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  1. Em 2014, o Guilherme Torres - mais conhecido aqui como Guilherme TorrAs - teve a brilhante ideia de transformar uma fritadeira sem óleo elétrica em torrador de café. Algumas pessoas do fórum adquiriram o torrador já modificado - batizado pelo Guilherme de “GTCR-F1” - , e o sergio.m acabou criando um tópico para os donos do forno conversarem sobre ele. Só que o Guilherme acabou mergulhando de cabeça no aprimoramento dos torradores, culminando no desenho e fabricação de um torrador por completo, o “STC 2.0”, que é um torrador de prova em um patamar totalmente diferente do que temos com a Kitchen Art. No começo desse mês, o beto-o (Café dos Brothers) descobriu uma oferta iiiiimpeeeerdííível da fritadeira no Mercado Livre, pela loja oficial da Philco e publicou na nossa seção do “Buscafé”. Na versão 220V, ela está sendo vendida por R$50! Muita gente aproveitou e garantiu a sua, mesmo sem ter muita certeza de como modificá-la! Por isso, o Rodolfo e eu resolvemos, em conjunto, coletarmos as dicas do tópico original e sintetizarmos aqui, a fim de dar um novo fôlego àqueles que desejam entrar nessa brincadeira e facilitar a vida na hora de colocar a mão na massa! Apesar de resumirmos ao máximo, o tópico original já tem 20 páginas, então não tinha como esse texto ficar muito curto. Se quiser saber dos detalhes e da evolução do projeto, sugerimos a leitura do tópico do “GTCR-F1”. A fritadeira em si é péssima para o que se propõe. Provavelmente, por isso, para nossa sorte, a Philco está liquidando o estoque. E sorte a deles que tem esse bando de doido comprando o produto com outra finalidade e que não vai ficar reclamando depois! O equipamento original também é ruim para torrar café. Mas com pequenas modificações é possível transformá-lo em um torrador razoável! O custo das modificações variam de R$60 a R$200. Limitações Por se tratar de uma baita gambiarra, o forno tem suas limitações. A quantidade sugerida de grãos verdes por lote é de 150g-250g. Realizar torras seguidas é um problema, porque gera um sobreaquecimento que pode derreter peças plásticas. Ou se utiliza uma ventoinha para aumentar a capacidade de resfriamento, ou então basta dar um intervalo entre uma torra e outra para que o equipamento se resfrie. Ainda assim, problemas acontecem. Em tempo, esse tópico é apenas um relato a respeito das alterações que as pessoas fizeram. ATENÇÃO: Se você vai fazer esses ajustes, os faça por sua conta e risco. Eletricidade pode ser perigosa e pode matar. Tipos de modificações Existem basicamente 3 possibilidades de modificações: Analógico: usando dimmer para controle de potência e termômetro de espeto para ler a temperatura. Tudo 100% manual. Semi-digital: usando o dimmer para controle de potência e, ao invés do termômetro, utilizar o Arduino com termopar para leitura de temperatura, possibilitando traçar o perfil em tempo real no RoastLogger. Digital: sem dimmer e com todo o gerenciamento de temperatura pelo Arduino e RoastLogger, com controle de potência via SSR e leitura por termopar. Ajustes estruturais Pela experiência da maioria, a modificação mais básica e crucial é a de incluir aletas no tambor, para que o café seja revirado dentro do forno. À propósito, vamos passar a chamá-lo de forno, já que não esperamos que o café seja frito dentro dele! Voltando ao assunto, outra modificação essencial é bloquear a resistência superior com uma chapa metálica (escudo), para que a proximidade com os grãos não acabe por chamuscá-los. A primeira modificação se dá porque o giro do tambor é muito lento e a segunda porque o sentido do giro faz com que os grãos se aproximem demais da fonte de calor. Há quem tenha mexido/trocado o motor para aumentar a velocidade e inverter o giro, porém é mais complexo de fazer, já que é preciso bolar uma solução para que a engrenagem do tambor não fique pulando e girando em falso. Para as aletas e para o escudo, será preciso uma chapa metálica. Alguns usaram chapa de calha, outros chapas de alumínio. Só não funciona a chapa de latinha de alumínio, por ser muito fina. Para cortar, se não tiver tesoura própria, a dica é usar tesoura de cozinha, mas corre-se o risco de estragá-la. Além disso, mais algumas modificações são indispensáveis, mas agora há que se decidir entre uma opção ou outra, de acordo com as possibilidades e expectativas de cada um. Controle do aquecimento O controle do aquecimento pode ser analógico, através de um dimmer, ou eletrônico, através de um SSR+Arduino. Em ambos os casos, o operador deve indicar manualmente a potência utilizada pelas resistências no momento. A diferença é que de modo eletrônico, é possível registrar automaticamente os parâmetros de potência utilizados ao longo da torra, e também possibilita o controle de forma automática da potência para atingir uma temperatura alvo, através da utilização de um controle PID pelo computador. É preciso fazer duas pequenas modificações para implantar o controle do aquecimento. Deve-se retirar o botão lateral com o timer (ainda que seja possível mantê-lo, não faz muito sentido usar esse timer com o torrador). E deve-se retirar/descartar o termostato original. Leitura da temperatura Há duas maneiras de fazer a leitura da temperatura