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Igor

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Everything posted by Igor

  1. Comparação de moinhos

    Todos os cafés saíram daqui hoje! Fizemos um cupping antes de mandar pra descobrir se não tínhamos feito merda, kkkkk... Foi a primeira vez que torramos no Atilla o café que mandamos para vocês. A torra ficou legal, mesmo sendo a primeira vez. Vocês vão provar esse café em primeira mão, ele deve entrar no nosso site só daqui um mês. Tem todas informações sobre o café na embalagem, mas mesmo assim depois trazemos um apanhado mais detalhado do café pra vocês. E só lembrando, devemos todos fazer o teste no mesmo dia, correto? Então seria legal se vocês fossem dando notícia assim que o café for chegando aí. Outro detalhe que sugiro é abrir o pacote somente quando for fazer o teste, assim evitamos níveis diferentes de oxidação, o que acham? Todos os pacotes foram selados e bem acondicionados nas embalagens padrão da Roast. Devem se manter razoavelmente frescos se mantidos fechados (selados) e armazenados em condições de temperatura estáveis. Abs, Igor
  2. Comparação de moinhos

    Salve pessoal, vamos torrar o café de vocês hoje conforme combinado. Vamos mandar um café bem legal para você brincarem aí. Vai todo mundo se esforçar para errar o mínimo possível e sobrar café pra tomar depois, ehehehhee.... Dois participantes não entraram em contato, ficamos no aguardo. Os cafés vão sair daqui amanhã. Grande abraço, Igor
  3. Comparação de moinhos

    Aos participantes.... acho mais fácil vocês entrarem em contato com a gente do que o contrário. Me mandem mensagem, privada ou por whatsapp e vamos combinar o envio. Att, Igor
  4. Comparação de moinhos

    Salve, Que tal combinarmos a torra para segunda que vem? Até lá temos tempo pra entrar em contato com vocês e combinar o envio. Abs, Igor
  5. TORRADOR DE PROVA - STC 2.0

    O STC está voando atualmente. Fizemos mais de 30 torras pra prova nele só nesta última semana do mês de abril. E sobre as alterações, já tive acesso ao desenho novo das peças e ouso dizer que é uma alteração essencial para quem já tem o exaustor.
  6. Air Fryer Philco - GTCR-F1

    Crédito para o @torres que bolou esse projeto inicialmente. Independente disso, fico contente em ver o resultado! Espero que as torras estejam saindo a altura do torrador agora!! Grande abraço e boas torras, Igor
  7. Burny, a ideia não é essa. Estamos propondo uma abertura da Compra Coletiva para qualquer torrefação ou membro do clube que esteja interessado em torrar os cafés selecionados. O valor final do café torrado, forma de envio (se for necessária), margem, embalagem e todos os outros detalhes serão de responsabilidade da torrefação ou do membro. A Compra Coletiva não vai ter interferência sobre isso. A ideia no fim é terceirizar a parte toda da torra: torrar, fracionar, enviar etc. Desta forma, a Compra Coletiva ficaría encarregada somente pela seleção dos cafés verdes, fracionamento para os membros e envio das encomendas. Att, Igor
  8. Salve pessoal, tudo certo? Em geral, seguindo com o roteiro dos últimos anos, o mês de abril costuma ter uma Compra Coletiva. Como vocês já estão observando, não movimentamos nada até agora. A razão é que temos novas ideias que gostaríamos de implementar nas futuras C.C. e gostaríamos de expor elas para vocês. Principalmente, gostaríamos de abrir em espaço para discussão, queremos escutar todos, afinal, a compra é coletiva! Vamos direto ao ponto, dizendo quais são as duas mudanças mais substanciais que gostaríamos de propor. Em um segundo momento vamos explicar um pouco sobre as razões que nos levaram a propor essas alterações, explicando tudo com mais detalhes. São elas: Retornar às origens, fazendo a Compra Coletiva com cafés verdes somente! Alterar as datas das Compra Coletivas, a primeira C.C. de cada safra seria adiantada para setembro/outubro e pegaria os cafés das regiões que colhem primeiro (Sul de Minas, Bahia etc). A segunda Compra Coletiva de cada safra seria atrasada para janeiro/fevereiro, pegando os cafés de regiões que colhem mais tardiamente. Retornar às origens, fazendo a Compra Coletiva com cafés verdes somente: Vamos voltar um pouco no tempo para sustentar essa proposta. Quando assumi a organização da Compra Coletiva, no segundo semestre de 2014, tudo era feito na base de formulários e planilhas. Os pedidos não eram muitos e a quantidade de membros participantes era pequena. Para ilustrar, a primeira Compra Coletiva que organizei foi de 2 sacas e meia e teve a participação de 43 membros do CdC. De 2014 para a 2º CC de 2017, tudo foi saindo um pouco do controle. A quantidade de café demandada foi aumentando e também a quantidade de membros participante. Para começar a dar conta do trabalho foi necessário abrir um site e automatizar a coleta dos pedidos. Além disso, não era mais possível fazer tudo sozinho e mais gente teve que entrar na parte da organização para ajudar. Isso tudo foi gerando custos maiores e o café foi ficando cada vez mais caro. A última Compra Coletiva foi a maior de todas até agora. No total foram 13 sacas de café que compramos coletivamente, isso resulta em 780kg de café verde. Desse total, destinamos mais de 240kg para torrar, entre desenvolvimento de perfil e pedidos. O trabalho foi gigantesco e ficamos praticamente um mês inteiro trabalhando quase que exclusivamente com isso. Para que tenham ideia da magnitude do que foi a 2ª Compra Coletiva de 2017, vamos abrir ela em alguns números. Para não sobrecarregar o tópico, vou postar um link com um resumo de alguns números: https://docs.google.com/spreadsheets/u/1/d/e/2PACX-1vQyxH_jNhTYkCOhVLsA2vbnqQdDgxlszKDw7oVc6s1gZRalYbHDYvxHTH5il1KHxeqfVxyT48Mm2oFS/pubhtml?gid=0&single=true Gostaríamos que vocês observassem o montante que foi movimentado e também o que resultou para a gente após aquele trabalhão todo (quem acompanhou o tópico lembra do que estamos falando). Ressaltamos que nossa ideia nunca foi que a Compra Coletiva fosse lucrativa, sempre trabalhamos com as menores margens possíveis, afinal, a ideia da Compra