia toda por trás da Compra Coletiva. Ao mesmo tempo, também não acreditamos que o segundo caminho seja a solução neste momento, apesar de apostarmos fortemente que a regionalização das CC seja uma boa solução no futuro quando a cultura da torra doméstica estiver mais difundida Brasil afora. Desta forma, o que resta neste momento é propor o retorno de Compras Coletivas com somente cafés verdes. O que me dizem? Alterar as datas das Compra Coletivas: A principal motivação para propor essa mudança é tirar a Compra Coletiva do mês de dezembro. Essa época festiva é terrível para esperar uma encomenda pelos Correios, todos sabem. Agora a grande pergunta é: Por que não fizemos isso antes? Bem, até pouco tempo atrás acreditávamos que os melhores cafés eram colhidos tardiamente e que só teria café TOP pra comprar no mês de novembro/dezembro. Acontece que rodando mais regiões e conversando com mais produtores, vimos que não é bem assim. É possível sim comprar excelentes cafés logo no início da safra. Hoje temos contatos para isso, coisa que não tínhamos antes, e estamos confiantes que podemos fazer uma Compra Coletiva espetacular logo em setembro/outubro. O que acham? Todos concordando, adiamos a próxima Compra Coletiva para Setembro/Outubro. E tem um detalhe importante que estava quase esquecendo de comentar também. Nós fomos expulsos do local onde estávamos operando nas épocas de Compra Coletiva.... ehehehhee... a última compra coletiva fez uma bagunça grande demais e botaram a gente pra correr. Precisamos achar um canto novo pra armazenar os cafés e fracionar tudo, kkkkkk... Até setembro conseguimos um local novo! Grande abraço, Igor
  33. 15 points
    Modificando novamente o cantinho, desta vez com fotos das bagunça no interior do armário e gavetas, já que minhas fotos que estava hospedado em um site de fotos agora o serviço é pago, só esta a base da Aram pois a minha ai da está no processo longo e complexo do concerto rss Esta aqui vai para meu cantinho do café em meu Gabinete onde trabalho estou com dó de deixar parado demais e ressecar as conexões de borrachas e silicones Quem quiser café [emoji477]️ só tocar o sino [emoji931] rss Primeira gaveta Segunda gaveta Terceira gaveta de bagunça [emoji849] Algumas coisas para o Levain Parte o de fica o filtro para conexão rede hídrica da ECM Grãos crus essa parte do armário esta cheio juntamente com o torrador Gene Aqui onde fica os cafés torrados e alguns acessórios Xícaras Mais xícaras e canecas Torrador aqui do HTF Esquentando as xíxaras [emoji7][emoji7] Filhota ja sabe o que é bom rss Futura barista [emoji7] Extração de um Colombiano que torrei Ainda falta tirar foto do cantinho do café [emoji477]️ na cozinha pois essas acima é um ambiente exclusivo da casa para o café, na cozinha tem outro balcão com a Jura e quadros, falta tbm fotos da sala de Home Cinema que tbm tem apetrechos para café e a nespresso [emoji477]️ e por último em minha sala no trabalho que também tem tralhas de café, é isso aí o hobby só aumenta [emoji50] Enviado do meu iPhone usando Tapatalk
  34. 15 points
    Salve colegas amantes de um bom café, estamos abrindo oficialmente os pedidos para a 2ª Compra Coletiva de 2017. Porém, antes de mais nada, gostaríamos que lessem as informações sobre o funcionamento da Compra Coletiva no tópico a seguir. Algumas coisas mudaram desde a última Compra Coletiva: Vamos para os detalhes desta compra. A primeira grande novidade é que teremos 6 cafés desta vez, sendo que um deles, o café do Leandro, terá uma torra exclusiva para espresso. Além disso, desta vez a torra será executada em um Atilla de 15kg Gold Plus por mim e pelo Luís. Vamos compartilhar todos os logs de torras e abordagens que escolhermos. O que já não é novidade é que temos alguns cafés super premiados nesta Compra Coletiva. O Leandro, a Rosângela e o Tino são ou já foram campeões municipais de suas