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Popular Content

Showing most liked content since 12/17/2017 in Posts

  1. 25 points
    Bastante tempo sem escrever, ainda que de longe, periodicamente dando uma espiada no forum. Desta perspectiva (mais afastada), observei uma tendência a postagem de afirmações e opiniões muito subjetivas e de “verdades absolutas”, “indiscutíveis”, frequentemente equivocadas e que, além de nada acrescentar confundem e levam pelo caminho equivocado aos menos experientes, dificultando e atrasando o aprendizado. Acredito que a maior parte destas “fake news” é involuntária, fruto do desconhecimento ou do deslumbramento das primeiras descobertas, achando ter encontrado o Santo Graal do café perfeito. Outros posts des-informativos, afortunadamente menos numerosos, são por conta de agendas próprias, que tentam vender “seu peixe”. O problema é que todos os posts tem um mesmo peso, o iniciante não consegue distinguir o joio do trigo, e desde que os pontos básicos dos principais assuntos concernentes a este forum foram descritos faz tempo, e “arquivados” como informações básicas, acontece que os posts que mais aparecem são os dos novos participantes (que muitas vezes não leram, não testaram ou simplesmente não entenderam o recado) e que colocam, frequentemente, com muita (falsa) “segurança” “verdades” subjetivas que assim são aprendidas pelos recém chegados. Muitos dos participantes que mais tem contribuído, são profissionais habituados ao método científico, que corretamente colocam suas experiências e observações dentro dos seus limites experimentais , explicando que o resultado descrito é valido somente nestas condições (estes grãos, moedor, método de preparo, temperatura, grau de torra, etc.), enquanto outros, sem estes conhecimentos, tendem a fazer afirmações gerais, que não se cumprem em condições diferentes. Eu sei o mal que estas “fake news” podem provocar. Já quebrei uma máquina por conta de informações equivocadas, quando iniciei a participar em fora de café, e levei bastante tempo para aprender a distinguir os participantes que sabiam do que falavam e os que não. Vejo com pesar, que diversos participantes que muito contribuíram para estes fora, deixaram de postar ativamente, imagino que muitos por ter esgotado o tema, porém outros possivelmente cansados de ter de corrigir conceitos equivocados e participar de discussões improdutivas. Fico feliz também de ver que vários valiosos colegas perseveram no “apostolado” continuando a desenvolver, aprimorar e divulgar os conhecimentos sobre este tema. Em síntese, um conselho aos recém chegados ou menos experientes: antes de adotar uma informação verifiquem que esta é realmente confiável, e seja modesto e objetivo ao postar sua experiencia, ninguém é dono da verdade.
  2. 22 points
    Agora que passou a correria da Compra Coletiva, dá pra contar um pouco da última aventura que arrumamos por conta do café. Todos os cafés dessa CC são das Matas de Minas ou de locais próximos. A Roast também anda fazendo negócios na região. Então foi pra lá que saímos na sexta dia 01/12 bem cedo pra fazermos o seguinte trajeto em 3 dias (ou pelo menos era a ideia): A: BH / B: Araponga / C: Santa Margarida / D: Coletivo Café (Venda Nova do Imigrante) / E: Guaçuí / F: Pedra Menina / G: Alto Caparaó Saímos de BH debaixo de chuva, que seria nossa companheira de viagem por boa parte do tempo. A primeira parada, depois de umas 7h na estrada, foi Araponga, estrela da vez nos concursos nacionais. Fomos recebidos pelo Paulo Henrique, seu pai e outros parentes, no escritório/laboratório de torra/tulha que a família tem na cidade. O gente boa estava acabando de preparar umas mesas de prova pra gente com cafés deles e outros produtores da região: Igor e Paulo Henrique no laboratório de torras Encontramos lá ninguém mais ninguém menos que Leo Moço, também aguardando pra provar os cafés. Fizemos duas rodadas de prova, e ficamos bem satisfeitos pelo lote 3 que havia sido escolhido pra CC, já que ele realmente estava dentre os melhores (o que veio a se comprovar quando ele ganhou o 3o lugar CD das Matas de Minas pela Emater). Tivemos a oportunidade de provar novamente o campeão do Coffee of the Year, que estava no nome da mãe do Paulo, a Sandra. Que cafezão!! Botamos as duas sacas do lote 3 no porta-mala, nos despedimos, e partimos rumo a Santa Margarida, sem saber os desafios que nos aguardavam na estrada. O caminho que fizemos passa por cima da Serra do Brigadeiro, e os cenários que apreciamos chegando na serra é dos mais bonitos que já vimos nessas nossas aventuras cefeinadas! Bate de frente com os vales do Caparaó! A foto aí não faz jus ao que a gente viu, quase não deu pra sair do carro por conta da chuva… mas é o que tem: Cenário próximo à Serra do Brigadeiro Depois de apreciar as paisagens tivemos que encarar já no escuro uns trechos beeem complicados de estrada de terra. Pra minha sorte o Igor tem experiência em trilhas um tanto mais difíceis, hehe. O registro na manhã seguinte mostra o estado que ficou o carro, causando essa cara de desgosto do gato Resultado do rally para Santa Margarida Chegamos bem tarde em Santa Margarida, e por mais inconvenientes que nos sentíssemos, fomos super bem recebidos pelo casal de produtores Rosângela e Eliéser! Nos hospedaram no improviso mas com um conforto pra ninguém botar defeito! Eu e o Igor com a Rosângela e Eliéser em sua propriedade em Santa Margarida Na manhã seguinte conhecemos rapidamente a propriedade, e foi muito legal ver o esforço que eles têm feito nas últimas safras pra produzirem cafés de qualidade. Terreiro suspenso na propriedade da Rosângela e Eliéser: uma das ferramentas usadas na busca por qualidade Como era uma quantidade maior de sacas que o casal iria nos fornecer, não teria como levar no nosso carro. Então combinamos a forma de entrega das sacas e partimos para Venda Nova do Imigrante, para participarmos de mais uma edição do Coletivo de Portas Abertas, no Coletivo Café, espaço super legal do pessoal do Have a Coffee. Este ano o evento foi bem mais completo, contando com vários cursos e palestras, rodadas de negociações, barracas com comidas variadas, etc. Encontramos com vários conhecidos, experimentamos cervejas artesanais da região, assistimos uma palestra da Raposeiras sobre torra de prova… Palestra da Isabela Raposeiras no Coletivo Café sobre torras de prova … e participamos das mesas de cupping para negociação: Uma das rodadas de prova e negociação no evento do Coletivo Café Os microlotes dos cafés provados (entre 15kg e 2 sacas) estavam sendo arrematados por valores pré-definidos pelos produtores, com um pequeno acréscimo a ser revertido para os custos do evento. Arrematamos uma saca de um pequeno produtor de Pedra Menina para a Roast. Já de noite, saímos numa chuva leve rumo a Guaçuí, pra encontrar com nosso amigo @dessidepaula. Mais uma vez lidando com estradas não muito favoráveis, chegamos bem tarde. Mas de qualquer forma, fomos recebidos de braços abertos pelo Leandro. Acordamos com uma mesa de café da manhã cinco estrelas nos esperando. Em seguida, fomos dar uma volta pelo cafezal pra ver como estava. Propriedade do Leandro Ficamos surpresos ao ver pés de Obatã Vermelho com os frutos ainda acabando de amadurecer em dezembro! E também foi curioso ver no mesmo pé cereja, flor, e frutinhos verdes. Na nossa última conversa com o Leandro, que ocorreu agora logo depois do Natal, ele comentou que esse Obatã V. já foi colhido e está seco. Ficou de nos mandar uma amostras desse café e com toda certeza tem potencial para aparecer por aqui novamente em futuro não tão distante. Cerejas do obatã vermelho, em alguns ramos se misturando com a florada da safra seguinte Voltamos da caminhada e fomo nos divertir no Probatino novinho em folha do Leandro. Fizemos vários batches, a maioria de cafés dele mesmo, e alguns de amostras que tínhamos ganhado na viagem. Torrando alguns batches no Probatino Logo em seguida já fizemos um cupping de alguns batches, e mesmo recém-torrados deu pra ver o potencial dos cafés do Leandro, e como o esforço em produzir melhores cafés está dando resultado, mesmo com tão pouco tempo. Após o almoço, o Leandro nos honrou com um convite: