Igor

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  1. Salve pessoal, voltei pra finalizar o ciclo de postagens com o perfil sensorial de cada café. No dia seguinte ao dia que torramos, antes de enviar os cafés para vocês, eu e o Luís provamos todas as torras que fizemos em um grande cupping. Além disso, ao longo dos últimos dias continuamos tomando os cafés e finalmente chegamos no resultado que compartilhamos a seguir. Esperamos que os perfis possam servir apenas para orientar as extrações e as provas de vocês. Vargem Grande: Aroma intenso, mel. Na xícara doçura alta com notas de mel e rapadura, acidez cítrica presente e corpo médio. Um café delicado e bom para tomar o tempo todo. Moscardini: Café exótico. O aroma (seco) pode até enganar o bebedor iniciante, entretanto essa percepção muda ao molhar o café e desabrocha um aroma intenso e característico de cafés fermentados. Na xícara abacaxi, maracujá, com um frutado bem gosto. A acidez deste café é intensa, predominantemente málica (acidez da maça verde) e tartárica (acidez do vinho, puxando para o vinho branco). O corpo é médio alto. Já a finalização, apesar de persistente, deixa um pouco a desejar (uma pena). Topázio 17/18 up - Fazenda Barinas: A fragrância e o aroma deste café já são marca registrada, quem provou o moka já vai conhecer de imediato. Na xícara uma acidez brilhante e complexa, predominantemente málica. As notas de morango tão presentes no moka persistem, essa característica em conjunto com a doçura alta faz deste um café fácil de beber. O corpo é médio baixo e a finalização é agradável e duradoura, daquelas que deixam a boca salivando depois de beber. Um café extremamente elegante e sofisticado. E aí, o que estão achando dos cafés? Grande abraço, Igor
  2. Olá colegas, postei os logs das torras no tópico: http://forum.clubedocafe.net/topic/5430-torrando-os-cafés-da-1ª-compra-coletiva-de-2017/#comment-189281 Vamos discutir um pouco por aqui da questão do blend de torras e dos perfis sensoriais de cada café. Alguns membros vieram me perguntar em off por que não fizemos o blend das torras. Vou dar uma resposta aqui mesmo no tópico para todos. Primeiro, a questão do blend de torras é algo comumente utilizado por vários torrefadores. Se um mestre de torras precisa de 30kg de café torrado de um único café, ele muito provavelmente irá fazer uma certa quantidades de batches e vai misturar tudo no final. Se forem batches de 3,5kg de café verde, para ter 30kg de café torrado é necessário blendar 10 batches de um mesmo café. Se a execução das 10 torras foram idênticas, os cafés devem ficar com perfil sensorial semelhante e ao blendar o resultado deve ser consistente. Acontece que realizar 10 torras idênticas é muito complicado e ao blendar torras com execuções diferentes, o resultado vai ser uma mistura com grãos de solubilidades diferentes. A grande pergunta é, até que ponto a questão da solubilidade interfere na bebida final? E a resposta para essa pergunta é, eu não sei ainda. Tenho, por hipótese, que grãos que foram torrados com abordagens diferentes vão possuir solubilidades diferentes. Desta forma, ter um blend com grãos de solubilidade diferente pode ser mais difícil de conseguir uma extração homogênea, uma vez que uma fração dos grãos pode extrair mais que outras. Por outro lado, comercialmente ter várias torras com perfis próximos pode não ser uma boa estratégia, assim blendar pode ser uma boa alternativa para garantir, por exemplo, 30kg de café com o mesmo perfil (blendado). O que sei é que aqui no clube estamos sempre em busca da xícara perfeita! Discutimos sobre extração, sobre como extrair mais de um café e como levar uma extração de café ao extremo. Discutimos sobre como conseguir extrações homogêneas e balanceadas e obter a melhor xícara possível. Assim, acreditando que o fato de blendar as torras só tem uma vantagem, a comercial, tomamos a decisão de não blendar as torras de um mesmo café. Pois conhecendo o perfil dos membros do clube, queremos que vocês tenham acesso a um café que possa atingir o seu máximo potencial na xícara de vocês. No fim, vocês não possuem a garantia de que todos receberam o mesmo café (ou ainda que você recebeu dois pacotes de um mesmo café provenientes de um único batch), mas sei que isso pouco importa para vocês. Além disso, o trabalho que tivemos para não blendar as torras foi mínimo e se no fim blendar não trás benefício algum para a bebida, não blendar pode significar a possibilidade de conseguir extrações mais homogênas (ainda que não tenhamos certeza se essa diferença é significativa). Mais tarde volto para falar do perfil sensorial dos cafés que torramos. Att, Igor
