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Fernando - 1268 Café

E quando o negócio é café? Ou melhor, cafeteria?

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Olá a todos

 

Procurei no fórum mas não achei algo sobre o tema, então se houver, já peço desculpas

 

Entrei a mais de um ano aqui no Clube do Café pois já estava no planejamento do Café da Walter, e o fórum me foi muito útil pra entender o produto que iria vender, e é útil até hoje. Vejo que vez ou outra entra um perdido que quer abrir cafeteria, mas sobrevivem pouco tempo aqui, depois desaparecem, heheh

 

Bom, pensei esse tópico pra discutirmos um pouco sobre café enquanto um negócio, no caso aqui como cafeteria. Vejo que tem profissionais, mas que são mais voltados pra torra. Pode até ser distração minha, mas vejo pouca gente aqui que leva o café como negócio, profissão e etc.Muita gente leva a sério, bem a sério, bem mais do que muitos profissionais que conheci na vida. 

 

Bom, não que esse seja um tópico pros profissionais oficiais do café aqui no fórum, mas um ponto onde consigamos, donos de café, clientes, entusiastas, curiosos e afins possam chegar e trocar

 

Chega de lenga-lenga e vou dar o start no negócio (com mais lenga lenga).

 

A abertura do Café da Walter foi uma loucura, além de um negócio completamente atípico, o que trazia poucas referências de negócios semelhantes na área, por ser uma parceria público-privada, o que dava uma série de vantagens e limitações pra nós. Primeiro negócio oficial de ambos, muitos desejos, pouco dinheiro, idéias únicas e quase de vanguarda, um planejamento até que bem feito e tudo pra dar errado, mas não deu, aliás, muita coisa tem dado errado, mas tá dando certo dando errado, hehe.

 

Negócio em pé e crescendo, mas saio da sociedade em breve por desejo próprio e a sócia continua. Saímos sem brigas, e eu provavelmente, ou melhor, talvez, dê continuidade a algumas coisas na área, e talvez abra um espaço em SP.

 

Muita insegurança de um lado, incerteza do outro, mas um desejo e um gosto pela coisa, e lanço umas perguntas pro fórum pra ver se me ajuda a clarear e criar questões....

 

Quais as expectativas que vocês têm de uma cafeteria?

 

O que motiva a ir numa cafeteria e o que não motiva?

 

Pra quem tá de fora, acha (achismo mesmo) que uma cafeteria dá um retorno bom? (Quando digo retorno, não digo só financeiro, mas também em qualidade de vida, realização pessoal e etc)

 

 

Bom, é isso :). Fui meio confuso mas só fiz abrir um pouco as dúvidas e curiosidades que me vem, e que acho que podem ser impressões, dúvidas e curiosidades de muita gente

 

Faz um duplo e vem filosofar aqui, heheheh


 

 

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Gilberto    5,410

Walter, boa sorte em sua nova fase.

 

Então, como já disse algumas vezes aqui próximo a minha casa abriu uma cafeteria 3ª onda, usa café da Coffee Lab e seguiu um cardápio parecido, com poucas opções de salgados, mas tem uma infinidade de opções de doces, parece que esta indo bem, mas ve-se que é limitadíssima com movimento um pouco maior em alguns poucos horários específicos, o proprietário conseguiu montar um quadro de funcionários que são os mesmos desde a inauguração ( isto é um milagre), e me parece conseguir viver tranquilo, não a redito que ficara rico com o negócio mas imagino que consiga ter uma boa renda em um negócio relativamente tranquilo, enfim me parece um suscesso.

 

Como citei ontem na padaria que fui, que fica próximo a grandes edifícios comerciais e estava lotada de pessoas tomando café, uma cafeteria neste estilo talvez não funcionasse, teria que ser um misto de café do ponto, casa do pão de queijo, no quesito produtos oferecidos e velocidade no atendimento, para atender este público apressado deste horário, já para os outros horários e fim de semana já seria necessário uma cafeteria mais na linha acima, álias o melhor dos mundos é aquele negócio que funciona em todos os horários e dias.

 

Walter, o que você pode fazer para entender melhor o mercado ? Pega um Estadão e veja as cafeterias a venda, visite quantas for possível e tire suas conclusões, veja alguns sites de vendas de empresas. Interessante perceber que talvez a cafeteria próximo a minha casa consiga ter lucro com um faturamento de R$ 30.000,00 (chutei) e uma na Paulista com o mesmo faturamento não consiga ter lucro em função da margem, aluguel, ....

 

Mas uma coisa é certo, vale a pena perder um bom tempo no planejamento e entendimento do negócio, como por exemplo , por que fechou a Sofa Café da Al Franca, talvez a região queira uma linha mais sofisticada ? Coisas para se pensar.

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Seu Zé    166

Acompanhando com muito interesse.

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Fim de semana passado fui ao Shopping Morumbi. A variedade de lojas e produtos e a disposição física me agrada bastante. Frequento ocasionalmente há mais de 25 anos. Nesta última visita tomei um café expresso de um quiosque com equipamento Astoria. Eu ainda sou novato por aqui mas o que aprendi e pratiquei em casa foi o suficiente para detectar visualmente e no paladar o serviço ruim elaborado pelas duas pobres moças atendentes. O café saiu como uma cachoeira da máquina e mesmo assim era amargo com gosto de queimado.  :wacko:  :blink:

Uma delas insistiu bastante para que eu consumisse um bombocado; a mais falante. Desanimador…  <_<

Não preciso me estender… já li no fórum vários depoimentos e fiquei surpreso com a quantidade de serviços ruins que existem por todo canto no Brasil e no mundo. O que acontece?