nessa nova fase que ele, a família e a fazenda estão vivendo no ramo de cafés especiais, ele está plantando árvores no pomar da casa como símbolos dos novos vínculos que ele está formando com pessoas do ramo. Então fomos convidados para plantar duas mudas que vão representar esse nosso laço de amizade, o trabalho que estamos realizando conjuntamente, e os projetos futuros que vamos construir. Igor e Leandro plantando uma muda como símbolo do vínculo que o café especial criou entre nós Três gerações de produtores: duas de fato, e uma estamos na torcida pra assumir o legado do pai Nos despedimos, pra seguir até Pedra Menina. Foi este o trecho mais complicado da viagem, pois saindo de Guaçuí tivemos que passar em algumas estradas bem complicadas por conta do grande volume de chuva durante a noite anterior. Em uma subida mais difícil eu tive que descer do carro pra empurrar, com lama até a canela, kkkk. Em alguns trechos, mesmo asfaltados, a estrada estava bem obstruída: Um dos muitos deslizamentos na estrada Finalmente chegamos em Pedra Menina e fomos direto pra Cafeteria Onofre, da família Abreu de Lacerda. Encontramos com o Afonso, já nos aguardando, além de muitas outras pessoas entre parentes e visitantes, já que a cafeteria sempre anda muito movimentada. Entre os visitantes com quem conversamos estava a Georgia do Lucca Cafés de Curitiba, o professor João Batista Pavesi (orientador da Caparaó Jr., empresa júnior do curso de Tecnologia em Cafeicultura, do IFES, que está fazendo um trabalho super legal com os produtores na região), e um grupo de jovens amigos moradores da região pra quem demos umas dicas sobre cafés especiais e torrefação doméstica. Mais uma grata visita ao Afonso e à família Abreu de Lacerda Depois de bater muito papo, sempre acompanhado de um cafezinho, e quando vimos que não ia demorar pra escurecer, carregamos o carro com as 3 sacas do lote do Afonso da CC e partimos para Alto Caparaó. Desta vez o Igor tinha um novo copiloto: Novo copiloto do Igor. Não gostou muito não… diz que ele era um saco! Isso já era no final da tarde de domingo. Não tínhamos mais cafés para pegar, mas queríamos muito passar em Alto Caparaó, e queríamos evitar fazer a viagem toda de volta pra BH de noite com chuva. Resolvemos então que iríamos dormir numa pousada em Alto Caparaó e voltar pra BH no final da manhã de segunda. Ao chegar em Alto Caparaó, deixamos nossas coisas na pousada e fomos encontrar com a produtora Carlizany. Fomos super bem recebidos por ela e sua família, apesar de já ser tarde. Fomos servidos com um cafezinho excelente, e a conversa estava boa e se estendeu até quase meia noite. Ouvimos os relatos sobre os esforços recentes da família para produzir cafés de qualidade, as participações nos concursos, e as dificuldades que eles enfrentam. O Tino apareceu por lá também, ele é da família do marido da Carlizany, e nos oferecemos para preparar o café dele que tínhamos levado. Foi unanimidade, todos reconheceram o potencial do café. Eles nos contaram como nos últimos anos o Tino tem alternado como campeão do concurso do Alto Caparaó com outro produtor da região, o Zé do Alexandre. Quando perguntamos pro Tino sobre possível fermentação do lote que compramos, ele confirmou o fato e nos explicou sobre o processo: os cerejas da colheita seletiva ficavam armazenados em sacos fechados no cafezal ao longo da semana à medida em que eram colhidos, e somente no sábado eles desciam o morro com os sacos para despejar tudo no terreiro. É um procedimento arriscado, mas que no caso dele acabou dando um ótimo resultado, provavelmente por conta da alta altitude dos talhões e do clima ameno da região. Nos despedimos e ficou combinado que encontraríamos com o Marcos, marido da Carlizany, na manhã seguinte bem cedo. Como combinado, o Marcos nos pegou na pousada segunda cedo e fomos fazer uma visita na propriedade do Zé do Alexandre, já que a Roast garantiu algumas sacas de seu lote campeão do município e gostaríamos de conhecê-lo. Ele nos recebeu de braços abertos, mesmo que não tivéssemos marcado a visita, e o papo foi bem interessante. Visita à propriedade do simpático Zé do Alexandre Fomos depois nos encontrar novamente com o Tino pra pegar umas amostras de outros lotes interessantes que ele colheu nesta safra. Aproveitamos para registrar o momento nessa foto que merece até ser emoldurada Expressão da felicidade que lidar diretamente com o produtor nos traz Voltamos pra pousada para tomar um café da manhã rápido, juntar nossas coisa, e partir pra BH. Depois de tantos momentos gratificantes, novos vínculos com produtores, e aprendizado, tivemos que encarar 11h na estrada por conta de desvios e retornos que tivemos que fazer pra evitar alagamentos e acidentes. Sim, aquela volta gigante no mapa passando por Ipatinga é o que realmente fizemos, pra fugir de Rio Casca que estava inundada. Chegamos em BH umas 22h bem cansados, mas com a imensa satisfação pela missão cumprida.
  3. 21 points
    Salve amigos amantes da torra doméstica, neste tópico vamos compartilhar com vocês tudo do processo de torra dos cafés da Compra Coletiva e aproveitamos também para abrir um espaço exclusivo para que as discussões sobre como torrar esses cafés ocorram. Pra começar, temos muita coisa pra compartilhar, o processo para o café chegar torrado na casa de vocês foi muuuito longo. Para não nos perdermos nessa discussão e para tornar o texto mais organizado, vamos deixar cada assunto bem separadinho. Nossa ideia é a seguinte. Neste post vamos escrever sobre o processo para desenvolver os perfis de torra e sobre as dificuldades que enfrentamos e como conseguimos superá-las. Vamos falar ainda sobre como foi torrar esses cafés e passar algumas orientações para ler os logs que vamos compartilhar. Somente em um segundo momento é que vamos compartilhar os perfis que escolhemos para cada café e comentar sobre a razão das escolhas que fizemos. Além, é claro, de contar um pouco sobre algumas peculiaridades de cada grão. Modelando os Perfis de Torra: A rotina para desenvolver os perfis que utilizamos para cada um dos cafés foi a seguinte: 1- Fazer uma torra de prova: Utilizamos o Ikawa para fazer as torras de prova. Como o Ikawa é super ágil para torrar, conseguimos desenvolver mais de uma curva de torra com ele para cada café, o que acabou ajudando bastante. Mas caso não tivéssemos um Ikawa em mão, uma torra de prova neste momento já seria o suficiente, uma vez que nosso objetivo é conhecer o café. 2- Provar os cafés: Em um segundo momento montamos uma mesa de prova com todos os cafés torrados e fazemos uma rodada de cupping. Neste momento nosso objetivo é observar quais são os traços sensoriais de cada café. Mesmo já conhecendo os cafés, pois já havíamos provado todos, gostaríamos de saber se os cafés que chegaram correspondem realmente às amostras que provamos anteriormente. 3- Modelar a torra: Aqui é parte mais complicada e que exige mais experiência do mestre de torras. Vamos dar uma pincelada somente e depois podemos voltar nesse assunto caso vocês queiram. Bem, uma vez que já conhecemos os cafés e já sabemos o que queremos destacar de cada um, precisamos tomar decisões sobre como vamos modelar as torras. Essas decisões são orientadas basicamente por dois fatores: pelo sensorial que já foi analisado pela torra de prova (e por outras torras quando necessário) e pelas características do grão (umidade e densidade). Em geral, quando um café é muito complexo, com boa densidade e sem defeitos, o caminho que escolhemos é de fazer uma curva muito parecida com uma curva de prova, pois ela tende a destacar tudo o que o grão tem para oferecer, sem “esconder nada”. Quando temos um café menos complexo, com baixa densidade, o caminho geralmente é outro, partimos para uma curva com taxa de variação de temperatura (ou RoR - Rate of Rise) decrescente. Independente do caminho que tomamos, as escolhas que fazemos para modelar nossos perfis de torra são sempre guiadas pela taxa de variação de temperatura (RoR). Isso vai ficar bem mais claro quando começarmos a explicar os caminhos que tomamos na hora de torrar os cafés desta Compra Coletiva. 