Coletiva é difundir a cultura da torra doméstica pelo Brasil e levar bons cafés torrados a preços acessíveis, não dar lucro. Entretanto, em vista da magnitude que tudo tomou, não é mais sustentável manter a estrutura toda da forma como está. Mesmo que não fiquemos no negativo, o que sobra não cobre nossas horas trabalhadas. Muito menos nos dá segurança para cobrir eventuais riscos que assumimos ao pagar a maioria dos cafés adiantados com nossa grana (por exemplo, se houver muita desistência de compra e ficarmos com café encalhado ou se acontecer algo com algum dos cafés na nossa posse). Sobre as horas trabalhadas, o que mais onera é logística necessária para fracionamento e envio do café torrado. Esse trabalho para fracionar o café torrado o mais rápido possível e enviá-los é enorme! Vejam que nem estamos falando da parte de torrar o café, isso dá muito trabalho também, mas pode ser facilmente ser terceirizado (como já foi feito em outras duas ocasiões). Estamos comentando sobre a dificuldade e enorme responsabilidade de manusear o café torrado, que a cada segundo que passa sem chegar na casa de vocês envelhece um pouco mais. Pensando nisso, conseguimos ver três possíveis caminhos: Aumentar mais os custos, a fim de que o montante final resultante fosse o suficiente para pagar, no mínimo, as nossas horas trabalhadas. Acabar com a Compra Coletiva do CdC nacional e incentivar, compartilhando os contatos que temos, mini compra coletivas regionais. Manter uma Compra Coletiva centralizada e acabar com o café torrado, retornando assim às origens das CC. Não achamos que o primeiro caminho seja a solução, uma vez que isso não estaria de acordo com a filosofia toda por trás da Compra Coletiva. Ao mesmo tempo, também não acreditamos que o segundo caminho seja a solução neste momento, apesar de apostarmos fortemente que a regionalização das CC seja uma boa solução no futuro quando a cultura da torra doméstica estiver mais difundida Brasil afora. Desta forma, o que resta neste momento é propor o retorno de Compras Coletivas com somente cafés verdes. O que me dizem? Alterar as datas das Compra Coletivas: A principal motivação para propor essa mudança é tirar a Compra Coletiva do mês de dezembro. Essa época festiva é terrível para esperar uma encomenda pelos Correios, todos sabem. Agora a grande pergunta é: Por que não fizemos isso antes? Bem, até pouco tempo atrás acreditávamos que os melhores cafés eram colhidos tardiamente e que só teria café TOP pra comprar no mês de novembro/dezembro. Acontece que rodando mais regiões e conversando com mais produtores, vimos que não é bem assim. É possível sim comprar excelentes cafés logo no início da safra. Hoje temos contatos para isso, coisa que não tínhamos antes, e estamos confiantes que podemos fazer uma Compra Coletiva espetacular logo em setembro/outubro. O que acham? Todos concordando, adiamos a próxima Compra Coletiva para Setembro/Outubro. E tem um detalhe importante que estava quase esquecendo de comentar também. Nós fomos expulsos do local onde estávamos operando nas épocas de Compra Coletiva.... ehehehhee... a última compra coletiva fez uma bagunça grande demais e botaram a gente pra correr. Precisamos achar um canto novo pra armazenar os cafés e fracionar tudo, kkkkkk... Até setembro conseguimos um local novo! Grande abraço, Igor
  9. Comparação de moinhos

    Opa, tá ficando interessante isso! Pra agitar mais o tópico, o café pra quem vai mandar as amostras para o alemão a gente fornece, é só pagar o frete.
  10. Salve pessoal, obrigado pelo retorno de vocês!! O que mais foi comentado é a possibilidade de regionalizar as torras!! Essa é uma ideia que nos agrada muito. Podemos realmente pensar num formato de C.C. onde isso seja possível. Ainda é uma ideia em gestação, mas poderia funcionar da seguinte forma: Abrimos uma chamada para que torrefações ou colegas foristas que estejam afim de torrar para a galera se inscrevam para participar da torra coletiva dos cafés; Mandamos amostras dos cafés pré-selecionados para que ocorra aquela seleção coletiva nas cidades que forem participar da torra coletiva; Uma vez que os cafés forem selecionados, abrimos uma chamada para que os pedidos sejam realizados. Isso deve ocorrer antes da gente fechar a quantidade de cada café que vamos comprar junto aos produtores. Talvez seja necessário colocar um pedido mínimo, tipo 30kg por cada café para justificar o trabalho. Mandamos os cafés verdes solicitados sem o adicional da taxa de manutenção. Entraria de custo somente o frete do café verde pra nossa localização (que por padrão tem sido um acréscimo de R$2,00 por kg) e o frete para a localização dos interessados. Cada local torra seu café e cobra o valor que quiser/achar justo. É só um esboço de uma ideia em gestação, mas o que acham? Desta forma os colegas que não torram teriam a oportunidade de provar os cafés da C.C torrados. Além disso a regionalização das torras reduz os custos e divide o trabalho de torrar e despachar, deixando a gente responsável somente pela distribuição do café verde. E pelo visto todos estão de acordo com a mudança das datas, ótimo! Pra finalizar, sobre a ROAST Cafés, já que isso foi levantado por aqui. A nossa torrefação é um projeto paralelo que eu e o Luís estamos trabalhando. Apesar de termos nos apropriado de alguns princípios da CC e de estarmos nesses dois projetos simultaneamente, gostaríamos de manter as coisas um pouco separadas. Em breve vamos abrir um tópico a parte comentando sobre a ROAST Cafés por aqui. Att, Igor
  11. Problema de login

    Salve Luw, mandei uma mensagem com instruções para login no seu email de cadastro. att, Igor
  12. Atualmente não somos tão poucos assim. Digo isso em vista da crescente demanda de compradores de grão verde da Compra Coletiva. É um mercado em crescimento! Garanto para vocês que as grandes empresas de torradores estão de olho nesse mercado. Já fui abordado algumas vezes por esse pessoal para saber do mercado e das nossas demandas. No Jamboreee do ano passado ficaram todos de olho no STC.... Agora o problema mesmo é que somos muito chatos! Hehehehehe...
