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Iniciantes - Como Extrair na Gaggia Twin
paulohvs respondeu ao tópico de Pedro Freire em Técnicas e Dicas
Este algoritmo é bem interessante para se ajustar o café pelo sabor, acho que merecia estar destacado assim como a forma como o Carneiro postou, talvez no mesmo tópico inclusive. Eu não posso determinar qual jeito é mais fácil de entender para o iniciante, mas chutaria que este é mais intuitivo, mesmo tendo mais variáveis. Abraços. -
Este é o ponto que tenho dúvida. Provavelmente é sim um upgrade, mas é um que realmente vale a pena? Não estou querendo fazer uma troca de máquina para outra em que os ganhos sejam pequenos, nem gigantes neste momento, mas sim algo que recompense, um próximo degrau. Para ilustrar o que estou querendo dizer posso citar a Poemia ou aquela outra Philips que é de 19bar. Pelo o que me consta são melhores que a Chef Crema Silver, mas não chegam a "subir para um próximo degrau", ficam em um nível intermediário. Não justifica o investimento, sem contar que, salvo engano, estes modelos não utilizam filro de 58mm, o que me faria ter que investir em outro tamper e estariam desalinhadas com o "up final". Especificamente sobre as Gaggia, minha dúvida é se qualquer uma da linha representaria um próximo degrau ou se apenas algum modelo específico. Descobrindo qual é este próximo degrau e quanto precisarei investir é que vou me decidir se mantenho a Chef Crema Silver + Krups ou se repasso este conjunto. Abraços
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Estou com essa página da Home Barista salva para ler já faz algum tempo, só não li ainda . Poderia então dizer que o balanço de sabores da bebida pode ser controlado pela cor e a intensidade pela moagem? Ainda assim não consigo encaixar direito os termos subextraido e sobrextraido neste caso. Vejo o uso destes termos quando uma extração é rápida demais ou longa demais e pensava ter algo relacionado a tempo de infusão demais ou de menos, mas por este gráfico entende-se que o tempo não prejudicaria o balanço de sabores desde que o ponto de parada da extração fosse em uma mesma faixa de cor. Abraços
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Entendo Sérigo, então a ideia não é uma cor específica, como o tom achocolatado do início da extração ou caramelizado do final, mas sim uma "mudança brusca" na coloração, correto? Pelo gráfico temos também a questão do ponto em que se começa a ter transparência. Algo que me provoca curiosidade são os outros aspectos da bebida nestas faixas de sabor igual com moagem diferente. Acredito que a textura, por exemplo, mude, apesar de o sabor ficar próximo. Pretendo testar a qualquer hora. No fundo acredito que fixar a vazão ou a cor são caminhos diferentes para um mesmo objetivo. Difícil dizer qual é o mais rápido. Algumas coisas ainda me confundem também. Pegando o exemplo que tive do café Catuai, onde minhas primeiras extrações resultaram em um sabor muito ácido em um tempo curto para encher a xícara, hoje consegui um resultado muito melhor afinando a moagem para resultar em um mesmo volume em maior tempo de extração. Ao traçar uma linha horizontal no gráfico se vê facilmente o que aconteceu, que foi o corte em um momento mais próximo da faixa de equilíbrio de sabores. Esse conceito das cores me provoca confusão com relação aos termos de subextraído e sobrextraído. Se os sabores podem ficar iguais em faixas de moagem, tempo e volume diferentes, o que então significariam estes termos? Abraços.
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Mais ou menos. O que tenho feito com meus cafés e tentar inicialmente algo dentro da "receita" do espresso italiano. Depois disso faço ou não pequenas variações conforme o gosto. Apesar de extrair mais rápido, pó mais fino também oferece maior resistência a passagem de água. Qualquer dia me aventuro em tentar cores iguais com moagens e volumes diferentes. Contudo fico com uma dúvida. Como você lida com cafés com torras diferentes, pois a cor também fica bem diferente? Abraços.
