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Igor

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About Igor

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    Male
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    Belo Horizonte
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    Baby Twin, Baratza Virtuoso, Nemox Lux, Hario Mini Modded, Traquitanas de Coados e Torrador STC

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    ialmeida360

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  1. Comparação de moinhos

    Todos os cafés saíram daqui hoje! Fizemos um cupping antes de mandar pra descobrir se não tínhamos feito merda, kkkkk... Foi a primeira vez que torramos no Atilla o café que mandamos para vocês. A torra ficou legal, mesmo sendo a primeira vez. Vocês vão provar esse café em primeira mão, ele deve entrar no nosso site só daqui um mês. Tem todas informações sobre o café na embalagem, mas mesmo assim depois trazemos um apanhado mais detalhado do café pra vocês. E só lembrando, devemos todos fazer o teste no mesmo dia, correto? Então seria legal se vocês fossem dando notícia assim que o café for chegando aí. Outro detalhe que sugiro é abrir o pacote somente quando for fazer o teste, assim evitamos níveis diferentes de oxidação, o que acham? Todos os pacotes foram selados e bem acondicionados nas embalagens padrão da Roast. Devem se manter razoavelmente frescos se mantidos fechados (selados) e armazenados em condições de temperatura estáveis. Abs, Igor
  2. Comparação de moinhos

    Salve pessoal, vamos torrar o café de vocês hoje conforme combinado. Vamos mandar um café bem legal para você brincarem aí. Vai todo mundo se esforçar para errar o mínimo possível e sobrar café pra tomar depois, ehehehhee.... Dois participantes não entraram em contato, ficamos no aguardo. Os cafés vão sair daqui amanhã. Grande abraço, Igor
  3. Comparação de moinhos

    Aos participantes.... acho mais fácil vocês entrarem em contato com a gente do que o contrário. Me mandem mensagem, privada ou por whatsapp e vamos combinar o envio. Att, Igor
  4. Comparação de moinhos

    Salve, Que tal combinarmos a torra para segunda que vem? Até lá temos tempo pra entrar em contato com vocês e combinar o envio. Abs, Igor
  5. TORRADOR DE PROVA - STC 2.0

    O STC está voando atualmente. Fizemos mais de 30 torras pra prova nele só nesta última semana do mês de abril. E sobre as alterações, já tive acesso ao desenho novo das peças e ouso dizer que é uma alteração essencial para quem já tem o exaustor.
  6. Air Fryer Philco - GTCR-F1

    Crédito para o @torres que bolou esse projeto inicialmente. Independente disso, fico contente em ver o resultado! Espero que as torras estejam saindo a altura do torrador agora!! Grande abraço e boas torras, Igor
  7. Burny, a ideia não é essa. Estamos propondo uma abertura da Compra Coletiva para qualquer torrefação ou membro do clube que esteja interessado em torrar os cafés selecionados. O valor final do café torrado, forma de envio (se for necessária), margem, embalagem e todos os outros detalhes serão de responsabilidade da torrefação ou do membro. A Compra Coletiva não vai ter interferência sobre isso. A ideia no fim é terceirizar a parte toda da torra: torrar, fracionar, enviar etc. Desta forma, a Compra Coletiva ficaría encarregada somente pela seleção dos cafés verdes, fracionamento para os membros e envio das encomendas. Att, Igor
  8. Comparação de moinhos

