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O espressinho do dia-a-dia nunca mais foi o mesmo...


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Este video exemplifica de maneira simples o que se deve observar:

uma das coisas que mais me irrita ao pedir o cafe é ver o portafiltro cheio de borra do cafe anterior! e tambem a agua pelando! teve uma vez que tava tao quente que pedi educadamente para surfar a temperatura hehe, tive que ensinar.

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Muito interessante e explicativo o vídeo, se vê que foi feito por um barista profissional, porém a extração saiu rápido demais e "torta" provavelmente foi mal compactado

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Ótimo video, inclusive o "Mexido de idéias", tem feito um trabalho muito legal, com videos muito bem produzidos. Acho que o tempo de extração foi editado no video, da pra perceber um corte de cena, mas poderiam ter mostrado esta parte também.

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Da minha singela observação das coisas, vejo os problemas como unicamente 2:

 

-operação inadequada do equipamento (já que quase sempre as cafeterias contam com equipamentos capazes) pelos supostos baristas, que fazem as coisas de maneira robotizada e são incapazes de ajustar adequadamente uma extração;

-grãos de qualidade inapropriada (ou ruins, ou velhos, ou ambos).

 

Claro que alguns estabelecimento tem o único interesse em lucrar com o café ao invés de oferecer qualidade de serviço e produto, e o cliente desses lugares é geralmente o que procura o "café de máquina". Isso indica que o consumidor médio de espresso também é parte da equação.

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Da minha singela observação das coisas, vejo os problemas como unicamente 2:

 

-operação inadequada do equipamento (já que quase sempre as cafeterias contam com equipamentos capazes) pelos supostos baristas, que fazem as coisas de maneira robotizada e são incapazes de ajustar adequadamente uma extração;

-grãos de qualidade inapropriada (ou ruins, ou velhos, ou ambos).

 

Claro que alguns estabelecimento tem o único interesse em lucrar com o café ao invés de oferecer qualidade de serviço e produto, e o cliente desses lugares é geralmente o que procura o "café de máquina". Isso indica que o consumidor médio de espresso também é parte da equação.

 

Rodrigo, a meu ver o problema está 100% no cliente. Só existe o espresso ruim porque o cliente aceita.

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Certamente, Bruno.

 

Aliás a maioria até estranha. Estão acostumados ao amargor e à ausência de acidez.

 

Quando algum "cliente" assim vem aqui em casa eu ofereço primeiro uma torra mais escura...

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Esses dias descobri que numa rede de 'cafeteria' daqui da cidade estavam servindo café na globinho... Fui lá e pedi pra provar, quando o cara chegou perguntei qual o café utilizado... Damasco...

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Rodrigo, a meu ver o problema está 100% no cliente. Só existe o espresso ruim porque o cliente aceita.

 

Mas a maioria nem sabe o que é um espresso bom...

 

É que o padrão de mercado infelizmente é o espresso ruim. Muitos gostam mesmo assim (ou não haveria tantos lugares que servem mau espresso), pois preferem um café forte porém adoçado, o que mascara a ruindade do produto. Daí fica difícil mesmo, pois é um circulo vicioso: consumidor toma café ruim porque não conhece ou não está acostumado com café bom, e cafeterias, como todo estabelecimento, funcionam obedecendo a lei da oferta e da procura.

 

 

Daí vira aquela discussão de quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha (ainda que a teoria da evolução nos responde que é o ovo). Ainda acho que o consumidor é mais inocente que culpado. E resta pra nós o mercado de nicho...

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  • 2 weeks later...

Nessa linha de o "espressinho do dia a dia" nunca mais ser o mesmo, somos os mais amaldiçoados e os mais abençoados ao mesmo tempo.

 

Temos a opção de produzir e saborear em casa, ao nosso bel-prazer, espressos de qualidade considerada, por cada um de nós, satisfatória "por algum tempo". Como colocamos tempo e energia (sem falar de $$$) no processo, vivemos em um ciclo de aprendizagem e refino de técnicas, de experimentação. Então temos crises de upgrade e melhoramos nossos equipamentos, forçando-nos a atualizar as técnicas e, eventualmente, obter resultados ainda melhores e mais satisfatórios "por algum tempo".... e o ciclo tende a se repetir.