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Achei bem interessante esse procedimento de dar um pouco de café pro santo para garantir uma "limpeza" do moinho Todavia, a minha impressão do Vario é que esta retenção secundária de pó é extremamente baixa e, sendo a proporção de café velho entregue ainda menor, o quanto isto influenciaria no resultado final? Não vou questionar dizendo que não influencia em nada, pois acredito que sim, mas me parece ser em uma proporção tão pequena que, especificamente com o Vario, não valha a pena procedimentos adicionais no dia a dia. Depois comprarei cafés diferentes de torras em data similar para fazer testes de sabor limpando o moinho antes (inclusive finalizando com café pro santo) e não limpando. Ainda a pouco recebi visitas em casa e preparei quatro shots duplos, os dois iniciais com o Catuai e os dois finais com o House Blend da Expresso Brasil. Vi sorriso no rosto do pessoal . Todas as moagens foram realizadas "por dose", então meu procedimento está sendo pesar os grãos antes de moer, jogar no moinho, colocar em manual e deixar o bicho ligado até que pare de cair pó. Curioso notar que depois de parar de escutar o café sendo moído ainda se vê uma quantidade razoável de pó caindo. Depois de desligado dou umas batidinhas no PF para que o pó se acomode e ligo novamente o moinho para ver se ainda não cai mais alguma coisa, mas confesso que não tem caído mais nada. Acredito que estes procedimentos já ajudem a fazer com que o moinho fique mais limpo para o próximo shot. No final dos trabalhos ainda dou umas "batidinhas laterais" e eventualmente cai algum "farelinho". Roger, acho que é diferença dos tipos de café mesmo (e por que não da máquina também), se bem que acredito que você já tenha experimentado o House Blend da Expresso Brasil, correto? Nestes shots seguidos ainda a pouco utilizei 4B para este café e 1U para o Catuai. Não estava com o cronômetro, mas o tempo me pareceu bem próximo agora, talvez ainda um pouco mais rápido com o Catuai. Finalmente consegui uma crema razoável com este café, mas ainda meio ralinha. Era o esperado, pois a torra é mais velha e bem mais clara, apesar de que café mais claro a moagem também seria mais grossa. Intrigante, não? De qualquer forma, o que seria de uma pessoa sem um bom moinho e dois cafés destes? Acho que um ia para o lixo puramente por falta de conhecimento. Alexandre, como seria uma limpeza profunda do Vario para eliminar esta pastinha que comentou? Seria algo possível somente na assistência técnica? Abraços. PS: ainda não provei o Catuai na nova moagem, devo fazer mais tarde, ainda hoje. Fiz muito mais café do que bebi hoje.
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A alguns minutos fiz o teste que falei voltando com o café do Alexandre, torra do dia 14/10, pacote aberto em 30/10. Aproveitei o término do consumo de um chá verde e estou guardando o café em uma lata como esta, que me parece vedar muito bem: Fiz a moagem no ajuste 4G, dose de 14,1g moídos já no filtro (pesei 14,3g antes da moagem, o belezura é este Vario, ainda mais se considerar que uma fração do pó na verdade caiu no suporte do PF) e obtive uma extração de 50ml de bebida em 26s, Crema presente na quantidade e na cor que gosto. Em fim, ficou bem certinho para um duplo de espresso italiano. Sabor e corpo excelentes, apenas um leve ácido só no final da xícara. Minha preferência por uma extração levemente mais longa é exatamente para matar este ácido e também deixar a bebida um pouco mais cremosa. Considerando os dias que se passaram desde a vez que ficou "perfeito" no 4G dá para imaginar que afinarei um ponto na micro para cada dia de envelhecimento do café. Muito bom ter este ajuste micro. Acho que estes meus testes foram bem conclusivos com relação ao tamanho da diferença de moagem entre os dois tipos de café que tenho hoje aqui. Confesso que levei um susto pensando que meu Vario tivesse tido algum tipo de desajuste em tempo recorde, mas não é o caso, ao voltar para o café do Alexandre vi que os ajustes estão bem consistentes. Com tão pouca retenção no Vario acredito que não é problema ficar moendo por dose e, eventualmente, trocar o café sem fazer uma limpeza "detalhada". O que acham disso? Abraços
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Sei bem, o tempo de torra influencia bastante, porem a diferença de idade do café não me parece ser tão grande assim. Dos cafés que já lidei e que ficaram velhos precisei ajustar no máximo "um ponto" no Krups. A diferença destes que citei ficou bem maior (pelo menos aparentemente, já que ainda estou conhecendo o tamanho dos "steps" do Vario), sendo que ainda não achei "o ponto" deste Catuai. Roger, eu também esperava ter que fazer ajustes apenas no nivel micro, porem não foi o que aconteceu. Nas primeiras moagens que fiz com o Vario e o café do Alexandre usei na faixa dos 2k e a extração estava lenta demais. Ao chegar nos 4k-4G ficou bom. Já para este outro café esta faixa está rápida demais. Ontem "brinquei" até o 2T e ainda estava rápida, mas já com 24s. Na minha máquinha tenho gostado das extrações que chegam perto dos 30s. Hoje vou testar novamente com o café do Alexandre voltando para a faixa dos 4G para confirmar esta diferença. Se sim, acredito então que para o Catuai terei que moer na casa do 1k. Abraços.