respectivas regiões e os cafés do Afonso e do Paulo Henrique são campeões do estado. Inclusive o lote que temos do Paulo Henrique é o que ele mandou para o concurso de qualidade da EMATER. Resultado aqui: http://www.emater.mg.gov.br/doc/site/Concurso_cafe_2017/Lista de vencedores Concurso Café 2017.pdf No mais tudo continua no prazo: De 05 ~ 10/12: prazo para participar do envio coletivo. Depois disso a página continua no ar (sujeita a disponibilidade), mas não aceitaremos mais o frete na modalidade Envio Coletivo; 06 ~ 10/12: fracionar os cafés e desenvolver perfis de torra; 09, 11 e 12: dias que vamos torrar os cafés; 15/12: prazo limite para envio dos pedidos. Agora quanto a questão do Envio Coletivo, gostaríamos que já escolhessem um representante para cada cidade, isso agiliza nosso trabalho. Para o Nordeste, infelizmente, não haverá uma maneira de enviar via transportadora, somente Correios. Para a próxima C.C é fato que conseguiremos contornar essa situação. Por fim, gostaríamos de agradecer cada um que contribuiu, de alguma forma, para que a Compra Coletiva ocorresse: Aos produtores que toparam participar desse projeto com a gente, fica nosso muito obrigado!!! Aos colegas que participaram da Seleção Coletiva, valeu por disponibilizarem um pouco do tempo corrido de vocês para ajudar a gente fazer desta Compra Coletiva o mais democrática possível. Aos colegas que sempre nos ajudam compartilhando contatos de produtores, valeu!! E a cada membro que não perde uma Compra Coletiva e que torna tudo isso possível, valeu demais!! O site será liberado às 22:00 do dia 05/12. Para fazer os pedidos: www.comprecoletivo.iluria.com Vamos para o resumo dos cafés: 1- Café do Leandro: O Leandro é um produtor que está começando a trilhar o caminho do café especial, começou esta safra, mas já está mostrando para o que veio! O café que entrou na seleção, um IAPAR CD, é um típico despolpado, um café delicado, com uma doçura intensa, corpo alto e acidez cítrica leve e moderada. Na xicara aparecem notas nítidas de chocolate. Este café terá uma torra exclusiva para ESPRESSO. Vamos destacar na torra as notas de chocolate do café em combinação com seu corpo alto e doçura intensa. Segue resumo: Fazenda Santo Antônio Guaçuí - ES Altitude: 900m Variedade: IAPAR Processo: CD Produtor: Leandro de Paula Valor do kg do café VERDE: R$ 27,40 Valor para 500g do café TORRADO em GRÃOS:R$ 34,00 2 e 3- Cafés da Rosângela: A Rosângela é estreante na Compra Coletiva, mas já chegou dando o que falar!! Tivemos contato com o café da Rosângela na SIC e uma das amostras que provamos lá era super parecida com o café do Juarez da última Compra Coletiva e isso nos despertou uma enorme curiosidade. Nos aproximamos dela e descobrimos que sua propriedade e a do Juarez são separadas somente por um morro, ou seja, são muito próximas. A Rosângela disponibilizou para a gente dois cafés, um NATURAL e um CD. Ambos os cafés estão espetaculares e de jeitos distintos. Inicialmente iríamos pegar somente um deles, mas depois de uma conversa com ela descobrimos que os cafés são da mesma variedade, mesmo talhão e colhidos em datas muito próximas. A única diferença entre eles é que um é NATURAL e o outro é CD. Achamos que essa pode ser uma oportunidade incrível para que vocês possam conhecer as diferenças entre os métodos de processamento direto na xícara, uma vez que são cafés típicos de seus métodos. O Cereja Descascado (CD) da Rosângela: Na xícara temos um café delicado, FLORAL, com uma acidez cítrica bem balanceada e elegante, doçura de cana de açúcar e finalização de rapadura. É um café muito fácil de beber e que dá vontade de repetir o tempo todo! Segue Resumo: Fazenda Carmelito Santa Margarida - Matas de Minas Altitude: 1200m Variedade: Bourbon Vermelho Processo: Cereja Descascado (CD) Produtora: Rosângela Alves Valor do kg do café VERDE: R$ 27,40 Valor para 500g do