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Santiago Luz

Torra doméstica - Modificações na fritadeira Kitchen Art da Philco

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Boa tarde Marcio, confesso que não fiz um batch de fato no teste. Apenas introduzi os 350G de grãos verdes e deixei lá rodando por 3-4 minutos sem ligar as resistências para ver se algum grão ia despencar pra fora do tambor. Mas tem um amigo aqui do fórum que mandei pra ele o acessório e ele já deve ter testado, vou falar com ele hoje e depois volto aqui. Mas em teoria, quanto maior a quantidade melhor deveria ficar a qualidade da torra, não é? Quem tem mais experiência por favor, nos diga rs..

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Oi, Beto!

Eu aqui no meu consigo boa homogeneidade até uns 180g. Depois disso a qualidade cai...

Até pensei em trocar o motor, mas a coisa não é tão simples...

Vou aguardar pra ver a opinião do seu amigo.

Valeu!!

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Lourenço    36

Beto, por favor coloque uma foto desta modificação !

 

 

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Em 28/08/2017 at 15:02, Roberto Pimentel beto-o disse:

Boa tarde Marcio, confesso que não fiz um batch de fato no teste. Apenas introduzi os 350G de grãos verdes e deixei lá rodando por 3-4 minutos sem ligar as resistências para ver se algum grão ia despencar pra fora do tambor. Mas tem um amigo aqui do fórum que mandei pra ele o acessório e ele já deve ter testado, vou falar com ele hoje e depois volto aqui. Mas em teoria, quanto maior a quantidade melhor deveria ficar a qualidade da torra, não é? Quem tem mais experiência por favor, nos diga rs..

Beto, em teoria não. Em geral, os fornos de tambor tem o seu auge de estabilidade com 70% de carga aprox.. Acima disso a torra tende a ficar heterogênea. No caso do forninho, imagino que 350g seja muito. Ele não tem muita massa metálica, o que deixaria a temperatura mais difícil de estabilizar. Entrar 350g de grão no forno e ligá-lo no máximo, além de pesar um pouco pro forno, vai demorar pra ele conseguir fazer com que toda essa massa de grãos alcance a mesma temperatura. Imagino eu que a desidratação será bem mais lenta, assim como o desenvolvimento, correndo o risco de deixar o grão assado, e não torrado.

Acho que vale o teste, mas ao meu ver, limita muito a possibilidade de torras. Com 175g acho que rola umas torras mais rápidas, além de poder trabalhar torras com desenvolvimentos mais lentos. Ao meu ver, é muito mais animador e nem tão trabalhoso fazer 2 batchs de 175g do que forçar a amizade do forninho com 350g, hehehe

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Fer, muito bom! MAravilha de explicação. Sobre torrar de 200g no forno, penso da mesma forma, e sempre obtive muito bons resultados assim. Essa adaptação para torrar mais fiz a pedido de uma pessoa que queria comprar o forno, mas precisava torrar a maior quantidade que pudesse, então eu pensei em algo e saiu isso rs. Como eu tinha um pouco de mica aqui que ganhei (material usado para fazer esse acessório) eu já vou aproveitar e mandar nos últimos fornos, pra não ficar aqui pegando espaço rsrs....

Aqui vai uma foto do acessório na boca do tambor, mas por dentro do suporte que prende o tambor. Esse foi o primeiro teste, já não uso o acessório desse tamanho, ele vai apenas até a metade da boca, faz o mesmo trabalho porém pela metade fica possível de tirar e por ele sem precisar tirar o tambor do suporte, e claro, fica possível também de despejar os grãos torrados pela passagem maior que fica da outra metade aberta..

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Lourenço    36

Olá Beto, dessa maneira fica impossível trabalhar com o termômetro de espeto !

 

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Amigo,como eu disse, esse da foto não é o final, isso é só pra dar uma idéia de onde ele vai...o final vai só até a metade do tambor, o termometro passa...

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Eu recebi um acessório desse que o Beto fez. Imagino que eu seja o amigo que ele mencionou.

O meu vai até a metade da altura da boca. Dá pra colocar o termômetro sim.

Mesmo nesse da foto dele, é só fazer um furo e fazer o termômetro atravessar a mica.

Pretendo testar hoje de tarde. ainda não tive a oportunidade. Fiquei bem curioso de como fica o encaixa da peça com o metal, se essa peça não vai se soltar ou mexer quando o forno esquentar e acontecer a dilatação do metal. Com o forno frio ela fica certinha no lugar.

