Juliana Felix Postado 1 hora atrás Denunciar Share Postado 1 hora atrás E aí, pessoal! Tudo bem? Sou a Ju Félix, campeã brasileira de Aeropress 2019, e tenho um carinho enorme pelo Fórum Clube do Café. Foi aqui que, desde 2016, encontrei leituras, compras coletivas, amizades e os encontros do pessoal de Goiânia, lá no Clube do Pequi, na casa do Rafa. Muito do que vivo hoje com a Cafélix, minha nanotorrefação, começou por aqui. Meu primeiro contato mais profundo com o café especial também foi em 2016, quando fiz meu curso de barista. A partir dali, o café deixou de ser apenas uma bebida e virou um estudo constante. Passei a visitar fazendas, conhecer produtores, trabalhar em cafeterias, participar de campeonatos e mergulhar cada vez mais nesse universo, até que, em 2020, comecei a torrar meus primeiros cafés no velho torrador bolinha. Foi ali que nasceu a Cafélix. Em 2019, tive a felicidade de conquistar o Campeonato Brasileiro de Aeropress em Blumenau, onde tive a oportunidade de treinar com o Rafa de SP. E antes do Mundial, tive a oportunidade de treinar com o Einstein em BH. Para conseguir viajar até Londres, contei com uma vaquinha organizada por amigos do Fórum e por pessoas espalhadas pelo Brasil. Sou profundamente grata por isso até hoje. A viagem acabou se tornando muito maior do que uma competição. Passei um mês na Europa conhecendo cafeterias, treinando, aprendendo com outros brasileiros que moravam por lá e vivendo intensamente a cultura do café especial. Voltei com uma certeza: queria compartilhar tudo aquilo que tinha aprendido. Mas logo veio a pandemia. Como muita gente, adaptei os planos. Passei a compartilhar conhecimento pela internet, participei de eventos como barista e, em 2020, morando no interior de Goiás, numa cidade de pouco mais de cinco mil habitantes, comprei minha primeira saca de café para torrar. Foi ali, num torrador bolinha, que nasceu a Cafélix. Sem embalagem bonita. Sem marca consolidada. Sem estrutura. Só com muita curiosidade, vontade de aprender e um desejo enorme de entregar um café que respeitasse o trabalho de quem o produziu. Quem já torrou no bolinha sabe... além do cheiro maravilhoso, vinha junto uma boa dose de fumaça, cinzas e muitas horas girando a manivela. Mas também foi ali que comecei a entender, na prática, que a torra é uma mistura fascinante entre ciência, técnica e sensibilidade. Em 2021, voltei a morar em Goiânia e também à minha profissão na área de tecnologia. Como morava em apartamento e não podia mais torrar em casa, encontrei na Muy Café uma parceira para terceirizar a produção e continuar atendendo quem já acompanhava meu trabalho. Mesmo sem estar na frente do torrador todos os dias, a vontade de aprender só aumentava. Então, em 2022, fiz o curso de torra da Roast Cafés, que mudou completamente minha forma de entender desenvolvimento, transferência de calor, curvas de torra e potencial sensorial de cada origem. Foi também quando tomei uma das decisões mais importantes dessa caminhada: comprar um Stratto, da Carmomaq. Era um equipamento usado, um investimento enorme para a minha realidade e, sinceramente, um frio na barriga daqueles. Mas eu sabia que, se queria evoluir como mestre de torra, precisava assumir esse compromisso. Foi uma decisão que transformou a Cafélix. Hoje continuo conciliando meu trabalho na tecnologia com a nanotorrefação. Durante o dia resolvo problemas de TI; nas horas livres estudo café, escolho produtores, provo amostras, desenvolvo curvas, torro, embalo, moo, separo pedidos e respondo clientes. Atrás da Cafélix existe apenas uma pessoa fazendo praticamente tudo. E, curiosamente até então, gosto que seja assim. Porque consigo conhecer quem produz, conversar com quem compra e acompanhar cada etapa desse caminho. O propósito da Cafélix nunca foi simplesmente vender café. É aproximar quem toma café de quem o produz. Por isso escolhemos trabalhar com microlotes, agricultura familiar e produtores que acreditam no mesmo tipo de relação que queremos construir: mais transparente, mais próxima e mais humana. Cada café que chega aqui é estudado individualmente. Cada curva de torra é pensada para valorizar aquele grão específico. E cada pacote carrega um pouco da história da família que cultivou aquele café. Hoje ainda não temos e-commerce. Nossa comunicação acontece principalmente pelo Instagram (@cafelix.oficial) e pelo WhatsApp . Também não trabalhamos com uma lista fixa de cafés. Como são microlotes, eles mudam ao longo do ano conforme as colheitas e os produtores. Se alguém chegou até aqui, meu muito obrigado pela leitura. O Fórum Clube do Café fez parte da construção da minha história, e poder voltar agora apresentando a Cafélix tem um significado muito especial. Toda semana sai uma nova torra e, ao longo do ano, novos microlotes entram na Cafélix. Como trabalhamos com pequenos produtores e lotes limitados, os cafés estão sempre mudando. Se quiser conhecer o que acabou de sair do torrador, me chama no WhatsApp. Vai ser um prazer indicar um café para o seu método de preparo e para o seu paladar.. WhatsApp: (62) 99664-0281 Instagram: @cafelix.oficial Um grande abraço e nos encontramos por aqui ou em uma boa xícara de café. E que a gente nunca pare de aprender, porque o café sempre encontra uma forma de nos ensinar mais um pouco. Citar Link para o comentário Compartilhar em outros sites More sharing options...
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