Luis Paulo

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About Luis Paulo

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  • Birthday 05/05/1990

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  1. E aí galera! Então, só atualizando: na terça passada foi feriado aqui em BH e rolou um encontro pra descascar o lote esperança, que já tinha descansado por pouco mais de 1 mês depois de secar. Usamos um descascador Botini manual: Pra separar a casca da semente a gente resolveu que um ventilador soprando de baixo pra cima na peneira seria o método mais eficaz... Isso de descascar café faz uma bagunça monstra! A sujeira de torrar é fichinha perto de descascar O final da separação foi na mão mesmo. E pra finalizar, separamos nas peneiras de amostra do Igor. Resultado: de 20L (ou uns 10Kg) de cereja colhido por 4 pessoas em quase 3h, tivemos uns 4,5Kg de frutos secos, pra tirar uns 2150g de grãos depois de descascar É muito trabalho pra pouco café!! Meu respeito pra quem tem isso como rotina! Eu e a @andreiasuzuki já torramos. Mas percebemos que o café ainda pode descansar mais. Mesmo com a umidade adequada, por estar muito novo ele apresenta uma resistência grande no desenvolvimento, e é muito fácil ele sair subdesenvolvido, com notas vegetais não muito agradáveis, que foi o que aconteceu com a minha torra. Então acho que devemos torrar novamente daqui uns 30 dias. Mesmo com a torra não muito legal tentamos fazer uma avaliação, e o grupo concordou que é bem provável que o café tem potencial pra dar especial. Talvez o primeiro café especial que saiu da fazenda da minha família
  2. Teoricamente vc tem que começar com potência mais baixa e ir aumentando pra conseguir manter o ROR constante, já que a transferência de calor vai diminuindo com o aumento de temperatura. E aí antes do 1C vc volta a abaixar novamente se quiser quebrar a curva pra um ROR menor e decrescente. Os números exatos vão depender do torrador e do grão.
  3. @viniesp, pelo contato rápido que tive com a Aram no Jamboree, acho que a BR dela é relativamente baixa, se usar a capacidade total do filtro e do reservatório de água... mas dá pra aumentar a BR subindo menos o pistão pra entrar menos água.
  4. Bem vindo ao CdC, Miguel! Dentre os resultados da busca pelos modelos, um deles trata exatamente sobre a sua dúvida, aqui.
  5. Sei que há diferença, Caê. Imagino que no design de novos chuveiros as marcas tentem uniformizar a velocidade do fluxo de água saindo da tela ao longo de toda a superfície. O que eu disse é que esse aspecto não pode ser analisado sem o portafiltro, com pressão ambiente, e meios diferentes (água em cima / ar embaixo).
  6. Já atualizei a minha! Gostei das novas funcionalidades... Só não gostei que ainda não é compatível com meu LG G4
  7. Vou especular aqui como engenheiro: 1- Quanto menores e mais próximos os furos do chuveiro, mais o fluxo vai se juntar no meio por conta da tensão superficial da água com o metal. 2- Se a proporção [área de furos/área total] for muito grande, de forma que o chuveiro não ofereça nenhuma resistência à passagem de água (pressão em cima do chuveiro = pressão embaixo), então a água que vier de cima vai passar direto, sem se distribuir pela superfície do chuveiro. 3- Durante a maior parte da extração, o meio estará sob alta pressão e todo preenchido de água, tanto em cima quanto embaixo do chuveiro. Então não faz nenhum sentido analisar o funcionamento deste só ligando a bomba sem o portafiltro com pó encaixados. E minhas duas observações aí em cima perdem a relevância.
  8. Exatamente. Café subdesenvolvido lembra um pouco amendoim torrado no aroma e sabor.
  9. Provavelmente o resultado não ficaria muito legal, Lourenço. Mesmo com torras claras, a temperatura dos grãos passa um pouco dos 200 °C. Por isso, é necessário que a temperatura do ambiente esteja acima disso, se não nem todas as reações químicas desejadas vão ocorrer, e o café ficará subdesenvolvido, com notas típicas vegetais pouco agradáveis.