  13. Olá pessoal, sempre vejo belas extrações aqui no clube, mas quase ninguém posta suas extrações fracassadas. Acredito que podemos compartilhar nossos fracassos também, primeiro porque é divertido e podemos rir uns dos outros, segundo para aprendermos com os erros (nem que seja o do próximo). Vou começar com a minha extração mais fracassa e não importa o quanto você tenha falhado na sua, ninguém nunca fez uma extração tão fracassada quanto a minha!! Sou orgulhoso até no fracasso! Vou contextualizar primeiro, era um sábado, por voltas das 15 horas do dia 09 de abril de 2011, lembro desse dia como se fosse hoje. Nessa época ainda morava na casa dos meus pais e minha namorada estava comigo nesse dia. Como de costume estudávamos juntos, eu fazia graduação em matemática e ela em física, um cafezinho sempre cai bem nessas horas de estudo. Então fizemos uma pausa para o tal pretinho, peguei minha moka chinesa, enchi de água (não lembro o quanto coloquei), em seguida botei o café moído sem compactar e coloquei no fogo baixo. Enquanto o café estava no fogo peguei o leite e fui esquentar no microondas para o tal pingado da patroa e fiquei olhando para o vidro do microondas pra não deixar o leite derramar. Foi aí que escutei um barulho estranho, parecendo um tidiguerra. Quando olhei pra trás vi minha namorada sentada na cadeira da cozinha, branca que nem lidileite, virei o olhar novamente, agora para o fogão e me deparei com isso: Foram duas horas pra limpar bem mais ou menos a cozinha e ainda assim 3 meses depois era possível achar pó de café em lugares inimagináveis. A mancha do teto nunca saiu, ficou de recordação para os meus pais depois que sai de casa. Bem, é isso! Compartilhei um pouco da minha extração fracassada com vocês, espero poder ver as bagunças que vocês já fizeram também! Abs e buon caffè Igor
  14. Salve colegas amantes de um bom café, estamos abrindo oficialmente os pedidos para a 2ª Compra Coletiva de 2017. Porém, antes de mais nada, gostaríamos que lessem as informações sobre o funcionamento da Compra Coletiva no tópico a seguir. Algumas coisas mudaram desde a última Compra Coletiva: Vamos para os detalhes desta compra. A primeira grande novidade é que teremos 6 cafés desta vez, sendo que um deles, o café do Leandro, terá uma torra exclusiva para espresso. Além disso, desta vez a torra será executada em um Atilla de 15kg Gold Plus por mim e pelo Luís. Vamos compartilhar todos os logs de torras e abordagens que escolhermos. O que já não é novidade é que temos alguns cafés super premiados nesta Compra Coletiva. O Leandro, a Rosângela e o Tino são ou já foram campeões municipais de suas respectivas regiões e os cafés do Afonso e do Paulo Henrique são campeões do estado. Inclusive o lote que temos do Paulo Henrique é o que ele mandou para o concurso de qualidade da EMATER. Resultado aqui: http://www.emater.mg.gov.br/doc/site/Concurso_cafe_2017/Lista de vencedores Concurso Café 2017.pdf No mais tudo continua no prazo: De 05 ~ 10/12: prazo para participar do envio coletivo. Depois disso a página continua no ar (sujeita a disponibilidade), mas não aceitaremos mais o frete na modalidade Envio Coletivo; 06 ~ 10/12: fracionar os cafés e desenvolver perfis de torra; 09, 11 e 12: dias que vamos torrar os cafés; 15/12: prazo limite para envio dos pedidos. Agora quanto a questão do Envio Coletivo, gostaríamos que já escolhessem um representante para cada cidade, isso agiliza nosso trabalho. Para o Nordeste, infelizmente, não haverá uma maneira de enviar via transportadora, somente Correios. Para a próxima C.C é fato que conseguiremos contornar essa situação. Por fim, gostaríamos de agradecer cada um que contribuiu, de alguma forma, para que a Compra Coletiva ocorresse: Aos produtores que toparam participar desse projeto com a gente, fica nosso muito obrigado!!! Aos colegas que participaram da Seleção Coletiva, valeu por disponibilizarem um pouco do tempo corrido de vocês para ajudar a gente fazer desta Compra Coletiva o mais democrática possível. Aos colegas que sempre nos ajudam compartilhando contatos de produtores, valeu!! E a cada membro que não perde uma Compra Coletiva e que torna tudo isso possível, valeu demais!! O site será liberado às 22:00 do dia 05/12. Para fazer os pedidos: www.comprecoletivo.iluria.com Vamos para o resumo dos cafés: 1- Café do Leandro: O Leandro é um produtor que está começando a trilhar o caminho do café especial, começou esta safra, mas já está mostrando para o que veio! O café que entrou na seleção, um IAPAR CD, é um típico despolpado, um café delicado, com uma doçura intensa, corpo alto e acidez cítrica leve e moderada. Na xicara aparecem notas nítidas de chocolate. Este café terá uma torra exclusiva para ESPRESSO. Vamos destacar na torra as notas de chocolate do café em combinação com seu corpo alto e doçura intensa. Segue resumo: Fazenda Santo Antônio Guaçuí - ES Altitude: 900m Variedade: IAPAR Processo: CD Produtor: Leandro de Paula Valor do kg do café VERDE: R$ 27,40 Valor para 500g do café TORRADO em GRÃOS:R$ 34,00 2 e 3- Cafés da Rosângela: A Rosângela é estreante na Compra Coletiva, mas já chegou dando o que falar!! Tivemos contato com o café da Rosângela na SIC e uma das amostras que provamos lá era super parecida com o café do Juarez da última Compra Coletiva e isso nos despertou uma enorme curiosidade. Nos aproximamos dela e descobrimos que sua propriedade e a do Juarez são