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Mostrando conteúdo com maior reputação em 10-11-2025 em Posts

  1. Cara, o Ode é um excelente moedor, mas ele não é feito para espresso. Mesmo que com algumas gambiarras funcione você vai estar exigindo do motor mais do que ele foi projetado para entregar, e tem muito risco de comprometer a vida útil do produto. Minha recomendação é comprar outro moedor para espresso, pelos últimos reviews o starseeker parece ser a opção custo-benefício do momento. E aí você pode ou continuar com o Ode ou trocar por um manual de boa qualidade para os coados, como um ZP6, K-Ultra ou Kingrinder K6/K7.
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  2. Olá pessoal! Começando este tópico sobre o Kingrinder K7 comentando um pouco a 1ª experiência e testes com este aprimorado moinho. Basicamente, ele tem a mesma construção dos outros kingrinders K4 e K6, com algumas melhorias interessantes: · Todo o intervalo de moagem, cobrindo turco até prensa francesa, é de apenas 100 clicks com precisão de 15 microns. Embora a Kingrinder divulgue que o máximo é 100 clicks, na prática consegue-se ajustar até 110 clicks. Para fins de comparação, o K6 tinha 240 clicks divididos em 4 voltas e precisão de 16 microns. Ou seja, fica muito mais fácil migrar de um método para outro, assim como no 1zpresso k pro (atual k ultra). · O clipe em forma de U, que prendia o eixo no K6, foi substituído por uma arruela que prende o eixo apenas com uma pequena girada para um dos lados. Ideia similar ao ajuste do 1zpresso X pro. · Pela limitação de 1 volta definindo o mínimo e máximo, e a forma de travar o eixo pela nova arruela, o K7 agora fica calibrado exatamente no número Zero, não perdendo a calibração ao ser desmontado. · O copo coletor é preso por 4 pequenos encaixes e travado por imãs. Isso torna muito prático o encaixe e desencaixe precisando fazer um giro menor que ¼ da volta. O melhor ajuste que conheço é do Millab M01 e esse do K7 parece ter a mesma ideia. · A banda de silicone foi remodelada e agora está mais aderente às mãos · Novo conjunto de mós (interna e externa) que lembram os traços de design do ZP6, embora a mo interna do K7 possuir 1 ponta (lamina) a mais. A mó interna é destacável do eixo (vide fotos) e a externa, não. A foto mostra que a mó externa é presa e alinhada por 4 parafusos laterais e o anel cilíndrico que a suporta é inserida por pressão no restante do corpo. Pelo reddit, outros fóruns e no f.a.q. da própria Kingrinder li que não é possível mesmo retirar a mó externa. Mas, obviamente, eu tentei. Ahahah. Eu tirei os parafusos e tentei desencaixar as partes, girando e puxando, mas não obtive sucesso. Pela similaridade das mós do K7 e ZP6, resolvi começar o teste com eles no V60, da mesma forma que fiz com o K4 x kinu e K6 x K pro. Moi amostras em ambos os moedores e tentei deixar numa granulometria similar por inspeção visual. Ajustei o K7 em 88 clicks, o ZP6 em 60 clicks e medi o tempo de extração e os TDS. Tive que ajustar o ZP6 para 56 clicks para chegar no mesmo TDS e cheguei em tempos de extração com diferença de 7segundos. Novamente, comparei as granulometrias visualmente e desta vez utilizei o Difluid Omni para fazer uma série de análises de distribuição das partículas moídas. O que apresentei na imagem é o que ficou mais perto da média dos tamanhos médios e desvios médios dos vários ensaios que fiz. Observa-se que o ZP6 apresenta uma considerável concentração entre 600 e 1180 microns maior do que o K7, mas também apresenta mais fines (<300 microns). Talvez possa se dizer que pelo ZP6 apresentar mais partículas na região de coados, o que sugere mais claridade nas bebidas. Em contraste, a maior quantidade de fines sugere que um maior corpo, doçura e menos claridade. Mas, só com dados quantitativos é bem difícil de prever como serão as características finais... Então, fiz 3 testes no V60 utilizando o método do Kasuya 4:6 que pressupõe uma moagem média-grossa usando o café Catuaí do Eduardo da Roast que apresenta notas de manjericão, tangerina/raspas de limão, lavanda, mel e melaço. O 1º teste foi normal e o outro foi às cegas para ver se conseguia acertar. No dia seguinte, fiz o 3º teste às cegas e também consegui identifica-los. Ambos estão mais para o lado da alta clareza, acidez com menor corpo e doçura dentre os moedores que já testei. Contudo, é possível distinguir características que para esse teste, método e café utilizados definem bem o moedor usado. O K7apresentou notas mais fracas (suaves) de manjericão e acidez mais puxada para laranja. A doçura do mel e do melaço ficaram bem ressaltadas e não consegui identificar o floral da lavanda. No ZP6, claramente deu para identificar a lavanda e uma acidez mais “cortante” tipo limão. Realizei também um único comparativo com o K Max (K ultra) e o resultado foi que o K7 tem mais claridade, mas não mais corpo que o K Max. Nos espressos, como não consigo moer fino suficiente no ZP6 para extrair um espresso ratio 1:2, fiz só com o K7. A propósito, ele é bem rápido na moagem (20g em 40s), mas precisa de uma forcinha extra assim como o K4. O K7 nos espressos de filtro VST 58mm (35 clicks) resulta numa bebida mais leve, acidez ressaltada, mas mantendo uma certa doçura. Não cheguei a testar lado a lado, mas me lembrou os expressos do SSP MP. Fiz testes trocando o filtro para o stepdown 58-46 (45 clicks) da Graph em que se moi bem mais grosso. O resultado foi um espresso com mais corpo e equilibrado entre dulçor e acidez, mas mesmo assim ainda fica bem longe de um espresso mais tradicional usando um kinu, K4 ou Niche Zero. Concluindo, gostei bastante das melhorias e entendo ser um ótimo concorrente do ZP6 para coados e tendo a vantagem de moer facilmente para espresso. Considerando que paguei 1200 no Aliexpress e que o ZP6 está cerca de 1600, entendo ser um ótimo custo benefício para coados e expressos mais leves com notas sensoriais mais perceptíveis. Aos outros que forem comprando e testando o k7, compartilhem as opiniões! Abraço!