 

É ganância dos proprietários que não treinam os funcionários para não pagar melhores salários, uma vez que seriam baristas e não meros atendentes?

Não se encontra mão de obra boa em resposta a grande demanda?

É difícil obter e manter fornecedores de bons cafés?

É difícil obter boas torras que sejam RECENTES? É inviável em um comércio?

O "ponto" no Br é caro e encarece e dificulta manobras mais ousadas do comerciante?

Falta ousadia e/ou criatividade?

O empresário/comerciante na maioria dos casos não leva a sério o negócio ou tem braço curto?

A margem precisa ser "gorda" pois é impossível concorrer com o mercado especulativo financeiro? Por isso cafeterias boas são caras?

E por fim, o brasileiro de modo geral nem sabe que existe bons cafés. Então, pra que complicar?

 

Aproveito para parabenizar vc. Fernando pois a Café da Walter, funcionando desde 2014, confere? Está no Guia de Cafeterias do Brasil 2015. Comprei recentemente o guia e fiquei feliz de encontrar um membro participante do clube. Novamente parabéns!

 

Para quem interessar, existe um site da editora com acesso a conteúdos do guia: http://www.cafeeditora.com.br/?p=2582

 

Só pra provocar… não há nenhuma cafeteria do ABC Paulista no guia. Novidade…  :P

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sergio.m    2,350

Culpa é do cliente que aceita e paga...

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Walter, boa sorte em sua nova fase.

 

Então, como já disse algumas vezes aqui próximo a minha casa abriu uma cafeteria 3ª onda, usa café da Coffee Lab e seguiu um cardápio parecido, com poucas opções de salgados, mas tem uma infinidade de opções de doces, parece que esta indo bem, mas ve-se que é limitadíssima com movimento um pouco maior em alguns poucos horários específicos, o proprietário conseguiu montar um quadro de funcionários que são os mesmos desde a inauguração ( isto é um milagre), e me parece conseguir viver tranquilo, não a redito que ficara rico com o negócio mas imagino que consiga ter uma boa renda em um negócio relativamente tranquilo, enfim me parece um suscesso.

 

Como citei ontem na padaria que fui, que fica próximo a grandes edifícios comerciais e estava lotada de pessoas tomando café, uma cafeteria neste estilo talvez não funcionasse, teria que ser um misto de café do ponto, casa do pão de queijo, no quesito produtos oferecidos e velocidade no atendimento, para atender este público apressado deste horário, já para os outros horários e fim de semana já seria necessário uma cafeteria mais na linha acima, álias o melhor dos mundos é aquele negócio que funciona em todos os horários e dias.

 

Walter, o que você pode fazer para entender melhor o mercado ? Pega um Estadão e veja as cafeterias a venda, visite quantas for possível e tire suas conclusões, veja alguns sites de vendas de empresas. Interessante perceber que talvez a cafeteria próximo a minha casa consiga ter lucro com um faturamento de R$ 30.000,00 (chutei) e uma na Paulista com o mesmo faturamento não consiga ter lucro em função da margem, aluguel, ....

 

Mas uma coisa é certo, vale a pena perder um bom tempo no planejamento e entendimento do negócio, como por exemplo , por que fechou a Sofa Café da Al Franca, talvez a região queira uma linha mais sofisticada ? Coisas para se pensar.

 

Nesse processo de saída da sociedade e de talvez abertura de uma cafeteria em SP ou de outro ponto em Salvador ou outro canto do planeta (não to no pique de abrir em SP, mas no momento é a opção mais interessante) tenho feito isso: Vendo o preços de pontos, margens de lucro pra ter uma idéia do que tenho, e do que quero implementar, e confesso que tenho ficado um tanto assustado nesse ponto, pois decidi sair da sociedade num período que estamos fazendo uma reforma administrativa no espaço, e quero sair com essa reforma pronta. O negócio tem dado pouco lucro pra nós, bem pouco mesmo, mas as margens de faturamento bruto tá batendo valores bem simpáticos. Já consegui identificar alguns "erros" no planejamento, alguns de difícil solução, outros nem tanto, e a falta de negócios de referência pra comparar dá uma piorada nisso, por isso to afim de partir pra algo mais "clássico" no sentido de planejamento e gestão.

 

O Sofá Café, como das que soube recentemente ter fechado é um dos meus nortes nisso. Fui no espaço só uma vez, e fiquei surpreso e me provocou nesse meu lado gestor (que baixa em mim quando entro em qualquer cafeteria). Achei um negócio de risco, mas interessante a uma primeira vista, mas o projeto da Sofá Café também é mais complexo, e além de envolver algumas lojas, tem um projeto social. Fico curioso pra saber qual a real motivação dela ter fechado, se era um custo alto do ponto junto a um retorno baixo, ou se ter um café móvel é mais interessante e vale o sacrifício da loja (e de fato, vi um ponto na região e o aluguel tava na casa de 9 mil reais, além de uma luva na casa de 45 mil reais, com essa grana, dá pra comprar e reformar uma kombi ou cobrir boa parte dos custos de um foodtruck e aproveitar essa moda de foodtrucks).

