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Pedimos desculpas pelo transtorno.

Equipe CdC

José Cal Neto

Air Fryer Philco - GTCR-F1

720 posts in this topic

Como seremos em breve três os pilotos desse torrador do Guilherme, resolvi abrir logo o tópico. Assim já posso contar minhas desventuras.

Fiz agora minha terceira torra do Caconde, seguindo a sugestão de um perfil do criador em pessoa, Mr. GT.
Usando o roastlogger, vi a temperatura a cada minuto e criei uma tabela de setpoints com esses dados. Aqueci o forno e... Na hora de botar os grãos, me atrapalhei e deixei vários cair no chão. Varri tudo depois e descontei do peso crú. Aí exqueci de por o tambormpra girar, o que fez alguns grãos estalarem em um minuto. Depois disso a torra foi normal. Como o 1C não foi no mesmo tempo do log, a temperatura começou a baixar, já que essa era a instrução. Desliguei o piloto automático e levei na mão ao 1C. Terminei 1:50 pós crack e deu 14% de perda.
Vou tomar amanhã no café da manhã e seja o que deus quiser.

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Essa torra nova ficou boa.

Em vez de um gosto meio sem graça, se nota uma leve acidez. O curioso é que na pipoqueira, a torra ficava super doce, com um gosto de caramelo. Queria ver se conseguia um resultado assim também.

O porém é que daqui a pouco acaba o caconde...

Vou ver o que o Alexandre tem em estoque pra oferecer.

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Que bom. Fico feliz que tenha acertado o perfil. Agora é só fazer uns ajustes finos.

Hoje fiz duas torras do unique descafeinado.

A primeira, comecei com o torrador um pouco mais quente e, como o crack aconteceu a uma temperatura relativamente baixa para os parâmetros do GTTC1, deixei rolar pelo tempo que costumo desenvolver esse café - 3 a 4 min. Ledo engano que cometi. O café passou do ponto, chegando a adentrar o segundo crack.

Como se trata de um café bem mais denso (talvez pelo processo do blue montain), ele não ficou com gosto de queimado, mas passou do ponto para meu gosto.

Trouxe aqui para o trampo para fazer no coador.

Vou dar para o rapaz da cozinha para substituir o café que eles usam por aqui.

Vai ser só alegria da galera por um pequeno tempo.

O outro, comecei com o torrador uns 60 graus mais frio. As curvas foram paralelas, com uns 30 graus a menos na segunda.

A segunda ficou perfeita, tirou tudo o que podia do café.

 

A torra como ela é.

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Vou acompanhar esse tópico com cuidado.

Pode ser que eu seja um futuro do de GTXYZ.

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Hoje resolvi tentar colocar uma sonda nos grãos. Eu tenho um multímetro que veio com um termopar desses feijão com arroz.

Funcionou melhor que eu imaginava. Por via das dúvidas, não quis botar o tambor pra girar na velocidade máxima, mas acho que teria dado certo também.

O cabo ficava em contato com os grãos, mesmo tendo usado uma massa menor dessa vez: 150 g vs 200 g das vezes anteriores.

Fiz isso pra ver se conseguia um resultado mais parecido com o da pioqueira.

Eu andei lendo pra ver o que poderia estar por trás do que eu estou interpretando como falta de gosto e aroma. Vi que se retirar calor em algum momento, isso pode acontecer.

Enfim, pré-aqueci o forno até 175 e pus o pid pra manter 170 por um tempo, na esperança de em 4 minutos os grãos chegassem a 150.

Segundo a sonda dos grãos, até dei sorte e em 4 minutos tava em 150, apesar de o pid estar fazendo rampa de 170 a 210 nos 2 minutos finais.

 

A tabela, que eu interrompi no 1C, foi assim:

 

120|170|null 120|170|210 240|210|235 300|220|null

 

E o gráfico esse:

 

UO220614.png

 

Medi agora a perda. Ficou alta, como já imaginava ao ver um pouco de óleo brotando: 16,7%.

 

Vivendo e aprendendo.