separadas somente por um morro, ou seja, são muito próximas. A Rosângela disponibilizou para a gente dois cafés, um NATURAL e um CD. Ambos os cafés estão espetaculares e de jeitos distintos. Inicialmente iríamos pegar somente um deles, mas depois de uma conversa com ela descobrimos que os cafés são da mesma variedade, mesmo talhão e colhidos em datas muito próximas. A única diferença entre eles é que um é NATURAL e o outro é CD. Achamos que essa pode ser uma oportunidade incrível para que vocês possam conhecer as diferenças entre os métodos de processamento direto na xícara, uma vez que são cafés típicos de seus métodos. O Cereja Descascado (CD) da Rosângela: Na xícara temos um café delicado, FLORAL, com uma acidez cítrica bem balanceada e elegante, doçura de cana de açúcar e finalização de rapadura. É um café muito fácil de beber e que dá vontade de repetir o tempo todo! Segue Resumo: Fazenda Carmelito Santa Margarida - Matas de Minas Altitude: 1200m Variedade: Bourbon Vermelho Processo: Cereja Descascado (CD) Produtora: Rosângela Alves Valor do kg do café VERDE: R$ 27,40 Valor para 500g do café TORRADO em GRÃOS:R$ 34,00 Sobre o NATURAL da Rosângela: Um típico natural frutado, com acidez marcante, doçura elevada e corpo médio alto. Na xícara identificamos notas de frutas vermelhas, puxando para Morango. Encontramos acidez cítrica e málica neste café. Segue Resumo: Fazenda Carmelito Santa Margarida - Matas de Minas Altitude: 1200m Variedade: Bourbon Vermelho Processo: NATURAL Produtora: Rosângela Alves Valor do kg do café VERDE: R$ 32,60 Valor para 500g do café TORRADO em GRÃOS:R$ 37,30 4- Café do Afonso Este é um velho conhecido nosso, o famoso café da super premiada Faz. Forquilha do Rio. O café já te ganha no aroma enquanto está verde. É um dos cafés verdes mais aromáticos que já passaram nas nossas mãos. Torrado o aroma ainda é a primeira coisa que lhe chama atenção!! Na xícara um leve floral, bebida frutada, acidez intensa, doçura alta e corpo licoroso e notas de frutas vermelhas. Na finalização uma leve nota que te faz lembrar que se trata de um café natural que sofreu uma leve fermentação espontânea enquanto secava no terreiro. Segue resumo: Faz. Forquilha do Rio Caparaó-MG/ES Altitude: 1.200m Variedade: Catuaí Vermelho Processo: NATURAL Produtor: Afonso Lacerda e Dona Altilina Valor do kg do café VERDE: R$ 37,90 Valor para 500g do café TORRADO em GRÃOS:R$ 40,50 5- Café do Paulo Quem andou acompanhando o Cup of Excellence deve ter reparado que a estrela do momento é Araponga - MG (não confundir com Arapongas - PR)! Não podíamos ficar pra trás nessa tendência, e conseguimos o café do Paulo Henrique Miranda. Ele e sua família tiveram 6 (seis!) (meia dúzia!!!) lotes premiados no Cup of Excellence, incluindo o 2º colocado dos naturais e ainda pegaram o primeiro lugar no Coffee of The Year com a Sandra (mãe do Paulo Henrique). É um café CD que traz os traços sensoriais das Matas, mas muito mais! Possui várias camadas de sabor, com destaque para uma doçura muito intensa. No aroma aparece rapadura e na xícara caramelo. Aliado a isso uma acidez elegante, marcante, mas que não aparece em primeiro plano e um corpo alto. Segue resumo do café: Sítio Caminho da Serra Araponga - Matas de Minas - MG Altitude: 1.200m Variedade: Catucaí Vermelho Processo: CD Produtor: Paulo Henrique Miranda Valor do kg do café VERDE: R$ 37,90 Valor para 500g do café TORRADO em GRÃOS:R$ 40,50 6- Café do Tino Seu Tino (Juventino) é uma figura já conhecida no cenário de cafés especiais, já esteve em posições de destaque em vários concursos passados. A propriedade na qual o Tino traballha (Sítio Recanto dos Canarinhos) fica em Alto Caparaó, e esse café é um catuaí vermelho colhido a 1340m. Na xícara aparecem notas de frutas maduras, lembrando mirtilo e ameixa, corpo licoroso (levemente alcoólico) e uma especiaria bem interessante, puxando para canela. É um café complexo e diferenciado! Vamos para o resumo do café: Sítio Recanto dos Canarinhos Alto Caparaó - Caparaó Altitude: 1340m Variedade Catuaí Vermelho Processo: Natural Produtor: Juventino Valor do kg do café VERDE: R$ 37,90 Valor para 500g do café TORRADO em GRÃOS:R$ 40,50 Obs: Não está incluído nos valores acima o valor do frete para a sua localidade. Para pagamentos por Depósito Bancário, onde as taxas de serviços da operadora de Cartão de Crédito não se aplicam, há um desconto de 5%. As instruções para pagamento serão disponibilizadas no checkout do site. • Prazo para postagem dos pedidos: até dia 15/12! Por fim, visitamos todos os produtores e vamos contar as histórias dessas visitas em um tópico que abriremos em breve. Até lá, deixamos como registro uma foto nossa com o Tino, o cara é uma figura (e super fotogênico). Um grande abraço, Igor e Luís
  15. Salve pessoal, terminamos o último ciclo de postagens agora a pouco. Com isso, declaramos esta Compra Coletiva como ENCERRADA!!! Caso não tenha acompanhado as últimas postagens, segue um resumo: Torrando os Cafés da 2º Compra Coletiva de 2017: http://forum.clubedocafe.net/topic/5957-torrando-os-cafés-da-2ª-compra-coletiva-de-2017/ Diário de uma Aventura Cafeeira: Explorando as Matas de Minas: http://forum.clubedocafe.net/topic/5961-o-diário-de-uma-aventura-cafeeira-explorando-as-matas-de-minas/ Pretendemos fazer um grande apanhado ainda do que foi esta Compra Coletiva e falar quais são nossos planos para o futuro. Em breve voltamos com mais detalhes.