 

Outra que tenho acompanhado pela proximidade é a Feito a Grão. Fui algumas vezes nos últimos tempos na loja-sede deles, e me deu uma agonia.... Gosto muito da feito a grão, e eles só tem melhorado. Largaram o finado Orfeu e estão com um blend próprio, torrado por eles mesmos, tendo com mestre de torra o campeão nacional de AP da Noruega (terceira onda ao extremo) que é uma loucura de bom (Serra do Caparaó com Fazenda Ouro Verde de Piatã, que ganhou o BSCAA ano passado). Me deu uma agonia por que das vezes que fui, numa delas fiquei umas duas horas no espaço. Nesse tempo, tiveram além de mim, mais 6 clientes, tendo, pelas minhas contas, 5 funcionários na cafeteria. Se os meses de Janeiro, Fevereiro e Março pra mim foram ruins, pra eles foi um desastre completo. Sorte (ou não) é que em Salvador eles tem 14 lojas.

 

 

 

Quanto a montar um quadro de funcionários, confesso que esse ponto é um dos que menos me preocupa hoje. No Café da Walter mesmo, eu tenho problemas pra mandar os funcionários pra casa, pois eles querem ficar até depois do horário deles, porque gostam do ambiente, do cuidado, do tratamento que recebem e do público que atendem, hehe

 

Bom, vou ver se dou uma fugidinha em SP e dou uma voltinha por SSA pra ver melhor onde to querendo pisar, hehehe

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Culpa é do cliente que aceita e paga...

 

Não é não, infelizmente. Ele aceita e paga porque não conhece, e é interessante pra cafeteria de shopping que ele se mantenha na ignorância. Mas não é de todo ruim pra quem trabalha com cafés especiais. Pular da padaria pra cafeteria de shopping já é um ganho, hehe

 

 

 

 

Fim de semana passado fui ao Shopping Morumbi. A variedade de lojas e produtos e a disposição física me agrada bastante. Frequento ocasionalmente há mais de 25 anos. Nesta última visita tomei um café expresso de um quiosque com equipamento Astoria. Eu ainda sou novato por aqui mas o que aprendi e pratiquei em casa foi o suficiente para detectar visualmente e no paladar o serviço ruim elaborado pelas duas pobres moças atendentes. O café saiu como uma cachoeira da máquina e mesmo assim era amargo com gosto de queimado.  :wacko:  :blink:

Uma delas insistiu bastante para que eu consumisse um bombocado; a mais falante. Desanimador…  <_<

Não preciso me estender… já li no fórum vários depoimentos e fiquei surpreso com a quantidade de serviços ruins que existem por todo canto no Brasil e no mundo. O que acontece?

 

É ganância dos proprietários que não treinam os funcionários para não pagar melhores salários, uma vez que seriam baristas e não meros atendentes?

Não se encontra mão de obra boa em resposta a grande demanda?

É difícil obter e manter fornecedores de bons cafés?

É difícil obter boas torras que sejam RECENTES? É inviável em um comércio?

O "ponto" no Br é caro e encarece e dificulta manobras mais ousadas do comerciante?

Falta ousadia e/ou criatividade?

O empresário/comerciante na maioria dos casos não leva a sério o negócio ou tem braço curto?

A margem precisa ser "gorda" pois é impossível concorrer com o mercado especulativo financeiro? Por isso cafeterias boas são caras?

E por fim, o brasileiro de modo geral nem sabe que existe bons cafés. Então, pra que complicar?

 

Aproveito para parabenizar vc. Fernando pois a Café da Walter, funcionando desde 2014, confere? Está no Guia de Cafeterias do Brasil 2015. Comprei recentemente o guia e fiquei feliz de encontrar um membro participante do clube. Novamente parabéns!

 

Para quem interessar, existe um site da editora com acesso a conteúdos do guia: http://www.cafeeditora.com.br/?p=2582

 

Só pra provocar… não há nenhuma cafeteria do ABC Paulista no guia. Novidade…  :P

 

 

Pegando as perguntas pra tentar respostas:

 

É ganância dos proprietários que não treinam os funcionários para não pagar melhores salários, uma vez que seriam baristas e não meros atendentes?

R: Sim e não. Baristas enquanto classe não são organizados, e existe um certo risco de, se treinar um funcionário, e depois de treinado ele ir pra outra cafeteria por terem oferecido um salário melhor. Ainda não justifica a falta de treinamento adequado, que não é tão caro assim, e que tem retorno também, mas dá trabalho, então é mais preguiça que ganância. Preguiça não só de treinar o funcionário, mas de se treinar enquanto proprietário e entender a qualidade daquilo que vende. Boa parte dos proprietários de cafeteria de shopping nem entendem de café nem querem entender.

 

 

Não se encontra mão de obra boa em resposta a grande demanda?

R: Mão de obra boa se faz, e treinar um barista não é tão caro assim

 

É difícil obter e manter fornecedores de bons cafés?