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Carneiro, eu também chegaria a esta conclusão se não tivesse visto o volume de "pasta preta" no final da xícara, "claramente" (o trocadilho besta, rsrsrsrs) maior na bebida preparada com o pó provido pelo Vario. Pode não ser o mais correto, mas este era o meu indicador de volume de particulado. Como tenho duas french de modelos iguais, para este teste preparei o café simultâneamente. Utilizei as mesmas dosagens, que foram pesadas após moer o café, mesmo volume de água, tempos de pré-infusão e de infusão, força ao baixar o embolo, em fim, tudo o mais igual descontadas as variações do fator humano. A hipótese que vento neste momento é que a dimensão destes sedimentos no fundo da xícara não necessariamente está no nível de "particulado", estes seriam ainda menores. Neste caso a densidade deles faria com que "flutuassem" por toda a bebida. Talvez fosse possível comprovar isso ao olhar para as bebidas e perceber uma "menos limpa" do que a outra. Isto explicaria estas diferenças, pois poderia se concluir que o Vario produziu uma distribuição maior de particulas grandes, porém uma parcela maior que a do Krups das que "passam pela tela" e não são particulados. Já o Krups teve um nível menor desas particulas "intermediárias", mas maior de particulados que ficaram "livres" por toda a bebida e provocaram essa sensação de "pó na bebida" no sabor. Abraços.
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Bom saber disso. Pela experiência que tenho com a Chef Crema, creio que não haveria problemas então em utilizar o filtro de 58mm da Rancilio em uma Gaggia, a possível pena seria a não fixação deste no PF, algo que já convivo sem problemas. Qualquer daqueles modelos da Gaggia é um upgrade consistente para minha Chef Crema Silver, ou há algum em que estaria trocando seis por meia dúzia? Abraços
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Muito interessante o quanto varia o nível de moagem necessário para café diferentes. Com o café do Alexandre, torrado dia 14/10, estava utilizando o Vario em Macro 4 Micro K (4K para os íntimos) com ótimos resultados. Até brinquei afinando um tantinho mais para ver como ficava. Abri hoje um café que ganhei, um Catuai Amarelo da Fazenda Baú, torra em 25/09, comercializado pela Grenat, pacote com válvula. Pense num café cheiroso. Fiz três extrações bem ruins hoje, começando do ponto que estava para o café do Alexandre. Café "enxurrada", extraindo muito rápido. Cheguei no ajuste 2T, já mais próximo do que tem que ser, mas ainda um pouco longe. Parece que ainda vou apanhar um pouco até pegar a manha de "quantos passos são necessários" para adequar ao tempo de extração que preciso. A primeira fechou nos 20s-21s e a última nos 24s-25s. Olhando para o bolo não vi sinais de canalização, na verdade este está até bem mais "comportado" do que com o café do Alexandre, está soltando "por inteiro" e com topo bem plano. Abraços
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Para pegar dicas, ou por que ele está vendendo alguma que possa ser interessante pra mim? Abraços
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Entendido. O que me surpreendeu mais foi que, mesmo sendo um "lixado muito fino", ainda assim influencia bastante na eficiência do moedor diminuindo drasticamente a quantidade de "maniveladas" necessárias e, consequentemente, o tempo de moagem. Rapaz, vou querer combinar esta experiência sim, estou bem curioso de até onde essa brincadeira pode chegar, pois acredito que este HG esteja no mais alto nível do que se tem disponível. Só agora estou descobrindo o tanto de coisa boa que temos aqui em Brasília, pois, tirando o forum, não conheço outros tão "dedicados" ao café. Por conta de meu outro hobby, que assim como o de muitos que se iniciaram no CDC é o audio e vídeo, pude conhecer pessoas maravilhosas. Periodicamente estamos nos juntando para ouvir um bom som, trocar experiências e, obviamente, jogar papo fora. Abraços.
