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Mostrando conteúdo com maior reputação em 06-03-2025 em todas as áreas

  1. Boa tarde @Marcão, eu não sei se te interpretei mal mas se me permite eu vou seguir na contramão e te sugerir que é saudável desencanar um pouco da ideia de ser mais objetivo que um provador rsrsrs Até o momento em que a gente chegar num futuro incrível em que o pessoal vai extrair a informação direto da mente da pessoa que esta tomando o café dentro de uma máquina de fMRI ou com um chip implantado no cérebro, acaba que qualquer medida objetiva que você fizer só vai ter utilidade se acompanhada de informações provenientes de alguém que provou: Você poderia medir o PH do seu café e ter uma informação sobre o quanto ele é ácido do ponto de vista de ions H+ presentes nele, e isso pode ser um parâmetro para dizer o quão ácido ele será ao paladar, mas somente se os ácidos presentes nos seus cafés forem os mesmos nas mesmas proporções para as diferentes torras, porque soluções de mesmo pH de ácidos diferentes vão ter diferenças na acidez percebida no paladar, então para cada mudança na torra, se surgiu um ácido novo ou houve mudança nas proporções dos que estavam presentes, o que será percebido no paladar pode mudar mesmo que o pH se mantenha fixo. Você também pode gastar milhões em equipamentos de cromatografia, espectometros de massa e técnicos capacitados para opera-los, e assim dizer um a um quais são os compostos que influenciam o aroma do seu café e isso talvez seja de bom valor para a ciência, mas no fim se seu objetivo é simplesmente descrever o aroma do seu café, vai ser uma pessoa que cheirou esses compostos isoladamente em diferentes concentrações num olfatometro e descreveu como ele cheirava que vai te dizer o aroma, não uma máquina, e se o provador de café é subjetivo ao descrever cheiros eu não sei se terceirizar o cheirar para outros vai trazer esse tipo de objetividade que você busca e nem acredito que o somatório dos descritivos de como compostos isolados cheiram é suficiente para caracterizar a experiência de cheirar uma mistura. Em resumo, eu acho mais útil ter um grupo de provadores, procurar metodologias sistemáticas de prova, utilizar escalas na descrição de sabor, cheiro e afins, que é o que acontece em laboratório e o que deveria acontecer com quem segue uma rotina de prova de café e usa uma roda de sabores por ex. Sobre açúcar, ºbrix propriamente dito não mede nenhum tipo de açúcar. A gente tende a pensar em ºbrix como medição de açúcar por ser uma escala pensada e usualmente empregada nisso, mas é bom pontuar que o equipamento que se usa é um refratometro (mede índice de refração) e ºbrix é uma escala construida com base nessas medidas, ou seja: é feito uma medida do quanto o líquido interage com a luz por conta de ter mais ou menos coisa dissolvida e é feito uma comparação desse índice de refração com medidas feitas de quanto adicionar açúcar em água muda o índice de refração: 1º brix significa que o seu liquido interage com a luz da mesma forma que uma solução com 1g açucar/100g de solução, mas isso não quer dizer que vai ter 1g de açúcar lá. ºBrix faz sentido como medida indireta de açúcar quando o que esta sendo medido é concentrado em açúcar (tipo caldo de cana ou suco de fruta) e quando a expectativa é que aquilo que vai variar entre amostras e afetar o índice de refração será justamente o açúcar, isso é razoável para suco de fruta mas se sua expectativa é utilizar isso pro café a primeira coisa a se avaliar é se entre uma torra e outra a expectativa é que mude somente os açucares ou se mais compostos vão variar, pra mim parece fazer sentido esperar que entre uma torra e outra você possa aumentar ou diminuir a quantidade de solúveis e a forma que seu café refrata a luz sem necessariamente afetar os açucares. Sobre o principal açúcar no café, se procurar no google scholar alguém já deve ter feito um estudo completo sobre isso, mas minha opinião não muito fundamentada é que eu não espero que a sacarose seja o principal açúcar pelo simples fato de que a faixa de temperaturas em que se torra café é alta o suficiente para causar a decomposição da sacarose.