  3. Olá colegas Home Roasters, No último dia 11 deste mês eu e o Luís fizemos um relançamento dos cafés torrados da Compra Coletiva e aproveitamos para colocar em prática tudo o que vinhamos estudando sobre torra. Desta vez nós dois que realizamos as torras e vamos compartilhar com vocês os logs, estratégias utilizadas e todas outras informações que julgarmos necessário. As torras foram realizadas em um Atilla Gold Plus de 15kg. Se trata do último modelo da Atilla e é cheio de ferramentas interessantes. Tínhamos a nossa disposição o queimador novo (que é incrível), controle de fluxo de ar mecânico (por meio de uma chave que abre e fecha a saída de ar), controle de fluxo de ar eletrônico (variando o giro do ciclone) e controle da rotação do tambor. Além de todas essas ferramentas, também tínhamos a nossa disposição o software de torra Cropster para registrar as torras. Torramos 40kg em 8 batches de 5kg. Foram 7 batches com os cafés da Compra Coletiva e 1 batch, para terminar de aquecer o torrador, com um café que tínhamos aqui. A escolha do tamanho dos batches foi baseada de acordo com o comportamento do torrador. Sabíamos que com essa quantidade o torrador iria responder de forma precisa ao que queríamos. Já com uma quantidade maior, poderíamos perder um pouco de versatilidade. Além disso, outro fator importante para o tamanho do batch foi a questão confiança. Perder 5kg, por algum eventual erro, é menos pior que perder 10kg de uma vez. Passamos para as torras agora. Começamos com o Vargem Grande, foram 4 bacthes deste café. A abordagem que utilizamos foi exatamente a que comentamos em um post anterior aqui mesmo neste mesmo tópico. Uma torra com RoR decrescente. Na primeira torra que realizamos desse café, o torrador deveria estar ainda bem quente e com isso a torra aconteceu mais rápido (torra azul no log a seguir). Já nas outras 3 conseguimos reproduzir o que desejávamos. Os Logs das 4 torras juntas estão aqui: Na sequência passamos para o Moscardini. Utilizamos a mesma abordagem de RoR descrecete, só que aplicamos menos calor ao longo da torra. O Moscardini, por se tratar de um café com baixa densidade e baixa umidade é um café bem delicado. Ainda aplicando uma carga térmica menor, a torra teve duração próxima ao Vargem Grande. A cereja do bolo desta torra foi o desenvolvimento depois do crack com bastante ar e pouca carga térmica, valorizando mais a transferência de calor por convexão do que por condução. Por fim fizemos duas torras do topázio da Fazenda Barinas. Utilizamos uma torra "reta" para esse café (uma torra reta consiste em manter o RoR constante), que é uma estratégia que utilizamos para torrar um café para prova. Para fazer isso é necessário ir aumentando a carga térmica ao longo da torra para que o RoR não decresça. Uma torra de prova é uma torra que não "esconde" nada do café, ela "mostra" todas as características que o grão possui. Caso o café tenha alguns defeitos, eles aparecerão nessa torra, em contrapartida se o café só tiver boas características, elas também serão ressaltadas pela torra. Como o topázio da Barinas só tem características boas, fizemos uma torra para que vocês pudessem tomar esse café com tudo o que ele pode levar para xícara. Espero que gostem!!! Na foto a seguir estão as duas torras do Barinas juntas: Por fim, todas as informações que fizemos registro das torras estão reunidas neste aquivo aqui: https://drive.google.com/file/d/0ByKVPXSbulhhakN3N0RzTER2OEE/view?usp=sharing Eu liberei o google para deixar que façam comentários no arquivo. Então, caso tenham alguma dúvida pontual, podem deixar suas perguntas no arquivo ou podem perguntar para a gente por aqui mesmo e teremos o maior prazer em responder. Grande abraço, Igor e Luís - Equipe Compra Coletiva
  4. Você me entendeu errado alemão. Eu desapeguei do seguinte mantra: desenvolvimento ocorre depois do crack. Antes eu forçava minhas torras para terem um %RAO próximo de 20% e até tinha bons resultados com essa abordagem. Entretanto, hoje não sigo mais esse mantra e faço torras com %RAO de 5~22%. E mesmo com %RAO de 5% consigo torras bem desenvolvidas, desde que a abordagem utilizada tenha sido adequada! No Vargem Grande utilizamos uma abordagem conservadora, porque acreditamos que é o melhor para o café. Ainda assim o %RAO delas ficaram baixos, acho que em torno de 12~15%...