  10. No fim das contas essa é a estratégia ideal, Marco. É o que eu pretendo fazer quando concluir as modificações da minha air fryer. No curso a gente levantou algumas conclusões que podem ajudar a direcionar a torra quando a quantidade de café é pequena, por ex: curvas com RoR mais decrescente (curva mais acentuada, o que significa mais tempo em temperaturas mais altas) vão destacar corpo e doçura; curvas com RoR mais constante vão destacar notas mais sutis e acidez, podendo também ressaltar defeitos de safra velha ou mau armazenamento. Mas eu faço questão de testar por conta própria essas teorias quando tiver os meios necessários. O melhor dos casos, claro, é possuir um histórico de logs e feedbacks de outros que já torraram o mesmo café, e daí vem a motivação pra gente criar esses tópicos de torra pra cada CC.
  11. Então, @Marco Camunha, o 1° post mostra as curvas que tentamos com o Barinas durante o curso como Eystein. Na ocasião nós usamos outra peneira pro teste, mas imaginamos que para o chato 17/18UP a curva que havíamos elegido como a melhor também se aplicaria.
  12. Pois é, @Guilherme Afonso, ficou bem heterogêneo. Uma boa parte dos grãos deve ter passado do 2o crack. Cata fora os grãos queimados pra ver se ajuda a minimizar o sabor desagradável.
  13. Apenas completando o que o Igor disse: os perfis das torras de um mesmo café estão bem próximos, com dá pra ver nas curvas acima. Chegamos a medir a perda de massa do Vargem Grande, e a variação ficou numa faixa de 0,3%. Ainda fizemos depois um cupping de amostras de cada batch. Há sim uma diferença sensorial perceptível, mas bem sutil. Eu particularmente não acho que um blend das torras fosse alterar muita coisa não. Mas no fim das contas preferimos deixar separado pelos benefícios que o Igor trouxe aí.
  14. Hoje é um bom dia pra atualizar o tópico, terminamos a secagem do café que colhemos! Foram 25 dias secando, um pouco além do normal, mesmo pra café especial, mas ainda dentro do aceitável. Algumas imagens desse finalzinho da secagem: Café cereja à esquerda, boia à direita: E o café já embalado junto com meus verdes pra descansar por uns 30 dias pelo menos: Como sabemos que está no ponto ideal de secagem? Como eu contei aí pra cima, fiz um teste de evaporação em banho de óleo quente. Teoricamente só a água evaporaria, e aí é só pesar a amostra de grãos antes e depois do teste, e calcular a taxa inicial de umidade. Alguns dias depois, surgiu uma oportunidade de utilizar equipamentos de um laboratório para realização de um teste mais preciso e amplamente utilizado: o da estufa a 105° por 24h. Depois dos resultados deste eu percebi que no teste EDABO algumas coisas além de água eram eliminadas, pois a umidade encontrada estava uns 2% acima do real. Enfim, depois do teste da estufa eu já tinha a informação que me permitiria interromper a secagem quando chegasse no ponto ideal. Desde o primeiro dia eu pesei os grãos, inicialmente por amostras aleatórias de 100 grãos, e depois de transferir da lona pras peneiras pesando a massa total. Esse controle dos dados me permitiu traçar o seguinte gráfico bem legal: Os cafés cereja e boia acabaram com 10,7% e 10,9% de umidade respectivamente. Li recentemente o motivo da faixa estreita de tolerância: acima de 12% tem chance do café mofar e abaixo de 9% as características sensoriais da bebida se perdem significativamente mais rápido. Agora é esperar pelo menos uns 30 dias pro café descansar, ou seja, equilibrar o nível de umidade entre os grãos. Depois disso vamos descascar os frutos com um descascador manual, e então torrar alguns batches pra experimentar. Até lá a gente vai torcendo pra esse trabalhão todo valer a pena...
  15. Pessoal, todos os pedidos foram enviados hoje pela manhã: Já atualizei no site com os códigos de rastreio. @Vojnovskis, não temos uma data exata ainda. Mas já esgotamos o que havia restado da última Compra Coletiva, e agora não compensa ir atrás de cafés da safra passada. Iremos esperar a safra atual acabar, dar tempo pros cafés descansarem, pedir amostras pros produtores, e a próxima CC deve ser só lá pra novembro.