    Opa, tá ficando interessante isso! Pra agitar mais o tópico, o café pra quem vai mandar as amostras para o alemão a gente fornece, é só pagar o frete.
  9. Salve pessoal, obrigado pelo retorno de vocês!! O que mais foi comentado é a possibilidade de regionalizar as torras!! Essa é uma ideia que nos agrada muito. Podemos realmente pensar num formato de C.C. onde isso seja possível. Ainda é uma ideia em gestação, mas poderia funcionar da seguinte forma: Abrimos uma chamada para que torrefações ou colegas foristas que estejam afim de torrar para a galera se inscrevam para participar da torra coletiva dos cafés; Mandamos amostras dos cafés pré-selecionados para que ocorra aquela seleção coletiva nas cidades que forem participar da torra coletiva; Uma vez que os cafés forem selecionados, abrimos uma chamada para que os pedidos sejam realizados. Isso deve ocorrer antes da gente fechar a quantidade de cada café que vamos comprar junto aos produtores. Talvez seja necessário colocar um pedido mínimo, tipo 30kg por cada café para justificar o trabalho. Mandamos os cafés verdes solicitados sem o adicional da taxa de manutenção. Entraria de custo somente o frete do café verde pra nossa localização (que por padrão tem sido um acréscimo de R$2,00 por kg) e o frete para a localização dos interessados. Cada local torra seu café e cobra o valor que quiser/achar justo. É só um esboço de uma ideia em gestação, mas o que acham? Desta forma os colegas que não torram teriam a oportunidade de provar os cafés da C.C torrados. Além disso a regionalização das torras reduz os custos e divide o trabalho de torrar e despachar, deixando a gente responsável somente pela distribuição do café verde. E pelo visto todos estão de acordo com a mudança das datas, ótimo! Pra finalizar, sobre a ROAST Cafés, já que isso foi levantado por aqui. A nossa torrefação é um projeto paralelo que eu e o Luís estamos trabalhando. Apesar de termos nos apropriado de alguns princípios da CC e de estarmos nesses dois projetos simultaneamente, gostaríamos de manter as coisas um pouco separadas. Em breve vamos abrir um tópico a parte comentando sobre a ROAST Cafés por aqui. Att, Igor
  10. Salve pessoal, tudo certo? Em geral, seguindo com o roteiro dos últimos anos, o mês de abril costuma ter uma Compra Coletiva. Como vocês já estão observando, não movimentamos nada até agora. A razão é que temos novas ideias que gostaríamos de implementar nas futuras C.C. e gostaríamos de expor elas para vocês. Principalmente, gostaríamos de abrir em espaço para discussão, queremos escutar todos, afinal, a compra é coletiva! Vamos direto ao ponto, dizendo quais são as duas mudanças mais substanciais que gostaríamos de propor. Em um segundo momento vamos explicar um pouco sobre as razões que nos levaram a propor essas alterações, explicando tudo com mais detalhes. São elas: Retornar às origens, fazendo a Compra Coletiva com cafés verdes somente! Alterar as datas das Compra Coletivas, a primeira C.C. de cada safra seria adiantada para setembro/outubro e pegaria os cafés das regiões que colhem primeiro (Sul de Minas, Bahia etc). A segunda Compra Coletiva de cada safra seria atrasada para janeiro/fevereiro, pegando os cafés de regiões que colhem mais tardiamente. Retornar às origens, fazendo a Compra Coletiva com cafés verdes somente: Vamos voltar um pouco no tempo para sustentar essa proposta. Quando assumi a organização da Compra Coletiva, no segundo semestre de 2014, tudo era feito na base de formulários e planilhas. Os pedidos não eram muitos e a quantidade de membros participantes era pequena. Para ilustrar, a primeira Compra Coletiva que organizei foi de 2 sacas e meia e teve a participação de 43 membros do CdC. De 2014 para a 2º CC de 2017, tudo foi saindo um pouco do controle. A quantidade de café demandada foi aumentando e também a quantidade de membros participante. Para começar a dar conta do trabalho foi necessário abrir um site e automatizar a coleta dos pedidos. Além disso, não era mais possível fazer tudo sozinho e mais gente teve que entrar na parte da organização para ajudar. Isso tudo foi gerando custos maiores e o café foi ficando cada vez mais caro. A última Compra Coletiva foi a maior de todas até agora. No total foram 13 sacas de café que compramos coletivamente, isso