R: Não, mas acontece o contrário. É MUITO fácil conseguir fornecedores de cafés meia-boca e os contratos são sedutores, como cessão de equipamentos, entrega na cafeteria sem custo. Conseguir bons cafés dá mais trabalho, mas não é dificil não.

 

 

É difícil obter boas torras que sejam RECENTES? É inviável em um comércio?

Dá mais trabalho, mas dificil não é, talvez um pouco mais caro e mais trabalhoso, mas ao meu ver, tem seu retorno.

 

O "ponto" no Br é caro e encarece e dificulta manobras mais ousadas do comerciante?

É, mas outros custos acabam compensando. Funcionário no Brasil não é tão caro assim, e existem ferramentas interessantes de empréstimos na área. Tanto que existem manobras ousadas de café em SP. Sofá Café, Raposeiras, Urbe Café, Isso é Café e FAF são alguns dos exemplos que acredito que posso dar.

 

 

Falta ousadia e/ou criatividade?

Faltar não falta, mas a preguiça impera, e o mercado de franquias é mais sedutor e de menor risco nesse ponto

 

 

O empresário/comerciante na maioria dos casos não leva a sério o negócio ou tem braço curto?

Tem braço curto

 

 

A margem precisa ser "gorda" pois é impossível concorrer com o mercado especulativo financeiro? Por isso cafeterias boas são caras?

Acho a margem gorda no ramo de franquias. No café especiais ela é gorda mas o negócio é bem caro de se manter mesmo

 

 

E por fim, o brasileiro de modo geral nem sabe que existe bons cafés. Então, pra que complicar?

Porque é um mercado em crescimento, e as pessoas estão curiosas por melhores cafés, e isso é uma tendência de mercado que só tende a crescer. Um exemplo besta é o nespresso. Não é lá essas coisas mas já é melhor que um café pilão. Em padarias já vemos com mais frequencia máquinas de espresso, e as cafeterias que trabalham com cafés especiais tem conseguido fazer um trabalho de formiguinha criando e educando consumidores nos bons cafés

 

Valeu pelas perguntas. Com certeza vou revisitá-las e acompanhar também minhas respostas por muito tempo, hehe

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sergio.m    2,350

Não é não, infelizmente. Ele aceita e paga porque não conhece, e é interessante pra cafeteria de shopping que ele se mantenha na ignorância. Mas não é de todo ruim pra quem trabalha com cafés especiais. Pular da padaria pra cafeteria de shopping já é um ganho, hehe

Justamente. Culpa do cliente. Se fosse esperto/exigente não pagaria e o estabelecimento fechava.

 

O empresário quer maximizar o lucro, com toda a razão.

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Gilberto    5,410

Quantas cafeterias tem na av Paulista ? Uma dúzia, das quais não conhecemos nenhuma, pois bem acho que 98% dos proprietários de cafeteria tem aquilo como um negócio, pouco entende de café, recebem um curso da empresa que loca a maquina que acha ser suficiente , e os 2 % que sabem o que faz são aqueles citados por aqui nos tópicos especificos sobre cafeteria, como este percentual bate com o do público onde 99% não sabe nada de café a coisa vai indo.

 

Quando eu tinha padaria eu tinha uma maquina alugada da Astória, eles deram um treinamento quando abri e só, nunca achei que precisasse de algo mais, para mim como proprietário eu tinha tudo que precisava e achava estar fazendo tudo certo, pura ignorância no assunto e assim são todos , imagino eu.

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Darcy Jr.'.    148

Acho que muitos consumidores não consomem café especial pois não conhecem. Não conhecem por não terem sido seduzidos com estes prazeres. Isso é algo que ainda falta no ramo. Quem mostre ao consumidor o que é bom. Tudo ainda é muito pontual, alguns poucos pontos comerciais de excelência. Nespresso foi um passo, e um bom passo, e mostrou que existe um enorme espaço. Se é vantajoso comercialmente, não sei. É claro que muitos não conhecem cafés especiais também pelo preço, que não deve ser desprezado.

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Falando em café Pilão, no referido shopping existe agora uma cafeteria próxima a porta de pedestres, quase não vi, que é uma "cafeteria pilão". Uma cafeteria da marca. Estava cheia não quis me arriscar e estava com pressa naquele momento.

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Aqui em sp tem outro problema, ao meu ver, café coado é mais caro do q espresso e com isso o povo deixa de tomar um bom coado para tomar um espresso ruim

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viniciusfm    244

Aqui em POA são poucas as cafeterias que oferecem café especial. A percursora, Baden, sempre está cheia, tanto que um colega daqui do fórum "reclamou" no tópico adequado que quase nunca consegue lugar para sentar. Os preços praticados são equivalentes aos das cafeterias que servem robusta, então trabalham realmente com uma margem de lucro menor que da concorrência. O "prejuízo" imagino que seja compensado pelo reconhecimento do público consumidor, embora desconfie que a procura não seja tanto por ser "café especial", pois a maioria das pessoas ainda nem sabe que isso existe. Acho simplesmente que os consumidores experimentam e reconhecem de cara a qualidade superior do produto oferecido, e resolvem voltar e frequentar. Eu mesmo já considerava a Baden a melhor da cidade antes de conhecer esse hobby; o capuccino sem bolhas e na temperatura certa, por exemplo, artigo raro em POA, qualquer um consegue perceber a diferença, não precisa ser nenhum entendido. Na mesma rua da Baden há umas outras duas cafeterias, comuns, que sempre vejo às moscas..