café TORRADO em GRÃOS:R$ 34,00 Sobre o NATURAL da Rosângela: Um típico natural frutado, com acidez marcante, doçura elevada e corpo médio alto. Na xícara identificamos notas de frutas vermelhas, puxando para Morango. Encontramos acidez cítrica e málica neste café. Segue Resumo: Fazenda Carmelito Santa Margarida - Matas de Minas Altitude: 1200m Variedade: Bourbon Vermelho Processo: NATURAL Produtora: Rosângela Alves Valor do kg do café VERDE: R$ 32,60 Valor para 500g do café TORRADO em GRÃOS:R$ 37,30 4- Café do Afonso Este é um velho conhecido nosso, o famoso café da super premiada Faz. Forquilha do Rio. O café já te ganha no aroma enquanto está verde. É um dos cafés verdes mais aromáticos que já passaram nas nossas mãos. Torrado o aroma ainda é a primeira coisa que lhe chama atenção!! Na xícara um leve floral, bebida frutada, acidez intensa, doçura alta e corpo licoroso e notas de frutas vermelhas. Na finalização uma leve nota que te faz lembrar que se trata de um café natural que sofreu uma leve fermentação espontânea enquanto secava no terreiro. Segue resumo: Faz. Forquilha do Rio Caparaó-MG/ES Altitude: 1.200m Variedade: Catuaí Vermelho Processo: NATURAL Produtor: Afonso Lacerda e Dona Altilina Valor do kg do café VERDE: R$ 37,90 Valor para 500g do café TORRADO em GRÃOS:R$ 40,50 5- Café do Paulo Quem andou acompanhando o Cup of Excellence deve ter reparado que a estrela do momento é Araponga - MG (não confundir com Arapongas - PR)! Não podíamos ficar pra trás nessa tendência, e conseguimos o café do Paulo Henrique Miranda. Ele e sua família tiveram 6 (seis!) (meia dúzia!!!) lotes premiados no Cup of Excellence, incluindo o 2º colocado dos naturais e ainda pegaram o primeiro lugar no Coffee of The Year com a Sandra (mãe do Paulo Henrique). É um café CD que traz os traços sensoriais das Matas, mas muito mais! Possui várias camadas de sabor, com destaque para uma doçura muito intensa. No aroma aparece rapadura e na xícara caramelo. Aliado a isso uma acidez elegante, marcante, mas que não aparece em primeiro plano e um corpo alto. Segue resumo do café: Sítio Caminho da Serra Araponga - Matas de Minas - MG Altitude: 1.200m Variedade: Catucaí Vermelho Processo: CD Produtor: Paulo Henrique Miranda Valor do kg do café VERDE: R$ 37,90 Valor para 500g do café TORRADO em GRÃOS:R$ 40,50 6- Café do Tino Seu Tino (Juventino) é uma figura já conhecida no cenário de cafés especiais, já esteve em posições de destaque em vários concursos passados. A propriedade na qual o Tino traballha (Sítio Recanto dos Canarinhos) fica em Alto Caparaó, e esse café é um catuaí vermelho colhido a 1340m. Na xícara aparecem notas de frutas maduras, lembrando mirtilo e ameixa, corpo licoroso (levemente alcoólico) e uma especiaria bem interessante, puxando para canela. É um café complexo e diferenciado! Vamos para o resumo do café: Sítio Recanto dos Canarinhos Alto Caparaó - Caparaó Altitude: 1340m Variedade Catuaí Vermelho Processo: Natural Produtor: Juventino Valor do kg do café VERDE: R$ 37,90 Valor para 500g do café TORRADO em GRÃOS:R$ 40,50 Obs: Não está incluído nos valores acima o valor do frete para a sua localidade. Para pagamentos por Depósito Bancário, onde as taxas de serviços da operadora de Cartão de Crédito não se aplicam, há um desconto de 5%. As instruções para pagamento serão disponibilizadas no checkout do site. • Prazo para postagem dos pedidos: até dia 15/12! Por fim, visitamos todos os produtores e vamos contar as histórias dessas visitas em um tópico que abriremos em breve. Até lá, deixamos como registro uma foto nossa com o Tino, o cara é uma figura (e super fotogênico). Um grande abraço, Igor e Luís
  35. 15 points
    O meu cantinho (na area de serviço) recebeu alguns upgrades do mestre Torres: um exaustor para o STC, e o STC agora tem um motor brushless, novo tambor, resistência 220V entre outros melhoramentos. Ficou show!