  5. Tudo certo hoje e os cafés saem daqui amanhã. Preciso dar uma editada nos logs para que fiquem claros para vocês e devo disponibilizá-los em breve. Só para dar um gostinho, na imagem a seguir tem os logs das 4 torras do Vargem Grande que fizemos: Observem que 3 ficaram praticamente idênticas... Att, Igor
  6. Salve Marco, O café do Valmor e da Adriane é, sem sombra de dúvidas, café que mais torrei até hoje! Em geral é um café bem simples de torrar. Esse último lote do Campo Místico Mundo Novo está um pouco mais chatinho pra torrar mesmo. Não sei por qual razão, mas suspeito que a umidade do grão está mais baixa que o normal. Por outro lado, já operei um Hottop também e ele sim é complicado. Pelo visto o seu é o novo, não é? No que eu torrei os controles dos parâmetros de torra eram terríveis. Se fazia controle por rampas via temperatura e assim que o forno chegava na temperatura deseja ele simplesmente desligava as resistências. Agora voltando a sua torra. Minha sugestão é que prolongue mais fase amarelada, aquela intermediária que durou 28% na sua torra e diminua a fase final (aquela marrom com 25,2% do total torra). Desenvolvimentos muito longos na fase marrom tendem a gerar cafés baked. Outro detalhe, me parece que você está trabalhando acima da carga útil desse torrador. Veja que mesmo entrando com 180ºC no BT você não conseguiu secar o café em menos de 6min com a potência em 100%. Vale a pena repensar sobre essa carga e de repente diminuí-la um pouco. Tente com 250g depois, é uma boa quantidade e múltipla de 1kg. Att, Igor
  7. Salve pessoal, tivemos um contratempo hoje e vamos ter que torrar amanhã. Os cafés serão enviados no dia seguinte, ou seja, na quarta. Quantos aos cafés verdes, não sobrou muita coisa não. Temos só 4kg do Vargem Grande disponível. Vou liberar esse café no site e quem quiser dele deverá fazer o pedido por lá. Só para lembrar: http://www.comprecoletivo.iluria.com/ Abração, Igor
  8. Olá pessoal, pedidos encerrados. Amanhã a tarde já iremos torrar os cafés e enviaremos as encomendas na terça feira de manhã. Vamos fazer um balanço do que sobrou nos próximos dias e daí voltamos para oferecer uns grãos verdes pra quem está interessado em torrar. Grande abraço e obrigado pela participação, Igor
  9. Olá pessoal, agora sobre a torra desses cafés.... Desta vez eu e o Luís que vamos executar as torras. Teremos a nossa disposição um Átilla de 15kg completinho para realizar tal façanha. Como o torrador está equipado com o Cropster, iremos disponibilizar os logs, perfis desenvolvidos e abordagens utilizadas durante as torras. A ideia é torrar o café na segunda feira dia 10/06 e enviar os pedidos no dia seguinte. Já temos traçado os perfis que vamos executar nesses cafés e gostaríamos de adiantar que as torras serão voltadas para coados, ou seja, serão torras média-clara para clara. Entretanto, gostaríamos de acrescentar que isso não significa que os cafés não poderão ser apreciados no espresso. Inclusive um deles, o Moscardini, tem sido meu café preferido para espresso ultimamente, mesmo em uma torra mais clara. Outra informação importante é que não faremos blend de torras de um mesmo café, isso significa que cada participante da compra recebe todo o seu café resultante de uma única batelada de torra. A distribuição será aleatória. Fazemos isso acreditando que, apesar de realizar torras muito parecidas entre as bateladas de um mesmo café, é mais fácil extrair um café que não é um blend de torras do que um café blendado. Para muitos torrefadores isso que vamos fazer é preciosismo, mas para a gente do clube que é hobbista e entusiasta do café isso é compromisso com a qualidade. Qualquer dúvida estamos a disposição. Grande abraço, Igor @sall, temos só 3kg do Obatã Amarelo. Reservamos ele para torrar. Agora o Vargem Grande deve sobrar verde.