 

Sobre o coado, além da questão do preço referida pelo João, creio que demande um pouco mais de educação do paladar, pois o grande público tem como referência o Melitta de todas manhãs, extremamente amargo, e quando experimentam um café especial, com uma razão de preparo consideravelmente menor, estranham bastante, acham fraco etc.

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Isso do coado é um fato. Pro publico comum, café bom é café forte, e café forte, é café amargo, torrado igual carvão. Um dia desses uma cliente reclamou mundos e fundos na versão popup que aquilo que tomava era um chá de café, e não o bom e velho maratá que ela tomava (pilão é ruim? Vcs não provaram o maratá)

 

Já tive alguns clientes que reclamaram do capuccino não ser de pozinho, já outros que quando ouviram que o capuccino era um espresso com espuma de leite, os olhos brilhavam. Outros que achavam aquela seringa bizarra que é a AP uma maluquisse, mas que quando provaram a primeira vez, se fidelizaram, e quando entram na cafeteria, já sabemos o que vão pedir. Esses clientes vão em outras cafeterias, e falam da gente pra eles, se tornam mais críticos, reclamam do produto e por aí vai. O empresário que trabalha com produtos especiais ele precisa além de trabalhar o lugar do desejo e do fetiche, precisa ser didático, conversar, mostrar o que é o produto, educar o cliente.

 

O mercado de cafés de SSA é terrivelmente carente, e poucas cafeterias fazem um trabalho que preste. Voltando aos coados, nem os da feito a grão tenho curtido muito, mas são cafés mais delicados também, que exigem um cuidado e delicadeza maior que o espresso, e mesmo sendo uma xícara só, geralmente são mais caros por exigirem um tempo maior de preparo e uma quantidade maior de café. Uma xícara de 150 ml geralmente leva 15g ou mais de café, pra alcançar um brew ratio na casa dos 10%. Um espresso no café da Walter leva 9gramas e custa 3,50 . Uma AP dependendo da época e do meu humor, de 18 á 22 grs e custa hoje 7,00. Não sai muito, mas sai, e um apelo que usamos, que colabora é de que uma AP serve até duas pessoas tranquilamente, e uma FP, que vai a mesma quantidade da AP e custa o mesmo preço, até 3 pessoas. E assim vamos educando, provocando, e fidelizando clientes, alguns que inclusive são baristas de outras cafeterias da cidade, hehe.

 

 

 

 

 

 

Aqui em sp tem outro problema, ao meu ver, café coado é mais caro do q espresso e com isso o povo deixa de tomar um bom coado para tomar um espresso ruim

 

Tenho uma especulação quanto a isso. Em geral (me excluo dessa porque comecei a tomar café faz dois anos), tomamos café coado em casa, desde que somos crianças. Por pior que sejam os cafés, além de uma memória afetiva que existe no sabor e no ritual de um coado (e quem não conhece e vê um hario v1 sendo extraído na mesa se derrete todo), são a referência que a pessoa tem de sabor de café, e que remete também aos primeiros cafés tomados fora de casa, em padarias, daquelas máquinas que sempre olhei com estranheza, hehe.

 

Em Salvador essa lógica não funciona. Aqui até hoje tem poucas padarias, e até poucas lanchonetes, mas existem muitos carrinhos de café, que andam com 10 garrafas térmicas de café, de um café feito com um pó e de um jeito igual ao feito em casa, e que fica numa garrafa térmica igual as que as pessoas tem em casa. Se a pessoa aqui sai pra tomar um café, é um espresso. Se ela chega e vê que tem coado, vai querer espresso, porque coado ela bebe em casa. Tem toda uma questão de status envolvida tbm

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Bruno Marinho    1,476

O mais importante de qualquer coisa na vida é fazer pelo prazer e talento e não apenas por dinheiro.

O que vejo muita gente fazendo e se dando mal é abrindo restaurantes e contratando gente pra fazer

tudo e não mete a mao e nada.. e claro quer pagar o mais barato possivel. Isso é receita para dar errado.

 

Outro fator importante principalmente devido ao custo brazil é ter certeza de que vai abrir num lugar que

tem a possibilidade de dar retorno.

 

Uma coisa que vejo pouco no pais é abrir coisas em conjunto tipo um café/loja vendendo coisas de

artezoes locais etc. Ou fazer eventos para trazer publico.

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O mais importante de qualquer coisa na vida é fazer pelo prazer e talento e não apenas por dinheiro.

O que vejo muita gente fazendo e se dando mal é abrindo restaurantes e contratando gente pra fazer

tudo e não mete a mao e nada.. e claro quer pagar o mais barato possivel. Isso é receita para dar errado.

 

Outro fator importante principalmente devido ao custo brazil é ter certeza de que vai abrir num lugar que

tem a possibilidade de dar retorno.

 

Uma coisa que vejo pouco no pais é abrir coisas em conjunto tipo um café/loja vendendo coisas de

artezoes locais etc. Ou fazer eventos para trazer publico.