resulta em 780kg de café verde. Desse total, destinamos mais de 240kg para torrar, entre desenvolvimento de perfil e pedidos. O trabalho foi gigantesco e ficamos praticamente um mês inteiro trabalhando quase que exclusivamente com isso. Para que tenham ideia da magnitude do que foi a 2ª Compra Coletiva de 2017, vamos abrir ela em alguns números. Para não sobrecarregar o tópico, vou postar um link com um resumo de alguns números: https://docs.google.com/spreadsheets/u/1/d/e/2PACX-1vQyxH_jNhTYkCOhVLsA2vbnqQdDgxlszKDw7oVc6s1gZRalYbHDYvxHTH5il1KHxeqfVxyT48Mm2oFS/pubhtml?gid=0&single=true Gostaríamos que vocês observassem o montante que foi movimentado e também o que resultou para a gente após aquele trabalhão todo (quem acompanhou o tópico lembra do que estamos falando). Ressaltamos que nossa ideia nunca foi que a Compra Coletiva fosse lucrativa, sempre trabalhamos com as menores margens possíveis, afinal, a ideia da Compra Coletiva é difundir a cultura da torra doméstica pelo Brasil e levar bons cafés torrados a preços acessíveis, não dar lucro. Entretanto, em vista da magnitude que tudo tomou, não é mais sustentável manter a estrutura toda da forma como está. Mesmo que não fiquemos no negativo, o que sobra não cobre nossas horas trabalhadas. Muito menos nos dá segurança para cobrir eventuais riscos que assumimos ao pagar a maioria dos cafés adiantados com nossa grana (por exemplo, se houver muita desistência de compra e ficarmos com café encalhado ou se acontecer algo com algum dos cafés na nossa posse). Sobre as horas trabalhadas, o que mais onera é logística necessária para fracionamento e envio do café torrado. Esse trabalho para fracionar o café torrado o mais rápido possível e enviá-los é enorme! Vejam que nem estamos falando da parte de torrar o café, isso dá muito trabalho também, mas pode ser facilmente ser terceirizado (como já foi feito em outras duas ocasiões). Estamos comentando sobre a dificuldade e enorme responsabilidade de manusear o café torrado, que a cada segundo que passa sem chegar na casa de vocês envelhece um pouco mais. Pensando nisso, conseguimos ver três possíveis caminhos: Aumentar mais os custos, a fim de que o montante final resultante fosse o suficiente para pagar, no mínimo, as nossas horas trabalhadas. Acabar com a Compra Coletiva do CdC nacional e incentivar, compartilhando os contatos que temos, mini compra coletivas regionais. Manter uma Compra Coletiva centralizada e acabar com o café torrado, retornando assim às origens das CC. Não achamos que o primeiro caminho seja a solução, uma vez que isso não estaria de acordo com a filosofia toda por trás da Compra Coletiva. Ao mesmo tempo, também não acreditamos que o segundo caminho seja a solução neste momento, apesar de apostarmos fortemente que a regionalização das CC seja uma boa solução no futuro quando a cultura da torra doméstica estiver mais difundida Brasil afora. Desta forma, o que resta neste momento é propor o retorno de Compras Coletivas com somente cafés verdes. O que me dizem? Alterar as datas das Compra Coletivas: A principal motivação para propor essa mudança é tirar a Compra Coletiva do mês de dezembro. Essa época festiva é terrível para esperar uma encomenda pelos Correios, todos sabem. Agora a grande pergunta é: Por que não fizemos isso antes? Bem, até pouco tempo atrás acreditávamos que os melhores cafés eram colhidos tardiamente e que só teria café TOP pra comprar no mês de novembro/dezembro. Acontece que rodando mais regiões e conversando com mais produtores, vimos que não é bem assim. É possível sim comprar excelentes cafés logo no início da safra. Hoje temos contatos para isso, coisa que não tínhamos antes, e estamos confiantes que podemos fazer uma Compra Coletiva espetacular logo em setembro/outubro. O que acham? Todos concordando, adiamos a próxima Compra Coletiva para Setembro/Outubro. E tem um detalhe importante que estava quase esquecendo de comentar também. Nós fomos expulsos do local onde estávamos operando nas épocas de Compra Coletiva.... ehehehhee... a última compra coletiva fez uma bagunça grande demais e botaram a gente pra correr. Precisamos achar um canto novo pra armazenar os cafés e fracionar tudo, kkkkkk... Até setembro conseguimos um local novo! Grande abraço, Igor
  11. Problema de login