 

A parte da "maldição" já foi narrada por muitos até aqui: tomar espresso fora de casa vira um ritual de auto-tortura, praticamente um exercício de masoquismo. Se o fazermos com freqüência é por conta da falta de cafeína e, em parte, para termos algo do que reclamar e, ao mesmo tempo, nos vangloriar (de nossas habilidades). Sejamos honestos: depois de algum tempo no "Clube" raramente esperamos um bom espresso quando pedimos por uma dose em uma cafeteria. Quando acontece de o café ser bom é uma surpresa, não é? Isso aponta para o fato de que encontramos uma oposição ao que era esperado. Ou seja já olhamos para a xicara esperando o desastre.

 

Concordo que a maioria das pessoas simplesmente não tem noção do que é um bom espresso. Daí a falta de exigência na hora do consumo. Concordo também que a maioria das cafeterias usa mão de obra despreparada e café inadequado (seja grão ruim, velho, moído errado etc), a despeito de investir em equipamentos bons.

 

Por onde começar a mudança? Na minha opinião? Depende... Heróis da cafeína como Alexandre e Juliano, que sabem o que estão fazendo, encontram obstáculos a cada xícara servida, diante da ignorância do consumidor que reclama por receber um bom produto que lhe é alienígena: ele quer a porcaria do "café de máquina da padaria grande", só que ele a quer ver servida de maneira requintada, porque associa a "cafeteria" ao "requinte" (copinho de água com gás, biscoitinho, pratinho especial etc), não à qualidade do café em si, nem à necessidade de aprender a apreciar a bebida de uma nova maneira. Então acho que esse trabalho "de trincheira" não dá conta sozinho, mesmo sendo importante e necessário (estabelecimento de referências).

 

Nosso "mercado de nicho" tem uma chance de crescer e atingir massa crítica para mudar o mercado "amplo"? Só se junto ao "boom" econômico estivesse ocorrendo um "boom" cultural verdadeiro. Não é o caso. Nosso governo entrou em um ferrenho processo de recuperar as Engenharias e as Ciências "práticas" que geram pesquisas reversíveis em patentes e produtos (o que é bom), mas não há incentivo real a nenhuma área que estimule a sensibilidade ou a reflexão. Na verdade, estudos de Arte, Línguas e Filosofia estão sofrendo cortes para direcionar verbas para as chamadas Ciências "produtivas". Estamos vendo cada vez mais "analfabetos funcionais" chegarem à Universidade, e o sistema permitem que se formem Engenheiros, Administradores, Bacharéis dos mais variados, que são "ignorantes funcionais". Diplomas de especificidades conquistados por pessoas que são especialistas em algo, mas chegam a ser rudes e ignorantes de todo o quadro geral da Cultura humana.

 

Pelo que posso observar, e na minha opinião, gostos refinados como Café, Vinho e similares estão crescendo, sim, pela facilidade de aquisição por aqueles que já tinhas acesso à cultura e optaram por abraçá-la e cultivá-la. Infelizmente, trata-se da minoria dos brasileiros.

 

Assim, pra resumir, vamos continuar reclamando de cafés queimados/super/sub/velhos/tortos/aguados/amargos/azedos e desejando aquela La Marzocco GS/3 "inalcançável", tal e qual beatos admirando um altar em busca do Paraíso.

 

Abraços reflexivos,

 

Cabral

PS: deu pra perceber que sou professor de Filosofia?

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Puxa, valeu pela "curtição" do post, pessoal! ^_^

 

Engraçado é que eu comecei a digitar pra contar um "causo" dos meus, e acabei fazendo uma reflexão. Acho que foi um momento catártico, hehe...