  16. Para encerrar esse ciclo de postagens 6 - Café do Tino - Catucaí Vermelho Natural Curiosidades e peculiaridades do grão: Provamos esse café em uma rodada de cupping e negócios que participamos e na hora já ficamos encantados com o café. Sabíamos que era uma oportunidade única, até porque, diferente de todos os outros cafés desta CC, havíamos torrado uma amostra real do lote (ou seja, tiramos uma amostra de dentro das sacas do café e torramos). No dia mesmo arrematamos o café e já combinamos o transporte para levar ele para nosso laboratório. Acontece que ao contrário dos outros cafés, este não seria um café negociado diretamente com o produtor. Não gostamos disso! Para contornar essa situação, já que fazemos questão de conhecer o produtor e contar a sua história, fizemos uma visita ao Seu TIno em nossa última visita ao Caparaó. Lá descobrimos algumas coisas incríveis sobre o TIno e o café. O Tino na realidade não é produtor, ele mora em uma pequena casa dentro da cidade de Alto Caparó e não possui terra nenhuma para plantar café... é isso mesmo... Vocês devem estar se perguntando como isso é possível, certo? Bem, o que acontece na realidade é que o Tino é trabalhador rural, mais especificamente ele colhe café no regime de meia. Para quem não conhece o que é isso, já explicamos bem detalhadamente sobre esse regime aqui (Vide parte II do texto): O Tino, diferentemente dos outros trabalhadores de regime em meia colheita, cuida muito bem do café que colhe. O que acontece no caso dele é justamente o oposto do que costumamos ver por aí. O café que o Tino cuida vira especial e o mesmo café, colhido no mesmo dia, vira commodity na mão do patrão do Tino. É realmente louvável o trabalho que o Tino faz!!!! Agora sobre os grãos que possuem em mãos. Esse café passou por um processo de fermentação muito parecido com o Café do Afonso, entretanto há uma diferença crucial. No caso deste café, ele é um blend de diversos dias de colheitas. Vamos tentar explicar detalhadamente o processo. Como não lembramos ao certo todos os detalhes, vamos usar uma situação hipotética, mas tem o mesmo efeito para ilustrar o processo de colheita, secagem e fermentação do café. Suponhamos que o TIno começou a catar o café em uma segunda feira. O que ele faz é, ao final do dia, juntar tudo o que foi colhido em sacos de deixar tudo amontoado no meio da lavoura. Na terça feira ele retorna para continuar a colheita e repete o mesmo processo ao final do dia, juntando todo café que foi colhido naquele dia. O Tino segue com esse processo dia a dia até que haja volume suficiente para encher o terreiro. Quando esse volume é atingido, o café de todos os dias é espalhado no terreiro e seca tudo junto. Supondo que o Tino terminou o processo numa quinta feira, ao espalhar o café no terreiro haverá cafés com 4 dias de colheita diferentes e com 4 estágios de fermentações diferentes. O café que foi colhido na segunda ficou fermentando por 4 dias, enquanto o café que secou na quinta mal chegou a fermentar. A pergunta que fica no ar é, mas isso dá certo? No caso do TIno sim... quem provou do café sabe do que estamos falando. Entretanto, na maioria esmagadora das vezes esse tipo de café vira Commodity. O grande problema desse tipo de colheita é quando esse café chega nas nossas mãos para ser torrado. A maior dificuldade para torrá-lo é devido a diferença de densidade entre os grãos, o que pode acabar resultando em torras não homogêneas. Para contornar isso utilizamos uma estratégia parecida com a do café do Afonso, só que de forma mais intensa. Vamos explicar tudo isso a seguir. Modelando um perfil de torra: Este café tem traços nítidos de um café fermentado, já no aroma do café verde é possível isso por meio de um leve acético que aparece. No sabor temos um forte frutado, puxando para frutas escuras (ameixa e blueberry) e uma boa doçura. Para destacar a doçura, o frutado e para contornar a falta de uniformidade do café (principalmente da densidade por conta da fermentação), escolhemos uma curva com o RoR decrescente e tempo de evolução depois do crack mais longo, próximo de 2 min (18% do tempo total da torra). O RoR descrescente ajuda muito na hora de torrar cafés com pouca homogeneidade, pois o café chega no crack com menos energia e fica mais fácil de controlar a evolução final do café. O que fizemos para conseguir isso foi muito parecido com a torra do café natural da Rosângela, entretanto entramos com uma temperatura mais baixa, já que é um café mais delicado e controlamos de forma mais agressiva a chama depois do crack. A temperatura final que escolhemos para esse café foi de 203ºC. Para visualizar log completo, clique aqui. Fizemos 7 batches do café do TIno e, apesar de todos terem ficado muito parecidos, não blendamos nenhum no final. Os cafés fora sendo embalados assim que saiam do resfriador. Log de uma das torras do Tino com algumas marcações. Para reduzir o RoR sem baixar muito a chama controlamos bem a rotação do tambor. Crack aconteceu com 9:16 e o tempo de evolução depois do crack foi de 2min. Note que o RoR depois do crack cai vertiginosamente, chegando perto de 1ºC/min (estava no limite já para dar stall, bem arriscado). Com isso encerramos este ciclo de informativo de postagens. Desculpem pela demora para postar os logs, realmente deu muito mais trabalho para escrever do que estávamos imaginando. Além disso, estamos envolvidos em outros vários projetos relacionados a café e isso está realmente nos deixando sem muito tempo no momento. Agora é a vez de vocês!!! Sei que tem muita gente por aí que está torrando esse cafés, gostaria de convidá-los a compartilhar as torras e os resultados que estão obtendo.