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Rodolfo M    1,328

As modificações estão bacanas!

Sem um restritor na boca do tambor, para quantidades maiores que 200g corre o risco de cair durante a torra e pegar fogo (dependendo da fixação das aletas, cabe mais ou menos por batche).

Na época que o colega Torres fez esta modificação, eu pude ver o forno de dois colegas e foi feito um anel restringindo a abertura do tambor. Funcionava bem, e pelo menos um dos donos torrava 350g por batche.

 

Sobre maior ou menor quantidade do batche, sobre melhorar a torra, depende. Nos torradores profissionais, o aparelho é desenvolvido para utilizar por volta de 70% da capacidade (nunca 100% pois o grão se expande e travaria dentro do tambor gerando risco de incêndio). Eu desconheço que haja alteração na dinâmica da torra (por exemplo, 1,5kg torrar mais homogêneo que 1kg), o que sei é que neste caso (uso comercial), existe a questão custo da torra, e nesse caso o rendimento cairia em aproximadamente 50%. 

 

Vou colocar um adendo para este torrador. Para quem busca automatizar a torra, este não é o melhor aparelho. Claro que ter controle de ET, BT, ajuda muito. Mas por ser um aparelho com baixíssima inércia térmica, por um lado as respostas são rápidas, por outro qualquer fator externo altera o perfil da torra. Para dar um exemplo, um dia frio poderia demandar uns 30 segundos a mais no tempo total da torra (30 segundos fazem muita diferença!).

 

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Lisboa Santos    2,139

Mandou bem, o nosso recém formado (pelo Ensei Neto) Mestre de Torras Rodolfo! :ph34r:

Lembro que uma vez minha amiga daqui, Roberta Bazilli, fez uma torra experimental com uns cafés da CC, em que ela torrou 4 cafés (dois da compra e dois dela, que ela conhecia) com lotes de 500g num Atilla de 5Kg e a torra ficou bem homogênea (inclusive nos dois naturais), apenas o tempo total foi muito rápido (pra surpresa dela tb, que costuma torrar lotes de 3-3,5KG), em torno de 6 min, o que não é o desejável. Não tivemos a oportunidade de testar outro perfil, com menos calor e mais longo. Mas mesmo assim ficaram bem desenvolvidas (ela fez, como ela mesmo disse, na raça: no visual e no aroma, eu apenas anotava os tempos e parâmetros do torrador) e sem nenhum destes problemas (como scorching, ou fio central carbonizado) que tenho visto com indesejável e lamentável frequência em torrefações profissionais tupiniquins.

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Rodolfo M    1,328

Grande Lisboa, tô com saudades da sua AP feita com pressão negativa!

A torra da Roberta de 6 minutos deve ter ficado melhores que as minhas rsrsrsrs

Eu estou morrendo de saudades do torrador que utilizamos lá no Sindicafe (um probatino). Tanto que fiz alguns orçamentos, mas estão cada vez mais inviáveis para uso doméstico.

O probatino está a 35mil e o carmomaq (o equivalente), sai de 21 a 29mil (a diferença se refere ao acabamento).

Não cotei o Atilla pois já tinha cotado anteriormente (15 mil o standard de 5kg, 27mil o gold). No topo da recomendação do curso estão o probatino seguido bem de perto pela carmomaq (parece que a carmomaq está dando um salto muito grande em qualidade nestes últimos tempos). Tentei contato com as marcas Diedrich e Giesen mas estas não responderam.

Eu estou brincando ultimamente de planejar um torrador com alguns amigos, e aguardando ansiosamente a volta do Torres na fabricação do STC (sim, estou atirando para todos os lados, estou ficando com abstinência de torrar kkkkkkkkkkkkkkkkkkk).

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Lisboa Santos    2,139

Probatino?! :rolleyes: Diedrich?! :unsure: O Mestre tá poderoso, hein? :ph34r: Ainda que seja só de pensar na possibilidade.... :P

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Lisboa Santos    2,139
1 hora atrás, Rodolfo M disse:

Grande Lisboa, tô com saudades da sua AP feita com pressão negativa!

:lol: Não tinha pensado sobre este ângulo, ainda... mas não é que é verdade, uai! :D Não só uso a AP invertida, como também inverti o uso da AP: extrair com antipressão! :ph34r:

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