A torra como ela é.

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Cal, o tambor desse torrador não é fechado, tipo do behmor? Como fez para colocar o fio lá nos grãos e depois ele continuar girando? Ou o Guilherme entregou com um furo no eixo?

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Acho que o do Behmor é diferente. O tambor do GTCR-F1 é um cilindro sem abertura na superfície lateral (não tem portinhola). Os grãos entram por uma das tampas do cilindro, que é aberta. Ele gira suportado por uma armação fixa, presa na alça do Philco Air Fry. A única adaptação que o Guilherme fez aqui foi soldar uma chapa no buraco, acho que pra nenhum grão sair durante a torra. Essa placa foi soldada na armação fixa de forma que tapa um pouco mais da metade do buraco. É justamente por esse buraco que eu pus a sonda.

Agora, que eu tô tomando uma surra ao mudar da pipoqueira pra um torrador de tambor, tô.

Da próxima vez eu vou ver se acho uma webcam que tenho e vejo se dá pra incorporar via OCR a BT no log.

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Entendi, bacana poder ter a BT.

 

Pipoqueira tem limitações mas é uma ótima escola. É "down to the metal" =)

 

Mas logo vc pegará o jeito do gt.

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O novo torrador é mais conveniente, claramente. Não tenho que ficar mexendo com a colher e ainda posso usar o pid pra parte inicial, mas tô achando bem mais difícil.

O termômetro infravermelho com a pop fun dava uma boa aproximação para a BT e as dicas visuais também ajudavam. Acho que a resposta também era mais rápida com o dimmer do que uma resistência de forno. Imagino que isso seja assim no Behmor também e outros elétricos.

Acho que pra funcionar melhor eu tenho que aquecer o forno com a resistência a uns 80% e ver se chega na temperatura que quero pro início (170-200). Aí acho que dá pro pid funcionar melhor também, sem oscilar muito.

Como você tem torrado no behmor? Você usa o roastlogger também?

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O software é um que fiz mas tem o funcionamento similar ao roastlogger.

 

Estou torrando de forma parecida a vc e torres. PID até o 1C e depois regulo a potência na mão. Tipo derrubo para 30-50% e deixo um certo tempo até o resfriamento.

 

Mas um sensor nos grãos seria legal para sentir se a queda de potência não foi demais.

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Ótimo tópico, Cal. Alem de me assustar, tem informações muito interessantes. Algumas duvidas de uma pessoa completamente verde no assunto:

 

Vc suspeita diferenças grandes entre a temperatura do grão e a do sensor e/ou variações nesse offset, e que isso influencia na qualidade da torra do F1?

 

Porque vc acha que as oscilações do PID seriam menores com o F1 preaquecido? Não seria o contrario, porque a torra começa com uma grande diferença na temperatura entre grão e torrador? Ou é porque a rampa inicial é mais complicado para o PID como em maquinas de espresso?

 

Qual é a razão para controlar a fase final manualmente? O PID não tem precisão suficiente para isso?

 

Abraços

Burny

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Oi, Burny,

eu queria uma fase inicial onde os grãos em uns 4 minutos chegassem a 150º. Por isso aqueci a uma temperatura um pouco acima (170º). Deixei o pid fixo nela por dois minutos e depois coloquei pra subir até 210 nos dois minutos restantes. Dei sorte e a temperatura nos grãos chegou a 150 nesse tempo. A diferença é grande no início entre ET e BT, mas vai diminuindo, já que a taxa de transferência de calor depende justamente da diferença entre temperaturas.

O que queria é fazer plateuas e subidas graduais, evitando ao máximo oscilações devidas ao pid.

O que ainda não consigo explicar é porque estou achando todas as torras sem aroma. Estou até pensando em torrar um pouco hoje na pipoqueira pra comparar e ver se não sou eu que estou com problemas gustativos. As torras também saem mais escuras que na pop fun, mesmo com a mesma perda.

O curioso é que o tempo até o 1C é bem próximo nos dois métodos e o tempo que deixo desenvolver também. Nunca esperei uma diferença tão dramática.