 

Café da Walter faz isso, mas não quero fazer mais não, não do jeito que temos feito, heheheh. Antes de sermos empresários, somos artistas, tanto que não deixamos nossas carreiras de lado, pelo contrário, usamos toda a rede cultural que construímos (e é uma rede BEM grande) pois entendíamos que só a partir dela o café da Walter se tornaria o que é hoje, e dito e feito. O gasto para montarmos o café foi bem baixo, mas em compensação, o gasto energético, político e socio-cultural foi grande, e o maior investimento que o espaço tem hoje

 

Talento e prazer contam, mas dinheiro precisa contar, e prazer e talento também se constroem, assim como o desejo. Eu mesmo sou formado em dança pela UFBA, e antes de passar em dança, passei em ciência e tecnologia na UFABC e podia ter virado engenheiro, mas nem a matricula fiz e nunca bateu arrependimento. Arte é minha área e sempre será, e com ela não ganho muita grana, mas conquistei coisas impagáveis, ou melhor, que se eu fosse pagar seriam bem caras, hehe. Café surgiu por um desejo antigo e pela oportunidade de construir um negócio, pela experiência e principalmente, mas não tão central assim, pela possibilidade de dar uma segurança financeira mínima que arte ainda não garante, infelizmente, heehe

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Ruston Louback    1,204

Interessante seria falar com o Gabriel ou o pessoal do Curto Café

tem uma ideia interessante e arriscada ao msm tempo.

bastante transparente.

talvez fosse uma ideia interessante para SP, pois que eu saiba nao existe la.

abs

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Tá aí, dos projetos de cafeteria, o da curto café um dos que penso "Wow, que projeto genial!"

 

Mas "parecido" com eles, e que me apaixonei, mais do que o rapaz do café na kombi é o "The Little Coffee Shop". A proposta de ser num espaço pequeno e só ter a barista me agrada bastante, apesar de achar o nome tenebroso, hehehe

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Rodrigoks    4,390

Educar o público é muito importante nesse universo de cafés especiais. Com a TE aprendi que isso se faz instigando a curiosidade das pessoas, estimulando-as a experimentar,  comparar e desenvolver suas próprias opiniões, sem apresentar verdades prontas ou absolutas. Replicar receitas de bolo é fácil, mas as pessoas não prestam atenção nisso. Elas são fisgadas mesmo quando você prova o que diz: mata a cobra e mostra o pau.

 

Quanto ao Baden, que é um case de sucesso na cidade, penso que embora a qualidade da comida e do café seja muito boa, há outro fator em jogo que é muito importante e que não pode ser desprezado: o ambiente é muito acolhedor e os funcionários e proprietários são muito gentis e amistosos, o que faz com se queira sempre voltar. O próprio corpo de funcionários variou muito pouco ao longo do tempo, pois sei que além de serem bem tratados são pagos acima da média do mercado.

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Gilberto    5,410

É Rodrigo, tem razão, o gente de tratar é o ponto numero 1, normalmente os funcionários acabam sendo um espelho do proprietário no quesito atendimento, ou na falta da presença dele no dia a dia, espelhos de si próprios o que normalmente não é um bom negócio, rsrsrsrs.

Fui por estes dias no 1º e 2º lugar em hamburguerias de São Paulo ( ou 2º e 3º, não lembro), uma deles adotou me parece que universitárias/os como atendentes, todos descolados e extremamente gentis, já a outra atendentes "normais" tipo de padaria/bar, ví ins 2 reclamando que dava 6 horas mas não dava 10, me incomodei com isto, eu não volto mais lá.

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O Baden acho uma cafeteria genial, sem ter ido lá. Só pelo site e pelo cardápio online, com muitas opções de café e com preços, nos padrões de Sampa, bem aceitáveis. Não faço ideia como deveria ser um Baden em Sampa. Enfim...

 

Fernando, vc. no Café da Walter serve até lasanha na marmita, seu cardápio é bemmmm variado tb. E em outra postagem vc. disse que vive mais de vender cerveja do que café. Sim, a margem do café é gorda mas uma cafeteria seria bem sucedida só de vender bons cafés e pequenos acompanhamentos? A Café da Walter acho que não...

 

O quero dizer é que não acredito em cafés ripongas aqui no ABC Paulista e creio em nenhum lugar de Sampa. Todos os casos bem sucedidos citados por vc. aqui em Sampa são nos Jardins, ae fica fácil. Lá vc. pode ter um Coffe Lab na descolada Vila Madalena ou "de classe" como o Otávio Café no Jd. Paulistano. Em Sampa temos grandes incovenientes como trânsito insuportável e grandes distâncias pelo próprio tamanho da metrópole.

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O Baden acho uma cafeteria genial, sem ter ido lá. Só pelo site e pelo cardápio online, com muitas opções de café e com preços, nos padrões de Sampa, bem aceitáveis. Não faço ideia como deveria ser um Baden em Sampa. Enfim...

 

Fernando, vc. no Café da Walter serve até lasanha na marmita, seu cardápio é bemmmm variado tb. E em outra postagem vc. disse que vive mais de vender cerveja do que café. Sim, a margem do café é gorda mas uma cafeteria seria bem sucedida só de vender bons cafés e pequenos acompanhamentos? A Café da Walter acho que não...