4- Escolher a temperatura final: Uma vez que já modelamos nosso perfil de torra, ou seja, já sabemos exatamente a forma como vamos torra cada café, daí partimos para a escolha da temperatura final. Neste momento fazemos a torra exatamente do jeito que estabelecemos e tiramos amostras para analisar qual a melhor temperatura final para determinado café. Novamente abrimos o café em diversas xícaras para realizar mais uma rodada de cupping e determinar a temperatura final que queremos para cada café. É incŕivel a diferença que alguns graus trazem na xícara, é possível encontrar dois perfis sensoriais bem diferentes para o mesmo café, com a mesma abordagem, variando somente 1 ou 2ºC na temperatura final. 5- Torrar os cafés: Tudo converge para este momento, onde realizamos a torra planejada. Aqui fazemos a torra da forma como modelamos e finalizamos sempre na temperatura final previamente estabelecida para cada café! A temperatura final é super importante, mesmo que por algum motivo a torra ocorra um pouco diferente do que foi planejado, finalizamos sempre na temperatura final que escolhemos para o café. Dificuldades encontradas: Tivemos uma série de dificuldades, mas todas decorreram de um pequeno detalhe, precisávamos torrar 240kg de café em 3 dias!!!! O torrador que tínhamos a disposição era um Atilla com capacidade máxima para 15kg, mas para utilizar todo seu potencial tomamos a decisão de torrar com 8kg somente, que representa 53% da carga máxima recomendada pelo fabricante. Entretanto, nunca tínhamos torrado com essa capacidade, geralmente fazemos batches de 5 ou de 3kg nesse torrador. Acontece que quando colocamos 8kg no torrador, descobrimos que ele não conseguiria executar, com essa carga, o perfil que havíamos planejado para os cafés anteriormente. Tivemos então que reajustar os perfis e alterar a carga. Isso complicou bastante o nosso trabalho! No fim conseguimos executar os perfis planejados com pequenas alterações, mas tivemos que levar o torrador ao seu limite com as cargas que utilizamos, que variou de 5 a 6kg. Vocês poderão observar nos logs que vamos compartilhar que utilizamos todos os recursos que o torrador oferece. No final desta postagem explico sobre esses recursos passando algumas orientações para leitura dos logs. Além dos recursos do torrador, tivemos que utilizar duas estratégias chaves para atingir nosso objetivo (só lembrando, torrar 240kg de café em três dias): primeiro, utilizamos a temperatura inicial mais alta e bem próxima da temperatura de saída dos grãos, pois assim o tempo de espera entre as torras é menor, otimizando nosso tempo. Segundo, o tempo total das torras não poderia ser muito grande, pois a diferença de uma torra de 10min para um torra de 15min seria realmente um limitante para nosso objetivo. Foi uma experiência extraordinária torrar esses cafés para vocês, mas realmente não sabemos se é algo que pretendemos repetir futuramente. Foi bastante estressante ter que tomar decisões rápidas por conta do curto período de tempo que tínhamos para torrar e o trabalho para realizar as torras foi gigantesco, muito maior do que havíamos pensado. Para que tenham uma noção, contando as torras que fizemos para desenvolver os perfis, foram 48 batches no total! Na terça feira, dia 12/12, passamos 11hrs seguidas torrando. Além disso, fazendo um balanço pessoal das torras, não ficamos 100% satisfeitos com os resultados. Gostaríamos realmente de ter mais tempo para modelar melhor os perfis e principalmente ter mais tempo para realizar as torras com calma. No fim, ficamos ao menos com a satisfação e a sensação que fizemos o melhor que foi possível fazer dentro de todas limitações que encontramos e realmente esperamos que esteja a altura de vocês. Orientações para leitura dos logs. Os eventos que irão aparecer nos logs são os seguintes: Rotação do tambor: toda vez que tem um comentário seguido de “rpm” isso significa o giro do tambor. Exemplo: 65rpm. Controle elétrico do exaustor: é o controle do giro do ciclone, aparece em comentários de alteração do fluxo de ar o intervalo de variação é de 900~2700. Controle mecânico do fluxo de ar: é, em porcentagem, o quanto aberto ou fechado está a válvula borboleta que fica presente na tubulação que liga o tambor ao ciclone que controla o fluxo de ar. Aparece também em comentários de alteração do fluxo de ar, entretanto o intervalo de variação é menor, geralmente de 50 a 100. Chama: é a pressão de gás que está indo para os queimadores. Aparecem nos comentários como GAS e são números que variam de 0 a 33, sendo 33 o limite da máquina, ou seja, 100% de toda carga térmica proveniente dessa fonte. Combinações no início da torra: O primeiro comentário de cada torra contém as informações de entrada, por exemplo, 900/70/50. Isso significa que o giro do ciclone estava em 900, a rotação do tambor em 70rpm e a válvula borboleta estava 50% aberta. Logo em seguida há sempre um comentário sobre a chama de entrada. Por enquanto é isso aí galera. Vamos deixar vocês com algumas fotos agora e daqui a pouco voltamos para contar dos cafés. Ikawa mandando ver nas torras Xícaras sem fim... Provando e provando os cafés. O segredo de uma boa torra está aí. Testando as temperaturas finais. Com o café do paulo avaliamos as temperaturas de 201ºC até 206ºC. Um pouco da nossa rotina de torra, foto sem glamour mesmo para mostra o trabalho. Enquanto um café é torrado, o batch que já esfriou vai sendo embalado. Jogo rápido pra preservar o máximo possível de cada café!!
  4. 17 points
    Fiquei com preguiça de pesquisar, mas acho que nunca mostrei aqui onde faço minhas bebidas cafeinadas: E aqui é o mesmo local mas quando eu recebo café bom, tipo o que o @Lisboa Santos muito mais do que gentilmente me presenteou: Se prestarem atenção vão notar que infelizmente falta algo aí: um Bravo Mini.
  5. 16 points
    Depois de muitas considerações, eu importei uma ECM Classika PID. Vou fazer um post em outro tópico, explicando o processo de forma mais detalhada, mas de forma resumida foi o seguinte. Comprei na Clive Coffee junto com um kit gratuito numa promoção de Thanksgiving. Mandei entregar na Planet Express, que mandou para cá via FedEx International Economy. Gostaria de agradecer e muito ao @Cabral, sem a ajuda dele, essa importação certamente não teria saído do papel. Foram muitas considerações e dúvidas, e ele passou todo o conhecimento dele, não só sobre máquinas, mas como de importação. Essa foi a primeira importação que fiz e tudo deu certo. Agradeço também ao @carlos eduardo, foi ele que me "apresentou" a Classika e também me aturou nas reuniões do CdC durante essas considerações. A Classika da Clive já vem com a válvula joystick, PF naked e um tamper da ECM. O kit essencial da Clive. Pela promoção, veio incluído sem custo adicional.
  6. 14 points
    Chegou minha base, qualidade excepcional e muito bonita, valorizou mais ainda o cantinho Enviado de meu MI 6 usando Tapatalk
  7. 10 points
    Últimos pães do ano: calabreza curada, parmesão de 1ª, e azeitona preta vagabunda.
  8. 10 points
    Ainda "in love" com minha base e meu "mini upgrade" (nova avalanca). Falei para o Gil que em comparação com a alavanca e manipulo antigo esse novo (principalmente em madeira) melhorou muito a ergonomia.
  9. 10 points
  10. 10 points
    Papai Noel chegou com um dia de atrasado a bolsa chegou hoje. Valeu , qualidade excelente , muito resistente , fundo rígido , aguenta peso e pancada. Vem em um saco de algodão com o logo da Orfeu. http://20171226_195039 by Carlos Eduardo, no Flickr A parte interna tem um revestimento impermeável. 20171226_195225 by Carlos Eduardo, no Flickr 20171226_195356 by Carlos Eduardo, no Flickr É bem maior do que eu imaginava , cabe praticamente tudo , Handpresso auto. 20171226_200011 by Carlos Eduardo, no Flickr 20171226_200302 by Carlos Eduardo, no Flickr FP Bodum de 1L e Hario de 350ml , Impress , moedor , balança , termômetro/temporizador digital . 20171226_200936_Burst01 by Carlos Eduardo, no Flickr V60 n2 , aerocino . 20171226_201503 by Carlos Eduardo, no Flickr Moedor clone do Porlex , AP , moka e bule do Lipe , a bonavita digital fica grande demais. 20171226_212924 by Carlos Eduardo, no Flickr Não tem identificação de fabricação, mas deve ter sido feita no Brasil, pois o fecho magnético é Eberle.