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Aproveitando e revivendo o tópico estou em dúvida de qual máquina seria um "próximo passo" para a Chef Crema Silver, ou seja, qual seria a próxima opção acima dela que valeria a pena investir. Ao mesmo tempo que me decidia pelo moedor acabei conhecendo as máquinas da ECM, sendo que a Classika II se tornou meu objetivo, mas hoje não estou em condição de investir nela devido a outras prioridades. O fato é que depois de uns testes que fiz comparando o moedor Krups e o Vario para prensa francesa, acabei ficando mais tendencioso a vender o Krups. De certa forma é bom, pois quando mudar para o "apertamento" meu espaço será bastante reduzidoe não seria prático acumular muita coisa. Assim me surgiu a idéia de vender o "kit iniciante" com Chef Crema Silver e Krups e pegar uma maquina melhorzinha. O detalhe está na questão de qual máquina é melhor o suficiente para valer a pena mudar da Chef Crema Silver. Ainda não calculei bem qual valor é razoável para este "Kit Iniciante", mas tenho uma idéia. Dependendo do valor que o próximo up exigir, vendo o kit ou desisto da ideia. Sei bem dos "pulos" que existem passando pela Rancilio Silvia, ECM Casa e ECM Classika, mas todas estas estão bem acima do que quero dispor por agora. Também penso que nesta faixa de preço vale mais a pena esperar um pouco mais e juntar a grana lodo para uma Classika de vez. Todavia conheço pouco sobre o que existe entre Chef Crema Silver e Rancilio Silvia. Me lembro apenas das máquinas da Gaggia, mas destas talvez só a Baby Twin me atenda, já que quero uma máquina compatível com filtro comercial de 58mm. Contudo acho que o preço "normal" de uma destas é quase 2K, correto? Em fim, estou precisando de uma ajuda do pessoal que conhece mais sobre as opções disponíveis. Não estou querendo obrigatoriamente uma máquina 0km, mas se usada que seja pelo menos de alguém cuidadoso. Abraços.
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Muito interessantes estes moedores manuais que produzem pó "top de linha", realmente uma solução para uso caseiro bem legal. Como achei bacana acabei me vendo pesquisando novos conhecimentos. Fiquei curioso com essa questão de "amaciar" o moinho, não tinha ouvido falar disso antes. Tecnicamente o que muda para provocar tamanha mudança no funcionamento como o Bernardo relatou para o seu HG? Por curiosidade, este amaciamento também ocorre nos moinhos elétricos? Confeço não ter percebido isso no "velho" Krups, apesar de que hoje tenho moído mais fino com ele para o mesmo café ao preparar espressos. Vou ficar de olho nisso para o Vario. Falando nele, acho que de moinho elétrico pouco provavel de eu querer algo melhor que o Vario, vendo estes "super-manuais" me parece fazer bem mais sentido investir neles caso a minha exigência para espressos suba demais da conta. Gostaria de compará-los algum dia para conhecer a real dimensão. Isso sem levar em conta que acima de determinado nível começa a não mais se distinguir um moinho melhor ou pior que outro, mas apenas "diferente". Abraços.