    Salve Luw, mandei uma mensagem com instruções para login no seu email de cadastro. att, Igor
  12. Atualmente não somos tão poucos assim. Digo isso em vista da crescente demanda de compradores de grão verde da Compra Coletiva. É um mercado em crescimento! Garanto para vocês que as grandes empresas de torradores estão de olho nesse mercado. Já fui abordado algumas vezes por esse pessoal para saber do mercado e das nossas demandas. No Jamboreee do ano passado ficaram todos de olho no STC.... Agora o problema mesmo é que somos muito chatos! Hehehehehe...
  13. Salve pessoal, terminamos o último ciclo de postagens agora a pouco. Com isso, declaramos esta Compra Coletiva como ENCERRADA!!! Caso não tenha acompanhado as últimas postagens, segue um resumo: Torrando os Cafés da 2º Compra Coletiva de 2017: http://forum.clubedocafe.net/topic/5957-torrando-os-cafés-da-2ª-compra-coletiva-de-2017/ Diário de uma Aventura Cafeeira: Explorando as Matas de Minas: http://forum.clubedocafe.net/topic/5961-o-diário-de-uma-aventura-cafeeira-explorando-as-matas-de-minas/ Pretendemos fazer um grande apanhado ainda do que foi esta Compra Coletiva e falar quais são nossos planos para o futuro. Em breve voltamos com mais detalhes.
  14. Para encerrar esse ciclo de postagens 6 - Café do Tino - Catucaí Vermelho Natural Curiosidades e peculiaridades do grão: Provamos esse café em uma rodada de cupping e negócios que participamos e na hora já ficamos encantados com o café. Sabíamos que era uma oportunidade única, até porque, diferente de todos os outros cafés desta CC, havíamos torrado uma amostra real do lote (ou seja, tiramos uma amostra de dentro das sacas do café e torramos). No dia mesmo arrematamos o café e já combinamos o transporte para levar ele para nosso laboratório. Acontece que ao contrário dos outros cafés, este não seria um café negociado diretamente com o produtor. Não gostamos disso! Para contornar essa situação, já que fazemos questão de conhecer o produtor e contar a sua história, fizemos uma visita ao Seu TIno em nossa última visita ao Caparaó. Lá descobrimos algumas coisas incríveis sobre o TIno e o café. O Tino na realidade não é produtor, ele mora em uma pequena casa dentro da cidade de Alto Caparó e não possui terra nenhuma para plantar café... é isso mesmo... Vocês devem estar se perguntando como isso é possível, certo? Bem, o que acontece na realidade é que o Tino é trabalhador rural, mais especificamente ele colhe café no regime de meia. Para quem não conhece o que é isso, já explicamos bem detalhadamente sobre esse regime aqui (Vide parte II do texto): O Tino, diferentemente dos outros trabalhadores de regime em meia colheita, cuida muito bem do café que colhe. O que acontece no caso dele é justamente o oposto do que costumamos ver por aí. O café que o Tino cuida vira especial e o mesmo café, colhido no mesmo dia, vira commodity na mão do patrão do Tino. É realmente louvável o trabalho que o Tino faz!!!! Agora sobre os grãos que possuem em mãos. Esse café passou por um processo de fermentação muito parecido com o Café do Afonso, entretanto há uma diferença crucial. No caso deste café, ele é um blend de diversos dias de colheitas. Vamos tentar explicar detalhadamente o processo. Como não lembramos ao certo todos os detalhes, vamos usar uma situação hipotética, mas tem o mesmo efeito para ilustrar o processo de colheita, secagem e fermentação do café. Suponhamos que o TIno começou a catar o café em uma segunda feira. O que ele faz é, ao final do dia, juntar tudo o que foi colhido em sacos de deixar tudo amontoado no meio da lavoura. Na terça feira ele retorna para continuar a colheita e repete o mesmo processo ao final do dia, juntando todo café que foi colhido naquele dia. O Tino segue com esse processo dia a dia até que haja volume suficiente para encher o terreiro. Quando esse volume é atingido, o café de todos os dias é espalhado no terreiro e seca tudo junto. Supondo que o Tino terminou o processo numa quinta feira, ao espalhar o café no terreiro haverá cafés com 4 dias de colheita diferentes e com 4 estágios de fermentações diferentes. O café que foi colhido na segunda ficou fermentando por 4 dias, enquanto o café que secou na quinta mal chegou a fermentar. A pergunta que fica no ar é, mas isso dá certo? No caso do TIno sim... quem provou do café sabe do que estamos falando. Entretanto, na maioria esmagadora das vezes esse tipo de café vira Commodity. O grande problema desse tipo de colheita é quando esse café chega