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  2. Se uma nova custa menos de 3 mil euros na Europa ou 20 mil reais no Brasil, 99% de chance de ser vibratória. Ou seja, a sua só pode ser... kkk...
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  3. Coloque um dimmer. Fácil, pode fazer pré-infusão e flow profiling depois.
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  4. Sugiro aguardar a E24. O boiler de latão faz toda a diferença. Inclusive, fara na revenda. Daqui alguns anos, na hora de vender usada, verá que terá apelo e valor muito superior as outras versoes com boiler de alumínio.
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  5. Eu topo, vai estar sujeito a eu não estar muito ocupado no dia mas a gente dá um jeitinho.
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  6. O K6 segue o perfil sensorial da família k da 1Zpresso, de uma bebida bem equilibrada e límpida, não tão carregada no corpo. Como os dois são opções bem sólidas junto à comunidade, levaria em conta essa questão dos sensorial, além do preço e a estética que preferir. Tive por um bom tempo o k6, recomendo bastante.
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  7. O problema do Rao é que ele é um pseudo cientista. Diz que leu mais de 5 mil artigos, mas duvido. Em um post recente no insta, ele criticou o trabalho de alguns pesquisadores brasileiros, mas os questionamentos do publico e as respostas que ele deu mostram que ele nao leu o artigo. Quem é acadêmico de verdade, no minimo sabe reconhecer o objetivo da pesquisa, quais eram as hipóteses que estavam testando, quais foram validadas ou não, qual o merito da pesquisa. Ele se mostrou totalmente analfabeto em leitura científica. Eu inicialmente critiquei com ironias, pois o conhecimento dele sobre os cafés brasileiros era de quem acha que a capital do Brasil é Buenos Aires. Ele me bloqueoou... rs... Ai voltei com outro perfil, Estomagofeliz, pode ler lá os meus comentários. Coloquei os questionamentos mais na linha do debate e ele não respondeu mais. https://www.instagram.com/p/DAlQXOqsZd9/?igsh=eDNsNTZqaDNyMXA= Mas o pior na minha opinião, é que ele tem muita audiência, espalha as fake news, e os pesquisadores brasileiros sao taxados de cientistas de papel, que na prática, nao corresponde a realidade. Depois, ve que falou bobagem, fica sem resposta, e nem apaga a postagem. Pesquisador respeita pesquisador e apagaria a postagem depois de ver que falou bobagem e ta afetando a reputação do coleguinha, mas o cara ta lá pra vender curso, vive de fama passada. Inclusive, a Fabi é uma das que questiona ele, muito mais educadamente que eu. Aliás, as famosas gotas de Lotus que ele vende como fruto de um trabalho de pesquisa, veio de um trabalho de graduação, não é de um pós doutorado como ele vai dourando a pilula. Não que aguas e minerais não tenham efeito ou importância, não é isso que quero dizer, mas apenas que o cara é só um marketeiro. Não entende porcaria nenhuma de ciência. Então, não perca tempo com ele. O cara só quer vender curso, livro e consultoria de torra, não tem compromisso com a verdade nem com a ciência. Sobre medição, começaria olhando exatamente o artigo que o Rao nao leu. É uma primeira tentativa de definir por exemplo o que é um quaker. O que é amarelo pra mim pode nao ser pra voce. E ai? Açúcar sei que pode ser medido pelo Brix, mas nao sei se funciona em café. Acidez por medidor de PH. Voláteis, seria caro, coisa pra se medir com cromatografo, em laboratório, não pra amostragem de torra diária. Tem medidor de TDS tbm, mas tem que comprar um bom, tipo Atago pra cima, esses da Difluid não sao tao precisos, pode te levar a conclusoes erradas, sao mais recreativos pro hobbista. E finalmente tem os parâmetros classicos de torra, tipo densidade, perda de umidade etc... mas aí vou chover no molhado.
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