 

O quero dizer é que não acredito em cafés ripongas aqui no ABC Paulista e creio em nenhum lugar de Sampa. Todos os casos bem sucedidos citados por vc. aqui em Sampa são nos Jardins, ae fica fácil. Lá vc. pode ter um Coffe Lab na descolada Vila Madalena ou "de classe" como o Otávio Café no Jd. Paulistano. Em Sampa temos grandes incovenientes como trânsito insuportável e grandes distâncias pelo próprio tamanho da metrópole.

 

 

O cardápio extenso é uma coisa que nunca consegui arrumar, e que cedi aos desejos da sócia por preguiça tbm, hehe.

 

Cafeteria "riponga" no ABC talvez não, talvez. Em SP rola sim, só ativar as redes certas e construir um bom planejamento. 

 

A venda de cafés tem melhorado bastante e tem sido uma crescente, e a considero boa até pela localização do ponto, pois é num bairro central, com poucas cafeterias, 80% delas em shoppings da região, dentro de um complexo cultural. Ser central nesse caso é péssimo em Salvador. O cardápio é variado mas em comparação com as cafeterias que tenho visto, tá na média, aliás, abaixo da média. Viver de café em Salvador é praticamente impossível, e já havia observado isso nas cafeterias da cidade, com destaque aqui pra feito a grão, que tem um cardápio extenso que inclui refeições e lanches mais sofisticados além do simples, senão o negócio afunda mesmo.

 

O termo a ser utilizado aqui, não seria riponga, e sim com uma identidade forte e bastante particular, coisa que em SP é o que mais tem e quem mantém muitos negócios vivos na cidade até hoje. Desses, que seria um "riponga", é o bar do AAMAM, Associação de Amigos do Museu de Arte Moderna, que fica extremamente escondido dentro do Copan, dentro MESMO, e que já tem três décadas que funciona. Não é um lugar "riponga", e sim com uma identidade única, particular e frequentada por uma clientela formada principalmente por artistas e amigos de artistas, e é essa identidade forte que além de motivar e fidelizar a clientela, é o que faz o local ser um ambiente agradável pra quem frequenta e quem trabalha nele.

 

De café riponga, de cafeteria o sofá café é um tanto riponga, a urbe é um tantão riponga e a FAF é totalmente riponga, hehe, mas eles tem capital pra girar e podem ser o que quiser, eu não por isso preciso dar meus pulos e dobrar o planejamento, hehe

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Guilherme Torres    2,965

Muito legal o tópico e a discussão. Parabéns pela iniciativa!

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Olá sou novo por aqui,

 

Sou recente nesse ramos de cafés, conheço café a somente três anos, antes disso bebia uma água suja e amarga. Passeia conhecer café depois que conheci o já citado Curto Café, também trabalhei lá por dois anos. Sai de lá menos de um mês e estou morando na Alemanha, aqui se tem muitos cafés e na sua maioria de péssima qualidade, pro meu gosto, já achei alguns cafés bons, na sua maioria bem puxado pra acidez.

 

Pra mim o principal problema nas cafeterias, no Brasil e aqui na Alemanha, é que a maioria das pessoas só visam o lucro e não um bom produto final pro cliente. No Curto nós prezamos muito por duas coisas, uma boa bebida e bem estar das pessoas, tanto das que trabalham como dos que vão consumir, e a media de bebidas feitas, na época que estava acompanhando mais que foi até o final de março/2015, era de 600 bebidas dia e poucas vezes ouvimos falar que a bebida estava ruim, experimentavamos varios cafés durante o dia pra saber se a bebida estava boa e muitas vezes a gente achava que o café não tava bom e algumas pessoas achavam que estava. Mas acho que isso acontecia por que a nossa vida é aquilo, é muito amor envolvido.

Aqui na Alemanha as pessoas são muito técnicas no extração do café, hj fui numa das minhas cafeteria preferidas e vi que os caras usam balança em cada extração, na hora de extrair meu café o cara precisou tirar a balança de baixo de outra xícara sendo que já tinha posto o porta filtro na máquina e deixou por quase 10s em contato, sabia que meu café viria amargo, e no primeiro gole foi exatamente isso que veio.

Mas acho que café é amor, como qualquer coisa que vc queira fazer na vida, se colocar amor na execução a chance de dar errado é quase zero. 

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Gilberto    5,410

Talvez uma boa opção fosse uma parceria, explico:

 

As padarias que trabalham com levain, todas exploram bem o café, e o lado Bistrô da padaria, mas isto não acontece com as docerias, a que ganhou em primeiro lugar em São Paulo me serviu um café de uma máquina automática, ter um café bem servido seria um up para a docerias.

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Olá sou novo por aqui,

 

Sou recente nesse ramos de cafés, conheço café a somente três anos, antes disso bebia uma água suja e amarga. Passeia conhecer café depois que conheci o já citado Curto Café, também trabalhei lá por dois anos. Sai de lá menos de um mês e estou morando na Alemanha, aqui se tem muitos cafés e na sua maioria de péssima qualidade, pro meu gosto, já achei alguns cafés bons, na sua maioria bem puxado pra acidez.