  11. 9 points
    Está me parece uma bela mala:
  12. 9 points
    Como mencionei outro topico, importei uma ECM Classika PID. Há tempos que eu queria uma maquina melhor. Quando vi que queria viajar exclusivamente para isso, considerei comprar aqui. O Alexandre, da Expresso Brasil, tinha uma maquina pronta-entrega. Eu tinha marcado de ir vê-la, mas foi vendida antes. Pedi orçamento de uma nova por encomenda, que devido ao novo modo de entrega/logística da ECM/Alemanha para o Alexandre, o preço ficou mais caro e não pude fechar. Segue um resumo das considerações para importar. Opções da Europa. Na Bella Barista, máquina 922 e frete 201 libras. Na Elektros, 998 e frete 295 euros. As máquinas só em 220V. As lojas enviam diretamente para courier e são experientes em enviar para fora, testando e embalando com esse fim. Nos meus cálculos, o preço poderia variar de R$ 9000 até uns R$ 9500. A Eketros ainda me deu um desconto de 7%. Como não queria usar transformador e instalar tomada de 220V não foi uma possibilidade, essas opções foram descartadas. Opções dos Estados Unidos. Todas em 110v, mas as lojas raramente mandam via courier, ou seja precisa de um redirecionador (package forwarding). Whole Latte Love. Classika U$ 1299 + PF Naked U$ 54, o que daria R$ 10.200-10.600. Infelizmente, descobri que só aceita agora cartão de crédito com billing address nos EUA ou conta Paypal americana (mesmo caso de outras lojas, como 1st line coffee). Poderia ser via transferência bancária, mas há imposto. Pensei em TransferWise, com câmbio menor que cartão de crédito. Se o fiscal da receita pedisse documentos comprovando os gastos, não sei como seria. Poderia comprar pela WLL via Amazon, mas aumentaria o preço da Classika U$ 1369. Curioso é que nem o vendedor da WLL me indicou comprar via Amazon. Italian Beam Delight. O vendedor, no início se mostrou atencioso, mas era doido e queria me vender a Bezzera PID, dizendo que a ECM é copy cat com 95% da qualidade da Bezzera. Perdi a confiança quando ele me disse que a Classika tinha acabado sem estar em trânsito e que só vendia ECM quando não tinha Bezzera disponível. Ficou me oferecendo várias outras maquinas (Lelit PID, Elektra Art Leva/Sx). Mas no dia seguinte ele achou uma Classika no estoque. Clive Coffee. Ultima opção, porque era a mais cara: U$ 1495, com acessórios adicionais: válvula joystick, PF Naked, tamper da ECM (além dos paineis laterais em branco ou preto). Bem menos importante, vem um kit da Clive com Café, 2 shots de espresso e toalha microfibra. Teve uma nova promoção fim de ano, mandando sem custo adicional um kit com pitcher, tamper mat, knockbox, balança bonavita. Redirecionador: Cotei preço em vários: Usabox, Shipito, MyUs, Planet Express, Skybox e outros. Daquelas que tentei contato, a única que teve atendimento de primeira, desde do primeiro e-mail, foi a Planet Express, que também tem bom preço do frete. Comprei numa segunda na Clive, sexta chegou depósito da Planet, que enviou para a FedEx na segunda. Chegou em campinas na quinta. Devido a um erro da FedEx - minha remessa não foi incluída no manifesto do voo - voltou para os EUA. Para a minha angústia, ficou 1 semana parada em Memphis. No final, recebi com 1 semana e 4 dias depois de sair da Planet, 4 dias após o prazo inicial da FedEx. Imposto Para os cálculos dos impostos, usei a conta que o @Cabral já tinha colocado nesse tópico e me passou. Fiz um arquivo no excel, com uma planilha para cada uma das opções de lojas. Verifiquei também o cálculo do site http://tributado.net/ Um das questões era declarar ou não frete no commercial invoice. O imposto sobre o frete aumentaria em torno de R$ 1000 reais na conta final. Mas se o fiscal da receita encrencar por não estar declarado, poderia multar. O invoice gerado pelo site da Planet tinha o frete declarado, mas o valor total constava só o valor da mercadoria, e não o somatório. Devido esse atraso da FedEx, falei diariamente com o SAC deles. Em uma das vezes, me explicaram que há uma nova resolução publicada em Outubro. Na nova resolução, o frete é incluído no cálculo de imposto só quando a compra é pela internet com valor do frete maior ou igual o valor do item. Não sei se isso procede mesmo; não achei nada na Internet para confirmar isso. O mais próximo que achei disso foi o link, que não corrobora o que o representante falou. Ouvi informações conflitantes de outros representantes da FedEx. Quem for importar algo via courier, dependendo do valor do frete/item, vale a pena procurar mais a respeito da nova resolução. O frete via FedEx International Economy foi U$ 293. Paguei ao todo $314 para Planet, o resto foi pelos serviços, plano de consolidação, etc. O atendimento foi de primeira, assim como a consolidação. A caixa veio bem embalada com os itens super protegidos. Cálculo dos impostos: Bom, baratooo não deu, principalmente comparando com opções da Europa, mas para mim a Clive foi a única opção. Era isso ou esperar a viagem algum dia. Agora, é curtir a máquina, que já está fazendo espressos excelentes. Curti a válvula joystick e os acessórios que vieram. Com o atraso, existe a possibilidade da FedEx estornar o valor do frete para a Planet. Se isso vai ocorrer, e se eu serei estornado em alguma parte, eu já não sei. Mas o supervirsor da Planet me enviou um email esponanteamente avisando que eles estão verificando. Muito obrigado aos amigos @Cabral e @carlos eduardo por toda a ajuda durante o processo!!!
  13. 9 points
    Salve pessoal, só complementando, TODAS as encomendas restantes foram enviadas hoje. Passamos sábado e domingo trabalhando pra que isso ocorresse.... e trabalhamos muito, muito mesmo! Aos poucos vamos postando os códigos de rastreamento e confirmando os pagamentos restantes. Pedimos que tenham um pouco de paciência com a gente, estamos exaustos e agora que já cumprimos os prazos de envios não queremos fazer mais nada correndo. Em breve voltamos para fazer um fechamento da Compra Coletiva e discutir algumas coisas com vocês sobre viagens, torra e futuro da C.C. Aliás, já tem gente com café.... Grande abraço, Igor
  14. 9 points
    IAPAR 59, se desenvolvendo com toda força. E a próxima safra dele tem novidade, 0% de agrotóxico, não é orgânico, este ainda e um sonho. Mas é primeiro passo!
  15. 8 points
    Enfim, depois de alguns meses de tentativas, no dia 03/01/2018 aconteceu o primeiro encontro CdC Vix (apelido carinhoso de Vitória/ES). No encontro estavam presentes @João Vitor Ribeiro, que gentilmente cedeu o espaço em sua casa para realizarmos o encontro, e sua namorada, @Fcc, @Apoenã Passos Passamani e namorada o @Lunatico e eu! Foram algumas tentativas de realizar o encontro, mas o corre-corre do dia-a-dia não permitia, até que tivemos uma oportunidade bacana e então nos reunimos. Como foi o primeiro encontro, métodos e equipamentos não faltaram e cafés então! Tivemos uma grata experiência de provar um Geisha que conseguimos, que café exótico! Um aroma de especiarias (temperos) e uma acidez marcante! Para acompanhar os cafés tivemos um delicioso bolo de laranja feito pelo @Fcc e um pão de fermentação natural que fiz especialmente para o encontro. Infelizmente não pude ficar até o final, depois os demais podem colaborar com mais detalhes. Abaixo seguem algumas fotos: Da esquerda pra direita: Namorada do @João Vitor Ribeiro, namorada do @Apoenã Passos Passamani e ele, eu, @Fcc, @João Vitor Ribeiro e @Lunatico @João Vitor Ribeiro comandando a Fiamma dele :-) Pão do @m3nd3s (eu) Acho que já podemos marcar o próximo, antes que 2018 acabe! heheheh
  16. 8 points
    Salve amigos, vi que já existe um tópico sobre cursos, mas achei melhor postar estas informações aqui nos classificados. Recentemente a BSCA fechou uma parceria com a SCA (Specialty Coffe Association - resultado da fusão SCAA+SCAE) e tornou mais viável a realização de cursos certificados SCA no Brasil. Os amigos devem saber que a SCA é uma organização que representa milhares de profissionais do café, desde produtores a baristas, em todo o mundo, a fim de promover a excelência em cafés especiais, e para isso administra e promove um programa de educação ensinado por Authorized SCA Trainers (AST), ou formadores autorizados, em torno do mundo. O Coffee Skills Program (CSP) ou Programa de Habilidades do Café, é dividido em módulos (green coffee, roasting, sensory skills, barista skills e brewing) e cada módulo em três níveis (foundation, intermediate e professional) oferecendo assim educação especializada para cada etapa da carreira do profissional ou "amante" do mundo do café. Como a indústria dos cafés especiais é bem diversificada, o programa de educação permite que se escolha a área que mais atenda aos interesses e necessidades do aluno/profissional, ajudando-o a desenvolver sua paixão e compartilhar suas habilidades, além de certificar o seu conhecimento em nível internacional. Em parceria com a Argenta Cafés de Curitiba, ministrarei o curso de BREWING INTERMEDIÁRIO, agora nos dias 17 e 18 de janeiro, e temos ainda 2 vagas disponíveis. Diferentemente de um curso de métodos, o módulo Brewing fornece, através dos diversos métodos de preparo e dos conceitos de medição científica da extração, aprendizagem prática que permite entender o desempenho de todas as variáveis que afetam a extração do café. O nível intermediário é recomendado aos profissionais ou amantes do café que desejam dominar a manipulação das técnicas de extração para poder melhorar a qualidade da sua xícara. Tem a duração prevista de 16 horas/aula (divididas em 2 dias), que culminam na aplicação de uma avaliação escrita e de uma prova prática. Atingida a suficiência em ambos os exames, o aluno recebe o certificado e reconhecimento internacional que comprova ter cursado com rendimento o curso de formação do módulo de extração, emitido pela sede europeia da SCA, na Inglaterra. Para aqueles que querem se dedicar à carreira de formação da SCA, cada certificado desse tem uma pontuação específica, e ao atingir 100 pontos o estudante recebe um "diploma de aplicação", que é o reconhecimento da Organização pela sua dedicação ao estudo do café especial. Mais informações sobre o programa vocês podem acessar aqui: https://sca.coffee/education/ Fico à disposição para maiores esclarecimentos, informações, curiosidades, e pra conversa fiada sobre café também por DM, email (schiavon.borgo@libero.it) ou Whatsapp (+39 327 793 5698). Um abraço e bebam com responsabilidade :-)
