Luis Paulo

Torrando os cafés da 1ª Compra Coletiva de 2017

41 posts in this topic

Valeu Luis, vou aderir a essa tática e posto os resultados no "torrando hoje". 

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Faltou apenas informação de torra do café do seu Juarez. Parabólica ou reta? Qual a melhor abordagem?

Até agora fiz apenas uma reta. Acidez marcante, caramelo e ameixas desidratadas, foi o que mais me apareceu nesse café.

Eis o meu log

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Acho que ainda não cheguei lá, no entanto.

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Em 16/07/2017 at 11:49, Igor disse:

Olá colegas Home Roasters, 

No último dia 11 deste mês eu e o Luís fizemos um relançamento dos cafés torrados da Compra Coletiva e aproveitamos para colocar em prática tudo o que vinhamos estudando sobre torra. Desta vez nós dois que realizamos as torras e vamos compartilhar com vocês os logs, estratégias utilizadas e todas outras informações que julgarmos necessário.

As torras foram realizadas em um Atilla Gold Plus de 15kg. Se trata do último modelo da Atilla e é cheio de ferramentas interessantes. Tínhamos a nossa disposição o queimador novo (que é incrível), controle de fluxo de ar mecânico (por meio de uma chave que abre e fecha a saída de ar), controle de fluxo de ar eletrônico (variando o giro do ciclone) e controle da rotação do tambor. Além de todas essas ferramentas, também tínhamos a nossa disposição o software de torra Cropster para registrar as torras.

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Torramos 40kg em 8 batches de 5kg. Foram 7 batches com os cafés da Compra Coletiva e 1 batch, para terminar de aquecer o torrador, com um café que tínhamos aqui. A escolha do tamanho dos batches foi baseada de acordo com o comportamento do torrador. Sabíamos que com essa quantidade o torrador iria responder de forma precisa ao que queríamos. Já com uma quantidade maior, poderíamos perder um pouco de versatilidade. Além disso, outro fator importante para o tamanho do batch foi a questão confiança. Perder 5kg, por algum eventual erro, é menos pior que perder 10kg de uma vez. 

Passamos para as torras agora. Começamos com o Vargem Grande, foram 4 bacthes deste café. A abordagem que utilizamos foi exatamente a que comentamos em um post anterior aqui mesmo neste mesmo tópico. Uma torra com RoR decrescente. Na primeira torra que realizamos desse café, o torrador deveria estar ainda bem quente e com isso a torra aconteceu mais rápido (torra azul no log a seguir). Já nas outras 3 conseguimos reproduzir o que desejávamos. Os Logs das 4 torras juntas estão aqui: 

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Na sequência passamos para o Moscardini. Utilizamos a mesma abordagem de RoR descrecete, só que aplicamos menos calor ao longo da torra. O Moscardini, por se tratar de um café com baixa densidade e baixa umidade é um café bem delicado. Ainda aplicando uma carga térmica menor, a torra teve duração próxima ao Vargem Grande. A cereja do bolo desta torra foi o desenvolvimento depois do crack com bastante ar e pouca carga térmica, valorizando mais a transferência de calor por convexão do que por condução. 

Por fim fizemos duas torras do topázio da Fazenda Barinas. Utilizamos uma torra "reta" para esse café (uma torra reta consiste em manter o RoR constante), que é uma estratégia que utilizamos para torrar um café para prova. Para fazer isso é necessário ir aumentando a carga térmica ao longo da torra para que o RoR não decresça. Uma torra de prova é uma torra que não "esconde" nada do café, ela "mostra" todas as características que o grão possui. Caso o café tenha alguns defeitos, eles aparecerão nessa torra, em contrapartida se o café só tiver boas características, elas também serão ressaltadas pela torra. Como o topázio da Barinas só tem características boas, fizemos uma torra para que vocês pudessem tomar esse café com tudo o que ele pode levar para xícara. Espero que gostem!!! Na foto a seguir estão as duas torras do Barinas juntas: 

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Por fim, todas as informações que fizemos registro das torras estão reunidas neste aquivo aqui: https://drive.google.com/file/d/0ByKVPXSbulhhakN3N0RzTER2OEE/view?usp=sharing

Eu liberei o google para deixar que façam comentários no arquivo. Então, caso tenham alguma dúvida pontual, podem deixar suas perguntas no arquivo ou podem perguntar para a gente por aqui mesmo e teremos o maior prazer em responder.

Grande abraço,

Igor e Luís - Equipe Compra Coletiva

 

 

 

Igor, você não teria gráficos também indicando a curva da ET?

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Salve Marcio, 

o torrador que utilizamos não possui sensor ET, somente um sensor que fica na parte traseira próxima a saída do exaustor. Eu até tenho os logs com essa medição temperatura, mas não teria significado algum para uso em qualquer outro torrador, por isso optei por não postar essa informação.

Igor

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Parabéns aos dois pela persistência e determinação! Estão fazendo um excelente trabalho. 

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Salve Marcio, 
o torrador que utilizamos não possui sensor ET, somente um sensor que fica na parte traseira próxima a saída do exaustor. Eu até tenho os logs com essa medição temperatura, mas não teria significado algum para uso em qualquer outro torrador, por isso optei por não postar essa informação.
Igor
Valeu, Igor!
Só para registro, as últimas torras do café do Seu Juarez têm sido ótimas. Valeu muito a pena!
Grande abraço!

Enviado de meu GT-I9505 usando Tapatalk

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Depois daquela torra do Juarez do dia 21, repeti a dose dia 31/7. Agora acho que tirei o máximo do café. Não vi ninguém falando muito dele, mas, tenho que dizer que o café do Juarez também é um cafezão. Muito equilibrado e aromático. Tenho tomado sempre dele, normalmente umas 5 vezes na semana. Deixo o registro e também o log

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Estou convicto que uma torra reta dele é a melhor abordagem.

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Guilherme, me tire uma dúvida. Para conseguir esses RoR retos/ decrescentes etc é possivel através do torrador do Beto, sem utilizar PID? Caso sim, como poderia fazer essa abordagem?

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Teoricamente sim. Mas para isso precisa de ter sensor na massa de grãos

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Eu consegui colocar um sensor lá nos grãos! Na verdade, agora conto com ET e BT. Como devo proceder para, manualmente mexendo no dimmer, obter essas curvas de RoR?

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Teoricamente vc tem que começar com potência mais baixa e ir aumentando pra conseguir manter o ROR constante, já que a transferência de calor vai diminuindo com o aumento de temperatura. E aí antes do 1C vc volta a abaixar novamente se quiser quebrar a curva pra um ROR menor e decrescente. Os números exatos vão depender do torrador e do grão.

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