 

Eu só iria contar que "alegria de cafólatra dura pouco", segundo minha última desventura numa loja do Café do Ponto no Shopping Aricanduva: fui lá na segunda-feira, já tarde da noite, perto de fechar, só pra pegar umas coisas no Supermercado do complexo, e aproveitei pra tomar um espresso na loja do Café do Ponto. Nos últimos tempos, tem sido o lugar "menos ruim" do Shopping, desde que o Café em frente à Nerd Express mudou de dono e a coisa descambou (pra referência, na derradeira tentativa de pedir café lá, eu e minha esposa pedimos dois "espressos simples, puros" e a pseudo-barista usou o porta-filtro de bico simples com filtro duplo, ENCHENDO UMA XÍCARA APÓS A OUTRA, na mesma "tirada" - nunca mais!).

 

Pra resumir, pedi um espresso simples e puro na noite de segunda-feira passada e quase tive um treco: tava ótimo. Melhor dos que eu tiro em casa. A barista era a "moça do caixa"! Nunca tinha visto ela tirar café. Não é dona, é só mais uma funcionária. Perguntei qual o grão ela usou, era o Cafeterie. Pedi pra comprar 1/2 quilo, mas elas já tinham fechado o caixa (passava das 22hs), então deixei pra pegar outro dia. Voltei na quarta-feira, já bem tarde, aproveitei pra jantar no Spoleto (sou ovo-lacto-vegetariano - lá é um dos poucos lugares em que consigo comer) e fui depressa tomar meu espresso no Café do Ponto. Já comprei um pacote de 1 kg do Cafeterie, pensando em dividir com um amigo a boa iguaria, junto com a compra da "ficha" do espresso ainda por tomar.

 

A mesma moça fez meu espresso e... ficou horrível! Parecia cinza de fogueira diluída na água, junto com café de repartição pública. Perguntei se era o mesmo grão, e uma das moças disse que sim, mas a "moça do caixa" disse que "havia chegado lote novo, na terça-feira de manhã". Meu pacote de 1kg na sacola (acompanhada de uma bela tigela retrô de porcelana que ganhei de brinde - o ponto alto da noite), segundo a data de validade (de 1 ano), indicava ter sido produzido dia 10 de setembro, já que essa é a data em que "venceria" em 2013.

 

Em casa, depois do banho, temeroso, fui experimentar o novo grão. Coloração? Feijão preto. Grãos brilhantes como se tivessem sido polidos, um a um, com Lustra Móveis "Flor". Aroma de incêndio na Mata Atlântica. Tentei quebrar um grão com os dedos e consegui um leve hematoma no indicador, sem conseguir sucesso.

 

Já com muito receio, coloquei 3 gramas do mesmo no Vario e comecei meu processo de "moer e cheirar", ajustando a cada punhado moído, em busca da liberação de algum aroma que não fosse de cremação. Sentia-me atravessanto a Vila Alpina... umas 30 gramas depois, consegui sentir cheiro de frutas vermelhas (tostadinhas) e de avelãs (na brasa). Resolvi tentar 15 gramas com compactação bem leve, já que o pó ficou mais fino do que o usual para ter aquele aroma.

 

Café sem crema e azedo demais. Fui ajustando pra um lado e pra outro, tentei várias compactações... 8 tiragens depois, desisti. Limpei o Vario e estou usando o Villa do Ateliê de novo. Vou moer no Krups GVX2 e dar de "presente" pro dono do buteco aqui do lado, que vive de vender pinga e cerveja, mas que tem uma máquina de Café Coado dos anos 60, cujo filtro parece ser ainda o original, sem nunca ter sido lavado. Como ele mistura o açúcar ao pó de café e já "taca tudo junto no saco de pano", ninguém lá vai achar ruim...

 

Era só isso que eu queria contar. Que coisa, hein?

 

Abraços.

 

Carpe Coffea!

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Kkkkkkk, sensacional!

 

Hoje eu tive mais sorte. Tomei um Espresso na Ofner do Center Norte (SP) e estava até palatavel. Além disso eles sabem o que significa "curto".

 

Se não me engano o grão era Lavazza.

 

 

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Excelente, Cabral! Testemunho divertido e contundente.