  17. 8 points
    Salve amigos, passamos para a segunda etapa então, onde vamos compartilhar os logs e estratégias que utilizamos para torar esses cafés. São 6 cafés o todo, pra não nos sobrecarregar vamos tentar postar sobre um café a cada dois dias. Tentaremos seguir sempre o mesmo padrão nas postagens. Começaremos falando das curiosidades e peculiaridades de cada grão. Em seguida já passamos para a parte da torra e vamos apresentar como vemos cada um dos cafés. O próximo passo é compartilhar com vocês o formato de curva que escolhemos para o grão, explicando a razão de ter feito isso. Por último vamos tentar narrar um pouco sobre a torra que fizemos, explicando como foi feita a passagem do campo teórico, onde tínhamos um formato da curva já preestabelecido, para o campo prático, onde temos um torrador com uma série de recursos que reagem de formas diferentes a pequenas alterações. Qualquer dúvida que tiverem ou se algo não estiver claro, não hesitem em perguntar. Se soubermos vamos responder na hora. 1- GKV - Café do Leandro - IAPAR CD Curiosidades e peculiaridades do grão: Este café tem uma história legal que queremos contar para vocês antes de falar sobre como torrá-lo. Como vocês já observaram, ele é um CD, ou seja, passou por um processo para se retirar a casca antes de ir para a secagem. O curioso sobre esse café é exatamente a forma como a casca foi removida. Em geral, os produtores utilizam uma máquina grande e robusta para descascar o café. Essa máquina é super prática, ela é toda elétrica, basta jogar o café que acabou de ser colhido (e que nem precisa ter sido com uma colheita seletiva) e ela já separa os grãos em três grupos: boia, cereja e verde. O que é descascado é somente o cereja, que corresponde ao grãos mais maduro e os outros dois grupos caem em duas bicas separadas. Acontece que essa máquina gasta muita água para operar e a água que é liberada após o uso precisa de um tratamento especial. Já o Leandro utilizou um método mais raiz para descascar o café e que é ecologicamente correto!!! Ele utilizou uma máquina manual da marca Pinhalense para fazer isso e fez 3 sacas de café assim, no muque!!!!! Vocês não tem noção do trabalho que dá pra fazer isso. Passar manualmente, balde a balde, somente o cereja pela máquina e ir girando uma manivela para descascar! Este deveria ser o café mais caro da Compra Coletiva sem sombra de dúvidas!!! É algo realmente trabalhoso. Vou compartilhar com vocês um vídeo que o Lisboa fez quando esteve lá na região em maio para competir no Brasileiro de Aeropress. Outra peculiaridade sobre esse café é o tamanho da peneira dele. Ficou 95% acima da peneira 18, o que significa que é um grão gigante. Observem isso aí. O mais legal sobre a peneira, além do tamanho é claro, é que a incidência de defeito em grãos de peneira grande é sempre menor. Ou seja, o resultado é um café mais limpo!! Modelando um perfil de torra: Como esse é o primeiro café que faremos a descrição da forma como modelamos o perfil de torra, vamos seguir o roteiro que passamos no primeiro post para ficar claro como funciona a nossa rotina. Já para os próximos cafés faremos isso de forma mais simplificada. Primeiro provamos o café e identificamos as suas principais características e traços sensoriais. Já havíamos planejamos uma torra para espresso para esse café. Fizemos isso, pois acreditamos que ele possui uma série de características que fazem dele um bom café para espresso: doçura muito alta, corpo alto, acidez presente (mas não marcante) e notas de chocolate. Apesar dessas características não serem unanimidade quando se fala de espresso, entendemos que isso é o que caracteriza um espresso clássico. Queríamos então desenvolver um perfil para espresso que destacasse essas notas. Na nossa concepção, o que é mais propício para isso é um perfil com o RoR (taxa de variação de temperatura) decrescente, algo muito próximo de uma curva clássica (ou ainda das curvas que o Scott Rao recomenda). Esse tipo de curva privilegia um tempo maior na fase intermediaria (também conhecida como fase palha, ou química 1 ou Maillard etc) o que para o nosso objetivo é importante. Além disso, o café chega não chega com muita energia durante o crack, uma vez que a taxa de variação de temperatura vai caindo ao longo da torra e isso ajuda a controlar melhor o tempo que queremos deixar o café após o crack. Para essa torra buscamos uma taxa %RAO próxima de 20%. Ao mesmo tempo, o café também não pode entrar no crack com pouca energia, pois isso significaria um crack mais brando e uma menor expansão do grão, o que resultaria em um café com menor solubilidade (e isso e ruim para um torra para espresso). Bem, uma vez que decidimos qual caminho seguir, passamos para o passo onde identificamos a temperatura final. Assim, fizemos a torra da forma como descrevemos acima e tiramos as amostras para provar as temperaturas finais. Abrimos o café em 8 xícaras, com temperaturas finais de 202 a 209ºC. Nosso objetivo era buscar o ponto onde houvesse o pico da combinação corpo e doçura. Aqui vamos abrir um parênteses para comentar sobre as temperaturas finais. Como já havíamos falado anteriormente, essa experiência de provar o mesmo café com temperaturas finais diferentes é incrível. É possível notar, por exemplo, que o corpo do café vai aumentando gradativamente xícara a xícara até atingir seu pico, após isso o corpo começa a decair. Para ilustrar melhor essa ideia e o que notamos nessa rodada, vou passar temperatura por temperatura com vocês descrevendo nossas percepções: A xícara com finalização em 202ºC era a xícara com menos corpo, tinha notas de cereais e leve vegetal. Já apresenta doçura e acidez, mas são pouco complexas. A xícara com finalização em 203º C já ganhou doçura, acidez e um pouco de corpo, ainda apresenta nota de cereal. A xícara com finalização em 204ºC mudou drasticamente, a acidez e a doçura já possuem uma estrutura diferente e são mais complexas. Nesta xícara notamos o pico de acidez e já não há mais notas de vegetal. A xícara com finalização em 205º era a mais doce e com uma acidez bem marcante e bastante estrutura (seria a temperatura final que escolheríamos para um perfil de torra para café coado), mas ela ainda não tinha tanto corpo; A xícara com finalização em 206ºC ganhava corpo, continuava com uma boa doçura, mas perdia acidez. A xícara com finalização em 207º era bem doce, com ótimo corpo e menos acidez. Aqui não notamos ainda notas de queimado aparecendo no sabor A xícara com finalização em 208ºC foi onde achamos o pico de corpo, ainda tem boa doçura e quase nenhuma acidez. Nesta temperatura já aparecem notas de queimado e a finalização começa a incomodar. A xícara com finalização em 209ºC estava morta, já não tem mais corpo, a doçura tem pouca estrutura e não está mais tão complexa, não tem nenhuma acidez e já apresenta uma finalização com textura de giz e cinzas. Para esse café decidimos que a temperatura final seria entre 207 e 208ºC. Agora vem a parte final, que é torrar o café. Ou seja, é a parte onde aplicamos tudo o que já havíamos planejado, com a carga que gostaríamos e no torrador que temos a disposição. Para conseguir esse efeito onde a taxa de variação de temperatura fica decrescente no Atílla, temos três possibilidades: Abaixamos a pressão do gás, reduzindo assim a chama e carga térmica do sistema; Aumentamos a exaustão do sistema, funciona desde que o pico de eficiência de transferência de calor chama->ar->grão seja excedido. Diminuímos a rotação do tambor. Cada uma dessas possibilidades tem alguns efeitos que vão além de produzir o RoR descrescente, mas não vamos entrar nesses detalhes por enquanto. Sabendo então dessas possibilidades fizemos o seguinte, entramos com uma temperatura bem alta (210ºC), com exaustão baixa (900rpm e 50% aberta) e rotação do tambor alta (70rpm). Fizemos isso, pois queríamos que a RoR depois do ponto de viragem fosse bem alta. Logo no primeiro minuto fazemos a primeira mudança na torra, aumentamos o fluxo de ar para 1800rpm e aumentamos a vazão para 75%. A partir desse ponto e até a secagem completa do café, vamos abaixando somente a pressão do gás. Já da secagem até o fim utilizamos outra estratégia, começamos a baixar também a rotação do tambor. Fizemos isso, pois conseguimos reduzir a RoR sem tirar a carga térmica do sistema. Se simplesmente continuássemos abaixando a pressão do gás, é possível que no fim da torra faltasse carga térmica para ela finalizar na temperatura desejada, acontecendo assim um fenômeno chamado Stall e produzindo o sabor de baked no café. A torra finalizou com 12min e 14s e o tempo após o crack foi de 19,1% do total da torra. O log com todas esses informações está aqui: https://drive.google.com/file/d/1uuxa8R1nrAvUXv1UEs5cNWW3jf3JR0EB/view?usp=sharing Depois disso repetimos essa torra várias vezes e, como os resultados foram muito próximos, blendamos tudo no final. Segue foto com todos os logs juntos: Por enquanto é isso galera. Depois voltamos para dar mais informações sobre os outros cafés.