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Rodrigoks, acredito que gere esse valor todo sim. O tempo não e assim tão curto, coloquei ambos os moedores para trabalhar ao mesmo tempo, mas o Vario concluiu o serviço em menos da metade do tempo, porém e nítido o quanto o Krups gira mais rápido. Junta isso ao material diferente das mós e se tem resultados bem distintos. No tópico sobre dicas de moedores postei uma foto com pó moido nos dois e pode—se perceber até uma coloração diferente, mais escura com Krups. Preparei ontem um total de 8 xícaras de 60ml, metade com po de cada moedor, onde eu e a mulher provamos. Ela também notou o mesmo que comentei sobre os particulados no final dá xícara. Quanto a crema, creio não ser derivada principalmente de particulado, mas de po mais fino de um modo geral. Porem na prensa a "tecnica" me parece influenciar um pouco também e, talvez, tenha sido melhor aplicada no preparo com o pó do Krups. De qualquer modo foi uma diferença pequena. Abraços.
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Fiz o teste. O Krups perde para o Vario na prensa também, mas definitivamente não na mesma proporção que no caso do espresso. De fato o teste na prensa foi bem interessante. 1) O ajuste de moagem foi o mais grosso disponível nos dois moedores (no Vario este ajuste poderia mudar ainda mais um pouco dependendo da regulagem). A impressão visual foi de que a granulometria ficou bem parecida. 2) O grão utilizado foi o House Blend do Alexandre com torra no dia 14/10 e pacote aberto hoje especialmente para este "evento". As moagens foram realizadas simultâneamente, dosagens iguais e preparo simultâneo também (estou com duas french iguais). 3) O café feito com o pó do Krups produziu um pouco mais de crema (pareceu até um "espressinho" na xícara) e, pasmem, com menos particulado (aferido na "pasta" no final da bebida). 4) Aqui entra a parte interessante, mesmo com mais particulado, a bebida feita com o pó do Vario ficou com menos amargor, quase não presente. Além de sentir mais amargor, na bebida feita com o pó do Krups tinha-se a sensação de "sentir" mais os particulados, ficou uma bebida mais "travosa" comparativamente. Em contra partida a bebida com pó do Vario estava com um pouco menos de corpo. Estas características me levam às seguintes impressões: 1) A rotação mais alta no Krups e produção de calor ao moer o café são mais influentes em "gerar amargor" do que a quantidade de particulados. 2) O menor volume de crema e menor corpo da bebida leva a crer que o pó moído no Vario estava mais grosso do que deveria (apesar de não parecer). Um ajuste mais fino "tenderia" a produzir menos particulados nesse moedor e gerar uma bebida com mais corpo, o que talvez aumentasse a diferença entre Vario e Krups neste método. Acho pouco provável de eu manter o Krups, pois há muitos recursos que posso utilizar no Vario para melhorar os cafés na french (até a troca das mós), sendo que no Krups creio não ser possível melhorar a quetão do calor. De qualquer forma foi bem legal mais uma vez ver o tanto de "caldo" que se consegue com o Krups, o custo X benefício bom. Abraços.
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O negócio é que o Vario custa 10x o valor do Krups, então vendê-lo até ajuda, mas bem pouco. Acho que nem vale a pena nesse caso. Pelos valores que conseguimos com o Alexandre, o desconto em se pagar o Vario à vista é equivalente ao preço de um Krups nos dias de hoje. Este GVX2 tem um custo bem baixo, sendo que já foi menor. Excluindo os modelos manuais, não conheço nada em uma faixa de preço parecida que entregue o mesmo conjunto, a mesma relação praticidade x qualidade. Pelo que li o Espressione Titan, por exemplo, fica bem pra trás. Moedor elétrico abaixo do Baratza Encore e que valha a pena parece ter apenas este Krups, considerando os modelos que encontramos aqui no Brasil. Estou em fase de análise se venderei ou não o meu Krups, pois ter dois moedores para métodos específicos é uma mão na roda, mas se o Krups perder na prensa francesa na mesma proporção que perdeu em espresso para o Vario, aí vou preferir ficar mudando a regulagem do Vario. Pretendo fazer este teste hoje ainda. Abraços.