  17. Salve amigos amantes da torra doméstica, neste tópico vamos compartilhar com vocês tudo do processo de torra dos cafés da Compra Coletiva e aproveitamos também para abrir um espaço exclusivo para que as discussões sobre como torrar esses cafés ocorram. Pra começar, temos muita coisa pra compartilhar, o processo para o café chegar torrado na casa de vocês foi muuuito longo. Para não nos perdermos nessa discussão e para tornar o texto mais organizado, vamos deixar cada assunto bem separadinho. Nossa ideia é a seguinte. Neste post vamos escrever sobre o processo para desenvolver os perfis de torra e sobre as dificuldades que enfrentamos e como conseguimos superá-las. Vamos falar ainda sobre como foi torrar esses cafés e passar algumas orientações para ler os logs que vamos compartilhar. Somente em um segundo momento é que vamos compartilhar os perfis que escolhemos para cada café e comentar sobre a razão das escolhas que fizemos. Além, é claro, de contar um pouco sobre algumas peculiaridades de cada grão. Modelando os Perfis de Torra: A rotina para desenvolver os perfis que utilizamos para cada um dos cafés foi a seguinte: 1- Fazer uma torra de prova: Utilizamos o Ikawa para fazer as torras de prova. Como o Ikawa é super ágil para torrar, conseguimos desenvolver mais de uma curva de torra com ele para cada café, o que acabou ajudando bastante. Mas caso não tivéssemos um Ikawa em mão, uma torra de prova neste momento já seria o suficiente, uma vez que nosso objetivo é conhecer o café. 2- Provar os cafés: Em um segundo momento montamos uma mesa de prova com todos os cafés torrados e fazemos uma rodada de cupping. Neste momento nosso objetivo é observar quais são os traços sensoriais de cada café. Mesmo já conhecendo os cafés, pois já havíamos provado todos, gostaríamos de saber se os cafés que chegaram correspondem realmente às amostras que provamos anteriormente. 3- Modelar a torra: Aqui é parte mais complicada e que exige mais experiência do mestre de torras. Vamos dar uma pincelada somente e depois podemos voltar nesse assunto caso vocês queiram. Bem, uma vez que já conhecemos os cafés e já sabemos o que queremos destacar de cada um, precisamos tomar decisões sobre como vamos modelar as torras. Essas decisões são orientadas basicamente por dois fatores: pelo sensorial que já foi analisado pela torra de prova (e por outras torras quando necessário) e pelas características do grão (umidade e densidade). Em geral, quando um café é muito complexo, com boa densidade e sem defeitos, o caminho que escolhemos é de fazer uma curva muito parecida com uma curva de prova, pois ela tende a destacar tudo o que o grão tem para oferecer, sem “esconder nada”. Quando temos um café menos complexo, com baixa densidade, o caminho geralmente é outro, partimos para uma curva com taxa de variação de temperatura (ou RoR - Rate of Rise) decrescente. Independente do caminho que tomamos, as escolhas que fazemos para modelar nossos perfis de torra são sempre guiadas pela taxa de variação de temperatura (RoR). Isso vai ficar bem mais claro quando começarmos a explicar os caminhos que tomamos na hora de torrar os cafés desta Compra Coletiva. 4- Escolher a temperatura final: Uma vez que já modelamos nosso perfil de torra, ou seja, já sabemos exatamente a forma como vamos torra cada café, daí partimos para a escolha da temperatura final. Neste momento fazemos a torra exatamente do jeito que estabelecemos e tiramos amostras para analisar qual a melhor temperatura final para determinado café. Novamente abrimos o café em diversas xícaras para realizar mais uma rodada de cupping e determinar a temperatura final que queremos para cada café. É incŕivel a diferença que alguns graus trazem na xícara, é possível encontrar dois perfis sensoriais bem diferentes para o mesmo café, com a mesma abordagem, variando somente 1 ou 2ºC na temperatura final. 5- Torrar os cafés: Tudo converge para este momento, onde realizamos a torra planejada. Aqui fazemos a torra da forma como modelamos e finalizamos sempre na temperatura final previamente estabelecida para cada café! A temperatura final é super importante, mesmo que por algum motivo a torra ocorra um pouco diferente do que foi planejado, finalizamos sempre na temperatura final que escolhemos para o café. Dificuldades encontradas: Tivemos uma série de dificuldades, mas todas decorreram de um pequeno detalhe, precisávamos torrar 240kg de café em 3 dias!!!! O torrador que tínhamos a disposição era um Atilla com capacidade máxima para 15kg, mas para utilizar todo seu potencial tomamos a decisão de torrar com 8kg somente, que representa 53% da carga máxima recomendada pelo fabricante. Entretanto, nunca tínhamos torrado com essa capacidade, geralmente fazemos batches de 5 ou de 3kg nesse torrador. Acontece que quando colocamos 8kg no torrador, descobrimos que ele não conseguiria executar, com essa carga, o perfil que havíamos planejado para os cafés anteriormente. Tivemos então que reajustar os perfis e alterar a carga. Isso complicou bastante o nosso trabalho! No fim conseguimos executar os perfis planejados com pequenas alterações, mas tivemos que levar o torrador ao seu limite com as cargas que utilizamos, que variou de 5 a 6kg. Vocês poderão observar nos logs que vamos compartilhar que utilizamos todos os recursos que o torrador oferece. No final desta postagem explico sobre esses recursos passando algumas orientações para leitura dos logs. Além dos recursos do torrador, tivemos que utilizar duas estratégias chaves para atingir nosso objetivo (só lembrando, torrar 240kg de café em três dias): primeiro, utilizamos a temperatura inicial mais alta e bem próxima da temperatura de saída dos grãos, pois assim o tempo de espera entre as torras é menor, otimizando nosso tempo. Segundo, o tempo total das torras não poderia ser muito grande, pois a diferença de uma torra de 10min para um torra de 15min seria realmente um limitante para nosso objetivo. Foi uma experiência extraordinária torrar esses cafés para vocês, mas realmente não sabemos se é algo que pretendemos repetir futuramente. Foi bastante estressante ter que tomar decisões rápidas por conta do curto período de tempo que tínhamos para torrar e o trabalho para realizar as torras foi gigantesco, muito maior do que havíamos pensado. Para que tenham uma noção, contando as torras que fizemos para desenvolver os perfis, foram 48 batches no total! Na terça feira, dia 12/12, passamos 11hrs seguidas torrando. Além disso, fazendo um balanço pessoal das torras, não ficamos 100% satisfeitos com os resultados. Gostaríamos realmente de ter mais tempo para modelar melhor os perfis e principalmente ter mais tempo para realizar as torras com calma. No fim, ficamos ao menos com a satisfação e a sensação que fizemos o melhor que foi possível fazer dentro de todas limitações que encontramos e realmente esperamos que esteja a altura de vocês. Orientações para leitura dos logs. Os eventos que irão aparecer nos logs são os seguintes: Rotação do tambor: toda vez que tem um comentário seguido de “rpm” isso significa o giro do tambor. Exemplo: 65rpm. Controle elétrico do exaustor: é o controle do giro do ciclone, aparece em comentários de alteração do fluxo de ar o intervalo de variação é de 900~2700. Controle mecânico do fluxo de ar: é, em porcentagem, o quanto aberto ou fechado está a válvula borboleta que fica presente na tubulação que liga o tambor ao ciclone que controla o fluxo de ar. Aparece também em comentários de alteração do fluxo de ar, entretanto o intervalo de variação é menor, geralmente de 50 a 100. Chama: é a pressão de gás que está indo para os queimadores. Aparecem nos comentários como GAS e são números que variam de 0 a 33, sendo 33 o limite da máquina, ou seja, 100% de toda carga térmica proveniente dessa fonte. Combinações no início da torra: O primeiro comentário de cada torra contém as informações de entrada, por exemplo, 900/70/50. Isso significa que o giro do ciclone estava em 900, a rotação do tambor em 70rpm e a válvula borboleta estava 50% aberta. Logo em seguida há sempre um comentário sobre a chama de entrada. Por enquanto é isso aí galera. Vamos deixar vocês com algumas fotos agora e daqui a pouco voltamos para contar dos cafés. Ikawa mandando ver nas torras Xícaras sem fim... Provando e provando os cafés. O segredo de uma boa torra está aí. Testando as temperaturas finais. Com o café do paulo avaliamos as temperaturas de 201ºC até 206ºC. Um pouco da nossa rotina de torra, foto sem glamour mesmo para mostra o trabalho. Enquanto um café é torrado, o batch que já esfriou vai sendo embalado. Jogo rápido pra preservar o máximo possível de cada café!!