  36. 15 points
    Salve galera, já que esse ciclo de postagens está encerrado, vamos falar de prazos agora. Antes disso, gostaríamos de publicar uma errata. O café da amostra LSO é um CD e não um natural conforme havíamos informado lá em cima. Editamos as postagens, mas a primeira imagem da tabela com os cafés ficou errada ainda. Prazos então!! No próximo final de semana vamos viajar sentido Matas de Minas, vamos buscar os cafés que estão faltando pessoalmente e aproveitar para tirar bastante foto dos bastidores para trazer para vocês, pois sabemos que isso é importante!!! Assim, uma vez que já estivermos de volta e com todos os cafés disponíveis, iremos abrir os pedidos. Enquanto os pedidos estiverem rolando já vamos fracionando os cafés e nos dias 11, 12 e 13 vamos torrá-los. A torra será executada pela gente mesmo e teremos uma consultoria do mestre de torras Eystein Veflingstad, que estará aqui com a gente para ministrar um curso particular de torra nos dias 6, 7 e 8 de dezembro. Vamos compartilhando tudo com vocês por aqui e no instagram da Compra Coletiva (@comprecoletivo). Esperamos conseguir enviar tudo até o dia 15 de dezembro!! Segue esquema simplificado com os prazos: 1~3 de dezembro: viagem para buscar os cafés que estão faltando; 4 de dezembro: às 23:55 (horário de Brasília) abertura dos pedidos no site: www.comprecoletivo.iluria.com.br ; 6~8 de dezembro: curso com Eystein e desenvolvimento dos perfis de torra para os cafés; 10 de dezembro às 23:55: encerramento do prazo para pedidos dos café torrado no site; 11~13 de dezembro: torra dos cafés da CC; 15 de dezembro: data limite para envio das encomendas. É isso aí pessoal, qualquer dúvida estamos a disposição. Grande abraço, Equipe Compra Coletiva
  37. 14 points
    Olá, estou passando uns "dias de fazenda" e a medida do possível tentarei postar algumas fotos do dia-a-dia da colheita por aqui, espero que gostem! Colhedeira entrando na rua Café recém chegado no terreiro Foto de drone da lavoura com colhedeira ao fundo Vista aérea de drone, pegando terreiro de concreto e de chão bem lá atrás Café recém chegado no terreiro, falta esparramar melhor ainda Terreiro enchendo (Y). Ao fundo da pra ver um café mais novo, é desse talhão que saiu o lote do café que estou vendendo sob a marca Razena, um Catuaí 144, primeira colheita ano passado. Esse ano ele esta carregado de novo, a colheita lá será manual novamente, acredito que vai sair um café muito bom dali! Colheita manual iniciou hoje, café Catuaí 144, segunda colheita dele. Na área a esquerda tem um café recém plantado (mal da pra ver que tem café), á direita tem um café novo sendo colhido à mão (dá até pra ver os panos na parte de baixo da foto) e mais a direita o café mais antigo, sendo a parte de baixo da foto café Topazio e no talhao da parte de cima da foto café Catuaí 144.
