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Mostrando conteúdo com maior reputação em 02-11-2025 em Posts

  1. Como eu sei que aqui tem um pessoal que aprecia restaurações e modificações de máquinas de espresso, resolvi fazer esse tópico, que estou enrolando há quase um ano pra escrever, e compartilhar de forma resumida as modificações que fiz nesta distinta senhora chamada Brasilia Lady. Pra quem não conhece, a Lady é um modelo clássico de máquina caseira da marca italiana, fundada há quase 50 anos, chamada Brasilia (e não Brasília, que por coincidência é minha cidade natal), e fez algum sucesso na década de 90 e início dos anos 2000, junto com outro modelo, a Club, sua irmã um pouco menor, com a qual compartilha algumas peças internas. É uma máquina bastante robusta (e pesada), construída praticamente toda em metal, tanto sua carcaça externa como as peças internas. Possui um boiler de latão de 300ml (330ml sem a resistência dentro) e um grupo de 58mm (conjunto praticamente idênticos aos da Fiama Minibar e da Faema Family), além de uma válvula solenoide. É uma máquina que compete de frente com a consagrada Rancilio Silvia, bem mais conhecida por aqui. Conversei com algumas pessoas com experiência nessa área ou que trabalham com máquinas e já fizeram comparações das duas lado a lado, ao que relataram uma ligeira preferência pelos espressos da Lady, ao compara-las ambas originais. A diferença de projeto entre as duas é que a Silvia possui o grupo deslocado do boiler, o que pode acabar funcionando como um radiador, caso não esteja muito bem aquecido, perdendo mais temperatura durante o shot, enquanto o grupo da Lady fica exatamente abaixo do boiler, proporcionando um aquecimento mais rápido. Outro ponto de vantagem é que a parte superior da carcaça da Lady, acima do boiler, tem perfurações que permitem a passagem livre de qualquer vapor formado e que venha a subir por dentro da máquia, ou seja, menos chances de oxidação interna na carcaça, algo que não é tão incomum de acontecer nas Silvias. Enfim, peguei essa minha unidade na cor azul, praticamente toda original. A única melhoria que ela possuía era uma válvula OPV regulada em 8 bar de pressão máxima. Aparentemente foi bem cuidada pelos donos anteriores, e estava funcionando bem. Originalmente ela trabalha com um termostato de extração que desliga a resistência a partir de 107º no boiler (no chuveiro fica sempre por volta de 10º a 11º abaixo) e com certeza deve passar dos 110º até parar o aquecimento e começar a cair. Ou seja, uma temperatura bem alta pra maioria das extrações, o que leva a necessidade dar flushs antes do shot para poder resfriá-la. Esse primeiro flush sempre saía vapor pelo chuveiro junto. Mas sabendo lidar com isso e "surfando" a temperatura, ela já tira bons espressos, só que a repetiblidade e a praticidade ficam um pouco prejudicadas. Na questão de modificações e melhorias, comecei com a troca da gaxeta por uma nova, pois a que veio não estava vedando 100% o porta-filtro. Depois desmontei toda a máquina e abri o boiler para verificar seu estado interno, que surpreendentemente estava em ótima condição de limpeza. Descobri posteriormente que o "Cabeça", do "Garagem do Café", já havia feito uma limpeza e revisão nela. Depois parti para a instalação do dimmer (testei 3 modelos diferentes até chegar no ideial), PID (modelo XMT-7100) e manômetro (o mesmo da Miicoffe Apex). Aproveitei que a máquina estava desmontada para colocar uma manta térmica em volta e em cima do boiler, o que ajuda na estabilidade térmica do conjunto, reduz o consumo de energia e diminui a irradiação de calor pras demais peças internas. Posteriormente troquei o chuveiro por outro novo de maior precisão (aparentemente é o mesmo modelo que serve nas Breville), o que melhorou a distribuição da queda de água. Fiz também a troca da ponta do bico