  18. 5 - LSO - Café do Paulo - Catucaí Vermelho CD Curiosidades e peculiaridades do grão: Este é o lote que foi finalista no concurso da EMATER, é o lote 03 do Paulo Henrique Miranda. É um típico CD e o que café que temos em mãos é o mais limpo de todos da CC, quase não possui defeitos. Além disso, ele possui densidade alta e homogênea e é peneira 16 acima. Essa combinação de elementos faz dele, na nossa opinião, o café mais fácil de torrar desta CC. Vai ser muito difícil tirar um batch ruim deste café. Modelando um perfil de torra: O traço sensorial mais marcante deste café, na nossa opinião, é a sua doçura (rapadura e caramelo). Entretanto, ele tem outras características interessantes, como a sua acidez elegante e seu corpo cremoso, além de possuir várias camadas de sabor. Decidimos que não gostaríamos de "esconder" nada deste café na torra, por isso escolhemos o que consideramos como torra de prova para ele. A temperatura final que escolhemos para esse perfil foi de 204ºC. Como torra de prova (no Atilla) entendemos uma torra entre 9 e 11min, com RoR constante até muito próximo do primeiro crack e um tempo de 90s (aprox.) de evolução após o crack. Para conseguir fazer isso utilizamos uma abordagem semelhante a que fizemos com o café do Afonso, entretanto não quebramos a curva perto de 170ºC e sim perto do crack. Os logs das torras são parecidos no início, mas as diferenças a partir de 170ºC ficam nítidas (vide imagem abaixo). Para visualizar Log completo, clique aqui. Fizemos 6 batches do café do Paulo, blendamos os três primeiros e os três últimos. A seguir está imagem com os Logs das curvas de torras do Café do Paulo e do Café do Afonso: Em azul está a torra do Café do Afonso e em vermelho a torra do Café do Paulo. Observem o que acontece com a curva do RoR perto de 170ºC no café do Afonso. Agora veja que com o café do Paulo mantivemos o RoR constante por mais tempo e isso teve uma série de implicações na torra, a mais aparente é a redução do tempo total. Agora só falta mais um... daqui a pouco venho falar dele
  19. Salve pessoal, vamos para as informações dos últimos cafés. 4 - DHC - Café do Afonso - Catuaí Vermelho NATURAL: Curiosidades e peculiaridades do grão: Como já havíamos comentado anteriormente, este café é fruto de uma parceria nossa do Clube do Café com o Afonso Lacerda. É um café exclusivo, que foi feito para a gente do clube. A história dele contamos aqui. O que não comentamos ainda é a forma como os Lacerdas realizam a colheita. É comum na região colher os cafés ao longo da semana e manter as cerejas maduras dentro de sacos no meio da lavoura. Os cafés chegam a passar até 7 dias depois de colhidos no meio da lavoura antes de serem espalhados no terreiro para secar. Isso, de acordo com os produtores da região, aumenta a pontuação do café, pois ele passa por um processo de fermentação (ainda que sem controle) na lavoura. Eles garantem que realizaram testes com ajuda do pessoal da UFLA para chegar na quantidade de dias ideal que cada café deve passar na lavoura. Essa é uma característica muito peculiar da região, não funcionando em outros lugares. Já escutamos relatos de produtores de outras regiões que deixaram o café 24hrs na lavoura e o café virou bebida Rio. Esse processo funciona com os Lacerdas, pois a região tem alta altitude e uma variação de temperatura ao longo do dia aceitável, daí o processo não chega a desandar e o resultado é toda complexidade que encontram na xícara. A região é tão favorável ao processo que os produtores de lá brincam que para fazer um café Rio é necessário muito esforço!! Mesmo fazendo tudo errado, esquecendo de virar o café no terreiro, molhando o café, deixando tomar chuva vários dias no terreiro etc, o café ainda dá pelo menos bebida dura. Modelando um perfil de torra: Após algumas torras de prova deste café escolhemos um perfil a fim de destacar suas notas frutadas mantendo alguns de seus traços florais. Para isso escolhemos o seguinte caminho. Como este é um café com poucos defeitos e bastante complexo, planejamos uma curva onde mantemos RoR constante boa parte da torra, quebrando a curva (ou seja, diminuindo o RoR) no meio da fase Mailard (170ºC). Assim garantimos uma secagem rápida (para os padrões do Atilla), um tempo levemente prolongado na fase Mailard (quando comparado com uma torra com RoR constante o tempo todo) e uma entrada no crack com RoR já decrescente, o que facilita controlar melhor evolução do café após o crack. Esse controle do RoR após o crack é muito importante, uma vez que este é um café fermentado e o processo de fermentação que ele passou produz grãos com densidade não homogênea. Além disso escolhemos uma temperatura final mais baixa, onde a acidez e o floral estavam mais presentes. A temperatura final para este café foi de 203ºC. Para realizar essa curva entramos com o torrador bem quente, 210ºC e rotação alta 65rpm. Ao longo da torra fomos aumentando a chama e a rotação de acordo com o que achávamos necessário a fim de manter o RoR constante. Antes de chegar na temperatura que desejávamos quebrar a curva (170ºC) começamos a reduzir a chama. O fim da torra controlamos com a rotação (abaixando) e o fluxo de ar. Para visualizar Log completo: link aqui. Este café não precisou de catação no resfriador, quase não tinha defeito. Fizemos 9 batches dele e não blendamos nenhum, todos foram imediatamente embalados após resfriarem. Por enquanto é isso galera, ainda hoje volto para completar este ciclo de postagens!