  38. 14 points
    Olá pessoal! Nessas últimas semanas, eu e o @riozebratubo estivemos trabalhando na automação de um torrador. Nossa base foi usar uma pipoqueira elétrica e o código que o @lipe_oa divulgou nesse tópico. Nossas principais inspirações foram o vídeo que postei anteriormente (https://youtu.be/BZEuagSot7E) e o torrador de amostras ikawa (https://www.ikawacoffee.com/for-professionals/). Desde então fizemos muitas modificações de software e hardware, esbarramos em muitos problemas e aprendemos muito no processo (arduino, eletrônica, etc). Nosso projeto ainda está um pouco distante de terminar, mas nós gostaríamos de dividir com vocês nosso avanço até agora. No estado atual, nosso torrador já pode: - captar a temperatura dos grãos - controlar a potência da resistência (heater) - controlar a potência do ventilador (fan) - fazer uma torra manual controlada via Roastlogger - fazer uma torra automática controlada via Action Table (sequência de ações de acordo com a temperatura) - fazer uma torra automática controlada via PID (ainda com algumas imperfeições) Algumas fotos... Alguns dos componentes usados Visão da bancada de trabalho Não economizamos nos dissipadores Curva de temperatura no modo automático via Action Table Curva de temperatura no modo automático via PID (as "barrigas" são as imperfeições que ainda precisamos melhorar em nosso projeto) Agora segue um vídeo do torrador funcionando no modo PID Pretendemos criar novas features e melhorar as que já existem. No futuro queremos criar um tutorial detalhado de todo o projeto, caso alguém queira replicar em casa. Antes disso, se alguém quiser falar sobre o projeto, saber detalhes, tirar dúvidas ou nos ajudar, só falar com a gente! Valeu, galera!
  39. 14 points
    Dei uma atualizada com os quadros e tbm equipamentos novos, mas uma foto informal, tudo meio bagunçado, hora que tiver tempo tiro umas fotos legais, tem muita coisa guardada desde máquinas a moedores, acho que vou ter que começar a me desfazer de algo senão to perdido rsss
  40. 14 points
    Chegou minha base, qualidade excepcional e muito bonita, valorizou mais ainda o cantinho Enviado de meu MI 6 usando Tapatalk
  41. 14 points
    Senhoras e senhores, entre torras de prova, transporte de sacas, divisão em embalagens e muitos outros trabalhos, conseguimos finalmente fechar os fretes, inclusive os seguintes casos: Envio coletivo Envios grandes individuais Mudança para sedex Se alguém ainda continuar com algum problema para pagamento do pedido, favor entrar em contato através do atendimento do site. Me despeço com uma extração do nosso café torrado para espresso, o Iapar do @dessidepaula. Dava pra alongar mais um pouco a extração, mas ficou bem bom
  42. 14 points
  43. 14 points
    Vamos lá, acabei de vir da usinagem. Só para ter uma ideia, estou fazendo ao mesmo tempo, 110 tampers, mais bases extras, punhos extras, 60 alinhadores, 60 tampers MINI, e 50 moedores MINIs, são quase 2500 peças ao todo, usinadas, sem contar parafusos, o´rings, ....... e ainda envolve, polimento, anodização, gravação, bem hoje era a data limite para entrar com as peças na anodização, e não consegui, no MINI , por exemplo todas as peças de alumínio estão prontas menos o manípulo, mas eu adotei um procedimento de não retirar nenhum conjunto sem que se tenha testado as montagens envolvidas, no caso do MINI, uma das montagens é da peça de bronze no Corpo do moedor, para poder levar hoje para a anodização eu teria que retirar sem conferir esta montagem, e definitivamente não dá. O procedimento é o mesmo para os tampers, alinhadores, onde hoje todas as roscas são testadas , são feitas com gabarito, ....... As peças ficam prontas na sexta -feira, vou separa-las no final de semana, e leva-las na 2ª para a anodização, mas a anodização fecha na 5ª, logo só vou conseguir pega-las no inicio do ano, calculo que dia 12/01. A gravação é rápida, normalmente 4 dias. Enfim, ficou para janeiro, infelizmente.