nas nossas mãos para ser torrado. A maior dificuldade para torrá-lo é devido a diferença de densidade entre os grãos, o que pode acabar resultando em torras não homogêneas. Para contornar isso utilizamos uma estratégia parecida com a do café do Afonso, só que de forma mais intensa. Vamos explicar tudo isso a seguir. Modelando um perfil de torra: Este café tem traços nítidos de um café fermentado, já no aroma do café verde é possível isso por meio de um leve acético que aparece. No sabor temos um forte frutado, puxando para frutas escuras (ameixa e blueberry) e uma boa doçura. Para destacar a doçura, o frutado e para contornar a falta de uniformidade do café (principalmente da densidade por conta da fermentação), escolhemos uma curva com o RoR decrescente e tempo de evolução depois do crack mais longo, próximo de 2 min (18% do tempo total da torra). O RoR descrescente ajuda muito na hora de torrar cafés com pouca homogeneidade, pois o café chega no crack com menos energia e fica mais fácil de controlar a evolução final do café. O que fizemos para conseguir isso foi muito parecido com a torra do café natural da Rosângela, entretanto entramos com uma temperatura mais baixa, já que é um café mais delicado e controlamos de forma mais agressiva a chama depois do crack. A temperatura final que escolhemos para esse café foi de 203ºC. Para visualizar log completo, clique aqui. Fizemos 7 batches do café do TIno e, apesar de todos terem ficado muito parecidos, não blendamos nenhum no final. Os cafés fora sendo embalados assim que saiam do resfriador. Log de uma das torras do Tino com algumas marcações. Para reduzir o RoR sem baixar muito a chama controlamos bem a rotação do tambor. Crack aconteceu com 9:16 e o tempo de evolução depois do crack foi de 2min. Note que o RoR depois do crack cai vertiginosamente, chegando perto de 1ºC/min (estava no limite já para dar stall, bem arriscado). Com isso encerramos este ciclo de informativo de postagens. Desculpem pela demora para postar os logs, realmente deu muito mais trabalho para escrever do que estávamos imaginando. Além disso, estamos envolvidos em outros vários projetos relacionados a café e isso está realmente nos deixando sem muito tempo no momento. Agora é a vez de vocês!!! Sei que tem muita gente por aí que está torrando esse cafés, gostaria de convidá-los a compartilhar as torras e os resultados que estão obtendo.
  15. 5 - LSO - Café do Paulo - Catucaí Vermelho CD Curiosidades e peculiaridades do grão: Este é o lote que foi finalista no concurso da EMATER, é o lote 03 do Paulo Henrique Miranda. É um típico CD e o que café que temos em mãos é o mais limpo de todos da CC, quase não possui defeitos. Além disso, ele possui densidade alta e homogênea e é peneira 16 acima. Essa combinação de elementos faz dele, na nossa opinião, o café mais fácil de torrar desta CC. Vai ser muito difícil tirar um batch ruim deste café. Modelando um perfil de torra: O traço sensorial mais marcante deste café, na nossa opinião, é a sua doçura (rapadura e caramelo). Entretanto, ele tem outras características interessantes, como a sua acidez elegante e seu corpo cremoso, além de possuir várias camadas de sabor. Decidimos que não gostaríamos de "esconder" nada deste café na torra, por isso escolhemos o que consideramos como torra de prova para ele. A temperatura final que escolhemos para esse perfil foi de 204ºC. Como torra de prova (no Atilla) entendemos uma torra entre 9 e 11min, com RoR constante até muito próximo do primeiro crack e um tempo de 90s (aprox.) de evolução após o crack. Para conseguir fazer isso utilizamos uma abordagem semelhante a que fizemos com o café do Afonso, entretanto não quebramos a curva perto de 170ºC e sim perto do crack. Os logs das torras são parecidos no início, mas as diferenças a partir de 170ºC ficam nítidas (vide imagem abaixo). Para visualizar Log completo, clique aqui. Fizemos 6 batches do café do Paulo, blendamos os três primeiros e os três últimos. A seguir está imagem com os Logs das curvas de torras do Café do Paulo e do Café do Afonso: Em azul está a torra do Café do Afonso e em vermelho a torra do Café do Paulo. Observem o que acontece com a curva do RoR perto de 170ºC no café do Afonso. Agora veja que com o café do Paulo mantivemos o RoR constante por mais tempo e isso teve uma série de implicações na torra, a mais aparente é a redução do tempo total. Agora só falta mais um... daqui a pouco venho falar dele
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