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Dica - Vou trocar meu moedor, e agora?
paulohvs respondeu ao tópico de Patricia Giraldes em Moedores
Para o meu gosto não fica ruim, só não fica tão bom quanto com moedores melhores. Meus parâmetros são algumas "cafeterias" que já fui aqui no DF e diversos "cafézinhos" que provei na casa de diversas pessoas. O pior de tudo que já provei acredito ter sido o Melita fervido, que é para extrair mais o gosto . Nunca tive um Hario, então não posso falar dele por experiência própria, mas em várias leituras vi que o pessoal o considera melhor que o Krups para se prover pó para espresso (não sei o quanto). A questão entre estes dois me parece mais se o que procura é praticidade ou qualidade. Recomendaria um ou o outro baseado no perfil de moagem da pessoa. Acredito que manivelar o Hario para 4 duplos, por exemplo, seja bem chatinho. Uma alternativa interessante ao Hario é o moinho tipo Mimoso, vale a pena dar uma olhada no tópico específico sobre ele. O Fogo fez um teste e concluiu que vale mais a pena do que o Hario, mas aí tem que ver se há local próprio que dê para instalá-lo. Acho bem bacana, dá um visual "retrô" ao cantinho do café. Por estas experiências que tive acredito que o Encore é um maravilhoso moedor para início de carreira, tem um custo X benefício bem interessante. Acredito que com ele se consiga um café em um patamar bem superior ao do Krups e gastando menos que 1K. Todavia, enquanto estiver disponível, o Krups continua sendo uma opção bem acessível e capaz de provar a um descrente que moer o café na hora no nível adequado ao método de preparo e ao grão escolhido faz toda a diferença. Abraços -
Dica - Vou trocar meu moedor, e agora?
paulohvs respondeu ao tópico de Patricia Giraldes em Moedores
Kkkkkkk. Difícil de dizer, não é? Sem dúvidas estou vendo isso. Moer direto no PF e com o mínimo de sujeira e desperdício é fantástico. Não comprei um funil para passar o pó do reservatório para o PF, então colocar o pó moído no Krups no PF exigia um certo trabalho e sempre acabava provocando sujeira. Ao acabar as sessões praticamente não tenho com o que me preocupar com o Vario. Com o Krups eu passava um bom tempo limpando o reservatório e a saída de pó do moinho (nunca deixei isso para "o segundo dia"), que sempre ficam com parte do pó grudado. O único detalhe que discordo é quando dizem que o Krups não dá conta de espresso ou de prensa francesa. Tem suas limitações, com moedores melhores a bebida será sem dúvida melhor, mas ainda assim o Krups com café novo e bom vai oferecer uma experiência muito boa nestes dois métodos "dos extremos", basta aprender as técnicas de preparo e utilizá-lo adequadamente. Não fosse o Krups acho que não teria "mergulhado" tanto neste mundo e jamais teria chegado ao ponto de investir em um Vario. Abraços -
José, só acontece quando o café é moído grosso demais ou se existir falha na compactação e a água canalizar. Ajustando a moagem e compactação corretamente a água começa a cair na xícara também por volta dos 6s ou 7s com o filtro comercial. Para o filtro comercial deve-se utilizar moagem mais fina e aplicar compactação no bolo. Abraços.
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Dica - Vou trocar meu moedor, e agora?
paulohvs respondeu ao tópico de Patricia Giraldes em Moedores
Segue, conforme prometido, a foto das moagens lado a lado. Creio que não seja necessário explicar mais qual é a de cada moinho: Abraços -
Dica - Vou trocar meu moedor, e agora?