  18. 8 points
    Fiz hoje varias torras, principalmente de grão antigo, para testar algumas ideias/dicas do curso de torra do Eystein Veflingstad, p.ex. descobrir em qual potência o ciclone do STC está no equilíbrio, e em qual resfria a resistência, em combinação com a exaustão etc.. Depois torrei um Amaro Gayo da Etiópia e um Hawaii Paradise Meadows. A torra do Paradise Meadows ficou excepcionalmente bonita e cheirosa (com 13% de perda de massa): Torrar no novo STC é realmente show!
  19. 8 points
    Só conhenci a Aram quando o Bruno usou na reunião do CDC , gostei . Vendo desmontado , o equipamento parece ser bem bolado , os defeitos também normais , afinal vcs pagaram um pouco menos para serem os primeiros a usar , com os bônus e riscos. Com o tempo as partes problemáticas devem ser trocadas , mas leva tempo , se o Aram for brasileiro , quem sabe algo acontece depois do carnaval Agora orings são baratas o Aram deveria fornecer a especificação para vcs poderem comprar , se o desgaste destas esta alto , basta usar orings de especificação diferente , sempre tem uma solução barata quando o assunto são orings. Em último caso usar orings encapsuladas que sao igualmente baratas , mas acho dificil chegar nesse nivel. Não adianta esperar que a Aram dê algo que só a Gildaka dá , que é diálogo, atenção, carinho e boa vontade . Isso só o Gil.
  20. 8 points
    Isso aí, entregas em tempo recorde. Agora a pouco terminamos de lançar os códigos de rastreamento dos Correios dos últimos pedidos. Para JADLOG é mais complicado, caso queira o código entre em contato comigo por favor e eu passo por mensagem privada. Caso pediu pela modalidade correios e ainda não recebeu o código favor entrar em contato também. Compra Coletiva quase no fim já. Estamos trabalhando para postar sobre as viagens e torras e em breve traremos essas informações. Grande abraço pessoal, Igor
  21. 8 points
    A última reunião de 2017 do CDC Rio foi hoje , a variedade dos cafés dessa vez bateu o record , teve um nanolote verde que o Jano trouxe do caparao , nasceu o blend - CDC Rio Janu's reserve - christmas edition 2017 . [url=https://flic.kr/p/CUR9RM O café foi torrado pela Master Roaster Nina . Como a ansiedade era grande fizemos um coado com o blend e esse cafe promete , nao vejo a hora de fazer um espresso. Como uma parte do café não tinha sido processado , a gente catou o café. A cena era Hilária , 10 caras ocupando varias mesas em um Shopping sábado uma semana antes do natal , falando alto , com as mesas cheias de badulaques de café , catando aqueles graos estranhos . A única nota triste foi o meu nemox 150 , que depois de moer alguns expressos , soltou fumaça e fagulhas , amanhã eu vou fazer uma necropsia nele .
  22. 7 points
    Cupping para adultos: Cupping para crianças:
  23. 7 points
    Adquiri uma Nuova Simonelli Musica Já esclarecendo: Sim, comprei na OLX ! Mas como nem tudo são flores, já iniciei o processo de limpeza geral, retirar vazamentos, trocar a conexão em "T", restauração da pintura do chassi, trocar a iluminação defeituosa. Grupo sujo Limpeza com Cafiza não deu conta de primeira Caldeira aguardando finalização da montagem (importei aquela válvula de retenção), pois a mesma estava desmontada dentro da tubulação, gerando instabilidade durante a extração. Parece ser um problema recorrente na Musica. Tubulação tinindo, limpeza com vinagre e esponja de aço ! Estava sem ácido cítrico no momento, mas o vinagre deu certo também
  24. 7 points
    Explicando como se trava o corpo do Mini no suporte de madeira. O suporte tem uma bucha roscada onde entra o parafuso que vai precionar um silicone sobre o corpo do moedor e servir como freio para o MINI não girar, inicialmente ia colocar estes botões da 3M entre o parafuso e o corpo do moedor, mas depois de testar vários conclui que o melhor era recuar o parafuso até o alinhamento da bucha roscada e preencher o espaço com cola quente , aqueles bastões de silicone, quando ficar velho qualquer um pode tirar é preencher o espaço com uma nova cola quente. Como se pode ver na 2ª foto , o parafuso, em sua posição mais externa não atinge o Mini.
  25. 7 points
    Salve pessoal, confirmamos os últimos pagamentos e estamos lançando aos poucos os últimos códigos de rastreamento. Até quinta feira já devemos ter finalizado tudo. Estamos trabalhando também nas postagens sobre as viagens e as torras, logo logo traremos novidades. Por fim, amanhã teremos um encontro de fim de ano aqui em BH na cafeteria Oop e vamos levar os cafés de quem escolheu retirada em BH. Mais informações aqui: Para quem perdeu a CC, temos ainda alguns cafés disponíveis e assim que colocarmos tudo em dia podemos reiniciar as vendas. Acredito que isso só deverá ocorrer em janeiro do ano que vem, mas fiquem espertos. A Compra Coletiva ocorre duas vezes por ano apenas! Att, Igor
  26. 7 points
    Recebi hoje do mestre Gil dois itens, um suporte para o Mini, e um suporte de PF mais baixo. Com esses posso agora moer diretamente no PF, com o Mini e o Debut. As primeiras tentativas foram bem promissores, sem sujeira embaixo dos moinhos, e sem canalização na extração.
  27. 6 points
    Para facilitar a busca, já que muita gente sempre pergunta sobre os filtros metálicos para AP, vou postar aqui os links dos filtros mais conhecidos e que tenho usado nos últimos anos. Alguns podem ser encontrados no Brasil, mas a maioria só importando mesmo. Able: filtro de placa perfurada a laser. Já perguntei duas vezes por escrito e não responderam à minha pergunta sobre o tamanho dos furos, mas chuto que o Standard tenha em torno de 300µm e o Fine 100µm. Eu tenho o Fine, usei por mais de um ano, mas faz tempo que o encostei (depois que adquiri outros de malha com furos menores). Altura: filtros de placa perfurada ou de malha (com ou sem borda). Eles também não dizem o tamanho dos furos, mas o de malha sem borda (não tenho este) deve ser equivalente ao KoHi (em torno de 65µm). Eu tenho o "The Mesh" mas, atualmente, tenho utilizado ele na Moka com excelentes resultados (CUIDADO! vejam minha advertência no tópico próprio de Moka rsrsrs). KoHi: malha sem borda, muito eficiente, quase não passa nem luz, tamanho nominal de 63µm. Por não ter borda, tem a vantagem de ser muito fino mas não veda tão bem pelas laterais se puser muita pressão no êmbolo. Tenho um, que uso em conjunto com o IMS de 35µm. IMS: malha com borda, diversos tamanhos de furo. Eu tenho o de 35µm (D63 UltraFine 3.5), é excelente, e uso com o KoHi (por baixo) para segurar o pouco da borra que passa pelo IMS. Kaffeologie: malha com borda. Não tenho, mas parece ser equivalente ao Altura "The Mesh". Xinglings da vida: tem vários por aí, tenho um sem marca que comprei no ML (só R$20, com frete grátis, está esgotado), mas a borda dele é bem vagabunda (meio ondulada e dependendo da temperatura ambiente fica até difícil de fechar o PF da AP). Mas pra começar é uma boa e super barata opção. Tem outros no ML, alguns até com marca (nome) do fabricante. Se alguém tiver de outros fabricantes, posso atualizar esta lista futuramente.