  44. 14 points
    Salve pessoal, neste último final de semana, conforme planejado, o pessoal do Clube do Café das cidades de Belo Horizonte, Campinas, São Paulo, Goiânia e Porto Alegre se reuniu para provar 10 amostras pré-selecionadas que eram candidatas para entrar na Compra Coletiva. Segue algumas fotos dos encontros: Conforme já havíamos adiantado, as provas aconteceram às cegas, ou seja, ninguém sabia quais eram os cafés que estavam provando. Para facilitar e direcionar um pouco a escolha dos cafés, separamos a avaliação em três rodadas. Na primeira rodada colocamos somente cafés despolpados, na segunda cafés naturais diversos e na terceira naturais frutados com perfis próximos, sendo que dois eram da mesma fazenda. Para quem participou da seleção, segue resumo das rodadas por código: Cada cidade provou de um jeito, teve cupping, prensa francesa, hario e clever. Ao fim da prova, cada participante escolheu os dois cafés que mais lhe agradou de cada rodada. Contabilizamos os votos de todas pessoas que provaram por cidade e elegemos os dois cafés campeões por rodada e por cidade. Tinha tanto café bom que a disputa foi acirrada! Por fim, para ter um sistema de classificação que fosse nacional fizemos o seguinte: Cada café eleito como o melhor de cada rodada de certa cidade ganha dois pontos; Cada café eleito como o segundo melhor de cada rodada de certa cidade ganha um ponto. Desta forma foi possível classificar os cafés: 1º lugar com 8 pts ficou o café com o código DHC - Esse foi unanimidade em praticamente todas as cidades. 2º lugar com 7 pts ficaram os cafés: ZFE/UTD/LSO 3 lugar com 6 pts ficaram os cafés: GKV/ECG Agora vem a parte difícil, que é finalizar as escolhas dos cafés, devemos pegar 5 cafés desta vez. Estamos trabalhando para selecionar os cafés o mais rápido possível e, assim que tivermos a lista final, voltamos para contar um pouco mais dos cafés. Até lá, para adiantar o que entrou na seleção final, segue lista: Por fim, gostaria de convidar quem participou dos encontros para dar um rápido relato de como foi. Se puderem falar um pouco dos cafés também seria ótimo. Vou começar falando daqui de BH. O encontro rolou na cafeteria Cento e Quatro e começou com o Aurélio tirando uns espressos de alguns cafés da seleção da CC na ARAM. Oportunidade ótima para ver como que alguns deles saem no espresso. Em seguida provamos os cafés, aqui escolhemos cupping, pois já temos um grupo que se reúne periodicamente para fazer rodadas de cupping e, desta forma, já estavam todos acostumados com o processo. Aqui o pessoal pirou no DHC e no ZFE, mas também curtiu muito o PMB, GKV e UTD. Att, Igor e Luís
  45. 13 points
  46. 13 points
    Boa tarde moçada.... Meu cantinho terapêutico atualmente. Abração turma!
  47. 13 points
    Ok, @Pedro Ribeiro, o Igor vai confirmar pra vc daqui a pouco. Galera, só pra atualizar o que vem acontecendo por aqui: desde ontem estamos num curso intensivo de torra com o Eystein Veflingstad, vai até amanhã. A turma é de feras da área que já têm algum conhecimento do assunto, então o nível técnico está bem alto! Estamos absorvendo o máximo de conhecimento possível pra aplicar em alguns dias nas torras pra CC. As atividades envolvem todas as etapas de desenvolvimento de perfis de torra: Planejamento da torra, definindo forma da curva, tempo em cada fase, tempo total, desenvolvimento pós-crack, etc. Aplicação prática de técnicas de controle do torrador de modo a manipular as variáveis da torra pra se aproximar do plano Avaliação e comparação dos resultados sensorialmente de várias maneiras (cupping, coados, comendo o grão , etc.) Definição de mudanças no perfil de acordo com as avaliações feitas Desta vez contamos com uma ferramenta valiosíssima do Eystein (em todos os $entidos, kkk), para fins didáticos: o Ikawa. Esse torrador de prova é sensacional! Aplicado no contexto do curso, permite a rápida realização de várias torras consecutivas, seguindo com precisão qualquer perfil de torra, possibilitando a análise de várias variáveis de torra de forma isolada. Por exemplo: um dos vários testes já feitos é a variação do tempo de secagem dos grãos mantendo a mesma forma da curva, o mesmo tempo das demais fases, a mesma temperatura final. Sensacional! Hoje já começamos a aplicar as conclusões tiradas no Ikawa no torrador que será utilizado pros pedidos da CC: um Atilla 15kg Gold Plus. Mas como a transferência de perfis de um torrador pro outro não é assim tão simples, ainda estamos em fase de comparação de perfis também, aproveitando pra fazer um rodízio entre nós no controle da máquina. Finalizamos o dia fazendo diversas torras com o mesmo café, pra provarmos amanhã numa mesa de cupping: Por enquanto é isso! Se sobrar algum tempo esse fim de semana, nós começamos a contar da viagem. Mas a prioridade é empacotar cafés
  48. 13 points
    Faz tempo que não atualizo a foto do meu cantinho (cada vez um pouco maior, rsss).