 

Por isso que eu gosto do Press aqui em Porto Alegre. Se o espresso não é brilhante, ao menos sempre é satisfatório e correto. Controle de qualidade muito bom.

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Por onde começar a mudança? Na minha opinião? Depende... Heróis da cafeína como Alexandre e Juliano, que sabem o que estão fazendo, encontram obstáculos a cada xícara servida, diante da ignorância do consumidor que reclama por receber um bom produto que lhe é alienígena: ele quer a porcaria do "café de máquina da padaria grande", só que ele a quer ver servida de maneira requintada, porque associa a "cafeteria" ao "requinte" (copinho de água com gás, biscoitinho, pratinho especial etc), não à qualidade do café em si, nem à necessidade de aprender a apreciar a bebida de uma nova maneira. Então acho que esse trabalho "de trincheira" não dá conta sozinho, mesmo sendo importante e necessário (estabelecimento de referências).

 

 

Fiquei profundamente lisonjeado agora, meu conhecimento é minimo comparado ao do Alexandre e da grande maioria dos frequentadores deste fórum. Cabral, foi um momento de inspiração e tanto este do texto. Eu vi muito deste analfabetismo funcional em meu período de industria, fui estudante de Eng. Ambiental e tranquei a faculdade para abrir o cyber, na época eu estagiava em uma industria como operador do sistema de tratamento de águas e efluentes, e notava que muitos dos Engenheiros e Técnicos que eram exelentes profissionais em áreas como eletromecânica, engenharia textil e demais "Ciências produtivas", tinha extrema dificuldade em se relacionar com outros funcionários, por não conseguirem explorar conversas que envolvessem aspectos filosóficos, sociais ou biológicos. aqueles indivíduos que apesar do poder aquisitivo, ainda preferiam comprar 3kg de carne de segunda e cerveja varada pro "churrascão de domingo", e que achavam ridículo minha mania de comprar vinhos de 40,00 e ficar 6 horas na cozinha preparando "molho de tomate!", "é só comprar pomarola!!!". Mas estamos todos resistindo, participando desta comunidade excepcional. Adoro quando sirvo alguém que é apaixonado por café, que me critica e exige meu melhor, que são raríssimos em minha região.

 

Quanto ao decaimento cultural da população, concordo em absoluto. Vejo como é difícil encontrar alguém que entenda uma referencia a algum escritor em um filme, ou que prefira uma boa comédia acida e sarcástica Inglesa aos empacotadinhos pastelões hollywodianos. Que tenham uma minima noção do funcionamento de um computador alem do "duplo clic no Internet Explorer -> Google -> Facebook). Tenho um cyber café, mas apos 4 anos de funcionamento ainda escuto "aqui é lanrausi tiu?". Vejo este tipo de situação como um exemplo de que que a população em geral, tem a tendencia de generalizar as coisas fora de seu leque de conhecimentos. Sinto que a grande maioria da população, não busca novos horizontes, novos conhecimentos, tudo fica classificado como "as outras coisas".

 

É difícil ser apaixonado por algo tão marginalizado viu!

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Apesar de a realidade cultural ser negativa em uma primeira impressão, acho que olhando em perspectiva não é isso que acontece. A educação vem chegando a um número cada vez maior de brasileiros, e da mesma forma o acesso à cultura. Eu vejo que fenômenos de massa como a internet e as redes sociais dão voz a pessoas que antes não tinham a oportunidade se manifestar, e ainda que isto frequentemente escandalize os mais esclarecidos pelo contraste de patrimônio cultural, vale lembrar que voltando um pouco no tempo muitas dessas pessoas nem leriam ou escreveriam (nem errado, como hoje!).

 

Poucos anos atrás e importações eram proibidas, a qualidade da indústria nacional era uma porcaria pela falta de concorrência e o consumidor era obrigado a amargar prejuízos, pois não havia a defesa do consumidor.