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  3. Bem mais doçura e bem menos acidez. K4 é mais para o perfil tradicional de espresso encorpado e doce, sem ou com pouca acidez. Não é exatamente um clone, pois as mós internas são diferentes. As externas tambem se parecem. Mas da para dizer que os resultados nos coados são próximos.
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  4. E aproveitando que estou aqui no tópico das Gaggia, vou mostrar a minha Color que comprei em agosto e terminei de modificar em meados de setembro. Eu já estava bem satisfeito nos últimos quase 3 anos com minha Philco 15 Bar com modificações (PID, OPV, dimmer) além do kit completo de acessórios. Não estava procurando outra máquina, mas surgiu uma boa oportunidade para migar para 58mm. Foi um achado no OLX por um colega de outro estado, que viu o anúncio em uma cidade próxima da minha. Paguei online e combinei de retirar em mãos com a vendedora no mesmo dia. O funcionamento e características da Gaggia Color são bem semelhantes aos da Philco, como por exemplo o chuveiro com o sistema de abertura por mola (e não solenoide, como na Gaggia Classic). Mas a construção e peças da Gaggia são bem superiores. O próprio parafuso do chuveiro, que é do tipo Philips, diferente do parafuso de alumínio mole e de fenda no da Philco. Os fios de maior bitola, mangueiras com camada externa trançada, estrutura do "corpo" com encaixes justos sem peças com vibração e o peso do conjunto todo. Enfim, é realmente uma máquina de café (por mais básica e "espartana" que seja sua construção e zero recursos eletrônicos) e não apenas um eletrodoméstico que faz cafés (sem desmerecer o resultado na xícara que a Philco é capaz). Eu fiz uma limpeza básica nela. Desmontei soltando pouquíssimos parafusos (e todos eles do mesmo tipo, contra os inúmeros de 2 ou 3 modelos diferentes que tem na Philco) da carcaça. A parte do grupo tinha uma sujeira considerável, mas que saiu fácil com um banho de CoffeeLav (alternativa barata ao Cafiza). O boiler demorei para conseguir abrir, a borracha de vedação estava praticamente colada. Mas depois de um molho em água quente, acabei que consegui abrir e para minha surpresa estava extremamente limpo, considerando que é uma máquina que tem alguns anos. Vacilei em não tirar foto dele por dentro, mas estava fazendo essa limpeza já madrugada adentro, após trazer ela para casa. Estava ansioso em colocá-la para funcionar. Deixei o boiler de molho na solução de ácido cítrico, enxaguei e remontei tudo. Estava tudo funcionando perfeitamente. O tamanho do boiler, que é de inox, e a resistência submersa são os mais impressionantes deste modelo, ainda mais vindo de uma Philco. É muito grande e o ganho de temperatura/aquecimento é muito rápido. Uma questão curiosa dela: uma mangueira de retorno que sai do topo da válvula do vapor. Este retorno talvez seja uma forma de aliviar a pressão dentro do boiler. Não sei dizer. Mas a água sai quente por este retorno e segue de volta para o tanque de água da máquina. Após um tempo ligada, a temperatura da água no reservatório pode chegar a uns 40°, quando fiz uma medição. Eu planejei fazer a modificação completa: dimmer, PID, manômetro e OPV regulável. Acabei trocando a bomba também, por ter um vazamento no tubo/saída dela (que é de plástico) junto da conexão que usei para conectar a OPV de metal que eu já tinha. No fim, acabei usando uma outra OPV de plástico de outras máquinas da Saeco. Foi uma peça bem barata (R$ 37 reais na época) e comprei no Mercado Livre. No AliExpress, a mesma peça estava por uns R$ 200 reais. E deixei a bomba nova também, uma Ulka com as mesmas especificações da bomba original, mas com a saída em metal. Acabei ficando com um certo receio (ou dó, talvez) de cortar a máquina para embutir as modificações. Acabei aproveitando de outra característica curiosa deste modelo: uma abertura na parte de baixo da máquina, com uma tampa encaixada. Talvez para inspeção/controle de qualidade na fábrica. Consegui passar todos os fios e também o tubo do manômetro por esta abertura e adaptei o PID, manômetro e dimmer em uma caixinha externa. No fim, fique bem satisfeito. O upgrade foi grande na questão de máquina mais robusta, ter um setup 58mm, um boiler maior e com melhor resposta ao aquecimento. Na xícara eu ainda não tirei um espresso tão superior aos que tirava na Philco. Mas posso dizer que extraí todo o potencial que a Philco me permitia, junto com as modificações, moedor e técnica.
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