 

Alguém mais que mudou da pipoqueira pra um behmor ou outro de tambor passou por experiência parecida?

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Na Pipoqueira, as torras ficam mais brilhantes do que nos torradores a tambor. Acho que o segredo é acertar nas faixas de temperatura. Mais quente no inicio para carregar calor para os grãos e menos quente no final, para que o café não queime por fora.

 

Posso aumentar a velocidade do fluxo de ar adicionando mais uma ventoinha e direcionado o ar dela somente para a saída de calor. Em tese, é possível (tem que ver se há espaço). Com isso, se aproximaria mais de um torrador de leito fluido.

 

Vou tentar na do Burny.

 

A propósito, o tambor já está com a tela extra Burny. Devo fazer a solda da chapa retentora de grãos essa semana. Ainda aguardando o motor.

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Opa, em breve serei mais um no clube dos GTCR, mas ainda estou na dúvida entre o F1 e o X1.

 

Cal e Burny, o que fizeram vocês escolherem o F1? A visibilidade e um grande complicador na hora de torrar no F1? Já conversei bastante com o Guilherme, mas queria algumas opiniões de proprietários. Eta dúvida cruel... 

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Cal,

Porque não tenta uma torra escandinava?

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Igor,

acho que em todos esses de tambor, incluindo Behmor, a visibilidade deixa a desejar. Por outro lado, nos profissionais, só com provador mesmo pra ver.

Eu escolhi o F1 por ser bem mais compacto (não tenho espaço nenhum aqui em casa). Também achei o fato do tambor sair fácil bem prático. Acho que nos modelos com forno é mais complicado, já que imagino que você tenha que usar uma luva de padeiro da vida pra puxar.

Só não sei é se algum desses maiores têm duas resistências, o que talvez ajude pra controlar a temperatura.

Você agora já sabe também que é fácil colocar uma sonda nos grãos com o F1, enquanto que nos outros parece ser mais complicado.

 

Guilherme,

achei que aquela do Caconde infravermelho sua era praticamente uma escandinava, não?

Eu tenho resfriado os grãos no freezer agora de um modo geral.

 

O que está incomodando é o aroma quase inexistente. Vou fazer um expresso com o Unique Orgânico que deu 15 % de perda (não foi a de ontem, acho que de anteontem)...

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Sim, a do caconde foi uma escandinava.

Acho que o descanso maior beneficia o caconde.

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Guilherme, aceito qualquer upgrade sem resmungar. Se p.ex. quer instalar mais um sensor no grão ... Rsrs

 

Igor, ainda não tenho experiencia com torra domestica, para mim o F1 vai ser a entrada nesse novo mundo e para isso o F1 parece ideal. Inicialmente queria comprar um Gene, mas gostei da dedicação e do entusiasmo do GT (e do preço mais acessível). Se eu percebo que gosto da torra domestica e tenho um minimo de talento para isso, vai rolar um GTTC-X1 em alguns anos.

 

Abçs

Burny

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Burny.. Um dos motivos de ter perdido o interesse pelo Gene, é o fato de não poder setar curvas e afins... O controle dos GT é muito melhor!

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Sem duvida!

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Opa companheiros, decidi que vou de F1 também! Acredito que será mais fácil para compartilharmos informações se tivermos o mesmo torrador. Obrigado pelos comentários e em breve estarei contribuindo por aqui também. Resta saber o que fazer da pipoqueira que já encomendei... acho que vou usá-la só para fazer pipoca mesmo! Rs rs rs

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Acho que enquanto você espera o F1, pode utilizar a pipoqueira para torrar...

 

Já vai aproveitando e aprendendo sobre torra... :)

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Miyamoto não é bem assim: as mesmas modificações que são realizadas nos fornos, para construção dos GTs, podem ser feitas no Gene; com de exceção da colocar a sonda para grãos, que ainda não foi bem resolvida.

É claro que no GT tudo isto já vem incorporado e funcionando.