  10. Olá colegas entusiastas do café, Na quinta feira dia 15/06 a equipe da Compra Coletiva junto com os amigos Durval e Andreia saiu em direção ao sul de minas para mais uma aventura cafeinada. Tínhamos dois objetivos, conhecer algumas fazendas da região e colher nosso primeiro microlote de café, o qual denominamos de lote Esperança. Vamos compartilhar um pouco dessa aventura com vocês. Contarei sobre as visitas que fizemos e o Luís vai contar sobre a colheita e secagem do café. Na quinta feira saímos de BH logo cedo. Por volta de meio dia já estávamos em Três Pontas, nos hospedamos na Fazenda Floresta Negra, uma propriedade dos familiares do Luís. A quinta feira foi um dia livre para fazer um churrasquinho, beber umas cervejas locais e passear pela lavouras de quadriciclo. Passeio de quadriciclo nas lavouras de café Já na sexta madrugamos para rodar a lavouras da Flores Negra a fim de achar o talhão perfeito para a experiência da colheita seletiva que tínhamos programado. Foi difícil de escolher, imagino que o Luís vai falar um pouco sobre isso. Na parte da tarde fomos visitar uma das fazendas de café mais antigas da região, Fazenda Pedra Negra. A propriedade abriga o Museu do Café, primeiro do tipo em Minas Gerais. Lá fomos recebidos pela Isaura que logo nos apresentou seu sobrinho André, responsável pelas lavouras de cafés da propriedade. Subimos de carro para o talhão mais alto, onde recebemos uma aula de como manter uma lavoura de forma ecológica e sustentável, com baixos índices de pesticida e adubação. Diferentes das outras propriedade que já havíamos conhecido, as ruas das lavouras eram cobertas por uma gramínea chamada de braquiária. Segundo o André, a braquiária aumenta a capacidade do solo de retenção de água da chuva, possibilitando a devida hidratação dos pés sem ou com pouca irrigação. Além disso, seu rápido crescimento permite um corte frequente para fornecimento de matéria orgânica para adubação dos pés. André mostrando sua lavoura para o grupo Lavoura com maturação homogênea dos grãos. O pequenino na foto é meu filho, o Ian, com minha mulher Elisa Depois do passeio pela lavoura foi hora de visitar o terreiro do André e conhecer um pouco do trabalho de pós colheita deles. Chegamos bem na hora que estavam cobrindo o terreiro e foi possível tirar algumas fotos incríveis. Antes de ir embora visitamos o museu do café e beneficiamos um pouco de um café CD que o André tinha preparado como um experimento. Antes de voltar para a fazenda Floresta Negra, fizemos mais duas paradas: primeiro a M Coffee, uma empresa de trading de café onde fizemos um cupping de alguns poucos cafés que eles ainda tinham da safra passada e trocamos figurinhas, e depois a Vimi, uma cafeteria terceira onda da região inaugurada ano passado, com um ambiente bem legal, e que tem tido um movimento bem grande para cidade do interior. Pra terminar o dia, várias torras na fazenda. Terreiro de concreto da Fazenda Pedra Negra Mesa de cupping no escritório da M Coffee No sábado, partimos cedo para conhecer as Fazendas Caxambu e Aracaçu. Esta foi a primeira fazenda que tivemos oportunidade de visitar que dedica 100% dos seus esforços para produção de café especial! A estrutura deles é incrível, com terreiros gigantescos, caixas para secagem de café, secadores rotativos com controle automático de temperatura para cada lote, despolpador gigante, rastreabilidade e estudo das necessidades de cada talhão, entre outras coisas mais. Lá recebemos uma aula de como fazer café especial em volume. A responsável pela propriedade é a Carmem Lúcia, conhecida na região como Ucha e se trata de uma grande empresaria, além de brilhante produtora de café. A grande maioria do que é produzido lá é exportado, ficando poucas coisas por aqui. A boa notícia é que fizemos uma primeira abordagem já para conseguir uns cafés dela para a Compra Coletiva e tudo parece favorável para que isso se realize no futuro. Por fim, vou deixar que as fotos terminem de contar um pouco mais dessa fazenda: Ucha na ponta da mesa preparando um cafezaço produzido na fazenda deles Variedades em fase experimental. Dentre as que chamaram mais atenção, Maragogipe e Mundo Novo Amarelo Um dos terreiros da propriedade. Um exemplo de como deve ser feito o manejo de café no terreiro! Mais uma foto do terreiro. O trabalhador esta revirando o café para favorecer uma secagem mais homogênea. Foto da turma toda no laboratório de qualidade da Fazenda. Por fim, fizemos a colheita no sábado a tarde, mas essa já é outra história que vou deixar o Luís contar…