  49. 13 points
    Rodolfo, Venha! Será um prazer, montamos um encontro pra te receber. Cara: Na verdade pensei em importar ... depois desisti: para trazer na mala/como bagagem seria quase impossível por conta das dimensões e peso + o risco de amassar seu eu resolvesse reduzir as medidas tirando um pouco de embalagem, depois o custo da Cia aérea com essa 'bagagem fora de padrões' o imposto do leãozinho, muito complicado. A caixa vem com esse pequeno pallet abaixo para proteger e é BEM grande. Fora o peso 31 Kg. Depois de desistir da GS3 (detalhes abaixo) pensei nas ECM, queria uma Technicka IV, procurei com o Alexandre. Achei o preço bom, tipo, todos sabemos que qualquer máquina de café espresso por sí só já é um luxo. Mandei msg por aqui ele respondeu, daí prossegui com o contato por whats seguido de uma ligação. To cut short an otherwise long story: Eu não estava num bom dia e talvez também o Alexandre não estivesse, ou liguei na hora errada ... a impressão foi minha, vejam bem. Achei ruim o contato ... o assunto miou. Voltou a coceira e eu "precisava muito" comprar a máquina, daí a GS3 eu já tinha procurado, mas o preço é muito mais alto. E curti demais o visual da Mini, ela esquenta mais rápido, tem uma diferenças maneirissímas, tipo não precisa fica fazendo flush a cada café, etc. Como eu já estava juntando grana mesmo e com a necessária "outorga uxória" permissão da chefe, comprei. Os meus contatos sempre foram com o Paul via representante de Brasília a Bebel, na época da GS3 e depois que lançaram a Mini foi completar a poupança e mandar bala. Na época eu estava procurando informações (ainda estou, tentando aprender) e o Paul tinha uma ou duas disponíveis ainda, acho que eram branca e a vermelha, eu sempre quis a vermelha, fiz um pagamento de sinal e em uns 10 - 12 dias a máquina estava lá em casa! :-) @Monique_Soleil foi tipo assim ... Foi por aí, um pouco capricho, um pouco um bônus no escritório, um pouco fazer vontade, priorizando os objetivos principais da vida (manutenção, poupança para aposentadoria, viagem e extras - a Linea Mini entra nos extras - consegui) já que não tenho carrão, tenho máquina legal! Aprendendo com vocês estou melhorando meus cafés! Abraços! Bom fim de semana!
  50. 12 points
    Segue a imagem definitiva da base para o MINI, esta é a versão com suporte de alumínio, até sexta vou postar fotos onde o suporte superior é de madeira. O valor ficou distante do planejado, eu venderei até dezembro a R$ 290,00 , na verdade ela acabou me custando R$ 260,00, só de material, sem considerar as idas e vindas das peças, a base preta por exemplo veio do parana, foi para a usinagem, foi para o polimento e depois para a pintura. E em janeiro o valor será R$ 360,00 para que eu ganhe alguma coisa.
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