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"Nova" tendência pro coado


Carneiro

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Os argumentos como: exige mão de obra especializada, o equipamento é caro, e "o cliente prefere". Também dizer que coado requer menos técnica (balela, se se procura servir um bom café).

 

O texto é curto e veja o que aparece: "menu autoral"; "era do café"; servir coado é "“É uma tendência mundial" segundo o chef; "buscamos fugir do óbvio"; "o preço é o mesmo; e o café é melhor"; "O preço foi mantido, mas agora oferecemos um café com qualidade superior e dentro da linha da casa, que prioriza ingredientes e preparo brasileiros com preço justo"; "café com parmesão"; "A ideia do chef é apresentar novas possibilidades de beber café e contribuir para a formação de um repertório cada vez mais amplo em relação ao assunto".

 

Me parece mais desconhecimento e consequente aceitação de uma "nova" tendência forçada por quem talvez nunca tenha sabido fazer um expresso decente.

 

Apesar de eu gostar de fazer todo o processo de café expresso, sempre insisti que custa caro para quem se interessa, e sugiro o café coado (ou outro método menos custoso) em casa. Eu espero de um restaurante gourmet (ou "autoral"), que oferece algo além, aquilo que não posso fazer em casa, seja por falta de recursos, seja por falta de habilidade e conhecimento. Já que o café expresso caiu no gosto do brasileiro (há pouco tempo inclusive), agora os chefs vão dizer que é caro e que não é "brasileiro"?

 

De maneira semelhante os restaurantes deveriam abolir vinhos importados ou mesmo a bebida vinho?

 

Márcio.

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No fim das contas essa "tendência" só dura ou termina se o cliente quiser.

 

Os estabelecimentos podem colocar e testar ambos os métodos no cardápio. O que vai definir é o quanto deu de lucro a mais no fim do mês.

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Claro que sim. Mas um bom coado não é necessariamente algo automático ou intrinsecamente mais fácil de fazer, dispensando técnica. Eu demorei um bom tempo até conseguir fazer do jeito que gosto. Boa gastronomia não é algo tão simples, exige técnica, então é de difícil compreensão o argumento de descomplicar o preparo de café em restaurantes deste naipe.

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Sim Rodrigo, mas depois da fórmula do coado descoberta é bem mais simples e barata de repeti-la. E se o cliente preferir...

 

Mas acho que não dá muito certo porque o espresso tem uma cara mais "chique", especialmente pq coado todo mundo faz em casa.

 

Idealmente seria existir as 2 opções no cardápio.

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Acho engraçado uma coisa:

 

Falando de "todo mundo", "a maioria" quer um balde de espresso, correto? E a "maioria" costuma não gostar do espresso por ser muito forte.

 

Porém este "forte" costuma ser sinônimo de muito amargo (por causa do balde). Também tem o clássico que cerveja é fraco e se bebe baldes, cachaça é forte, então é só um golinho. No nosso caso, mais motivo para culpar o balde de espresso.

 

Levando em consideração também que a maior parte dos lugares costuma usar um grão bom ou aceitável, que costumam ter boas máquinas de espresso, bons moínhos, então com um esforço mínimo de manter a máquina limpa e tirar um curto, ao invés do balde, já não ajudaria bastante?

 

Não seria um café tão amargo, não seria quantidade demais para pesar por ser forte, melhoraria a qualidade geral do café e iria manter o diferencial do espresso, ao invés de um coado, no restaurante.

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A coisa deve ser custo mesmo. Se você treina um barista e ele aprende o ofício, ele vai embora trabalhar em outro lugar pra ganhar mais. Com coado, pelo menos agora, não há essa possibilidade. Não imagino vantagem em se dizer "mas eu sei tirar um café coado num coador japonês super bom". O que talvez fosse bacana, até pela questão do tempo que se leva pra servir, é a Aeropress. O aparelho é mais caro, mas bem mais em conta que manter máquina de expresso. O mis en scène seria ainda melhor que o Hario, principalmente considerando a mulher riscada lá com o pitcher de leite em vez de um gansinho (se bem que é bonita).

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Talvez não. Eu tinha um conhecido que tinha uma boa empresa de assessoria de imprensa, e dizia que um release bem feito, bem diagramado, do tamanho que o veiculo a ser vinculado precisa, com fotos, encontrava facilidade em ser veículado.