  20. Problemas técnicos no fórum

    Olá Vitor, vou te responder no seu email cadastrado aqui no fórum. Att, Igor
  21. Salve, vou postar sim. Está é faltando tempo pra escrever os textos com calma. Este final de semana termino de escrever os textos e posto tudo de uma vez, pode ser? Me desculpem pela demora pessoal. Igor
  22. Salve Tarcísio, sobrou café verde sim, logo logo daremos um destino para eles. Voltaremos aqui para avisar todo mundo! Grande abraço, Igor
  23. [COMPRO] Moedor Rancilio Md40/Rocky ou similar

    OLX tem uns md40 com mós novas por 900 reais: http://sp.olx.com.br/sao-paulo-e-regiao/agro-e-industria/equipamentos-profissionais/moedor-de-cafe-416874033?xtmc=rancilio&xtnp=1&xtcr=6
  24. Salve Marco, vamos lá, vou passar minhas impressões sobre as torras. Nas três primeira me parece que ficou bem limitado, pois mesmo com a potência em 100% a ROR foi bastante decrescente. Você poderia aumentar a temperatura de entrada ou reduzir a carga, isso te daria mais controle durante a torra te daria mais espaço para manobras. A primeira é a que parece ter ficado mais ajeitada. Já sua última torra me parece bem legal, o que achou dela? Deu um café interessante? Minha sugestão é que tente operar com o torrador como fez na última torra. Você diminuindo a carga e entrando com temperaturas mais altas vai ter mais opções para trabalhar o café durante as torras. Da forma como fez com as três primeiras me parece que está bem limitado. E sobre as temperaturas, liga pra tentar equiparar com as nossas daqui não. Tem que ser um registro seu e somente seu. Att, Igor
  25. Dando continuidade 2 e 3 - Cafés da Rosângela - CD e NATURAL: Curiosidades e peculiaridades do grão: Vamos comentar sobre esses dois juntos e só separar na hora que for falar torra. Bem, esses são os dois cafés da Rosângela e, como já devem ter observado, eles são lotes distintos do mesmo café. Isso é possível mudando a forma de beneficiamento. Os cafés foram catados em um mesmo período, do mesmo talhão e só foram separados na hora de direcionar para o terreiro. O resultado na xícara é completamente diferente, vamos comentar sobre isso mais adiante. Sobre as peculiaridades dos grãos, os cafés que chegaram para a gente vieram um pouco diferente das amostras que havíamos recebido. Essa diferença está relacionada, prioritariamente, com a catação do café. As amostras que vieram para gente tinha poucos defeitos, enquanto o café que chegou apresenta uma catação mais pobre e uma peneira menos uniforme. Ambos os cafés apresentam alguns defeitos, mas o caso mais crítico é do NATURAL, que apresenta bastante café verde (café que não chegou a amadurecer) e alguns verde cana (grãos que começaram a amadurecer, mas não chegaram no estágio ideal). Há duas estratégias que vocês podem utilizar em casa para que o café fique próximo das amostras que provaram, uma catação pré torra e/ou uma catação pós torra. A catação pós torra é mais fácil de ser realizada, pois o grão verde depois torrado fica com uma coloração mais pálida que o restante do café (geralmente denominado de Quaker). Caso não saiba reconhecer esses grãos sugerimos que realize uma busca aqui no fórum ou no google mesmo, já tem bastante conteúdo sobre isso na rede. Bem, pra finalizar vale ressaltar que esses foram os primeiros cafés especiais que a Rosângela comercializou que não fosse para corretoras de café. Já passamos um feedback para ela sobre os cafés e esperamos ajustar isso caso seja do nosso interesse negociar com ela novamente. Modelando um perfil de torra: Vamos começar falando do Cereja Descascado (CD). Após uma torra de prova e avaliar o potencial do café, decidimos que gostaríamos de destacar a doçura de rapadura e a acidez cítrica desse café na torra. Para destacar essas características escolhemos, novamente, uma abordagem mais clássica para um café coado: secagem mais curta (ROR alto no início), tempo maior na fase intermediaria (ROR decrescente) e tempo após o crack mais curto (1'30"), finalizando a torra perto de 11min. A temperatura final que escolhemos para esse café foi de 206ºC. Para realizar essa curva que planejamos fizemos o seguinte, entramos com o torrador quente (190ºC), com a rotação alta (70rpm) e com a chama no máximo desde ponto de virada. Mantivemos a chama alta até perto do fim da fase de secagem. A partir da secagem começamos a baixar a chama, baixar a rotação e aumentar o fluxo de ar. O café entrou no crack com a ROR quase em 11ºC/min. Catamos esse café no resfriador e não blendamos os batches, eles foram imediatamente embalados após sair do resfriador. Para ver o log, link aqui. Passamos para o Natural agora. Nesse café nosso desejo era destacar bastante sua característica frutada. Para tanto, escolhemos uma abordagem onde o RoR fosse bastante decrescente. Com isso esperávamos também apagar um pouco dos defeitos que aparecem na xícara devido aos grãos verde e verde-cana. Para conseguir realizar essa torra entramos com o torrador ainda mais quente que fizemos com o seu irmão CD, usamos a mesma estratégia no início, mas após a secagem retiramos mais carga térmica para que a torra não ficasse curta demais. No fim a torra ficou com aprox. 11min e finalizou em uma temperatura entre 204 e 205ºC com um tempo após o crack de 1'45". Catamos bem o café no resfriador, mas ainda assim passaram alguns verdes. Foram 6 batches desse café e alguns dos batches a gente blendou. Para visualizar o log completo, link aqui. Pra finalizar, vou postar uma imagem com as torras desses cafés juntas para vejam as diferenças. A curva de azul é a do NATURAL e a de vermelho é a do CD. Observem que elas finalizaram com o tempo muito próximo, mas em temperaturas completamente diferentes. Além disso, vejam também que a curva de azul passou muito mais tempo em uma temperatura mais alta que a curva de vermelho. Isso muda completamente o sensorial do café. Por enquanto é isso aí galera e foi mal pela demora para postar.
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