 

Pra mim o principal problema nas cafeterias, no Brasil e aqui na Alemanha, é que a maioria das pessoas só visam o lucro e não um bom produto final pro cliente. No Curto nós prezamos muito por duas coisas, uma boa bebida e bem estar das pessoas, tanto das que trabalham como dos que vão consumir, e a media de bebidas feitas, na época que estava acompanhando mais que foi até o final de março/2015, era de 600 bebidas dia e poucas vezes ouvimos falar que a bebida estava ruim, experimentavamos varios cafés durante o dia pra saber se a bebida estava boa e muitas vezes a gente achava que o café não tava bom e algumas pessoas achavam que estava. Mas acho que isso acontecia por que a nossa vida é aquilo, é muito amor envolvido.

 

Aqui na Alemanha as pessoas são muito técnicas no extração do café, hj fui numa das minhas cafeteria preferidas e vi que os caras usam balança em cada extração, na hora de extrair meu café o cara precisou tirar a balança de baixo de outra xícara sendo que já tinha posto o porta filtro na máquina e deixou por quase 10s em contato, sabia que meu café viria amargo, e no primeiro gole foi exatamente isso que veio.

 

Mas acho que café é amor, como qualquer coisa que vc queira fazer na vida, se colocar amor na execução a chance de dar errado é quase zero. 

 

Que massa Sharlie, valeu pelo relato ! Berlin foi bem importante pro Café da Walter. Comprei a AP e as prensas francesas aí numa das cafeterias que achei mais fofas e até hoje tenho como norte, mas não provei o café deles porque fiquei doente em Berlin e quando do enjoado, café não desce, heheh. A Cafeteria é a Chapter One

 

Talvez uma boa opção fosse uma parceria, explico:

 

As padarias que trabalham com levain, todas exploram bem o café, e o lado Bistrô da padaria, mas isto não acontece com as docerias, a que ganhou em primeiro lugar em São Paulo me serviu um café de uma máquina automática, ter um café bem servido seria um up para a docerias.

 

Parcerias são interessantes, mas no meu caso, aumentam drasticamente as chances de cometer um homicidio, hehehe. Pra esse ponto, to pensando numa mini consultoria de cafés. Não tenho toda a propriedade pra isso, mas do jeito que as coisas andam em SSA, to sabendo mais do que muita gente, hehehe

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Andei dando uma olhada em páginas de venda de negócios, de cafeterias e afins na região de SP e só pensei uma coisa....

 

 

WOW WOW WOW WOW !

 

Resumindo, um bucado de locais feios, desmotivantes de trabalhar e caros. Já tinha dado uma investigada de leve e tinha me assustado, mas depois que aprofundei as pesquisas, vi que ou o povo e o mundo tão loucos ou eu não me valorizo, heheheh, ou os dois, hehe. Só vi uma que achei interessante pelo ambiente, tendo as fotos como referencia, localização do ponto, valor de venda e faturamento bruto, só resta saber o que tem de custo fixo e quanto ele é 

 

 

http://www.queroumnegocio.com.br/anuncio/cafeteria-montada-na-vila-madalena-oportunidade

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Gilberto    5,410

O cardapio do Walter é legal, é por ai mesmo.

Eu sou a favor de cardapio curto também, poucas coisas bem feitas, cada qual tem que ser uma ótima experiência, agora o que não pode é o que ví esta semana, uma sorveteria italiana, com visual light, clean, mesas de vidro, comunitárias e servindo ALMOÇO, massas, tudo bem que sorvete é italiano, e massa também, mas não pegou legal, para passar o inverno poderia incrementar o café que já existia e colocar uns salgados para acompanhamento, até um quiche dava para passar.

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Gilberto    5,410

Walter, eu por uns bons anos eu tinha o hábito de ler o caderno NEGÓCIOS E OPORTUNIDADES do ESTADÃO de domingo, eu ia comprar no sabado a noite na banquinha de jornal e só dormia depois de ler todos os anúncios, isto por anos, normalmente as coisas que tinham muito para vender eram negócios ruins, acho que se achar algo bom é quase um milagre, mesmo assim vale algumas ligações e visitas, pedir o demonstrativo de despesas e receitas, e logo você vai estar afinado de que precisa ter para ser um bom negócio, isto em São Paulo, quando eu vendia moto eu falava, o aluguel mais caro era o de São Paulo, a propaganda também, o funcionário idem, e no caso de moto era o lugar com a menor margem, logo vale perder um tempo para achar o seu negócio.

 

Não vi a localização deste que você colocou, visualmente é atraente.

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Walter, eu por uns bons anos eu tinha o hábito de ler o caderno NEGÓCIOS E OPORTUNIDADES do ESTADÃO de domingo, eu ia comprar no sabado a noite na banquinha de jornal e só dormia depois de ler todos os anúncios, isto por anos, normalmente as coisas que tinham muito para vender eram negócios ruins, acho que se achar algo bom é quase um milagre, mesmo assim vale algumas ligações e visitas, pedir o demonstrativo de despesas e receitas, e logo você vai estar afinado de que precisa ter para ser um bom negócio, isto em São Paulo, quando eu vendia moto eu falava, o aluguel mais caro era o de São Paulo, a propaganda também, o funcionário idem, e no caso de moto era o lugar com a menor margem, logo vale perder um tempo para achar o seu negócio.

 

Não vi a localização deste que você colocou, visualmente é atraente.

 

To precisando ficar mais afiado nesse ponto mesmo.

 

Essa cafeteria fica na Vila Madalena. 

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