  28. 6 points
    Ontem mesmo, depois que desmontei e remontei, já voltou a funcionar normalmente, exceto pela "aspereza" na manivela. Para tentar melhorar isso, hoje de manhã desmontei tudo de novo, mas dessa vez fotografei. Então antes de mais nada, essa é a sequência de desmontagem: O pistão sai por baixo, basta ir girando a manivela em cima até sair por completo. Desmontei a válvula ontem, mas não fotografei. Para tanto é preciso travar o corpo da vlálvula (eu simplesmente enfiei uma Allen em um desses buraquinhos do lado) e então soltei o parafuso (Allen) que se vê na base do pistão. A válvula funciona assim: Quando vc sobe o pistão, os O-rings "seguram" o êmbolo para baixo, afastando a base do êmbolo do corpo da válvula, deixando a válvula aberta: Quando vc desce o pistão, ocorre o inverso. Os O-rings "freiam" o corpo da válvula que é comprimido contra o êmbolo, fechando a válvula: O que aconteceu na minha Aram foi que a válvula ficou travada na posição aberta, tanto subindo como descendo o pistão. Imagino que isso aconteceu porque acumulou sujeira (especialmente óleo do café) sobre os O-rings, diminuindo a aderência dos mesmos contra às paredes dos cilindros. E como podem ver, estavam bem sujos: Removi os O-rings e lavei tudo, deixando tudo com um aspecto bem melhor: Contudo, na hora de remover e depois colocar de volta nas ranhuras do êmbolo, ficaram meio folgados. A ponto que quando remontei o pistão dentro do cilindro, tive que empurrar o O-ring inferior para baixo do lábio inferior do êmbolo, pois estava meio que "sobrando" material. Nunca vi quando novos, mas tenho quase certeza que perdereram um pouco de sua elasticidade, e achei que estão com um aspecto levemente ressecados. Com isso, tenho certeza que vão dar problema no futuro, por isso quero conseguir pelo menos mais uns 4 (2 jogos) sobressalentes para eventualmente poder trocar. Continua "arranhando" no final do curso do pistão, e acho que isso está acontecendo porque o parafuso é aço e a porca (placa furada em cima) é latão. Na hora de remontar mais do que certeza a rosca não pegou 100% como estava antes, mas como o parafuso é mais duro, ele fez como se fosse um novo caminho na rosca. Sei que latão é mais barato, mas quando duas peças estão tendo atrito assim, se uma é mais mole, algo vai ceder. De resto, o princípio é genial, pois é uma máquina estupidamente simples, e por isso que funciona tão bem, mas tem esses detalhezinhos que precisam ser revistos. Especialmente a base, que na minha está movendo bastante (o oito na haste, não a Aram no oito) - estou pensando em fazer um segundo furo que atravesse o oito e a haste, e meter um parafuso ali. O problema é que não poderei mais regular (facilmente) a altura, mas é melhor do que a Aram ficar bamboleando na mão na hora de manivelar.
  29. 6 points
    Não é quadro, é uma tela de LCD. Durante o dia aparece as praias de Fiji.
  30. 6 points
    @Gilberto, polamordideus, proiba esse povo que já recebeu de ficar postando foto. Isso judia de nós pobres pessoas que ainda tem de usar Encore e passar raiva ou Hario Mini e suar a camisa. Total falta de compadecimento com as castas menos favorecidas do CDC .
  31. 6 points
    Não elogia essa titica de correios , recebi ontem uma compra feita em BH e postada em 27 de novembro , quem comprou por PAC e mora no nordeste deve receber na quaresma. Agora o trabalho de vcs foi muito bacana , essa CC com certeza deu muito trabalho , eu diria que essa CC faz jus a uma frase de Thomas Jefferson. " Quanto mais duro eu trabalho mais sorte eu tenho " Parabéns, dos seis cafés eu já fiz um expresso do Leandro , a imagem já diz tudo . mais tarde vou fazer o premiado da Rosângela 20171221_004217 by Carlos Eduardo, no Flickr
  32. 6 points
    Dez horas !!!!! , vc não precisa de um torrador , mas de uma carta de alforria.
  33. 6 points
    Boa noite, pessoal!!! Seguem algumas artes que fiz... Progredindo aos poucos!! Enviado de meu ASUS_Z012DC usando Tapatalk
  34. 5 points
    Pelo tópico parece que o IDEAL para manter as caracteristicas do grão seria: - torra. - descanso de alguns dias. Algo como 10 dias para espresso e 5 dias para outros métodos. - opcionalmente separar o que será consumido nos próximos dias. - congelar o resto, em doses individuais, vácuo. - sempre direto do congelador para o moedor. Faço diferente do ideal por considerar mais prático: - congelo o pacote ao invés de doses. - vou tirando do pacote congelado o que dura 2 dias, a cada 2 dias. - se acabei de tirar, uma dose vai pro moinho. Resto em pote hermético em temperatura ambiente até acabar.
  35. 5 points
    Presentinho de aniversário Enviado de meu SM-G800H usando Tapatalk
  36. 5 points
    Dando continuidade 2 e 3 - Cafés da Rosângela - CD e NATURAL: Curiosidades e peculiaridades do grão: Vamos comentar sobre esses dois juntos e só separar na hora que for falar torra. Bem, esses são os dois cafés da Rosângela e, como já devem ter observado, eles são lotes distintos do mesmo café. Isso é possível mudando a forma de beneficiamento. Os cafés foram catados em um mesmo período, do mesmo talhão e só foram separados na hora de direcionar para o terreiro. O resultado na xícara é completamente diferente, vamos comentar sobre isso mais adiante. Sobre as peculiaridades dos grãos, os cafés que chegaram para a gente vieram um pouco diferente das amostras que havíamos recebido. Essa diferença está relacionada, prioritariamente, com a catação do café. As amostras que vieram para gente tinha poucos defeitos, enquanto o café que chegou apresenta uma catação mais pobre e uma peneira menos uniforme. Ambos os cafés apresentam alguns defeitos, mas o caso mais crítico é do NATURAL, que apresenta bastante café verde (café que não chegou a amadurecer) e alguns verde cana (grãos que começaram a amadurecer, mas não chegaram no estágio ideal). Há duas estratégias que vocês podem utilizar em casa para que o café fique próximo das amostras que provaram, uma catação pré torra e/ou uma catação pós torra. A catação pós torra é mais fácil de ser realizada, pois o grão verde depois torrado fica com uma coloração mais pálida que o restante do café (geralmente denominado de Quaker). Caso não saiba reconhecer esses grãos sugerimos que realize uma busca aqui no fórum ou no google mesmo, já tem bastante conteúdo sobre isso na rede. Bem, pra finalizar vale ressaltar que esses foram os primeiros cafés especiais que a Rosângela comercializou que não fosse para corretoras de café. Já passamos um feedback para ela sobre os cafés e esperamos ajustar isso caso seja do nosso interesse negociar com ela novamente. Modelando um perfil de torra: Vamos começar falando do Cereja Descascado (CD). Após uma torra de prova e avaliar o potencial do café, decidimos que gostaríamos de destacar a doçura de rapadura e a acidez cítrica desse café na torra. Para destacar essas características escolhemos, novamente, uma abordagem mais clássica para um café coado: secagem mais curta (ROR alto no início), tempo maior na fase intermediaria (ROR decrescente) e tempo após o crack mais curto (1'30"), finalizando a torra perto de 11min. A temperatura final que escolhemos para esse café foi de 206ºC. Para realizar essa curva que planejamos fizemos o seguinte, entramos com o torrador quente (190ºC), com a rotação alta (70rpm) e com a chama no máximo desde ponto de virada. Mantivemos a chama alta até perto do fim da fase de secagem. A partir da secagem começamos a baixar a chama, baixar a rotação e aumentar o fluxo de ar. O café entrou no crack com a ROR quase em 11ºC/min. Catamos esse café no resfriador e não blendamos os batches, eles foram imediatamente embalados após sair do resfriador. Para ver o log, link aqui. Passamos para o Natural agora. Nesse café nosso desejo era destacar bastante sua característica frutada. Para tanto, escolhemos uma abordagem onde o RoR fosse bastante decrescente. Com isso esperávamos também apagar um pouco dos defeitos que aparecem na xícara devido aos grãos verde e verde-cana. Para conseguir realizar essa torra entramos com o torrador ainda mais quente que fizemos com o seu irmão CD, usamos a mesma estratégia no início, mas após a secagem retiramos mais carga térmica para que a torra não ficasse curta demais. No fim a torra ficou com aprox. 11min e finalizou em uma temperatura entre 204 e 205ºC com um tempo após o crack de 1'45". Catamos bem o café no resfriador, mas ainda assim passaram alguns verdes. Foram 6 batches desse café e alguns dos batches a gente blendou. Para visualizar o log completo, link aqui. Pra finalizar, vou postar uma imagem com as torras desses cafés juntas para vejam as diferenças. A curva de azul é a do NATURAL e a de vermelho é a do CD. Observem que elas finalizaram com o tempo muito próximo, mas em temperaturas completamente diferentes. Além disso, vejam também que a curva de azul passou muito mais tempo em uma temperatura mais alta que a curva de vermelho. Isso muda completamente o sensorial do café. Por enquanto é isso aí galera e foi mal pela demora para postar.
  37. 5 points
    Nesse tópico sobre pote a vácuo eu dou minha opinião : http://forum.clubedocafe.net/topic/3731-pote-à-vácuo/?tab=comments#comment-137996 Eu tenho tightvac e airtight , não vou dizer que foi dinheiro jogado fora , pois eles são excelentes para conservar coisas como açúcar demerara , farinha de trigo e etc. Mas para café não, eu tenho uma regra bem simples , o café que eu vou consumir em 30 dias fica na embalagem original sendo consumido . O que extrapolar eu congelo no freezer , um freezer comum trabalha -22°C e um desses de geladeira entre -16/18°C , congelo no saco original ou em ziplock ou em qualquer outra coisa , na minha opinião não acho relevante como congelar. http://forum.clubedocafe.net/topic/5919-aberta-verde-e-torrado-2ª-compra-coletiva-de-2017-do-clube-do-café/?page=7&tab=comments#comment-198236 Mas essa é a minha opinião, aqui no CDC como a gente discute coisas subjetivas como sabor de café, no fundo cada um acredita no que quer. Para um café que vou consumir em no máximo em 30 dias , conservar ele em uma airtight de 30 dólares ou numa titghtvac de 18 dólares ou numa lata de leite ninho , para meu paladar não faz diferença nenhuma. Como isso é um hobby , esses badulaques sofisticados são bens legais de ter e usar , apesar de inúteis.