durante a torra. A mais fácil é simplesmente colocar um termômetro espeto. O outro jeito, é através da leitura eletrônica por um termopar+Arduino. Mais uma vez, o modo eletrônico tem a vantagem de possibilitar as leituras diretamente no computador ao longo da torra e servir de subsídio para o controle PID funcionar. Parte eletrônica Quem optar por alguma alternativa eletrônica, a saída é utilizar um Arduino para servir de interface entre os sensores de temperatura, o SSR e o computador. Apesar de parecer um bicho de sete cabeças, a montagem da parte eletrônica não é tão difícil, já que há bastante material disponível sobre o assunto na internet. Só exige mais tempo, paciência e um gasto um pouco maior. RoastLogger Para utilização com o computador, o software mais utilizado é o RoastLogger. Com ele, é possível registrar os parâmetros utilizados durante a torra, permitindo manter um histórico do perfil de torra e possibilitando reproduzir esse perfil depois. O software também conta com um controle PID próprio. No caso da torra controla pelo PID, a experiência do pessoal do fórum é que a fase até o primeiro crack pode ser feita utilizando o PID, porém depois disso, o pessoal acha melhor controlar manualmente. No RoastLogger, o operador pode optar por deixar a torra em automático ou assumir o controle manual. Para isso, basta utilizar a barra deslizante que regula a potência de aquecimento. Custos O mais barato é manter o torrador todo analógico. O custo seria do dimmer (~R$40) e do termômetro espeto (~R$18). Na solução eletrônica, o custo seria o Arduino (~R$30 o Nano), SSR (~R$30), termopar (~R$15), interface de leitura do termopar - MAX6675 (~R$25). Ou seja, ~R$58 o analógico e ~R$100 o eletrônico. Soma-se a isso, o frete de cada compra.
  2. [MOD] Brasilia Lady

    Ola pessoal, venho aqui mostrar um trabalho de personalização que fiz para o colega Rogério aqui do forum, fiz umas adaptações para colocar uma grande opv, instalei um pid e embuti na maquina, fiz uma modificação no dosador de café e acho que ficou estéticamente agradável, espero que gostem. https://flic.kr/p/2bDuheJ https://flic.kr/s/aHsmrbQsHK aqui o album completo https://flic.kr/s/aHsmrbQsHK
  3. Já viram isso aqui? Um cara sugere usar abraçadeiras de nylon no hario para estabilizar o eixo. Que acham? Aproveitando, vi um pessoal falando que era melhor arrumar uma parafasudeira pro Hario do que comprar um moedor barato tipo o Cuisinart DBM-8, é sério isso? Se eu quiser um upgrade, melhor partir logo prum baratza encore?
  4. https://www.kickstarter.com/projects/313448170/mecoffee-pid-espresso-controller?ref=nav_search A idéia é boa, mas parece que não está entusiasmando ninguém a aderir. Talvez o preço...
  5. Amigos, Fuçando no coffeegeek, descobri que uma regulagem do Hario Mini muito usada para coado é de 8 a 9 clicks a partir do ponto zero (onde as mós se tocam). Entretanto, por experiência pessoal, toda vez que usei mais de 5 clicks percebi que a consistência da moagem cai muito. Pois bem, um maluco (no bom sentido) do coffeegeek percebeu, ao desmontar seu Hario Mini para limpeza, que entre os dois rolamentos e o eixo do moinho tem uma certa folga, e que durante a moagem o eixo "joga" um pouco, o que causa a inconsistência. Daí ele teve a idéia de engrossar o eixo nos pontos de contato com o rolamento com fita adesiva. Ao achar a quantidade certa de voltas de fita, ele percebeu que o moinho praticamente não joga, e que a consistência da moagem sobe absurdamente. Pra se ter uma idéia, com o mod o número de clicks para coado subiu de 8 pra 11, e a consistência aumentou absurdamente na análise visual com magnificação. A vantagem de se fazer o mod com fita adesiva é que ele é reversível se algo não funcionar corretamente. A desvantagem é que ela vai gastar, tendo de ser substituída. Mas há quem enlace e cole um pedaço de plástico pra engrossar o eino nos pontos corretos (coisa de 0.7 mm pelo que li), fazendo uma alteração definitiva. Pra espresso parece que também há ganhos, havendo superextração numa CC1 com 5 clicks. Os links pros originais: http://coffeegeek.co...s/530253#530253 http://www.roaste.co...o-Mini-Mill-Mod
  6. Mod tornando o Nemox Lux 150 Stepless

    De todas as possiveis mods que podem ser feitas no Nemox Lux 150 , no meu modo de ver , tornar ele stepless seria a mais importante , retenção , barrinhas , nada disso afeta a qualidade da moagem , mas , poder fazer uma micro ajustagem faz. Os orificios de encaixa da trava tem uma distancia tal que produzem saltos na qualidade da moagem. Importei de um site alemão o kit stepless (parafuso sem fim e botão) para o modelo de moedor Iberital que é identico ao Nemox no mecanismo : A primeira coisa a fazer é tirar o hopper : O disco graduado : Com uma chave Allen suba o parafuso limitador : Desenrosque a parte superior e retire o pino de travamento : Insira a rosca de novo e retire os dois parafusos de tras do nemox , eles não servem , são curtos demais para prender o novo suporte : Arranje outros dois similares e maiores : Aparafuse o novo conjunto : Encaixe e aparafuse o hopper e ele estará pronto : Agora sim o Nemox , passa a ter precisão e facilidade de regulagem Abs. C. Eduardo
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