  11. Depois de muito tempo venho aqui complementar o belíssimo relato do Luís. Gostaria de contar um pouco sobre o café Moka da Fazenda Barinas que conseguimos e como fizemos para deixá-lo o mais uniforme possível para vocês torrá-lo. Bem, como já tinha comentado anteriormente, o moka veio pra gente com uma peneira bastante desuniforme. No primeiro teste que fiz com esse café para avaliar o potencial dele para entrar na Compra Coletiva eu fiz duas torras e, em uma delas, eu catei o grãos na mão, retirando os chatos (os grãos normais), uns grãos triângulo (o oposto do moka, ou seja, quando a fruta possui 3 grãos) e uns mokas pequenos e quebrados. O resultado desse café em comparação com o torrado sem catação foi brutal e isso me fez correr atrás de uma solução para peneirar o café. Eis que meu amigo Pedro, produtor na região da Matas, me avisa que o Juarez possui os equipamentos para realizar tal façanha e assim saímos daqui de BH com 4 sacas do mokinha em direção a São João do Manhuaçu... Bem, chegando lá ninguém tinha muita noção do que fazer com o café, então aplicamos o básico. Primeiro passamos ele na peneira densimétrica, que separa os grãos somente por densidade. O café sai em 4 bicas e nessa etapa descartamos as duas últimas bicas, ou seja, os cafés menos densos. O que restou (grãos densos), passamos no peneirão, que é na realidade um grande jogo de peneiras de classificação que fica vibrando com o intuito de peneirar o café. O resultado foi incrível e conseguimos dividir bem o café por peneiras. Para terem uma ideia do que aconteceu, vou compartilhar alguns números. Das 4 sacas que entrou o que saiu foi o seguinte: 23kg de grãos chatos peneira 17 acima; 39kg de café na peneira 16; 9kg de café na peneira 15; 60kg de café na peneira 14; 53kg de café na peneira 13; 1kg de café na peneira 12; 16kg de fundo de peneira (grãos quebrados e triângulos); 27kg de grãos de baixa densidade; 12kg de grãos sumiram no processo. Desse resultado, separamos o café que entrou na CC. Escolhemos os grãos que saíram nas peneiras 16, 14 e 13 para enviar para vocês, só que não misturamos os cafés. Ou seja, fizemos uma escolha aleatória de peneira por membro participante. Nossa decisão foi baseada no princípio de que a diferença de sabor entre os grãos de diferentes peneiras é insignificante e o que mais importa é ter um café homogêneo e fácil de torrar. Na foto a seguir, que já tinha sido até postada pelo Luís tem a peneira densimétrica. Observe as 4 bicas e veja que estou analisando que está saindo na última bica, ou seja, o café menos denso: Nessa outra foto, ao fundo do seu Juarez tem o peneirão: Todo esse trabalho para que vocês tivessem a oportunidade de provar esse café em todo potencial que ele poderia lhe oferecer. Espero que estejam curtindo!!! Grande abraço, Igor
  12. Salve amigos, aproveito já para pedir desculpas de antemão pela demora para postar aqui. Estou muito atarefado nos últimos dias e tá realmente faltando tempo para sentar com calma e escrever essas orientações por aqui. Mas bem, vamos ao ponto: Fazenda Barinas - Topázio Amarelo MOKAEste é o café da CC que mais torrei até o momento. É um café bem versátil e que aceita uma boa quantidade de perfis na hora de torrar. Sobre o café: Umidade: 10.1% Densidade 682g/L Se trata de um café bem denso e com baixa umidade. Isso faz com ele aguente perfis mais agressivos e com bastante calor caso necessário. Vou compartilhar dois perfis: Primeiro um perfil que destaca doçura e que apaga um pouco a acidez. Isso é possível com uma curva levemente parabólica e com um tempo após o crack mais prolongado junto com pouco calor. O segundo perfil é o meu preferido. Com uma curva mais reta é possível obter um café brilhante, com uma acidez intensa, doçura moderada e notas nítidas de frutas vermelha (morango). Vou compartilhar os logs desse café. O primeiro é de uma curva levemente parabólica, observe que o ROR é decrescente após o turning point. Isso significa que o café passa mais tempo em temperaturas mais altas que uma curva "reta". O segundo log é de uma curva "reta". Veja que o ROR é constante após o turning point, ou seja, o ganho de temperatura é constante em boa parte da torra e com isso o café passa a mesma quantidade de tempo em diversas fases. Esse café tem uma história por trás que quero compartilhar com vocês. Vou fazer isso em outro tópico: http://forum.clubedocafe.net/index.php?/topic/5393-o-di%C3%A1rio-de-uma-aventura-cafeeira-visitando-o-seu-juarez/
  13. Tenho 4kg de café torrado da CC parado no Centro de Distribuição dos correios... Pior é os Correios pedindo para esperar... mais de um mês depois... Foda isso... o café é para um membro do clube que participou da CC... Esses correios desanimam mesmo, não é por menos que muita gente fechou e-commerce por conta disso... Já tô colecionando reclamações...