vaporizador original de 2 furos por outro que possui um furo de tamanho variável, o que proporcionou um controle melhor da saída de vapor. E mais recentemente fiz a instalação de manta acústica na parte interna da máquina, na tentativa de deixá-la mais silenciosa. Abafou um pouco o barulho, mas o resultado ainda não ficou do jeito que esperava. Peguei outras ideias para diminuir com mais eficiência o barulho e a ressonância da bomba, e devo testar logo. Cheguei a cogitar pintá-la de outra cor quando estava desmontada, mas acabei resolvendo manter a originalidade dela. Então fiz apenas alguns pequenos retoques em pontos específicos que estavam arranhados ou desgastados com uma tinta de cor praticamente igual à original. Com a instalação do PID finalizada e com alguns ajustes nos parâmetros, os testes de estabilidade térmica com um termômetro dentro do porta-filtro mostraram um resultado que considero excelente, com a temperatura real dentro do cesto variando de 1ºC a 2ºC (às vezes até menos que 1º) durante a extração, dependendo da temperatura inicial, do tempo do shot e da velocidade do fluxo de água. Ou seja, com essa estabilidade, devido à grande massa metálica do conjunto, aliado aos 300ml do boiler posicionado acima do grupo, e ao PID atuando logo cedo, as torras claras e cafés mais difíceis de extrair não são um problema pra Lady. E hoje ela está assim, tirando ótimos espressos:
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  2. Opa fala aí pessoal!! Fala aí Alx! Belezinha? Não repara a demora para responder rsrs... Pois é, sobre usar o rdt, desculpa a ignorância rsrs todo mundo usa isso então deve ser algo seguro né? Eu tenho resistido a usar por medo de acabar provocando alguma reação química/biológica no moedor kkkk. Não dá não né? Para filtrados eu tenho usado aquele copinho muito legal que vem nele mesmo. Mas para expresso estou me aprimorando para usar diretamente no pf. Mas eu tenho deixado o pf apoiado mesmo naquela plataforma na frente do moedor. Nunca mais deu trancamento fazendo assim. Mas sempre acaba caindo um pouquinho de pó se eu acabo exagerando na dose de café. Esse acessório que você mencionou que você usa eu não conheço. Para a minha evo pro, minha regulagem gira em torno ali do 55 às vezes mais às vezes menos dependendo do café. Isso porque eu estou usando o próprio pf e veio de fábrica, aquele fechado com bico duplo que eu não gosto muito rsrs. Mas é porque ainda não tive oportunidade de comprar um "naked" não sei se é assim que se escreve rsrs. Para coados eu estou ali pelo 15 mais ou menos. Antes de comprar dele vi vários relatos de que ele não valoriza muito os cafés nos filtrados. O que eu acho que acontece é que a moagem dele acaba produzindo poucos "fines", o que, na minha opinião individual, deixa a bebida um pouco mais " limpa ", então eu tenho que fazer uma moagem um pouco mais fina para compensar isso, eu, acho. Agora que acho que encontrei uma granulometria que me agrada, estou gostando muito dos cafés nele para coados. Sobre a questão da acessibilidade para mim nele, como eu sou pessoa com baixa visão, eu consigo usar o zoom da câmera do celular para enxergar a numeração e tem funcionado provisoriamente. Com certeza um implemento tátil vai deixar as coisas infinitamente mais fáceis e práticas na minha operação. Realmente eu estou gostando demais dessa experiência de ter uma regulagem infinita que me permite ajustar a moagem para cada café e cada método especificamente. Isso é fantástico! Mas nas férias eu pretendo colocar alguma coisa, talvez bolinhas de cola quente em cada uma daquelas Barras brancas, e em cima de cada número. O 0 vai ter que ter algo diferenciado para eu conseguir identificar mesmo com mais facilidade a mudança de voltas. Desculpa o textão aí galera kkkk. Valeu Alx!!
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