 

Evidentemente que o crescimento do poder de compra do brasileiro não se traduz diretamente em qualidade cultural, até porque o Brasil é uma sociedade aristocrática, em que mais importa parecer do que ser. Melhor o café servido em xícara bonita, com chantilly, amanteigado e mineral com gás em copinho de cristal que qualidade de bebida, que restaurantezinhos da moda do que comida honesta e gostosa, e por aí vai, dá pra anotar mil exemplos.

 

Vale lembrar, porém, que muitas pessoas que antes não podiam ter acesso a esse tipo de insumo (material e cultural) agora começam a poder. E isso tem reflexos. Pra ficar só em um exemplo e não fugir muito do que interessa ao forum, basta lembrar que antes a totalidade do nosso bom café era exportado. Ao que tudo indica, uma fração já fica aqui, pois começa a se formar um mercado, que ainda é pequeno, mas que parece crescer. De qualquer forma, artigos de luxo são quase sempre de nicho. E pesquisas informam que conforme o poder aquisitivo de uma pessoa sobe, ele passa a gastar em supérfluos, ou seja, luxo.

 

Resumindo, sou otimista! ;)

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Com certeza o mercado de café esta mudando, veja só no mercado próximo a minha casa eu já consegui encontrar 10 marcas diferentes de café em grão, sendo que 2 delas tinham sido torradas a menos de 1 semana. Com o preço baixo nas maquinas de entrada a pessoa compra, começa a se informar, acha o clube,.....

 

Abraços

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Puxa, o Leo é quase meu vizinho.

 

No Center Norte costumo tomar no Viena Express, mas não é grande coisa.

 

Ana

 

Anita,

 

Acho o Viena terrível em matéria de Espresso. Se nunca foi na Ofner tenta uma vez lá...

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Leo, nunca lembro da Ofner. Experimentarei ali na próxima vez.

 

Gostei muito das reflexões do Cabral e do Juliano. Como professora de artes que já deu aulas da pré-escola à graduação, adorei ver a lembrança sobre o lado poético e humanista que muitas vezes falta nas relações. Isto se reflete inclusive no despreparo de uma mão-de-obra (termo generalista que também desumaniza os trabalhadores), que nem tira um café bom nem sabe atender direito, apenas para ficar num exemplo do café. Rituais de convívio, de preparar e degustar sua comida, de fazer algo por si por prazer e não apenas por imposição social são postos de escanteio.

 

Ao mesmo tempo, Rodrigo tem razão quanto à universalização e democratização da educação e de acesso às mídias, por exemplo. Isto derruba muros de classes sociais, aproximando pessoas que antes eram segregadas ou desqualificadas por não acessarem códigos culturais e posições que pertenciam a um grupo dominante. Mas como tudo na vida (até no uso de uma cafeteira), acesso apenas não quer dizer uso consciente e crítico das novas habilidades. Um dos responsáveis tanto por propiciar este novo acesso quanto por fomentar um pensamento crítico é a educação, algo na qual o Brasil ainda não investiu tanto quanto deveria, por isto não damos nosso salto de qualidade.

 

Cada bom barista aqui como Alex ou Juliano cumprem um papel educativo de formar um público mais exigente. É por aí mesmo. Trabalho de formiguinha.

 

Ana Maria

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  • 2 weeks later...

Caros colegas,

Infelizmente, estou perdendo o gosto de tomar café preparado nas cafeterias daqui de São Luis/MA. Uns saem sub-extraído, outros com amargor horrível. Tenho preferido tomar os que eu mesmo tenho feito, pois estão muito melhores, modesta parte. ^_^

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Quando saio para tomar café, saio apenas para usufruir de um ambiente mais livre no intuito de espairecer a cabeça.

 

Já nem me irrito mais com as porcarias que andam preparando por aí....

 

Café mesmo é na minha casa e ponto.

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Ruston,

tá na barra?

Passa no citá e toma um café no cafuné.

Ultimamente eu recomendo os coados por lá, desde que o Hans saiu não bebi um espresso bom lá.

Eles usam os cafés da Nuance, o Thiago pegou cafés novos com o Renato no espaço café.

Bruno.

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