  14. Como estou com tempo bastante limitado nesses dias irei fazendo as postagens aos poucos, assim que for tirando um tempo para escrever. Vou editar esta mensagem aqui para deixar reunido todas informações no final. Vou começar com dois cafés: Salve amigos, dando continuidade ao post do Luís, vou postar algumas informações sobre os cafés, além de densidade + umidade, e vou passar um esquema geral como sugestão para vocês começarem a torrar cada um aí na casa de vocês. Fazenda Vargem Grande - Catucaí VermelhoComeçamos com o Catucaí Vermelho do Renato (não confunda com Catuaí). Este é um natural típico da região do Caparaó. O café esta com uma ṕeneira 16 acima, e densidade e umidade dentro dos parâmetros regulares: Umidade: 11% Densidade 662g/L É um café que aceita bastante calor no início da torra e é exatamente isso que sugerimos como perfil: uma secagem intensa, com bastante calor para que o ROR suba bastante, após secagem curva deve dar uma quebrada e o ROR deve ser decrescente até o final da torra. Para conseguir uma curva de torra com um ROR decrescente é necessário ir tirando a carga térmica gradativamente durante a torra e ir aumentando, se possível, o fluxo de ar. Quando bem torrado esse café deve apresentar um aroma espetacular e bastante complexo, no sabor um leve frutado, boa doçura, notas de mel e acidez equilibrada. Café Irmãos Moscardini - Obatã AmareloEste é um natural fermentado dos irmãos Moscardini e é, muito provavelmente, o café mais complicado de torrar desta Compra Coletiva. Isso se deve a sua estrutura celular que é mais sensível que os outros cafés. Desta forma, é um café que não aguenta muito calor, principalmente depois do primeiro crack. A densidade e umidade do grão comprovam nossa teoria: Umidade: 10,2% Densidade: 610g/L É o café com menor densidade e umidade desta CC. Nossa sugestão para torrá-lo é fazer uma torra mais longa (14 ~ 15min), com uma secagem prolongada (de uns 6 minutos) e com pouco calor, um desenvolvimento na fase intermediária também prolongado e entrar no crack com pouco calor e muito ar. Se as orientações foram seguidas de forma correta, o desenvolvimento pós crack não precisa ser muito longo, coisa de 10 a 12% de %RAO deve bastar para ter uma torra clara, bem desenvolvida e bastante complexa. Quando bem torrado esse café pode apresentar uma grande variedade de perfis. Em uma torra clara o aroma do café quase desaparece e no sabor encontramos notas de abacaxi, maracujá e acidez tartárica bem definida. Ao passar para uma torra um pouco mais escura já é possível perceber um aroma muito intenso, no sabor especiarias como cravo e canela e uma acidez málica predominante. Em um dos perfis que cheguei a provar, uma torra do companheiro Mauro daqui de BH feita em um bolinha, o café apresentou notas claras de chocolate ao leite e acidez e doçura bem equilibrados, o espresso resultante desse café foi um dos melhores que provei este ano. Grande abraço, Igor
  15. Boa Durval, ficaram top! Já garante as minhas, uma de cada!