paulohvs respondeu ao tópico de Patricia Giraldes em Moedores
Pessoal, desde que chegou o Vario que apenas tinha feito moagens com ele, tanto para testar quanto para achar o ajuste correto para o café que comprei. Tanto os shots "errados" quanto os "certos" ficaram com sabor muito bom. Como era um café que já tinha experimentado antes, mas já a um bom tempo, tinha o seu sabor na memória e percebi facilmente a grande evolução que tive com o novo moinho. De qualquer modo não seria justo comparar apenas com o que existia na memória, então ainda a pouco coloquei o café do mesmo "lote" no Krups e regulei para que o shot fosse extraído no mesmo tempo, volume e dose do que tinha ajustado no Vario. O resultado foi a confirmação do que todos os usuários experientes falam aqui no CDC, a diferença de um moedor para outro é ENORME, pelo menos foi o que "disse" meu paladar. Chega a dar a impressão de que se utilizou grãos diferentes. A diferença tinha que ser esta mesmo, afinal de contas um moedor custa 9 vezes o valor do outro conforme preços vistos no site da Amazon. Investimento 100% justificado na minha opinião. Voltando ao café, as diferenças começam já no aspecto do pó. No Krups são formados "bolões", enquanto que no Vario isso praticamente não existe (os que vi, quando vi, eram minúsculos). Até a cor e cheiro do pó ficam diferentes. Acredito que isto ocorra por que o Krups gira muito rápido e gera calor, o que queima um pouco o café. Talvez este aspecto seja até mais influente no sabor da bebida do que a quantidade de particulados. No caso do Unique Blend, que eu estava saboreando antes, praticamente não sentia amargor moendo com o Krups. Já com o House Blend da Expresso Brasil dá para sentir com clareza, coisa que não aconteceu nem quando moí fino demais no Vario e fiz uma sobreextração de 50ml de bebida em 40s. Realmente é impressionante, vejo que agora vou "redescobrir" todos os cafés que já experimentei. Mesmo tendo dito tudo isso, ainda acho exagerado dizer que o Krups não serve para espresso, pois ele consegue se dar melhor com determinados grãos de café. Mesmo tendo ficado um pouco de gosto amargo com o café da Expresso Brasil, ainda assim a bebida ficou saborosa ao meu gosto e, sem dúvidas, não é qualquer cafeteria que consegue algo melhor (de fato ainda não consegui visitar nenhuma, mas já peguei as indicações das que devem fazer). Para quem está com medo de "cair de cabeça" na brincadeira, eu ainda indico o Krups, mas fica o aviso, com um moedor bom o sabor será outro, realmente muito melhor. É como sair de um sistema de som in-a-box, como estes kits da Denon e da Onkyo, e partir para um conjunto Hi-End. Vou ver se posto depois fostos das duas moagens. Abraços -
Recentemente comecei a refletir um pouco sobre a minha "modificação" na Chef Crema Silver. Segundo já li por aí, o filtro pressurizador original é parte do conjunto que faz com que a máquina trabalhe na faixa dos 15bar de pressão. Atualmente substitui o uso deste filtro por um comercial, sem pressurizador. Minha dúvida é saber qual é a atual pressão de trabalho da máquina? Medindo a vazão de água pelo grupo chego nos 100ml em 30s, o que parece ser correto. Mas lendo o outro tópico sobre o ajuste de OPV da Chef Crema Silver me vi pensando que, já que a máquina é projetada para trabalhar em 15bar, então na verdade a pressão ficaria em constante subida até chegar neste limite, independente do filtro utilizado. Seria isso mesmo? Todavia, creio que "vencido" o elemento restritivo a pressão do sistema pare de subir. Assim sendo, considerando os "parâmetros de ouro" do espresso italiano, fazer uma extração de 14g de pó para um duplo e 50ml de bebida nos 25s (considerando as tolerâncias) daria uma "pressão média" de 9bar? Coloquei "pressão média" por que, considerando que a máquina é projetada para 15bar, no início da extração a pressão seria maior devido ao bolo mais restritivo e, no final, menor, pois o bolo se torna menos restritivo. Seria isso mesmo? Seria este o comportamento da minha máquina "modificada"? Abraços.
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De fato, a compactação que fiz foi com a intenção de ser o mais parecida possível. Por conta da moagem e tempo de extração iguais, acredito ter obtido êxito . Não tinha pensado nisso, mas o fator temperatura é o mais provável de ter variado mesmo, apesar de eu procurar "surfar" de forma igual e da percepção igual nas duas bebidas. Não sei dizer se, para o caso, a produção maior de crema viria de uma temperatura maior ou menor, ou mesmo mais próxima da faixa ideal. De modo geral simpatizei mais com o filtro mais novo devido aos furos mais próximos às paredes laterais do filtro, parece-me mais correto. Se bem que, pensando bem, o filtro simples não possui esta característica. Abraços