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Bernardo.. Mas então não entendi porque pagar muito mais em um Gene sendo que ainda precisaria de adaptações...  -_-

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Pelo mesmo motivo pelo que utilizamos diferentes marcas de maquinas, de moedores, de filtros, lemos livros diferentes, assistimos filmes diferentes, temos opiniões políticas diferentes, etc.

 

Em fim porque temos gostos diversos, necessidades diferentes, valores próprios, formas de avaliar pessoais e percepções particulares:

Porque somos diferentes !

 

Eu comprei o Gene num momento, onde a escolha era o Behmor, o Hottop, Quest ou pipoqueira ... e optei pelo Gene, pela qualidade, relação custo/ benefício e porque na Alemanha estava disponível de imediato.

 

Mas posso dizer que foi uma boa escolha, é uma boa maquina, gosto muito do perfil "híbrido" do Gene, e ainda me permite um "manejo" manual instantâneo através de dois reostatos, um para tempo outro de temperatura, que me permitem um controle muito bom da torra.

 

Como as condições do grão mudam, bem como as ambientais e da própria maquina (que fica um pouco mais fria ou mais quente) acho que é fundamental poder realizar um ajuste manual durante a torra, em função do desenvolvimento da mesma.

 

Por estes motivos é que acho muito difícil chegar a realizar torras totalmente automatizadas, acho que poucos torradores artesanais realmente fazem, exatamente para poder controlar melhor a torra através dos sentidos.

 

No entanto, poder registrar as torras, medindo as temperaturas, fases, tempos, etc. O que é fundamental para poder desenvolver os perfis para cada grão, e ainda analisar as curvas das torras, e ter esses registros gravados automaticamente, como fazem as maquinas de Guilherme são uma mão na roda !!

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Resolvi comparar a pop fun com o GTCR-F1.

Torrei 117,1 g de Unique Orgânico nos dois. Primeiro na pipoqueira e depois, tentando imitar o log no F1. A sonda nos grãos não funcionou direito porque o contato com o multímetro não estava bom (devia ter testado na mão antes). 

As temperaturas não ficaram assim tão distantes uma da outra, como mostra a figura abaixo (a torra que acaba antes, em 10:24, é a da pipoqueira):

 

UOpopfunvsgtcr.png

 

A perda na pop fun foi 14,8% e no f1 15,5%. Comendo os grãos, o do F1 dá um gosto amargo de cara, enquanto que o da pipoqueira não. Até agora, a impressão que tenho é que por dentro o grão está mais escuro do que por fora no F1 também.

 

A torra no F1 fiz toda na mão dessa vez, pra evitar oscilações.

 

Vou ver amanhã se provo os dois lado a lado.

 

Criei um tópico no homeroasters perguntando se alguém fez a mudança de leito fluido para tambor e se lembra de adaptações que tiveram que fazer.

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É que estou com preguiça de procurar  ...  :D mas já tivemos essa discussão antes. É praticamente impossível medir a temperatura pura da massa de grãos, sem nenhuma influência do equipamento. Por isso dois perfis de temperatura idênticos mas medidos em equipamentos diferentes dão torras diferentes.

Torrador novo, perfis novos. Não tem jeito

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que o resulado é diferente eu sabia. Eu esperava é que a temperatura medida pelo termopar do F1, rente ao chão da câmara fosse razoavelmente mais alta do que a medida pela pistola de infravermelho. Pelo visto não é, porque as torras com perfil parecido estão bem mais avançadas nele do que na pipoqueira.

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O melhor é esquecer a pipoqueira. Fica o aprendizado sobre o comportamento dos grãos submetidos ao calor, mas agora é aprender o torrador novo.

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Concordo com o Rodrigóquis...

 

Equipamento muito diferente.. Acredito que os perfis sejam bem diferentes.. Talvez até pela questão de fluxo de ar...

 

Precisa entender que o que aprendeu na pipoqueira foi o comportamento do grão durante a torra e esquecer a parte de operação ao invés de tentar aplicá-la ao novo torrador..

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