  38. 5 points
    Sou novo por aqui. Meu nome é Marcos Roberto e moro em Recife. Conheci o café especial ainda esse ano quando entrei no Borsoi Café. Me apaixonei de cara. Sigo estudando e praticando. Segue as fotos que fiquei devendo da coffee travel bag da Orfeu. Bom, basicamente eu uso ela com esses produtos, levo também os filtros da aeropress. O saco de café eu coloco no lugar do avental. Gostaria que ela fosse maior, até mesmo porque chegarão outros produtos em breve e faltará espaço. Mas estou muito satisfeito com a aquisição. Abraços Enviado de meu ONEPLUS A5000 usando Tapatalk
  39. 5 points
    Uau, foi rápido mesmo!!! Que bom, pelo menos isso para compensar minha demora para enviar. Eu tinha torrado exatamente esse café mês passado no probatino e minha ideia era mandar ele. Entretanto, achei que seria mais legal mandar uma torra do STC para você Marco, até porque consigo compartilhar o log dela. Mas com essa correria de fim de ano e Compra Coletiva acabei atrasando o envio. Além disso, mandei verde para você testar o café por aí também, espero que curta!! Atualmente esse é o café com mais prestígio que temos na Roast, pois é o Campeão do concurso de qualidade de Alto Caparaó e pontuamos ele 88pts por aqui. Acho que assim encerramos o amigo oculto, pois recebi meu presente ontem também! Quem me tirou foi o Luís (na realidade o Eduardo sumido) e ganhei um pacote de 250g de uma torrefação de Três Pontas chamada Vime e duas cervejas artesanais!!
  40. 5 points
    Pedi um prismo e chegou por esses dias. Pra mim, fica muito no que vocês previram. Subextrações com temperatura mais baixa por culpa da aeropress mesmo (eles recomendam preaquecer com água fervendo por alguns segundos antes, suspeito que é o mesmo que vocês têm feito com a Aram - mas continua em baixa temperatura). Mas quando se usa granulometria de espresso, a coisa realmente funciona: se você esperar pouco mais de 1min sai uma bebida equilibrada. E, estranhamente pra mim, mais fácil de ajustar do que espresso tradicional. Dá pra usar filtro de papel numa boa, colocando por cima do dele. Faz espressos falsos limpinhos e deliciosos. Como muitos previram, nada de crema. Não no geral. Ela só vem sob condições muito estritas, e como a gente vai ajustar a bebida mantendo essas restrições? Não parece que a crema sai na extração. Parece que ela é formada depois, quando o café está quase acabando na câmara, e a válvula do prismo dá uma engasgada e produz uns jatos diferentes. Não parece bem crema. Parece uma batidinha de omelete. O filtro de metal dele, como não precisava oferecer resistência nem conter a água antes do aperto, não precisou fazer concessões e pôde se dar ao luxo de ter quantos furos quisesse por área. O resultado da escolha de 70 microns (parece que trocaram de 80 pra 70 no produto final) é bem bom, produz uma bebida muito parecida com as das cestinhas de espresso tradicionais. Usar a BR deles ajuda na crema, mas é interessante experimentar outras ao redor e outras no nosso gosto de espresso. CUIDADO: O pré-aquecimento com água fervendo precisa ser esvaziado de uma vez só. Se você esvazia pela metade, ele cria pressão dentro e produz jatos de água quente pela válvula sem apertar! Está avisado no manual, mas de uma forma muito genérica e sem ênfase. Aqui por pouco não provocou um acidente. Conclusão: pelo preço, vale muito a pena. Se tem uma palavra que define o prismo é: consistência.
  41. 5 points
    Vc tem razão @Lisboa Santos nesse instante o Gil esta trancado no seu laboratorio secreto pensando , vem coisa aí.
  42. 5 points
    Mais uma vez, obrigado a todos organizadores da compra coletiva ! Torrando por aqui: Café da região de Araponga (Café do Paulo)
  43. 5 points
    100% inútil não, mais para 110% . A idéia é perfundir TODO o café de forma homogênea, para que vc não tenha grão sub nem super-extraído. Fazer um buraco para "canalização" só vai causar extração heterogênea. Vc sabe por que brasileiro acha que mexer no café na hora da perfusão é mais pecado que tacar pedra na cruz? Porque por uma centena de anos o povo foi acostumado com os Melittão da vida, café de 5ª qualidade que era então literalmente queimado na torra para "homogenizar" o sabor (horrível). Usando um adubo desses, se vc agitar vai extrair mais coisa ruim de algo que só tem ruim para oferecer, então se despeja a água só no centro do coador e se conversa em voz baixa para não agitar de forma alguma aquele chorume. Por que o PF Melittão não é cônico como o da Hario ou Kalita e sim largo? Para haver menor contato da água com o pó, diminuindo a extração (e consequentemente diminuindo o amargor). Obviamente há um limite em quanto que se deve agitar (se exagerar ocorrerá super-extração => café amargo), mas qualquer artifício que vc use para homogenizar a perfusão vai lhe render uma xícara de melhor sabor e resultados mais consistentes.
  44. 5 points
    Moedor de café Mahlkonig K30 em ótimo estado. Um ano de uso em uma pequena cafeteria chamada Panna Cotta na rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, em Pinheiros, e 3 anos na minha cozinha moendo uma média de 2 cafés por dia. Sou o segundo dono. Este moedor foi comprado novo aqui em São Paulo. SEMPRE usado para cafés especiais. O moedor K30 é para uso profissional, mundialmente conhecido por sua qualidade e durabilidade. Possui 2 programações diferentes, para um e dois espressos, tem contador de doses e controle de moagem preciso (stepless). (220V).
  45. 5 points
    Eu vou dizer como eu faço, congelo de qualquer jeito no freezer , meu freezer trabalha a -22°C e o freezer de geladeira entre -16 e -18. Nessas temperaturas tudo para . Para dar um exemplo na Suécia na ilha artica de Swalbard esta localizado o Silo Global de Sementes de Svalbard , as sementes do planeta são mantidas a -18°C e se o sistema der pau elas vão ficar entre -4 e -6 , e devem durar séculos. São acondicionadas sem grande mistério. Se esse metodo serve para a reserva de biodiversidade do planeta serve para meu café. https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Svalbard_Global_Seed_Vault
  46. 5 points
    Bom dia a Todos, gostei do tópico :). Bom pra começar, e ilustrar um pouco do que o Fernando falou, segue uma foto da ultima encomenda de cafés que entreguei. Torrados no Bolinha a lenha. Bom, o que essa foto significa ? Primeiro de que eu fiquei 10 horas ininterruptas torrando café ( girando a bolinha ) rsrs. Segundo, eu cheguei em um ponto onde tenho mais encomendas do que eu consigo atender torrando desta forma. Então sim: O negócio pra mim é torra, não cafeteria e então neste final de ano estou dedicando muito tempo e energia em tentar viabilizar um torrador que eu posso instalar aqui em SP mesmo, no fundo da minha casa. Pra isso, a principio fui atrás de um Probatino, mas me parece que estou propenso a fechar um " Speciatto " da Carmomaq - ( http://www.carmomaq.com.br/produtos.php#altura ) Só estou dependendo do financiamento que deve sair ( ou não ) essa semana. Estou tentando esse financiamento primeiramente na pessoa física, visto que ainda não pretendo tocar a " Torra Fresca Cafés " em tempo integral, por tanto seria mais simples ir se " empresariando " aos poucos. Vamos falando ! Fernando boa sorte que 2018 seja Ô ano pra você e para a 1268 !
  47. 5 points
    O Nemox ressuscitou após a necropsia era um fio que encostou no estator , abriu arco e fez fumaça e cheiro de queimado. Uma fita de alta fusão foi o suficiente. Para comemorar , dois expressos moídos no Nemox. O café sendas do Tamorim , que deve estar com torra recente porque fez muita crema. E o expresso do blend CDC Rio , bem doce , daqui a 5 dias vamos avaliar ele , mas vai ser bem doce.
  48. 4 points
    Todos já me responderam, quem havia retirado o Eduardo já sabe o seu novo amigo oculto. Roda fechada!
  49. 4 points
    Voltei hoje de BH, e o pacote do meu amigo já havia chegado. Recebi três cafés pipocados pelo Cal, ainda não provei, mas são torras homogêneas com boa expansão. Vai ser uma experiência legal pois nunca tomei cafés torrados na pipoqueira. Valeu Cal!
  50. 4 points
    Aí o registro do momento temido pelos funcionários da agência do bairro, em que chega um doido em fim de expediente trazendo uma montanha de caixas pra despachar, kkkk
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