Não que se publique inverdades, mas pode-se pender para um lado a interesse do contratante.

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Isso, as empresas acabam tendo que gastar com assessoria de imprensa, mas não se vende espaços deliberadamente. Entre N especialistas de uma área, por que 1 ou 2 aparecem mais? Normalmente porque investem em assessoria, publicidade, e métodos de aparecer em buscas (principalmente Google, hoje em dia). Mas olha o fora de tópico aí... :)

 

Aeropress é muito legal, mas não entendo como as cafeterias apostam nela como método comercial. É uma ferramenta de experimentação, principalmente doméstica, não é consistente.

 

Quanto a treinamento para expresso, um restaurante precisa ter alguém que saiba regular a máquina, e isso pode ser uma ou duas pessoas chaves na operação, e de repente mais alguns que saibam operar a máquina, se no caso não há ninguém dedicado a bebidas etc. Mas, claro, também precisa de grãos bem torrados para expresso (difícil por aqui).

 

No final das contas o que estamos vendo, me parece, é o fracasso do conjunto torrefadores e vendedores de equipamento para expresso por aqui? Sei que as empresas são completamente desunidas, e se por um tempo cada um aproveitou o momento de novidade (expresso no Brasil só começou na década de 90), hoje os próprios usuários (cafeterias, bares, restaurantes e consumidores) vão começar a questionar o resultado...

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Eu acho que os restaurantes não tem saco nem querem investir dinheiro nisso então pagaram uma matéria para lançar a moda, assim, quando o cliente reclamar que não tem espresso eles podem alegar que o cliente é que esta desatualizado, que a moda agora é outra.

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Concordo com o Victor.

 

É pura especulação!

 

Lançam a modinha no mercado e esperam pegar. Realmente é mais fácil errar um espresso do que um coado. Além disto, quem gosta de café vai à cafeteria. Cafezinho de restaurante serve para pós-refeição. E o público alvo não são os experts. E sim o resto do povo que apenas gostam de um cafezinho depois da refeição.

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Os jornalistas sempre estão atrás de pauta e das novidades da área. Não precisa pagar nada, é notícia pois no caso 3 restaurantes importantes estão mudando. Mas concordo contigo, que o cara no futuro falará isso para o cliente que quer expresso, que a moda agora é outra, que justamente está sendo forçada. Por isso eu ironizei o "o cliente prefere"...

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acho que o problema de se servir espresso em restaurantes é a quantidade de doses vendidas. acho que isso não justifica o investimento. melhor servir poucos coados bem feito do que poucos espressos mal feitos.

da mesma maneira, é meio impraticável uma cafeteria viver só de coado, que demanda muito mais tempo na preparação, ou seja, tem uma capacidade menor de venda.

agora, as justificativas na "reportagem" são bem tendenciosas, literalmente.

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Hoje mesmo almocei em um restaurante que tem uma proposta de menu único com entrada, prato principal e sobremesa. Eles abrem nas quintas, sextas e sábados para o almoço. Cada dia, um cardápio diferente, que muda toda semana. Estava tudo bem gostoso, inclusive um refrescante suco de melancia com gengibre que caia muito bem com o saara que está POA nesta época. Porém, após a sobremesa ofereceram-me um espresso, que recusei. Olhando o da mesa ao lado, parecia correto, com crema na medida, xícara adequada, etc. Mas estava tudo tão bom - dentro da proposta - que fiquei com medo de estragar a refeição e decidi não tomar.

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acho que o problema de se servir espresso em restaurantes é a quantidade de doses vendidas. acho que isso não justifica o investimento. melhor servir poucos coados bem feito do que poucos espressos mal feitos.

da mesma maneira, é meio impraticável uma cafeteria viver só de coado, que demanda muito mais tempo na preparação, ou seja, tem uma capacidade menor de venda.

agora, as justificativas na "reportagem" são bem tendenciosas, literalmente.

 

Pra isso, sempre há nespresso. No mínimo, não haverá surpresas desagradáveis.

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O uso de Nespresso por chefs tem sido criticado, e acho que está embutida resposta a isso no papo de "prioriza ingredientes e preparo brasileiros".

 

O custo de aluguel de uma máquina pequena (1 ou 2 grupos) e moinho não é alto. Só não justifica se o lugar tem frequência muito baixa.

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